A cartografia histórica referente ao século XVII privilegiou alguns poucos núcleos urbanos do Brasil, com desenhos relativamente precisos de sua área urbana e de seu entorno. Não parece ter sido o caso para a maioria das localidades então existentes, como Natal/RN, para a qual é de se questionar até que ponto os poucos mapas daquela época representam a realidade urbana da cidade de então. Este artigo discute essa questão a partir da representação gráfica da cidade por um conjunto de mapas, interpretando-os a partir do confronto com manuscritos coevos existentes sobre a cidade. Em que pese algumas incongruências e lacunas, os mapas analisados de fato permitem uma percepção relativamente precisa sobre o que era a cidade e seu entorno no período em apreço.
Palavras-chave:
desenho; representação; cartografia; Natal; século XVII
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Fontes: Google maps, modificados pelo autor.
Fonte: MORENO, Diogo de Campos. Relação das Praças Fortes coisas de importância que Sua Majestade tem na costa do Brasil. 1609. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. (PT/TT/MR/1/68). Imagem cedida pela ANTT
Fonte: MORENO, Diogo de Campos. Livro que dá razão ao Estado do Brasil. Biblioteca Municipal do Porto (BMP)
Fonte: Seção de Mapoteca e Iconografia do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro.
Fonte: Atlas da costa do Brasil. Biblioteca Nacional de Portugal (
Fonte: ALBERNAZ I, João Teixeira (o Velho). Descrição de todo o marítimo da Terra de Santa Cruz chamado vulgarmente, o Brasil. Arquivo Nacional da Torre do Tombo. (PT/TT/CART/162). Imagem cedida pela ANTT
Fonte:
Fonte: desenho elaborado por Luana Cruz e Hélio J. de Oliveira Jr. (CRUZ, 2015, p. 95)