O diálogo entre a psicanálise e a neurociência: o que diz a filosofia da mente?

Elie Cheniaux Carlos Eduardo de Sousa Lyra Sobre os autores

Objetivo:

Apresentar uma breve revisão sobre como as principais correntes da filosofia da mente, monistas e dualistas, se posicionam sobre a questão mente-corpo e relacioná-las com os argumentos favoráveis e contrários a um diálogo mais estreito entre a psicanálise e a neurociência.

Métodos:

Foi realizada uma revisão bibliográfica de estudos nas áreas de psicologia, psicanálise, neurociência e filosofia da mente.

Resultados:

São incompatíveis com um diálogo entre psicanálise e neurociência: o interacionismo e o paralelismo psicofísico, por negligenciarem os conhecimentos sobre o cérebro; o epifenomenalismo, por considerar a mente como um mero efeito colateral da atividade cerebral; assim como o behaviorismo analítico, o materialismo eliminativo, o materialismo redutivo e o funcionalismo, por ignorarem as vivências subjetivas. Diferentemente, o emergentismo considera que os estados mentais dependem dos estados cerebrais, mas apresentam propriedades que vão além do âmbito da neurobiologia.

Conclusões:

Somente o emergentismo é compatível com uma maior aproximação entre essas duas áreas do conhecimento.

Filosofia da mente; problema mente-corpo; psicanálise; neurociência


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