O artigo analisa a viagem do escritor norte-americano Waldo Frank (1889-1967) ao Brasil, em 1942, e a repercussão de seu relato sobre o país na imprensa brasileira. Com base em fontes periódicas, apresenta um panorama das redes intelectuais que Frank articulou na América Latina, especialmente no Brasil, em suas visitas à região, realizadas a partir dos anos 1920, e evidencia o papel da diplomacia cultural brasileira no contexto de sua visita ao país, realizada no âmbito da Política da Boa Vizinhança (1933-1945) e da entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) contra os países do Eixo. Ao examinar as críticas a seu livro SOUTH AMERICAN JOURNEY, publicado nos Estados Unidos em 1943, o artigo argumenta que, no começo dos anos 1940, a brasilidade ainda era objeto de disputas entre atores do campo intelectual, que procuravam definir as formas e os conteúdos legítimos da identidade nacional, e em estabelecer limites à celebração da mestiçagem no Brasil.
PALAVRAS-CHAVE
política da boa vizinhança; governo Vargas; democracia racial