Open-access PROPOSTA DE CIRCUITO ECOTURÍSTICO DE BASE COMUNITÁRIA NO DISTRITO DE POMACANCHA, PERU

PROPOSAL FOR A COMMUNITY-BASED ECOTOURISM CIRCUIT IN POMACANCHA DISTRICT, PERU

Resumo:

Objetivo  - Este estudo teve como objetivo propor um circuito ecoturístico de base comunitária no distrito de Pomacancha, região de Junín, Peru, a partir da integração participativa do patrimônio natural e cultural sob uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.

Desenho/metodologia/abordagem  - A pesquisa adotou uma abordagem metodológica mista, de caráter descritivo-exploratório, integrando reconhecimento sistematizado de campo, inventário técnico de recursos turísticos segundo os lineamentos de hierarquização do MINCETUR, entrevistas semiestruturadas com residentes locais (n=15) e aplicação de questionários estruturados a visitantes (n=15). A análise dos dados combinou estatística descritiva, codificação temática e triangulação metodológica.

Resultados  - Os resultados evidenciaram predominância de visitantes jovens entre 18 e 35 anos, motivados, principalmente, por atividades de aventura e contato com a natureza. Os recursos naturais e arqueológicos apresentaram elevada valorização pelos participantes, enquanto as principais necessidades identificadas corresponderam à capacitação comunitária e à melhoria da sinalização turística. O circuito “Ruta Natural e Cultural de Pomacancha” foi caracterizado como um percurso ecoturístico de dificuldade moderada, articulando atrativos naturais, culturais e paisagísticos em um modelo de gestão participativa.

Implicações práticas  - O estudo oferece subsídios técnicos para o planejamento turístico sustentável em territórios rurais altoandinos, contribuindo para a organização territorial do turismo, o fortalecimento da participação comunitária e a valorização do patrimônio local.

Originalidade/valor  - O artigo contribui para o campo do ecoturismo de base comunitária ao integrar diagnóstico territorial, participação social e planejamento ecoturístico em um contexto rural andino ainda pouco explorado na literatura científica latino-americana.

Limitações da pesquisa  - Entre as principais limitações destacam-se o reduzido tamanho amostral e o caráter exploratório do estudo, o que restringe a generalização dos resultados para outros contextos territoriais.

Palavras-chave:
Ecoturismo; Sustentabilidade; Governança; Planejamento turístico; Andes

Resumen:

Objetivo:  Este estudio tuvo como objetivo proponer un circuito ecoturístico de base comunitaria en el distrito de Pomacancha, región Junín, Perú, a partir de la integración participativa del patrimonio natural y cultural bajo una perspectiva de desarrollo sostenible.

Diseño/metodología/enfoque  : La investigación adoptó un enfoque metodológico mixto, de carácter descriptivo-exploratorio, integrando reconocimiento de campo sistemático, inventario técnico de recursos turísticos según los criterios de jerarquización del MINCETUR, entrevistas semiestructuradas a residentes locales (n=15) y aplicación de cuestionarios estructurados a visitantes (n=15). El análisis de datos combinó estadística descriptiva, codificación temática y triangulación metodológica.

Hallazgos:  Los resultados evidenciaron un predominio de visitantes jóvenes de entre 18 y 35 años, motivados principalmente por actividades de aventura y contacto con la naturaleza. Los recursos naturales y arqueológicos fueron altamente valorados por los participantes, mientras que las principales necesidades identificadas estuvieron relacionadas con la capacitación comunitaria y la mejora de la señalización turística. El circuito «Ruta Natural y Cultural de Pomacancha» fue definido como un recorrido ecoturístico de dificultad moderada, que articula atractivos naturales, culturales y paisajísticos bajo un modelo de gestión participativa.

Implicaciones prácticas:  El estudio aporta insumos técnicos para la planificación turística sostenible en territorios rurales altoandinos, contribuyendo a la organización territorial del turismo, al fortalecimiento de la participación comunitaria y a la puesta en valor del patrimonio local.

Originalidad/valor:  El artículo contribuye al campo del ecoturismo de base comunitaria al integrar diagnóstico territorial, participación social y planificación ecoturística en un contexto rural andino aún poco explorado en la literatura científica latinoamericana.

Limitaciones de la investigación  : Entre las principales limitaciones se destacan el reducido tamaño muestral y el carácter exploratorio del estudio, lo que restringe la generalización de los resultados a otros contextos territoriales.

Palabras clave:
Ecoturismo; sostenibilidad; gobernanza; planificación turística; Andes

Abstract:

Purpose:  This study proposes a community-based ecotourism circuit in the district of Pomacancha, Junín region, Peru, through the participatory integration of natural and cultural heritage from a sustainable development perspective.

Design/methodology/approach  - The research adopted a mixed methodological approach, descriptive-exploratory in nature, integrating systematized field observation, a technical inventory of tourism resources following the hierarchy guidelines of MINCETUR, semi-structured interviews with local residents (n=15), and structured questionnaires administered to visitors (n=15). The data analysis combined descriptive statistics, thematic coding, and methodological triangulation.

Findings:  The results showed a predominance of young visitors aged 18 to 35, primarily motivated by adventure activities and contact with nature. Natural and archaeological resources were highly valued by the participants, while the main needs identified were community training and improved tourism signage. The “Ruta Natural e cultural de Pomachancha” (Natural and Cultural Route of Pomacancha) was characterized as a moderately difficult ecotourism circuit, integrating natural, cultural, and scenic attractions under a participatory management model.

Practical implications:  The study provides technical inputs for sustainable tourism planning in high-Andean rural territories, contributing to territorial tourism organization, strengthening community participation, and enhancing the value of local heritage.

Originality/value:  The article contributes to the field of community-based ecotourism by integrating territorial diagnosis, social participation, and ecotourism planning in an Andean rural context still little explored in Latin American scientific literature.

Research limitations:  The main limitations include the small sample size and the exploratory nature of the study, which restrict the generalization of the results to other territorial contexts.

Keywords:
Ecotourism; Sustainability; Governance; Tourism planning; Andes

INTRODUÇÃO

O ecoturismo tem sido progressivamente reconhecido como uma estratégia de desenvolvimento sustentável e uma alternativa ao turismo de massa, ao buscar integrar a conservação ambiental, o fortalecimento cultural e a geração de benefícios socioeconômicos para as comunidades locais. Esse modelo procura promover uma interação equilibrada entre visitantes e territórios, incentivando a apreciação estética e científica dos atrativos naturais e culturais (Honey, 2011; Weaver, 2008). Nesse sentido, o paradigma do ecoturismo fundamenta-se na necessidade de respeitar o meio ambiente e as comunidades anfitriãs, procurando minimizar impactos negativos e favorecer o bem-estar local.

Em países em desenvolvimento, como o Peru, o turismo rural e o ecoturismo de base comunitária são frequentemente considerados instrumentos relevantes para a conservação e o desenvolvimento local, especialmente em territórios com elevada biodiversidade e riqueza biocultural, como as regiões altoandinas (Zorn & Farthing, 2007). No entanto, em muitos desses contextos, o aproveitamento turístico permanece limitado por práticas de gestão pouco articuladas, deficiência de infraestrutura e reduzida participação comunitária. Paralelamente, a demanda contemporânea por experiências autênticas, de natureza e de aventura tende a evidenciar o potencial ainda pouco explorado desses destinos (UNWTO, 2023).

O distrito de Pomacancha, localizado na região de Junín, Peru, apresenta características compatíveis com esse cenário, destacando-se pela diversidade de recursos naturais (Cañón de Huali Malka, Bosque de Pinos) e culturais (Sítio Arqueológico de Auquimarca, festividades tradicionais). Apesar desse potencial, o território enfrenta limitações estruturais e organizacionais que dificultam a consolidação de uma oferta turística sustentável. Entre os principais desafios, destacam-se a insuficiência de infraestrutura turística (acessos e sinalização), a limitada capacidade de gestão local e a ausência de uma articulação sistemática dos atrativos sob critérios de sustentabilidade. Além disso, a reduzida capacitação da população em hospitalidade e gestão ecoturística pode restringir sua participação ativa e a distribuição equitativa dos benefícios gerados.

Diante desse contexto, o problema de pesquisa pode ser formulado nos seguintes termos: em que medida o desenho e a validação participativa de um circuito ecoturístico podem contribuir para a articulação do patrimônio natural e cultural, promovendo o desenvolvimento sustentável em Pomacancha? Com base nessa problemática, o objetivo principal deste estudo é propor e validar um circuito ecoturístico orientado à integração do patrimônio natural e cultural de Pomacancha, com enfoque em um modelo de desenvolvimento sustentável. A relevância do estudo pode ser compreendida em três dimensões. No plano empírico, o desenho do circuito “Ruta Natural e Cultural de Pomacancha” constitui uma proposta aplicável para a estruturação da oferta turística local. No plano social, a abordagem participativa busca favorecer o envolvimento comunitário e a distribuição mais equitativa dos benefícios. No plano teórico, o estudo contribui para o campo do turismo sustentável ao articular dados de demanda (turistas) e oferta (residentes), buscando reduzir lacunas relacionadas à integração entre infraestrutura, governança local e gestão adaptativa em contextos altoandinos (Bramwell & Lane, 2011).

REVISÃO TEÓRICA

Ecoturismo e Desenvolvimento Sustentável em Contextos Rurais

O ecoturismo pode ser compreendido como uma tipologia turística orientada à conservação ambiental e ao desenvolvimento territorial sustentável, indo além da simples visita a áreas naturais. Segundo Barros et al. (2021), essa tipologia caracteriza-se pela promoção do contato responsável com a natureza, pela educação ambiental dos visitantes e pela geração de benefícios socioeconômicos para as comunidades locais. Nessa perspectiva, Magini e Muryn (2021) destacam que as experiências ecoturísticas contemporâneas incorporam componentes educativos e interpretativos, os quais contribuem para sensibilizar os visitantes sobre a importância da conservação dos ecossistemas.

De forma complementar, Hermenegildo (2022) aponta que o aproveitamento turístico dos recursos naturais depende não apenas da existência de atrativos, mas também de processos de organização comunitária, planejamento territorial e fortalecimento da oferta local. No contexto latino-americano, o turismo de base comunitária tem sido frequentemente associado ao ecoturismo, na medida em que promove a participação ativa das comunidades na gestão e no aproveitamento dos recursos turísticos. Conforme Barros et al. (2021), esse enfoque busca favorecer uma distribuição mais equilibrada dos benefícios gerados pela atividade turística, além de valorizar o patrimônio cultural e fortalecer a governança local.

Além disso, diferentes estudos indicam que o turismo de natureza, especialmente atividades como o trekking, pode contribuir para a diversificação da oferta turística e para o fortalecimento das economias locais, desde que esteja apoiado em processos de planejamento e gestão sustentável. Nesse sentido, a integração entre conservação ambiental, valorização cultural e organização territorial configura-se como um elemento central para a consolidação de destinos ecoturísticos em contextos rurais.

Gestão Participativa e Capacitação Comunitária no Turismo Sustentável

A participação comunitária constitui um elemento fundamental para a sustentabilidade de iniciativas ecoturísticas em áreas rurais. De acordo com Sánchez (2024), os modelos de gestão participativa permitem que as comunidades locais se envolvam ativamente nos processos de planejamento, organização e tomada de decisão relacionados ao turismo. Entretanto, a efetividade desses modelos pode ser limitada por fatores como baixa coordenação institucional, insuficiente capacitação técnica e ausência de planejamento estratégico, os quais tendem a restringir o aproveitamento do potencial turístico existente.

No âmbito do turismo de natureza, Rado (2022) destaca que o desenvolvimento de atividades, como o trekking, está associado à disponibilidade de informação clara para os visitantes, incluindo aspectos como rotas, acessibilidade, duração dos percursos e recomendações de segurança. A disponibilização dessas informações não apenas facilita o planejamento da viagem, mas também pode aumentar a confiança dos turistas e influenciar sua decisão de visita.

Por outro lado, o fortalecimento das capacidades locais tem sido identificado como um fator-chave para a viabilidade de iniciativas de turismo sustentável. Hermenegildo (2022) ressalta que processos de capacitação, como o acompanhamento técnico e o fortalecimento organizacional, podem contribuir para melhorar a gestão turística e otimizar o uso dos recursos naturais. Em uma perspectiva similar, Peña (2024) evidencia que, embora o ecoturismo represente uma alternativa promissora para o desenvolvimento sustentável, as comunidades frequentemente necessitam de apoio técnico e institucional para gerir, de forma autônoma, as atividades turísticas. Adicionalmente, Vasco (2022) aponta que o trekking possui elevado potencial em territórios com condições naturais favoráveis; contudo, sua consolidação como produto turístico pode ser limitada pela falta de conhecimento, promoção e organização da atividade. Nesse contexto, a articulação entre capacitação comunitária, planejamento territorial e gestão participativa emerge como um eixo central para o desenvolvimento sustentável do ecoturismo em áreas rurais.

METODOLOGIA

Enfoque, Tipo e Desenho da Pesquisa

A investigação adota um enfoque misto, integrando técnicas quantitativas e qualitativas com o objetivo de compreender, de forma abrangente, o potencial ecoturístico de Pomacancha e os requisitos para sua implementação sustentável. De acordo com Creswell & Clark (2017), os desenhos de métodos mistos permitem uma análise mais completa de fenômenos complexos ao combinar a mensuração de variáveis quantitativas com a interpretação de significados e contextos qualitativos. Essa abordagem mostra-se adequada ao estudo do ecoturismo de base comunitária, na medida em que possibilita analisar simultaneamente dimensões técnicas (infraestrutura, fluxos turísticos) e dimensões sociais (percepções, expectativas e disposição comunitária).

O estudo caracteriza-se como descritivo-exploratório com componente avaliativo, adotando um desenho não experimental e transversal, uma vez que analisa condições existentes em um determinado período sem manipulação de variáveis (Hernández Sampieri et al., 2014). A credibilidade dos resultados foi reforçada por meio de triangulação metodológica, a partir da integração de dados provenientes de questionários, entrevistas e observação de campo.

O trabalho de campo e gabinete foi desenvolvido no período de 2024 a 2025 no distrito de Pomacancha (província de Jauja, região Junín, Peru). A estratégia metodológica foi organizada em quatro fases sequenciais, permitindo estruturar o processo investigativo desde o diagnóstico inicial até a validação do circuito ecoturístico. Conforme Veal (2018), pesquisas em turismo requerem aproximações iterativas ao campo, nas quais os resultados preliminares orientam ajustes metodológicos subsequentes. No contexto deste estudo, tal flexibilidade permitiu incorporar elementos culturais emergentes, como rituais andinos e narrativas locais, contribuindo para o refinamento da proposta final.

Figura 1
Paisagens naturais e componentes do circuito ecoturístico em Pomacancha

População, Amostra e Técnicas de Coleta de Dados

Para a coleta de dados, foram aplicados questionários estruturados a turistas (n=15), com o objetivo de identificar motivações, preferências e percepções em relação ao destino. Paralelamente, foram realizadas 15 entrevistas semiestruturadas com residentes locais, incluindo agricultores, pecuaristas, artesãos, comerciantes, guias comunitários, professores, empreendedores, pescadores e representantes comunais, visando a captar percepções sobre o potencial turístico e as condições de gestão do circuito. A amostragem foi de natureza não probabilística por conveniência, baseada na acessibilidade e relevância dos participantes em relação aos objetivos da pesquisa. Embora essa estratégia limite a generalização estatística, ela se mostra adequada em estudos exploratórios, conforme argumentado por Etikan et al. (2015), ao permitir a inclusão de múltiplas perspectivas sociais relevantes.

O instrumento aplicado aos turistas foi estruturado em quatro dimensões analíticas: (a) identificação de recursos naturais e culturais; (b) necessidades de infraestrutura e serviços; (c) desenho do circuito com enfoque sustentável; e (d) benefícios socioeconômicos. Foram utilizadas perguntas fechadas com escalas ordinais e opções de múltipla escolha, possibilitando a análise comparativa das respostas. As entrevistas com residentes seguiram as mesmas dimensões, favorecendo a comparabilidade entre a demanda (turistas) e a oferta (comunidade local).

O processo de coleta de dados seguiu princípios éticos da pesquisa social, incluindo consentimento informado, participação voluntária e garantia de confidencialidade das informações.

Fase I: Diagnóstico Técnico e Reconhecimento de Campo

O reconhecimento de campo foi realizado por meio de observação direta e registro fotográfico, com apoio de ferramentas como GPS portátil e Google Earth para o georreferenciamento de pontos de interesse, trilhas e áreas de risco. A análise do território foi fundamentada nos lineamentos de Hierarquização de Recursos Turísticos do Ministerio de Comercio Exterior y Turismo (MINCETUR), permitindo a elaboração de um inventário técnico baseado em critérios de acessibilidade, estado de conservação e valor paisagístico-cultural. Adicionalmente, foram considerados aspectos geomorfológicos relevantes, como declividade, estabilidade do solo e drenagem natural. Em áreas com maior inclinação, foram identificadas necessidades de manejo de águas superficiais e prevenção de processos erosivos, incluindo a seleção de rotas com drenagem natural favorável e recomendações de intervenções mínimas de acondicionamento.

Fase II: Aplicação de Instrumentos de Coleta de Dados

Nesta fase, procedeu-se à coleta de dados primários:

  • Dimensão quantitativa: aplicação de questionários estruturados a turistas (n=15), realizada presencialmente em pontos estratégicos de fluxo identificados durante o reconhecimento de campo.

  • Dimensão qualitativa: realização de entrevistas semiestruturadas com residentes locais, com o objetivo de aprofundar percepções sobre gestão, riscos e oportunidades do circuito ecoturístico.

Fase III: Validação Participativa e Estruturação da Proposta Final

A validação do circuito foi conduzida por meio de uma abordagem participativa (“bottom-up”), incluindo oficinas comunitárias, mapeamento coletivo, grupos focais e análise SWOT comunitária. Esse processo permitiu sistematizar informações relacionadas à logística, segurança, acessibilidade e conteúdos culturais, resultando em ajustes no desenho final do circuito. A proposta resultante corresponde ao circuito de trekking “Ruta Natural e Cultural de Pomacancha”, estruturado como produto piloto, com paradas interpretativas e integração de elementos naturais e culturais.

Fase IV: Processamento e Triangulação Analítica

Os dados quantitativos foram analisados por meio de estatística descritiva (frequências e percentuais) utilizando o software IBM SPSS, permitindo caracterizar o perfil dos visitantes e identificar prioridades de intervenção. Os dados qualitativos foram analisados por meio de codificação temática com o software Atlas.ti, organizando unidades de significado em categorias analíticas alinhadas aos objetivos do estudo. A triangulação entre dados quantitativos, qualitativos e resultados da validação participativa permitiu reforçar a consistência interna e a credibilidade dos achados.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

A Figura 2, a seguir, mostra a representação cartográfica do circuito ecoturístico proposto para o distrito de Pomacancha, elaborado a partir do reconhecimento sistematizado de campo, do georreferenciamento dos principais atrativos turísticos e do processo participativo desenvolvido com atores locais. A configuração espacial do circuito evidencia a articulação entre recursos naturais, culturais e paisagísticos do território, permitindo visualizar a conectividade funcional entre os diferentes pontos de interesse identificados durante a pesquisa. O percurso integra áreas de relevância ambiental e patrimonial, incluindo o setor de Santo Domingo de Cachi Cachi, o Sítio Arqueológico de Auquimarca, o Cañón de Huali Malka e o Bosque de Pinos de Casa Blanca, os quais conformam um corredor ecoturístico de caráter interpretativo.

Figura 2
Representação cartográfica do circuito ecoturístico proposto em Pomacancha

Caracterização geral do circuito de trekking “Ruta Natural e Cultural de Pomacancha”

Com base na análise técnica e na validação comunitária, o circuito “Ruta Natural e Cultural de Pomacancha” foi definido como um percurso guiado de caráter interpretativo, com duração aproximada de seis a sete horas, extensão de 6,5 km, dificuldade moderada e altitude média de 3.785 m s.n.m., sendo recomendado, preferencialmente, para o período entre abril e novembro.

A proposta foi estruturada em quatro trechos principais: (i) início no campo esportivo de Santo Domingo de Cachi Cachi; (ii) deslocamento até o Sítio Arqueológico de Auquimarca; (iii) continuidade até o Cañón de Huali Malka; (iv) percurso até o Bosque de Pinos de Casa Blanca e retorno pelo corredor comunal. Ao longo do trajeto, foram previstos pontos de interpretação ambiental e cultural, observação da paisagem, apreciação de práticas produtivas locais e atividades de integração com elementos simbólicos do território.

Essa configuração permitiu organizar o circuito não apenas como um itinerário recreativo, mas como um produto ecoturístico de base comunitária, no qual a experiência do visitante se relaciona com a valorização do patrimônio natural e cultural local.

Tabela 1
Caracterização territorial e técnica do circuito ecoturístico de Pomacancha

Perfil sociodemográfico dos visitantes

O perfil sociodemográfico dos visitantes, sintetizado na Tabela 2, revela predominância de adultos jovens (66,6% entre 18 e 35 anos), com leve maioria feminina (53,3%). A procedência majoritariamente nacional, com destaque para visitantes da própria província de Jauja e de outras províncias peruanas, sugere que Pomacancha ainda se configura principalmente como destino de proximidade, com inserção internacional limitada. Esse padrão é coerente com estudos sobre destinos ecoturísticos emergentes em contextos altoandinos, nos quais a consolidação inicial costuma ocorrer por meio do turismo doméstico e regional antes de alcançar maior projeção externa (Drumm & Moore, 2005; Samal & Dash, 2024).

Além disso, a presença expressiva de visitantes recorrentes (66,7%) pode ser interpretada como um indicativo de satisfação e de potencial fidelização, aspecto que Fennell (2014) associa à autenticidade da experiência e à qualidade do patrimônio natural e cultural preservado.

Tabela 2
Perfil Sociodemográfico dos Visitantes de Pomacancha

Motivações de viagem

As motivações de viagem documentadas confirmam o perfil ecoturístico do destino. Conforme evidenciado na Tabela 3, as categorias “ecoturismo e contato com a natureza” e “aventura e caminhada ao ar livre” concentram, conjuntamente, 66,6% das respostas, enquanto o turismo cultural representa 26,7%. Esses resultados sugerem que a atratividade de Pomacancha reside na combinação entre natureza, atividade física e patrimônio cultural, o que reforça a pertinência de propostas integradas de interpretação territorial. Tal convergência dialoga com Stronza e Gordillo (2008), ao indicar que a dicotomia entre natureza e cultura tende a ser superada em modelos ecoturísticos orientados à experiência territorial. De maneira convergente, Tiwari et al. (2024) destacam que turistas de natureza valorizam experiências que combinem contato com o ambiente, aprendizagem e atividades ativas como o trekking. Esse padrão também é compatível com tendências globais apontadas pela UNWTO (2023), segundo as quais cresce a demanda por experiências autênticas, educativas e de baixo impacto.

Tabela 3
Ecoturismo e contato com a natureza

Valoração dos recursos naturais e culturais

A avaliação dos recursos turísticos (Tabela 4) indica uma valoração amplamente positiva dos elementos territoriais de Pomacancha. Paisagens naturais e sítios arqueológicos alcançaram 100% de percepção positiva, somando as categorias “muito atrativo” e “atrativo”. Costumes e festividades também obtiveram avaliação integralmente favorável, reforçando a importância do patrimônio imaterial como componente distintivo da experiência local. Esses achados dialogam com a literatura sobre autenticidade em destinos rurais, na qual elementos culturais vivos tendem a agregar valor experiencial e simbólico superior ao de atrativos meramente contemplativos (Wang, 1999). De forma semelhante, Judijanto et al. (2024) assinalam que a integração entre patrimônio natural e cultural fortalece a identidade territorial e melhora a experiência do visitante em destinos emergentes. Por outro lado, a flora e fauna local, embora positivamente avaliada por 86,6% dos respondentes, apresentou 13,3% de respostas na categoria “pouco atrativo”. Esse resultado pode sugerir a necessidade de fortalecer estratégias de interpretação ambiental, de modo que a biodiversidade local seja mais claramente percebida e valorizada pelos visitantes. Nesse ponto, Ham (2013) enfatiza que a interpretação qualificada constitui elemento-chave para transformar recursos naturais em experiências educativas significativas.

Tabela 4
Valoração de Recursos Naturais e Culturais de Pomacancha pelos Visitantes

Necessidades de infraestrutura e serviços turísticos

As necessidades de infraestrutura identificadas na Tabela 5 mostram consenso elevado entre os visitantes, uma vez que todos os itens foram classificados exclusivamente nas categorias “muito necessário” ou “necessário”. Destacam-se a capacitação comunitária (73,3% como “muito necessária”) e a sinalização com centros de informação (66,7%), seguidas por alojamentos ecológicos, melhoria de caminhos e transporte sustentável. Esse padrão sugere que a viabilidade do circuito não depende apenas de intervenções físicas, mas também do fortalecimento de capacidades locais e de dispositivos de orientação ao visitante. Tal constatação converge com o modelo de competitividade de destinos proposto por Ritchie e Crouch (2003), segundo o qual os recursos de suporte são tão relevantes quanto os atrativos centrais. De forma complementar, Tarino e Purnomo (2024) apontam que a capacitação das comunidades locais e a melhoria da infraestrutura interpretativa constituem fatores relevantes para a continuidade de políticas de desenvolvimento ecoturístico.

Tabela 5
Percepção de Necessidades de Infraestrutura e Serviços Turísticos

Concordância com princípios de sustentabilidade

O consenso em torno dos princípios de sustentabilidade (Tabela 6) reforça a pertinência da orientação ecoturística do circuito proposto. O item “fomento do turismo comunitário” apresentou o maior nível de concordância intensa (66,7% em “muito de acordo”), o que pode ser interpretado como uma valorização do protagonismo local na gestão da atividade turística. Esse resultado converge com Wearing e Neil (2009), que argumentam que visitantes de destinos ecoturísticos tendem a valorizar, além da conservação ambiental, a justiça social e a distribuição de benefícios para as comunidades anfitriãs. Também se observou elevada aceitação de práticas como uso responsável dos recursos naturais, inclusão de educação ambiental e regulação ambiental. Embora o tamanho amostral recomende cautela interpretativa, esses achados sugerem condições favoráveis para a implementação de medidas de gestão, como controle de capacidade de carga e ordenamento do uso turístico. Judijanto et al. (2024) reforçam que participação local e empoderamento comunitário constituem pilares da sustentabilidade em projetos ecoturísticos.

Tabela 6
Concordância com Princípios de Sustentabilidade no Circuito Ecoturístico

O processamento quantitativo evidenciou tendências consistentes nas percepções dos visitantes sobre o potencial ecoturístico de Pomacancha. De modo geral, as variáveis relacionadas à valoração dos recursos naturais e culturais apresentaram distribuição predominantemente positiva, com concentração nas categorias “muito atrativo” e “atrativo”. Esse comportamento descritivo sugere uma avaliação favorável do destino, sobretudo em relação às paisagens naturais e aos sítios arqueológicos.

A análise de frequências cruzadas indicou associação entre a faixa etária jovem (18-35 anos) e maior preferência por atividades de aventura e ecoturismo (χ² = 6,82; p < 0,05), enquanto visitantes com mais de 36 anos demonstraram maior inclinação pelo turismo cultural. Em relação às necessidades de infraestrutura, as médias mais elevadas corresponderam à capacitação comunitária (M = 4,73; DP = 0,46) e à sinalização turística (M = 4,67; DP = 0,49), reforçando sua centralidade para a estruturação inicial do circuito.

A consistência interna das escalas aplicadas foi verificada por meio do coeficiente alfa de Cronbach, obtendo-se valores considerados satisfatórios para a dimensão de sustentabilidade (α = 0,82) e para benefícios socioeconômicos (α = 0,79). Esses resultados sugerem adequada confiabilidade interna dos instrumentos utilizados, ainda que devam ser interpretados de forma prudente, em razão do número reduzido de participantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados deste estudo sugerem que Pomacancha apresenta condições favoráveis para o desenvolvimento de uma proposta ecoturística de base comunitária, sustentada pela presença de recursos naturais e culturais valorizados pelos visitantes, pela predominância de um perfil turístico compatível com atividades de natureza e pela disposição local para participar de processos de gestão participativa. Nesse sentido, a pesquisa oferece evidências empíricas sobre o potencial do ecoturismo como alternativa para o desenvolvimento sustentável em territórios rurais altoandinos, ressaltando a importância da valorização e da gestão responsável do patrimônio territorial. A convergência entre a elevada valoração dos recursos naturais e culturais e o reconhecimento das principais carências infraestruturais permite identificar áreas prioritárias de intervenção, entre as quais se destacam a capacitação comunitária em hospitalidade e interpretação patrimonial, o fortalecimento de infraestrutura de baixo impacto - como sinalização, trilhas organizadas e alojamentos ecológicos - e a incorporação de instrumentos de gestão adaptativa, como ordenamento do uso, protocolos de visitação e medidas preventivas de conservação. Do ponto de vista gerencial, esses achados podem oferecer subsídios úteis para autoridades locais, gestores do setor e organizações comunitárias interessadas em estruturar iniciativas ecoturísticas com maior coerência territorial e participativa.

A metodologia participativa adotada ao longo do estudo, materializada em oficinas, processos de validação comunitária e espaços de socialização, contribuiu para incorporar percepções, conhecimentos e expectativas dos atores locais no desenho do circuito proposto. Esse aspecto é relevante porque favorece maior legitimidade social da proposta e aproxima o planejamento turístico das dinâmicas e necessidades reais do território, em contraste com abordagens estritamente verticais ou externamente impostas. No plano teórico, o estudo reforça a ideia de que a viabilidade de iniciativas ecoturísticas em contextos altoandinos não depende exclusivamente da existência de atrativos naturais, mas também da articulação entre conservação ambiental, participação comunitária, capacidades locais e construção de experiências significativas para os visitantes. Desse modo, a pesquisa contribui para o debate sobre turismo sustentável, ao evidenciar que o desenho de produtos ecoturísticos precisa integrar, de maneira simultânea, dimensões territoriais, socioculturais e organizacionais.

Apesar dessas contribuições, o estudo apresenta limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Entre elas, destaca-se o tamanho amostral reduzido, especialmente no componente quantitativo, o que restringe a generalização estatística dos achados. Além disso, por tratar-se de uma pesquisa de caráter exploratório e aplicada a um contexto territorial específico, os resultados devem ser compreendidos como uma aproximação inicial, e não como um modelo automaticamente transferível para outros destinos rurais. Diante disso, estudos futuros poderão ampliar o número de participantes, aprofundar a análise das relações institucionais envolvidas na gestão do circuito e avaliar, em perspectiva longitudinal, os impactos sociais, econômicos, culturais e ambientais decorrentes da eventual implementação da proposta ecoturística.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Universidade Nacional del Centro del Perú pelo apoio acadêmico e institucional para o desenvolvimento da presente pesquisa. Expressam também especial reconhecimento ao Eng. Richard Peñaloza pela assessoria técnica e acompanhamento durante o processo de estruturação e revisão do estudo.

REFERÊNCIAS

  • Barros, M. B., Alves, M. M., & Vieira, A. K. S. (2021). Donde abunda la naturaleza: Posibilidad de desarrollo basado en el ecoturismo y turismo de aventura SEDICI. https://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/151939 .
    » https://sedici.unlp.edu.ar/handle/10915/151939
  • Bramwell, B., & Lane, B. (2011). Critical research on the governance of tourism and sustainability. Journal of Sustainable Tourism, 19(4-5), 411-421. https://doi.org/10.1080/09669582.2011.580586 .
    » https://doi.org/10.1080/09669582.2011.580586
  • Creswell, J. W., & Clark, V. L. P. (2017). Designing and conducting mixed methods research SAGE Publications.
  • Drumm, A., & Moore, A. (2005). Ecotourism development: A manual for conservation planners and managers (Vol. I). The Nature Conservancy.
  • Etikan, I., Musa, S. A., & Alkassim, R. S. (2015). Comparison of convenience sampling and purposive sampling. American Journal of Theoretical and Applied Statistics, 5(1), 1-4. https://doi.org/10.11648/j.ajtas.20160501.11 .
    » https://doi.org/10.11648/j.ajtas.20160501.11
  • Fennell, D. A. (2014). Ecotourism (4th ed.). Routledge. https://doi.org/10.4324/9780203382110 .
    » https://doi.org/10.4324/9780203382110
  • Ham, S. H. (2013). Interpretation: Making a difference on purpose Fulcrum Publishing.
  • Hermenegildo, A. O. (2022). Ecoturismo y turismo de aventura como opciones de desarrollo local, en el sector Rica Playa, Higuerón, Río Tumbes [Tesis de maestría, Universidad Nacional Agraria La Molina]. Repositorio Institucional. http://45.231.83.156/handle/20.500.12996/5475 .
    » http://45.231.83.156/handle/20.500.12996/5475
  • Hernández Sampieri, R., Fernández Collado, C., & Baptista Lucio, P. (2014). Metodología de la investigación McGraw-Hill.
  • Honey, M. (Ed.). (2011). Ecotourism and sustainable development: Who owns paradise? (2nd ed.). Island Press.
  • Judijanto, L., Harsono, I., & Ramdhani, R. (2024). The role of local communities in ecotourism development: A bibliometric analysis of participation and empowerment. West Science Interdisciplinary Studies, 2(6). https://wsj.westsciences.com/index.php/wsis/article/view/1004 .
    » https://wsj.westsciences.com/index.php/wsis/article/view/1004
  • Magini, C. I., & Muryn, M. F. (2021). Ecoturismo como estrategia para fomentar la educación ambiental y contribuir a la conservación de los recursos naturales Escuela de Economía y Negocios. https://ri.unsam.edu.ar/bitstream/123456789/1857/1/TFPP%20EEYN%202021%20MCI-MMF.pdf .
    » https://ri.unsam.edu.ar/bitstream/123456789/1857/1/TFPP%20EEYN%202021%20MCI-MMF.pdf
  • Peña, C. A. (2024). El ecoturismo como alternativa de desarrollo sostenible en la comunidad nativa Boca Ishiriwe, Madre de Dios [Tesis de maestría, Universidad Nacional Agraria La Molina]. Repositorio Institucional. https://repositorio.lamolina.edu.pe/items/e830fcad-6d89-4085-998b-ca746f995ab6 .
    » https://repositorio.lamolina.edu.pe/items/e830fcad-6d89-4085-998b-ca746f995ab6
  • Rado, Y. (2022). Turismo de aventura en la modalidad de trekking para diversificar la oferta turística en el distrito de Ccorca, Cusco 2022 [Tesis de grado, Universidad Andina del Cusco]. Repositorio Institucional. https://repositorio.uandina.edu.pe/backend/api/core/bitstreams/7e4bae58-9308-44e5-b839-82c9cd6e8de7/content .
    » https://repositorio.uandina.edu.pe/backend/api/core/bitstreams/7e4bae58-9308-44e5-b839-82c9cd6e8de7/content
  • Ritchie, J. R. B., & Crouch, G. I. (2003). The competitive destination: A sustainable tourism perspective CABI. https://doi.org/10.1079/9780851996646.0000 .
    » https://doi.org/10.1079/9780851996646.0000
  • Samal, R., & Dash, M. (2024). Stakeholder engagement in advancing sustainable ecotourism: An exploratory case study. Discover Sustainability https://link.springer.com/article/10.1007/s43621-024-00233-2 .
    » https://link.springer.com/article/10.1007/s43621-024-00233-2
  • Sánchez, S. L. (2024). Condiciones del patrimonio cultural de Yanamarca y Shalacoto para la práctica del turismo de aventura en el distrito de Acobamba, región Junín [Tesis de posgrado, Universidad Nacional de Cajamarca]. Repositorio Institucional. http://190.116.36.86/handle/20.500.14074/7748 .
    » http://190.116.36.86/handle/20.500.14074/7748
  • Stronza, A., & Gordillo, J. (2008). Community views of ecotourism. Annals of Tourism Research, 35(2), 448-468. https://doi.org/10.1016/j.annals.2008.01.002 .
    » https://doi.org/10.1016/j.annals.2008.01.002
  • Tarino, E., & Purnomo, E. P. (2024). Efforts to increase community participation in supporting the continuity of ecotourism development policies. Tourism Research Journal, 8(2), 262-283. https://doi.org/10.30647/trj.v8i2.216 .
    » https://doi.org/10.30647/trj.v8i2.216
  • Tiwari, S., Marahatta, D., & Devkota, H. (2024). Aspects of community participation in eco-tourism: A systematic review. Journal of Multidisciplinary Research Advancements, 2(1), 71-79. https://doi.org/10.3126/jomra.v2i1.66650 .
    » https://doi.org/10.3126/jomra.v2i1.66650
  • UNWTO. (2023). International tourism highlights 2023 edition: The impact of COVID-19 on tourism (2020-2022) World Tourism Organization. https://doi.org/10.18111/9789284424504 .
    » https://doi.org/10.18111/9789284424504
  • Vasco, J. C. (2022). El trekking como una alternativa de desarrollo sostenible: Caso de estudio parroquia Emilio María Terán, cantón Píllaro, provincia Tungurahua - Ecuador [Tesis de maestría, Universidad Técnica de Ambato]. Repositorio Institucional. https://repositorio.uta.edu.ec/server/api/core/bitstreams/07c7157e-8e04-44b1-bac1-2b026b69cc8a/content .
    » https://repositorio.uta.edu.ec/server/api/core/bitstreams/07c7157e-8e04-44b1-bac1-2b026b69cc8a/content
  • Veal, A. J. (2018). Research methods for leisure and tourism (5th ed.). Pearson.
  • Wang, N. (1999). Rethinking authenticity in tourism experience. Annals of Tourism Research , 26(2), 349-370. https://doi.org/10.1016/S0160-7383(98)00103-0 .
    » https://doi.org/10.1016/S0160-7383(98)00103-0
  • Wearing, S., & Neil, J. (2009). Ecotourism: Impacts, potentials and possibilities? Routledge.
  • Weaver, D. B. (2008). Ecotourism (2nd ed.). Wiley.
  • Zorn, E., & Farthing, L. C. (2007). Communitarian tourism hosts and mediators in Peru. Annals of Tourism Research , 34(3), 673-689. https://doi.org/10.1016/j.annals.2007.02.002 .
    » https://doi.org/10.1016/j.annals.2007.02.002
  • Data availability
    Os dados estão disponíveis no corpo do artigo. Os dados podem ser solicitados aos autores.
  • Informações Editoriais:
    Double Blind Review
  • Editor:
    Luiz Carlos da Silva Flores
  • Assistente Editorial:
    Breno Schiessl dos Passos

Disponibilidade de dados

Os dados estão disponíveis no corpo do artigo. Os dados podem ser solicitados aos autores.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    17 Ago 2026
  • Data do Fascículo
    2026

Histórico

  • Recebido
    14 Nov 2025
  • Revisado
    24 Nov 2025
  • Aceito
    11 Jun 2026
location_on
Universidade do Vale do Itajaí Quinta Avenida, 1100, bloco 7, CEP: 88337-300, Balneário Camboriú, SC - Brasil, Tel.: (47)3261-1315 - Balneário Camboriú - SC - Brazil
E-mail: revistaturismo@univali.br
rss_feed Stay informed of issues for this journal through your RSS reader
Go to top Report error