Voltado para a paróquia de N. S. do Pilar do Iguaçu, no recôncavo da capitania do Rio de Janeiro, em torno do período de 1770 a 1810, o artigo analisa como um pardo forro, Luciano Gomes Ribeiro, tornou-se senhor de um engenho com 155 escravos, constituindo-se em elite escravista. Portanto, a elite escravista era parda mestiça. Além disso, o trabalho ressalta que o pardo forro governava terras nas quais residiam lavradores senhores de poucos escravos amiúde também desprovidos de terras. A ascendência familiar do capitão de tropas auxiliares de pardos libertos lhe viabilizou o governo de sua casa e o da comunidade política do Pilar do Iguaçu. Ele era o mais desigual daquela sociedade ancorada no mar da desigualdade da escravidão de antigo regime. Para realizar o estudo, utilizamos registros paroquiais de batismo e óbito, e alguns testamentos e documentos administrativos.
Pardos forros; escravidão; família