Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade é fator de risco independente para menor resiliência em adolescentes: estudo piloto

Maria Angélica Regalla Priscilla Guilherme Pablo Aguilera Maria Antonia Serra-Pinheiro Paulo Mattos Sobre os autores

Objetivo:

O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) se associa a comprometimento funcional em diferentes domínios. Resiliência, o modo como indivíduos enfrentam e superam dificuldades, não foi investigada de modo suficiente no TDAH e poderia sugerir potenciais novas estratégias terapêuticas. Entretanto, sendo o TDAH frequentemente comórbido com outras condições clinicas, é necessário entender se ele compromete a resiliência de modo independente de outras variáveis. Este estudo piloto é o primeiro a investigar a correlação entre medidas quantitativas de resiliência e TDAH diagnosticado de modo estrito controlando-a por variáveis clínicas.

Método:

Os níveis de resiliência de 12 adolescentes diagnosticados com TDAH de acordo com os critérios do sistema Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4ª edição (DSM-IV) através de entrevista semiestruturada foram comparados aos de 12 adolescentes com desenvolvimento típico, em uma análise controlada por níveis de ansiedade e depressão, status socioeconômico e inteligência.

Resultados:

O grupo TDAH apresentou menor resiliência do que o grupo controle (p < 0,01). Não houve correlação entre resiliência e depressão ou ansiedade, idade, inteligência ou nível socioeconômico.

Conclusões:

TDAH parece estar associado a baixos níveis de resiliência que não podem ser justificados por depressão, ansiedade, inteligência, idade ou condição socioeconômica.

Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade; resiliência; adolescentes


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