O artigo analisa as interações entre memória, patrimônio e historiografia pública em Aracati, Ceará, explorando como esses elementos moldam as narrativas sobre as relações étnico-raciais e o legado da escravidão. A pesquisa abrange os séculos XVIII ao XXI, focando no Instituto Museu Jaguaribano (IMJ) e na cidade de Aracati como espaços de construção de memória. As fontes incluem documentos históricos, censos, registros de batismo e entrevistas, confrontando representações tradicionais com evidências documentais da presença de negros e indígenas. O argumento central destaca a reificação de memórias elitistas e a omissão das histórias de resistência negra e indígena. As conclusões apontam para um regime de apagamento sistemático, reforçado por práticas negacionistas e racismo cotidiano, revelando desafios para uma historiografia engajada que busca ressignificar o passado e promover reparação histórica.
PALAVRAS-CHAVE
memória; negacionismo histórico; Aracati
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Fonte: Acervo dos autores.
Fonte: Assentos de batizados da freguesia de Aracati (1740-1800), livros 01 ao 14, da Arquidiocese de Limoeiro do Norte.
Fonte: JUCÁ NETO, Clóvis Ramiro; GONÇALVES, Adelaide. Arquitetura como extensão do sertão: Casa de fazenda setecentista e oitocentista dos Inhamuns Ceará. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcantara, 2019, p. 67.
Fonte: Cartas (2) do Curso do Rio Jaguaribe, com detalhe da Ilha Grande. Aracati, 05/09/1859.