Trans/Form/Ação, Volume: 44, Issue: 2, Published: 2021
  • Apresentação Editorial

    Alves, Marcos Antonio
  • Interview with Roberto Bolzani Filho: about Philosophy: themes and pathways, the teaching of philosophy and the relation between philosophy and the history of philosophy Artigo

    Bolzani, Roberto; Oliveira, Eliakim Ferreira; Souza, Gabriel Frizzarin Ramalhães de; Ribeiro, Ramon Ordonhes Adriano
  • The idea of composition in Diderot’s salons Artigo

    Silva, Arlenice Almeida da

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: O artigo examina a noção de “unidade na variedade”, na filosofia e crítica de arte de Diderot. Em diálogo com os ensaios publicados na coletânea intitulada Estéticas de Diderot, de 2015, na qual vários especialistas examinam a atualidade da estética materialista do filósofo, este artigo aproxima as noções de unidade apresentadas na Enciclopédia dos usos e sentidos do termo nos Salões. Pretende-se mostrar como Diderot rompe gradativamente com a epistemologia clássica, ao pensar a obra com uma unidade instável, ligada ao tempo e que se constitui apenas no fazer da obra; especificamente, pretende-se ressaltar o tratamento dado à variedade nas obras de Greuze e Vernet, procedimento que aproxima a crítica de arte de Diderot de elementos modernos, tais como os conceitos de sublime e de autonomia da arte, os quais indiciam a relevância da sua filosofia da arte.

    Abstract in English:

    Abstract: The article examines the notion of “uniformity in variety” in Diderot’s philosophy and art criticism. In dialog with the essays published in the compilation entitled Aesthetics of Diderot, of 2015, in which various experts examine the relevance of the materialist aesthetics of the philosopher, this article approaches the notions of unity presented in the Encyclopedia with the uses and meanings of the term in the Salons. It is intended to show how Diderot breaks gradually with the classical epistemology to think the work with an unstable unit, connected to time and that it is only in doing the work; specifically, highlighting the treatment given to the variety in the works of Greuze and Vernet, a procedure that brings the art criticism of Diderot of modern elements, such as the concepts of sublime and autonomy of art, which indicate the relevance of his philosophy of art.
  • Comentário a “A ideia de composição nos Salões de Diderot” Artigo

    Nascimento, Luís F. S.
  • Basic elements of Gilbert Simondon’s theory of individuation Artigo

    Cabral, Caio César

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: No presente artigo, será feita uma análise geral do modo como o problema da formação do indivíduo é tratado, na teoria da individuação de Gilbert Simondon. O filósofo constata que tanto o atomismo quanto o esquema hilemórfico postulam cada qual um princípio específico que sustenta o processo de individuação: tem-se, pois, um monismo substancialista, no primeiro caso, enquanto, no segundo, um esquema dualista constituinte (matéria/forma). São justamente tais concepções que fazem com que essas escolas se tornem alvo das críticas mais incisivas de Simondon. Para ele, se, ao contrário, a hecceidade do indivíduo não estiver mais vinculada nem ao átomo, nem ao par hilemórfico, então não se terá mais a necessidade de invocar um princípio absoluto de individuação. Abrir-se-á, em vez disso, um caminho para se considerar como primordial, na investigação filosófica, a descrição da operação a partir da qual o indivíduo vem a constituir-se. Assumindo, pois, tal ideia como ponto de partida, Simondon desenvolve e oferece, conforme se mostrará, uma concepção de individuação profundamente original e instigante, capaz de inspirar novas maneiras de se abordar o tema.

    Abstract in English:

    Abstract: In this paper, we will do a general analysis of how the problem of individual formation is treated in the theory of the individuation of Gilbert Simondon. The philosopher notes that both atomism as hilemorphic scheme postulate a specific principle that supports the individuation process: there is a substantialist monism in the first case, and in the second, a constituent dualistic scheme (matter/form). It is precisely such conceptions that make these schools the target of the most incisive criticism of Simondon. For him, if, on the contrary, the essence of the individual is not bound to the atom nor to the hilemorphic pair, then there is no longer the need to invoke an absolute principle of individuation. Instead, a path is opened to consider, in philosophical inquiry, the description of the operation from which the individual comes to be constituted. Assuming this idea as a starting point, Simondon develops and offers, as we will show, a deeply original and instigating conception of individuation, capable to inspire new ways to approach the theme.
  • Comentário a “Elementos básicos da teoria da individuação de Gilbert Simondon”: Provocações sobre a individuação em Simondon Artigo

    Ribeiro, Fernando Maia Freire
  • The biopolitics government of survival migrant: a critical reading of the logic of human capital in the neoliberal era Artigo

    Candiotto, Cesar

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Neste artigo, retoma-se o significado do verbo “governar” como sendo a disposição correta dos homens mediante sua relação com as coisas. Essa definição foi proposta por Michel Foucault, em Segurança, território, população, a partir de sua leitura do pensador renascentista Guillaume La Perrière. Desdobra-se essa designação deixada por Foucault, para analisar a maneira de governar da biopolítica neoliberal contemporânea dos chamados migrantes de sobrevivência, conforme a denominação de Alexander Betts. Na governamentalidade biopolítica neoliberal, a regulação da circulação dos migrantes de sobrevivência é realizada pela sua dependência da circulação das coisas, no caso, o livre fluxo transnacional do capital econômico. Cogita-se que o critério normativo para diferenciar entre a boa e a má circulação dos migrantes, na época contemporânea, não ocorre no terreno da política, mas na esfera neoliberal da biopolítica, especialmente pelos seus desdobramentos no conceito de capital humano. Dele se depreende que não somente o trabalho produtivo, mas também a vida completa dos indivíduos é avaliada em termos de investimentos e riscos pela aquisição de competências, desenvolvimento de performances e mobilidade contínua. Em Nascimento da biopolítica, de 1979, Foucault considera que a migração é um dos investimentos mais arriscados na aquisição de capital humano, porém, ele a situa de maneira homogênea, como se qualquer migrante pudesse se subjetivar como um empresário e investidor de si mesmo. Sustenta-se que a objetivação negativa dos migrantes de sobrevivência, como improdutivos e indesejáveis, tem como possível causa sua identificação indiferenciada a qualquer outro migrante econômico que busca qualificar seu capital humano. Ao se apresentar esse argumento, evidencia-se o mecanismo de economização da vida que permeia a subjetivação neoliberal e os reducionismos dele resultantes, tal como a redução da vida ao conceito de homo oeconomicus e sua designação como capital humano. Propõe-se que uma maneira de evitar esses reducionismos consiste na tentativa de conversão do olhar em relação ao migrante de sobrevivência, a começar pelo desnudamento da racionalidade que alimenta a produção biopolítica de sua existência.

    Abstract in English:

    Abstract: In this article I follow the meaning of the verb “to govern” as the right disposition of men in their relation with things. This definition is proposed by Michel Foucault in Security, territory, population through his reading of the renaissance thinker Guillaume de La Perrière. I unfold and spread this meaning by analyzing the way of government that characterizes contemporary neoliberal biopolitics in its relation with the so called migrants of survival according to the definition of Alexander Betts. On the neoliberal biopolitical governmentality, the regulation of survival migrants is structured by its dependence on the circulation of things; in this case, the transnational flow of economic capital. I consider that the normative criterion that distinguishes good and bad circulation of migrants nowadays isn’t based on classical political ground. It’s made by the neoliberal axis of biopolitics, especially by the unfoldings of human capital concept. From this concept comes the idea that not only the productive work, but also the entire life of individuals is evaluated in terms of investments and risk to the acquisition of competences, on the development of performance and permanent mobility. On The Birth of Biopolitics, in 1979, Foucault considers that migration is one of the riskiest ways to earn human capital. Nevertheless he considers migration in an homogenous way, as if any migrant could subjective himself as a self-entrepreneur. I consider that the negative objectivation of survival migrants as unproductive and undesirables has as its possible cause their undifferentiated identification with any economical immigrant that searches to qualify his human capital. In presenting this argument, I point the mechanisms of economization of life which crosses neoliberal subjectivation and the reductionisms that results from it, as the reduction of life to homo economicus and its designation as human capital. I propose that a manner to avoid those reductionisms consists in the conversion of the look pointed to the survival migrants, starting by showing the rationality which feeds the biopolitical production of their existences.
  • Comentário a “O governo biopolítico do migrante de sobrevivência” Artigo

    Ribas, Thiago Fortes
  • Tolerance or Autonomy? Two Liberal Utopias of Society: Kukathas and Kymlicka Artigo

    Loewe, Daniel; Augier, Felipe Schwember

    Abstract in Spanish:

    Resumen: Se suele admitir que las diferentes concepciones del liberalismo se distribuyen a través de un arco en cuyos polos se ubican la tolerancia y la autonomía. En el presente trabajo examinaremos dos teorías que se ubican en los extremos opuestos de ese arco, la de Kukathas y la de Kymlicka, con el objeto de indagar en sus respectivas utopías. Sostendremos que de la primera, “teoría liberal de la tolerancia”, se sigue no una utopía, sino más bien una distopía libertaria. Sostendremos que la segunda, “la teoría liberal del multiculturalismo”, puede entenderse como una utopía en el sentido usual del término, es decir, como un proyecto político imposible o impracticable. Del análisis y comparación de ambas utopías concluiremos que el liberalismo, en sus distintas versiones, puede ser comprendido como una utopía sui generis, en la medida en que espera poder alojar y mediar entre comunidades que son incompatibles entre sí o incompatibles con el marco general del liberalismo. Por esta misma razón, sostendremos que el liberalismo es además una utopía en sentido de aspirar a un imposible: que todas las comunidades renuncien a sus pretensiones de modelar el Estado y el conjunto de la sociedad según sus propias concepciones del bien.

    Abstract in English:

    Abstract: It is often admitted that the different conceptions of liberalism are distributed along an arch at whose opposite ends stand tolerance and autonomy. In this work, we shall examine two theories which encapsulate these two polar opposites, put forth by Kukathas and Kymlicka, in order to delve into their respective Utopias. We shall sustain that, with the former (the “liberal theory of tolerance”), what is pursued is not, in fact, a Utopia but rather a libertarian dystopia. We shall also sustain that, with the latter (the “liberal theory of multiculturalism”), it can be taken to mean a Utopia in the conventional sense of the word, i.e. a political project that is impossible to put into practice. Based on our analysis and comparison of these two Utopias, we conclude that the different versions of liberalism can be interpreted as a one-of-a-kind Utopia in that it aspires to embrace communities which are actually incompatible among themselves or incompatible with the general framework of liberalism, and act as arbitrator between them. For this very reason, we shall go one step further and sustain that liberalism is, in fact, a Utopia in the sense that it seeks the impossible: that all communities give up their goal to model the State and the whole of society according to their own conception of what is good.
  • Comentario a “¿Tolerancia o autonomía?” Artigo

    Miranda, Luis Villavicencio
  • History of science, epistemology and dialects Artigo

    Silva, Edson Pereira; Arcanjo, Fernanda Gonçalves

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Neste trabalho, são discutidas teses sobre a atividade científica, na sua realidade histórica concreta, fundamentando-se no racionalismo aplicado de Bachelard e no materialismo histórico-dialético de Marx e Engels. Para tanto, são definidos e analisados dois aspectos da atividade científica, chamados de aspectos epistemológico e ontológico. Neles são abordadas, respectivamente, as relações de tensionamento e dupla realização entre a ciência e o seu referencial (a realidade) e as relações materiais estabelecidas entre os elementos presentes na produção do conhecimento científico (linguagem, tradição, técnicas, condições socioeconômicas etc.), sempre se lançando mão de episódios ilustrativos da história da biologia. Em consequência, a realidade histórica concreta da ciência é definida como aquela de um movimento de contradições e sínteses, animado pela acumulação quantitativa e episódios de saltos qualitativos.

    Abstract in English:

    Abstract: This work discusses theses on scientific activity in their concrete historical reality based on the applied rationalism of Bachelard and the historical-dialectical materialism of Marx and Engels. For that, two aspects of scientific activity, called epistemological and ontological aspects, are defined and analyzed. They discuss, on the one hand, the tension and double realization relations between science and its referential (reality) and, on the other, the material relations established between the elements present in the production of scientific knowledge (language, tradition, techniques, socioeconomic conditions etc.), always using illustrative examples of the history of biology. Consequently, the concrete historical reality of science is defined as that of a movement of contradictions and syntheses, animated by quantitative accumulation and episodes of qualitative leaps.
  • Comentário a “História da ciência, epistemologia e dialética”: ciência, ontologia e realidade: Marx para além da dialética Artigo

    Alves, Antônio José Lopes
  • Of the origin of poetry: rise and decline of languages in Condillac Artigo

    Salles, Fernão de Oliveira

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Trata-se de mostrar a importância das considerações sobre a poesia, para a teoria de Condillac acerca da gênese e dos progressos da linguagem. Tais considerações parecem, à primeira vista, apenas passos necessários para completar a história desse processo. Examinadas mais de perto, porém, elas adquirem um outro sentido e importância, pois, na medida em que indicam que o uso metafórico ou trópico dos signos é uma possibilidade dada desde o início da comunicação verbal, permitem pensar a respeito de suas vantagens e perigos. Esse último aspecto tem consequências graves para a concepção condillaciana do progresso da humanidade, as quais se pretende apenas indicar aqui.

    Abstract in English:

    Abstract: In this paper we aim to show de importance of Condillac’s reflexions on poetry in the context of his theory of the genesis and progress of language. At first glance, these reflexions seems to be as only a few steps, merely necesserely to complete his history of that process. But, after a close examination, they acquire another sense and importance. As they show that the metaphorical or tropic use of signs is present from the very beggining of verbal communication, they allow us to think about its advantages and dangers. This last aspect has serious consequences for Condillac’s conception of the progress of mankind that intend merely to indicate here.
  • The condition of the academic in times of technology Artigo

    Caraballo, Germán Ulises Bula; García, Hernan Ferney Rodríguez

    Abstract in Spanish:

    Resumen: El siguiente artículo explora el condicionamiento del académico bajo lo que Heidegger, en su discusión sobre la esencia de la técnica, llama la estructura de emplazamiento. Particularmente, el quehacer de las humanidades está siendo dominada por instancias externas que ponderan la utilidad y lo medible métricamente por sobre lo cualitativo e inmanente a este trabajo. En ese sentido, el humanista se enfrenta a la reificación del conocimiento en medio de una empresa cultural que socava el contenido auténtico, a través de un aparataje de burocracias de mercado que ve el trabajo de las humanidades como una mercancía más. El trabajo del humanista consiste en convivir con los problemas propios de nuestro tiempo para ganar en lucidez, con la intención de apropiarse y responsabilizarse de las condiciones que enfrenta y las nuevas dimensiones de la acción humana capaces de contrarrestarla.

    Abstract in English:

    Abstract: This paper explores the conditionings upon academics under what Heidegger, in his discussion on the essence of technology, calls das Gestell (the framework). Specially in the humanities, work is dominated by external forces that stress utility and measurable results over the qualitative and that which is immanent to such work. Thus, academics in the field of the humanities must contend with the reification of knowledge in the context of a cultural enterprise that undermines authentic content, through a network of market burocracies that see work in humanities as just another commodity. Academics in the humanities must learn to incorporate these contemporary problems into their subjectivity, in order to gain a clear understanding, and take a stand towards the conditions they face, and the new dimensions of human action that may serve as counterpoise.
  • Comentário a “La condición del académico en la época técnica” Artigo

    Cordeiro, Robson Costa
  • Comentário a “La condición del académico en la época técnica: Filosofia: caminhos na floresta Artigo

    Dias, José Ricardo Barbosa
  • The sky of the wise: Plato’s sun from the Nietzsche’s stars Artigo

    Sabatini, Marco

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Muitos pensadores refletiram sobre os astros celestiais. Com Platão e Nietzsche, eles assumem uma posição alegórica intimamente relacionada com suas filosofias. Em A República, o sol representa a verdade, por um lado, tornando-se o símbolo que movimenta o sábio por sua busca pelo conhecimento; por outro lado, representa também aspectos importantes da teoria política e epistemológica da filosofia platônica. Milênios depois, Nietzsche critica intensamente Platão, diagnosticando aspectos dogmáticos em seu pensamento. Contra isso, as estrelas nietzschianas assumem um céu diversificado, cujos astros representam uma incrível variedade moral existente entre os seres humanos. Mas o filósofo moderno não se contrapõe à filosofia platônica simples e plenamente. Pretende-se demonstrar, com isso, que o sol de Platão e as estrelas nietzschianas servem como alegorias para sintetizar pontos fundamentais da concepção filosófica de tais pensadores; mas auxiliam também a evidenciar a complexidade existente na interpretação de Nietzsche sobre a filosofia platônica.

    Abstract in English:

    Abstract: Many thinkers have reflected on the celestial stars. With Plato and Nietzsche, they assume an allegorical position closely related to their philosophies. In The Republic, the sun represents the truth, on the one hand, becoming the symbol that drives the wise in their quest for knowledge; on the other hand, it also represents important aspects of the political and epistemological theory of Platonic philosophy. Millennia later, Nietzsche criticizes intensely Plato, diagnosing dogmatic aspects in their thinking. Against this, the Nietzschean stars assume a diverse sky, whose stars represent an incredible moral variety existing among human beings. But the modern philosopher does not oppose the Platonic philosophy simply and fully. By this we intend to demonstrate that Plato’s sun and Nietzschean stars serve as allegories to synthesize fundamental points in the philosophical conception of such thinkers; but they also help us to highlight the complexity of Nietzsche’s interpretation of Platonic philosophy.
  • Comentário a “O céu dos sábios: o sol de Platão a partir das estrelas de Nietzsche”: A respeito do Sol de Platão no céu estrelado nietzschiano Artigo

    Suarez, Rosana
  • From archeology to networks: have we never been modern? Artigo

    Stival, Monica Loyola

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: A noção de “rede” de Bruno Latour permite abrir uma perspectiva metodológica capaz de ultrapassar os limites da arqueologia de Michel Foucault. Para indicar o quadro conceitual em que a noção de arqueologia se instala, este artigo desenvolve uma discussão sobre a ciência moderna segundo a arqueologia de Foucault e segundo a posição de Gérard Lebrun, exposta em contraposição a Husserl (Krisis). A partir da questão principal que os une, malgrado diferenças importantes, a saber, o diagnóstico da dispersão das ciências positivas no início da modernidade - como início da modernidade -, será possível sugerir o interesse da noção latouriana de rede. E isso, mesmo mostrando que seu interesse implica exatamente o avesso do que insiste em sustentar Latour, o avesso da tese de que jamais fomos modernos.

    Abstract in English:

    Abstract: Bruno Latour’s notion of “network” allows us to open a methodological perspective, which can go beyond the limits of Michel Foucault’s archeology. To indicate the conceptual framework in which the notion of archeology is installed, this article develops a discussion of modern science according to Foucault’s archeology and the position of Gérard Lebrun, as opposed to Husserl (Krisis). From the main question that unites them in spite of important differences, namely the diagnosis of the dispersion of the positive sciences in the beginning of modernity - as the beginning of modernity -, it will be possible to suggest the interest of the Latourian notion of network. And this, even showing that his interest implies exactly the reverse of what Latour insists on sustaining, the reverse of the thesis that we have never been modern.
  • Vulnerability and Care Artigo

    Malet, Patricio Mena

    Abstract in Spanish:

    Resumen: El siguiente articulo busca pensar la cuestión de la vulnerabilidad humana y del cuidado. Es así que se pueden asumir dos enfoques distintos. El primero, ciertamente, es el propuesto por Carol Glligan y las teóricas de las éticas de Care, que piensa la vulnerabilidad en su carácter relacional y social. El segundo consiste en enfrentar la vulnerabilidad como un modo de ser propio del ser humano por lo que las clarificaciones buscadas al respecto revelan que la vulnerabilidad demanda una comprensión ontológica que es primera en relación a la social. Esto mismo permite complementar las éticas del care conduciendo la interrogación sobre el care también a un nivel ontológico, antes que social. Es así que la comprensión ontológica de la vulnerabilidad demandará a su vez una interrogación del cuidado como modo atencional del ser humano.

    Abstract in English:

    Abstract: The following text aims to think the question of human vulnerability and the care. Thus, two different approaches can be taken. The first, specifically, is the one proposed by Carol Gilligan and the ethics theorists of Care, who considers vulnerability in its relational and social character. The second is to face vulnerability as a way of being typical of the human being, so the clarifications sought in this regard reveal that the demand requires an ontological understanding that is first in relation to the social one. This also make it possible to complement the ethics of care by conducting the questioning of care also at an ontological level, rather than a social one. Thus, the ontological understanding of the requirement in turn demanded an interrogation of care as a human attention mode.
  • Hemlock is for suckers or The seductive freedom of The Rameau’s Nephew Artigo

    Piva, Paulo Jonas de Lima

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: O objetivo deste ensaio é resgatar as provocações, a lucidez e os impasses da consciência crítica demolidora de Ele, o personagem imoralista e cínico do diálogo O sobrinho de Rameau, de Denis Diderot, ressaltando dois aspectos da sua radicalidade filosófica e, sobretudo, ética: 1) tendo em mente o atual contexto histórico de trevas e perplexidade moral, no Ocidente, junto com Ele, o sobrinho de Rameau, indagar mais uma vez a Eu, o seu interlocutor iluminista, isto é, pretensamente esclarecido e cheio de convicções morais e certezas filosóficas, se valeu a pena para Sócrates, uma referência importante para o pensamento das Luzes na questão moral, ter escolhido os seus princípios nobres, mesmo ao custo da cicuta, em vez dos preconceitos da vida como ela é, ou melhor, se o célebre sábio grego teve algum benefício, ao ter optado pela ética e pelo conhecimento, e não pela indiferença e pela ignorância, num mundo cada vez mais determinado por apetites cegos à verdade e à virtude; 2) pensar a postura niilista do sobrinho, não só como uma sabedoria, como uma arte de viver, como uma técnica de sobrevivência em tempos hiperindividualistas, mas como um paradigma de liberdade, a despeito de suas consequências práticas.

    Abstract in English:

    Abstract: The purpose of this essay is to take some provocations, the lucidity and the deadlocks of the demolishing critical conscience of He, the immoralist and cynical character of the dialogue Rameau’s Nephew, of Denis Diderot, highlighting two aspects from his philosophical radicality and, above all, ethical: 1) keeping in mind the current historical context of darkness and moral perplexity in the West, along with He, Rameau’s nephew, inquire once more I, his illuminist interlocutor, i.e., pretentiously enlightened and full of moral convictions and philosophical certainties, if it was worthwhile for Socrates, an important reference for the thought of the Lights when it concerns to the moral question, to have chosen his noble principles, even at the cost of hemlock, instead of the prejudices of life as it is, or rather, if the wise celebrated Greek had any benefit by having opted for ethics and knowledge, and not by indifference and ignorance, in a world increasingly determined by blind appetites to truth and virtue; 2) thinking about the nephew’s nihilist posture not only as a wisdom, as an art of living, as a survival technique in hyperindividualistic times, but also as a freedom paradigm despite of its practical consequences.
  • Nonconceptualism and content independence Artigo

    Rodríguez, Sebastián Sanhueza

    Abstract in Spanish:

    Resumen: El No-Conceptualismo de Estados es la posición según la cual estados (no contenidos) perceptivos son diferentes en especie respecto a estados (no contenidos) cognitivos, en la medida en que un sujeto podría instanciar ciertos estados perceptivos aun si careciera de los conceptos necesarios para describir dichos estados. Aunque esta posición ha sido objeto de críticas recientemente, este artículo argumenta a favor de ella. Un punto que quiero especialmente poner de relieve es que, gracias al No-Conceptualismo de Estados, es posible caracterizar nuestras experiencias perceptivas como no-conceptuales o conceptualmente independientes sin depender de la noción de contenido perceptivo - un atributo que denomino aquí la independencia de contenido del No-Conceptualismo de Estados. Creo que este resultado es bienvenido, ya que, mientras que una caracterización no-conceptualista de las experiencias perceptivas es bastante plausible, enfoques no-representacionalistas de la percepción han persuasivamente cuestionado la idea de que las experiencias perceptivas tengan contenido representacional. Este breve ensayo se divide en tres partes: (i) introduzco dos versiones del No-Conceptualismo Perceptivo, a saber, el No-Conceptualismo de Contenidos y el de Estados; (ii) pongo de relieve la independencia de contenido del No-Conceptualismo de Estados; y (iii), brevemente me encargo de tres objeciones en contra del no-conceptualista de estados.

    Abstract in English:

    Abstract: State Nonconceptualism is the view that perceptual states (not perceptual content) are different in kind from cognitive states (not cognitive content), insofar as a subject could be in perceptual states even if she lacked the concepts necessary to describe those states. Although this position has recently met serious criticism, this piece aims to argue on its behalf. A point I specifically want to highlight is that, thanks to State Nonconceptualism, it is possible to characterize perceptual experiences as nonconceptual or concept-independent without relying on the notion of perceptual content - a feature I term here the content independence of State Nonconceptualism. I think one should welcome this result: for, although a nonconceptualist characterization of perceptual experience is quite plausible, nonrepresentationalist approaches to perception have persuasively challenged the thought that perceptual experiences have representational content. This brief piece is divided into three parts: (i) I introduce two versions of Perceptual Nonconceptualism, namely, Content and State Nonconceptualism; (ii) I go on to stress State Nonconceptualism’s content independence; and (iii), I briefly address three prominent objections against the state nonconceptualist.
  • Comentário a “Nonconceptualism and content independence”: Embrace messiness in perceptual studies Artigo

    Carvalho, Eros Moreira de
  • Translation of “Remaks on ‘the authoritarian personality’, by Adorno, Frenkel-Brunswik, Levinson and Sanford” Tradução

    Costa, Virginia Helena Ferreira da

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Esta é a tradução inédita de um capítulo escrito por Theodor W. Adorno, em 1948, que integraria o livro The Authoritarian Personality, publicado em 1950, mas que acabou não incluído na obra. Nesse capítulo, Adorno pretende delinear em contornos mais precisos o conceito de “antropologia” do tipo autoritário, exposto na obra. O autor o descreve de forma bastante precisa: não sendo uma abordagem psicológica, nem sociológica, muito menos existencialista e religiosa, a antropologia do autoritário retratada aqui denota parte da formação hegemônica de indivíduos sob influência do capitalismo administrado. A tradução é precedida por um texto introdutório (de autoria da tradutora), o qual apresenta e contextualiza o capítulo traduzido e o relaciona com o livro original, publicado em 1950.

    Abstract in English:

    Abstract: This is the inedited translation of a chapter written by Theodor W. Adorno in 1948 that would integrate the book “The Authoritarian Personality”, published in 1950, but which was not included in the work. In this chapter, Adorno intends to outline in more precise terms the concept of “anthropology” of the authoritarian type exposed in the work. The author describes it very precisely: not being a psychological, nor a sociological approach, not even existential and religious, the anthropology of the authoritarian portrayed here denotes part of the hegemonic formation of individuals under the influence of administered capitalism. The translation is preceded by an introductory text (authored by the translator) that presents and contextualizes the translated chapter and relates it to the original book published in 1950.
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