O aumento da violência política após a implantação da República em outubro de 1910 e a incapacidade do Estado em manter a ordem encontraram na indústria seguradora uma nova forma de proteção contra o risco de destruição e perda de propriedade. O seguro contra greves e tumultos articulou uma indústria em expansão com um crescente sentimento de insegurança por parte da burguesia. Através da análise de imprensa nacional e internacional, relatórios policiais e correspondência de seguradoras, este artigo analisa a introdução, a difusão e o declínio do seguro contra greves e tumultos em Portugal.
Palavras-chave:
Portugal; seguros; protesto social; segurança privada; riscos políticos
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Fonte: Fundação Mário Soares, pasta: 09022.001.107

Fonte: Jornal de Seguros, n. 282, 31-10-1917, p. 3.
Fonte: Jornal de Seguros. 15-06-1914, p. 6.