Scielo RSS <![CDATA[Jornal de Pediatria]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0021-755720200007&lang=en vol. 96 num. lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Current focus on infectious diseases in childhood]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Arboviral diseases in pediatrics<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objectives To present the currently available evidence on transmission, clinical, diagnostic methods, treatment, and prevention methods of major arboviruses that occur in childhood. Source of data Non-systematic review carried out in MEDLINE (PubMed), LILACS (VHL), Scopus, Web of Science, Cochrane, CAPES Portal, and Google Scholar databases for the past five years using the search terms arboviruses, dengue, chikungunya, Zika, Mayaro, and West Nile fever, as well as child, newborn, and adolescent. Synthesis of data The main characteristic of arboviruses is the fact that part of their replication cycle occurs inside insect vectors, thus being classically transmitted to humans through the bite of mosquitoes (hematophagous arthropods), although non-vector transmission of these viruses is also possible in specific situations. These diseases remain a major public health challenge, due to the lack of specific antiviral treatment, the co-circulation of different arboviruses in endemic/epidemic regions, the lack of effective and safe immunizations for the vast majority of these viruses, and the great difficulty in vector control, especially in large urban centers. Conclusions Children are especially vulnerable to this group of diseases due to characteristics that facilitate the development of the most severe forms. More detailed knowledge of this group of diseases allows the pediatrician to diagnose them earlier, implement the correct treatment, monitor warning signs for the most severe forms, and establish effective preventive measures.<hr/>Resumo Objetivos Apresentar as evidências atualmente disponíveis sobre transmissão, quadro clínico, métodos diagnósticos, tratamento e métodos de prevenção das principais arboviroses que ocorrem na infância. Fonte de dados Revisão não sistemática feita nas bases de dados Medline (Pubmed), Lilacs (BVS), Scopus, Web of Science, Cochrane, portal Capes e Google Scholar nos últimos cinco anos, com o uso dos termos arboviroses, dengue, chikungunya, zika, mayaro, febre do oeste do Nilo e criança, recém-nascido, adolescente. Síntese de dados Os arbovírus têm como característica principal o fato de parte de seu ciclo de replicação ocorrer em insetos vetores. Assim, são classicamente transmitidos aos seres humanos pela picada de mosquitos (artrópodes hematófagos), embora seja também possível a transmissão não vetorial desses vírus em situações específicas. Essas doenças ainda constituem um grande desafio na saúde pública, devido à inexistência de tratamento antiviral específico, à cocirculação de diferentes arbovírus em regiões endêmicas/epidêmicas, à falta de imunizações efetivas e seguras para a grande maioria desses vírus e à grande dificuldade do controle vetorial, em especial nos grandes centros urbanos. Conclusões As crianças constituem um grupo especialmente vulnerável a esse grupo de doenças, pois têm características que facilitam o desenvolvimento das formas mais graves. O conhecimento mais detalhado desse grupo de doenças permite ao pediatra diagnosticar mais precocemente, instituir o tratamento correto, vigiar os sinais de alarme para as formas mais graves e colocar em prática efetivas medidas de prevenção. <![CDATA[Viral encephalitis: a practical review on diagnostic approach and treatment]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700012&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objectives To review the diagnostic criteria for encephalitis and encephalopathy of presumed infectious etiology, as well as the diagnostic workup for viral encephalitis and its treatment approaches. The authors also intended to summarize relevant information on specific viruses frequently found in Brazil. Source of data Literature search on Pubmed/MEDLINE using the following keywords: “viral”, “encephalitis”, “child”, or “adolescents”, filtering for articles on humans and in English. Summary of data Viral encephalitis is the most common cause of encephalitis and is responsible for high rates of morbidity, permanent neurologic sequelae, and according to the virus, may have high mortality rates. The most common etiologies are herpesviruses 1 and 2 (HSV-1 and HSV-2), non-polio enterovirus, and arboviruses (in Brazil, dengue, Zika, and chikungunya). Other relevant etiologies are seasonal influenza, cytomegalovirus (CMV), Epstein-Barr virus (EBV), human herpesvirus 6 (HHV-6), and the re-emergent measles. Conclusion Clinical data, laboratory results, and neuroimaging findings support the diagnosis of encephalitis and the specific viral etiology. To increase the likelihood of etiologic confirmation, it is important to know the best approach to collecting samples and to choose the best identification technique for each virus. The differential diagnosis of viral encephalitis includes other infections and immune-mediated inflammatory central nervous system disorders.<hr/>Resumo Objetivos Revisar os critérios diagnósticos para encefalite e encefalopatia de etiologia infecciosa presumida, assim como a investigação diagnóstica para encefalite viral e suas abordagens terapêuticas. Além disso, pretendemos resumir tópicos relevantes sobre os vírus específicos frequentemente encontrados no Brasil. Fonte de dados Pesquisa bibliográfica feita nos bancos de dados Pubmed/Medline utilizando as seguintes palavras-chave: “viral”, “encephalitis”, “child” ou “adolescents”, limitando os artigos a estudos em humanos e escritos em inglês. Resumo dos dados A encefalite viral é a causa mais comum de encefalite e é responsável por altas taxas de morbidade, sequelas neurológicas permanentes e, de acordo com o vírus, altas taxas de mortalidade. As etiologias mais comuns são herpes vírus 1 e 2 (HSV-1 e HSV-2), enterovírus não pólio e arbovírus (no Brasil, Dengue, Zika e Chikungunya). Outras etiologias relevantes são a influenza sazonal, o citomegalovírus (CMV), o vírus Epstein-Barr (EBV), o herpes vírus humano 6 (HHV-6) e o sarampo reemergente. Conclusão Dados clínicos, resultados laboratoriais e de neuroimagem apoiam o diagnóstico de encefalite e a etiologia viral específica. Para aumentar a probabilidade de confirmação etiológica, é importante conhecer a melhor abordagem para coletar amostras e escolher a melhor técnica de identificação para cada vírus. O diagnóstico diferencial de encefalite viral inclui outras infecções e distúrbios inflamatórios do sistema nervoso central imunomediados. <![CDATA[Acute diarrhea with blood: diagnosis and drug treatment<sup>,</sup>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700020&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To restate the epidemiological importance of Shigella in acute diarrhea with blood, providing an overview of the treatment and stressing the need for the correct indication of antibiotic therapy. Sources of Data A search was carried out in the Medline and Scopus databases, in addition to the World Health Organization scientific documents and guidelines, identifying review articles and original articles considered relevant to substantiate the narrative review. Synthesis of Data Different pathogens have been associated with acute diarrhea with blood; Shigella was the most frequently identified. The manifestations of shigellosis in healthy individuals are usually of moderate intensity and disappear within a few days. There may be progression to overt dysentery with blood and mucus, lower abdominal pain, and tenesmus. Conventional bacterial stool culture is the gold standard for the etiological diagnosis; however, new molecular tests have been developed to allow the physician to initiate targeted antibacterial treatment, addressing a major current concern caused by the increasing resistance of Shigella. Prevention strategies include breastfeeding, hygiene measures, health education, water treatment, and the potential use of vaccines. Conclusions Acute diarrhea is an important cause of mortality in children under 5 years and shigellosis is the leading cause of acute diarrhea with blood worldwide. The current concern is the increase in microbial resistance to the recommended antibiotics, which brings an additional difficulty to therapeutic management. Although no vaccine is yet available against Shigella, several candidates are undergoing clinical trials, and this may be the most cost-effective preventative measure in future.<hr/>Resumo Objetivo Reiterar a importância epidemiológica da Shigella na diarreia aguda com sangue, fornecer uma visão geral do tratamento e ressaltar a necessidade da correta indicação da antibioticoterapia. Fontes dos dados Realizada pesquisa nos bancos de dados Medline e Scopus, além de documentos científicos e diretrizes da Organização Mundial da Saúde, com a identificação de artigos de revisão e artigos originais considerados relevantes para fundamentar a revisão do tipo narrativa. Síntese dos dados Diferentes patógenos têm sido associados à diarreia aguda com sangue, a Shigella é o mais frequente. As manifestações da shigelose em indivíduos saudáveis são geralmente de intensidade moderada e desaparecem em poucos dias. Pode haver progressão para disenteria franca com sangue e muco, dor em abdome inferior e tenesmo. A coprocultura bacteriana convencional é o padrão-ouro para o diagnóstico etiológico, porém novos testes moleculares foram desenvolvidos, os quais permitem ao médico iniciar tratamento antibacteriano direcionado, sanar uma grande preocupação atual, devido à crescente resistência da Shigella. Estratégias de prevenção incluem aleitamento, medidas de higiene, educação em saúde, tratamento da água e o potencial uso de vacinas. Conclusões A diarreia aguda é uma importante causa de mortalidade em crianças com menos de cinco anos e a shigelose é a principal causa de diarreia aguda com sangue em todo o mundo. A preocupação atual é o aumento da resistência microbiana aos antibióticos preconizados, o que traz uma dificuldade adicional ao manejo terapêutico. Embora ainda não exista vacina disponível para Shigella, várias candidatas estão em fase de testes clínicos, podem futuramente ser a medida preventiva mais custo-efetiva. <![CDATA[Community-acquired pneumonia among children: the latest evidence for an updated management]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700029&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To provide cutting-edge information for the management of community-acquired pneumonia in children under 5 years, based on the latest evidence published in the literature. Data source A comprehensive search was conducted in PubMed, by using the expressions: “community-acquired pneumonia” AND “child” AND “etiology” OR “diagnosis” OR “severity” OR “antibiotic”. All articles retrieved had the title and the abstract read, when the papers reporting the latest evidence on each subject were identified and downloaded for complete reading. Data synthesis In the era of largely implemented bacterial conjugate vaccines and widespread use of amplification nucleic acid techniques, respiratory viruses have been identified as the most frequent causative agents of community-acquired pneumonia in patients under 5 years. Hypoxemia (oxygen saturation ≤96%) and increased work of breathing are signs most associated with community-acquired pneumonia. Wheezing detected on physical examination independently predicts viral infection and the negative predictive value (95% confidence interval) of normal chest X-ray and serum procalcitonin &lt;0.25 ng/dL was 92% (77-98%) and 93% (90-99%), respectively. Inability to drink/feed, vomiting everything, convulsions, lower chest indrawing, central cyanosis, lethargy, nasal flaring, grunting, head nodding, and oxygen saturation &lt;90% are predictors of death and can be used as indicators for hospitalization. Moderate/large pleural effusions and multilobar infiltrates are predictors of severe disease. Orally administered amoxicillin is the first line outpatient treatment, while ampicillin, aqueous penicillin G, or amoxicillin (initiated initially by intravenous route) are the first line options to treat inpatients. Conclusions Distinct aspects of childhood community-acquired pneumonia have changed during the last three decades.<hr/>Resumo Objetivo Fornecer informações de ponta para o manejo de crianças menores de cinco anos com pneumonia adquirida na comunidade, com base nas evidências mais recentes publicadas na literatura. Fonte de dados Uma pesquisa abrangente foi feita no PubMed, com as expressões: “community-acquired pneumonia” + “child” + “etiology” ou “diagnosis” ou “severity” ou “antibiotic”. Todos os artigos encontrados tiveram o título e o resumo lidos e os artigos que relatavam as evidências mais recentes sobre cada assunto foram identificados e recuperados para leitura completa. Síntese dos dados Na era das vacinas bacterianas conjugadas amplamente usadas e do uso difundido de técnicas de amplificação de ácidos nucléicos, os vírus respiratórios foram identificados como os agentes causadores mais frequentes de pneumonia adquirida na comunidade em pacientes com menos de cinco anos. A hipoxemia (saturação de oxigênio ≤ 96%) e o aumento do esforço respiratório são os sinais mais associados à pneumonia adquirida na comunidade. A sibilância detectada ao exame físico prediz de forma independente a infecção viral e o valor preditivo negativo (intervalo de confiança de 95%) da radiografia de tórax normal e a procalcitonina sérica &lt; 0,25 ng/dL foi de 92% (77-98%) e 93% (90-99%), respectivamente. Incapacidade de beber e se alimentar, vomitar todo o alimento, convulsões, retração torácica subcostal, cianose central, letargia, aleteo nasal, estridor e saturação de oxigênio &lt; 90% são preditores de óbito e podem ser usados como indicadores de hospitalização. Derrames pleurais moderados/grandes e infiltrados multilobulares são preditores de doença grave. A amoxicilina administrada por via oral é a opção de primeira linha para tratar pacientes ambulatoriais e a ampicilina ou penicilina cristalina G ou amoxicilina (administrada inicialmente por via intravenosa) são as opções de primeira linha para tratar pacientes hospitalizados. Conclusões Aspectos distintos da pneumonia adquirida na comunidade durante a infância mudaram durante as últimas três décadas. <![CDATA[Infections in children with diabetes]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700039&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective The association between diabetes mellitus and infections is very common. These infections, even when mild, interfere with blood glucose control. The aim of this review is to describe infections that occur in children and adolescents with DM, as well as to provide recommendations on glycemia management during these episodes. Source of data A non-systematic review was carried out in the PubMed database, using the terms “diabetes mellitus,” “infection,” “children,” and “adolescents.” The most relevant publications were selected. Synthesis of data In addition to the usual community diseases, some infections may occur predominantly in diabetic patients, especially when there is inadequate glycemic control, and common infections can be more severe in these patients. Alterations caused by the disease itself and the immune response are responsible for the risk of higher frequency and severity of infections. During infections, an increase in blood glucose occurs and usually an increase in insulin dose is required. Conclusions Pediatric patients with diabetes have some immune system disorders that, when associated with high glycemia, increase the risk of infections and their severity, and should be promptly identified and treated. The presence of an infectious condition, in turn, raises blood glucose and increases the risk of decompensation, and pediatricians should be cautioned to intensify monitoring and insulin therapy, and to avoid the risk of DKA. It should also be noted that many infections are preventable and can be avoided with adequate vaccine coverage.<hr/>Resumo Objetivo A associação entre diabetes mellitus e infecções é muito frequente. Essas infecções, mesmo quando leves, interferem no controle da glicemia. O objetivo desta revisão é descrever as infecções que ocorrem em crianças e adolescentes com DM, bem como orientar o manejo glicêmico nestes episódios. Fonte dos dados Foi feita uma revisão não sistemática na base de dados PubMed, com os termos “diabetes mellitus”, “infecção”, “crianças” e “adolescentes”. Foram selecionadas as publicações mais relevantes. Síntese dos dados Além de infecções comunitárias habituais, algumas infecções ocorrem predominantemente no paciente com diabetes, principalmente quando não há um controle glicêmico adequado, e infecções comuns podem ser mais graves nesse paciente. Alterações da própria doença e da resposta imune, em conjunto com alterações do microbioma, são responsáveis pela maior frequência e gravidade das infecções. Durante as infecções, ocorre um aumento da glicemia e habitualmente é necessário o aumento da dose de insulina. Conclusões O paciente pediátrico com diabetes apresenta algumas desordens imunes que, quando associadas a elevaçao da glicemia, aumentam o risco de infecção e sua gravidade. A presença da infecção, por sua vez, eleva a glicemia e aumenta o risco de descompensação. Desta forma, a monitorização da glicemia, bem como o aumento da dose de insulina, são fundamentais para evitar o risco de cetoacidose diabética. Destaca-se ainda que muitas infecções são imunopreveníveis e podem ser evitadas com uma cobertura vacinal adequada. <![CDATA[Opportunistic infections in pediatrics: when to suspect and how to approach]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700047&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objectives To describe the characteristics of opportunistic infections in pediatrics regarding their clinical aspects, as well as the diagnostic strategy and treatment. Source of data Non-systematic review of literature studies in the PubMed database. Synthesis of data Opportunistic infections caused by non-tuberculous mycobacteria, fungi, Herpesvirae, and infections affecting individuals using immunobiological agents are analyzed. Because these are severe diseases with a rapid evolution, diagnostic suspicion should be early, associated with the patient's clinical assessment and history pointing to opportunistic infections. Whenever possible, samples of secretions, blood, and other fluids and tissues should be collected, with early therapy implementation. Conclusions Despite the improved diagnosis of opportunistic infections in recent years, they remain a challenge for pediatricians who are not used to these infections. They should raise the suspicion and start treating the case, but should also resort to specialists in the management of these infections to provide a better outcome for these patients, who still have high mortality.<hr/>Resumo Objetivos Descrever as características das infecções oportunistas em pediatria em seus aspectos clínicos, bem como a estratégia diagnóstica e o tratamento. Fonte dos dados Revisão de trabalhos de literatura de forma não sistemática na base de dados Pubmed. Síntese dos dados São apresentadas as infecções oportunistas causadas por micobactérias não tuberculosas, fungos, herpervírus e as infecções que acometem indivíduos em uso de imunobiológicos. Por se tratar de doenças graves e de evolução rápida, a suspeita diagnóstica deve ser precoce, associada à clínica do paciente e aos dados de história que apontam para infecções oportunistas. Sempre que possível, amostras de secreções, sangue e outros fluidos e de tecidos devem ser coletadas, com instituição precoce de terapia. Conclusões Apesar da melhoria do diagnóstico de infecções oportunistas nos últimos anos, elas ainda são um desafio para o pediatra pouco habituado a essas infecções. Ele deve fazer a suspeita e iniciar a condução do caso, mas recorrer a especialistas com prática no manejo dessas infecções de modo a propiciar um melhor desfecho para esses pacientes que ainda apresentam alta mortalidade. <![CDATA[Osteoarticular infections in pediatrics]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700058&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To collect the most up-to-date information regarding pediatric osteoarticular infections, including the epidemiological and microbiological profiles, diagnosis, and treatment. Source of data A non-systematic review was performed on the search engines PubMed, SciELO, LILACS, and Google Scholar, using the keywords “bone and joint infection”, “children”, “pediatric”, “osteomyelitis”, “septic arthritis” and “spondylodiscitis” over the last ten years. The most relevant articles were selected by the authors to constitute the database. Synthesis of data Osteoarticular infections are still a major cause of morbidity in pediatrics. Their main etiology is Staphylococcus aureus, but there has been an increase in the detection of Kingella kingae, especially through molecular methods. Microbiological identification allows treatment direction, while evidence of inflammatory activity assists in treatment follow-up. Imaging tests are especially useful in the initial diagnosis of infections. Empirical treatment should include coverage for the main microorganisms according to the age and clinical conditions of the patient, while considering the local resistance profile. Surgical procedures can be indicated for diagnosis, focus control, and function preservation. Acute complications include sepsis, deep venous thrombosis, and pulmonary embolism. Deaths are rare. Late complications are uncommon but may lead to deformities that compromise motor development. Conclusion A correct and early diagnosis, prompt implementation of adequate antimicrobial therapy, and focus control, when indicated, are critical to a better prognosis.<hr/>Resumo Objetivo Compilar as informações mais atuais referentes às infecções ostoarticulares em pediatria, inclusive perfil epidemiológico e microbiológico, diagnóstico e tratamento. Fonte dos dados Feita revisão não sistemática nos mecanismos de busca Pubmed, Scielo, Lilacs e Google Scholar, com as palavras-chave bone and joint infection, children, pediatric, osteomyelitis, septic arthritis e espondylodiscitis nos últimos 10 anos. Os artigos mais relevantes foram selecionados pelos autores para compor a base de dados. Síntese dos dados As infecções osteoarticulares ainda são causa importante de morbidade na pediatria. A sua principal etiologia é o Staphylococcus aureus, porém há um aumento na detecção de Kingella kingae, especialmente através de métodos moleculares. A identificação microbiológica possibilita direcionamento de tratamento, enquanto que as provas de atividade inflamatória auxiliam no acompanhamento do tratamento. Exames de imagem são especialmente úteis no diagnóstico inicial das infecções. O tratamento empírico deve incluir cobertura para os principais microrganismos, de acordo com a faixa etária e as condições clínicas do paciente, considerando o perfil de resistência local. Procedimentos cirúrgicos podem ser indicados para diagnóstico, controle do foco e preservação da função. As complicações agudas incluem sepse, trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Óbitos são raros. As complicações tardias são incomuns, mas podem levar a deformidades que comprometem o desenvolvimento motor. Conclusão O diagnóstico correto e precoce, com pronta instituição de terapia antimicrobiana adequada e controle do foco, quando indicado, é fundamental para um melhor prognóstico. <![CDATA[Urinary tract infection in pediatrics: an overview]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700065&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective This review aimed to provide a critical overview on the pathogenesis, clinical findings, diagnosis, imaging investigation, treatment, chemoprophylaxis, and complications of urinary tract infection in pediatric patients. Source of data Data were obtained independently by two authors, who carried out a comprehensive and non-systematic search in public databases. Summary of findings Urinary tract infection is the most common bacterial infection in children. Urinary tract infection in pediatric patients can be the early clinical manifestation of congenital anomalies of the kidney and urinary tract (CAKUT) or be related to bladder dysfunctions. E. coli is responsible for 80-90% of community-acquired acute pyelonephritis episodes, especially in children. Bacterial virulence factors and the innate host immune systems may contribute to the occurrence and severity of urinary tract infection. The clinical presentation of urinary tract infections in children is highly heterogeneous, with symptoms that can be quite obscure. Urine culture is still the gold standard for diagnosing urinary tract infection and methods of urine collection in individual centers should be determined based on the accuracy of voided specimens. The debate on the ideal imaging protocol is still ongoing and there is tendency of less use of prophylaxis. Alternative measures and management of risk factors for recurrent urinary tract infection should be emphasized. However, in selected patients, prophylaxis can protect from recurrent urinary tract infection and long-term consequences. According to population-based studies, hypertension and chronic kidney disease are rarely associated with urinary tract infection. Conclusion Many aspects regarding urinary tract infection in children are still matters of debate, especially imaging investigation and indication of antibiotic prophylaxis. Further longitudinal studies are needed to establish tailored approach of urinary tract infection in childhood.<hr/>Resumo Objetivo Esta revisão teve como objetivo fornecer uma visão crítica da patogênese, achados clínicos, diagnóstico, investigação por imagem, tratamento, quimioprofilaxia e complicações da infecção do trato urinário em pacientes pediátricos. Fonte de dados Os dados foram obtidos de forma independente por dois autores que fizeram uma pesquisa abrangente e não sistemática em bancos de dados públicos. Síntese dos achados A infecção do trato urinário é a infecção bacteriana mais comum em crianças. Em pacientes pediátricos, pode ser a manifestação clínica precoce de anomalias congênitas do rim e trato urinário (CAKUT) ou estar relacionada a disfunções da bexiga. A E. coli é responsável por 80-90% dos episódios agudos de pielonefrite adquirida na comunidade, principalmente em crianças. Os fatores de virulência bacteriana e o sistema imunológico inato do hospedeiro podem contribuir para a ocorrência e gravidade da infecção do trato urinário. A apresentação clínica de infecções do trato urinário em crianças é altamente heterogênea, com sintomas que podem ser bastante obscuros. A cultura de urina ainda é o padrão-ouro para o diagnóstico de infecção do trato urinário e os métodos de coleta de urina em centros individuais devem ser determinados com base na precisão das amostras coletadas. O debate sobre o protocolo de imagem ideal ainda está em andamento e há uma tendência a um menor uso da profilaxia. Medidas opcionais e o manejo dos fatores de risco para infecção do trato urinário recorrente devem ser enfatizados. Entretanto, em pacientes selecionados, a profilaxia pode proteger contra infecção do trato urinário recorrente e consequências em longo prazo. Segundo estudos populacionais, hipertensão e doença renal crônica raramente são associadas à infecção do trato urinário. Conclusão Muitos aspectos relacionados à infecção do trato urinário em crianças ainda são motivo de debate, principalmente a investigação por imagem e a indicação de profilaxia com antibióticos. Estudos longitudinais adicionais são necessários para estabelecer uma abordagem personalizada da infecção do trato urinário na população pediátrica. <![CDATA[The challenges of neonatal sepsis management]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700080&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objectives To present current evidence on the etiology, risk factors, diagnosis, and management of early and late neonatal sepsis. Source of data Non-systematic review of the Medline (PubMed), Scopus, Web of Science, Cochrane, and Google Scholar databases regarding the following terms: neonatal sepsis, early neonatal sepsis, late neonatal sepsis, empirical antibiotic therapy, sepsis calculator, vancomycin, newborn, preterm newborn. Data synthesis Neonatal sepsis is a frequent cause of neonatal morbidity and mortality. Its diagnosis is difficult. Continuous observation of the patient is critical to diagnostic suspicion. When neonatal sepsis is suspected, bacteriological tests should be collected. Vancomycin should not be routinely using in the empirical antibiotic regimen in late neonatal sepsis, and the main protective mechanisms against neonatal sepsis are handwashing and the use of breast milk. Conclusions Newborns constitute a group that is more vulnerable to sepsis. Knowledge of risk factors and etiological agents allows a better approach to the newborn with sepsis.<hr/>Resumo Objetivos Apresentar evidências atuais na etiologia, fatores de risco, diagnóstico e manejo da sepse neonatal precoce e tardia. Fontes de dados Revisão não sistemática feita nas bases de dados Medline (PubMed), Scopus, Web of Science, Cochrane, Google Scholar sobre os temas sepse neonatal, sepse neonatal precoce, sepse neonatal tardia, antibioticoterapia empírica, sepsis calculator, vancomicina, recém-nascido, recém-nascido pré-termo. Síntese de dados A sepse neonatal é uma causa frequente de morbimortalidade neonatal. O seu diagnóstico é difícil. A observação contínua do paciente é fundamental para uma suspeição diagnóstica. Ao se suspeitar de sepse neonatal devem-se coletar exames bacteriológicos. Não usar, rotineiramente, vancomicina no esquema empírico de antibiótico na sepse neonatal tardia. Os principais mecanismos protetores da sepse neonatal são a lavagem de mãos e o uso do leite materno. Conclusões Os recém-nascidos constituem um grupo mais vulnerável à sepse. O conhecimento dos fatores de risco e dos agentes etiológicos permite uma melhor abordagem do recém-nascido séptico. <![CDATA[Septic shock in pediatrics: the state-of-the-art]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700087&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective Review the main aspects of the definition, diagnosis, and management of pediatric patients with sepsis and septic shock. Source of data A search was carried out in the MEDLINE and Embase databases. The articles were chosen according to the authors' interest, prioritizing those published in the last five years. Synthesis of data Sepsis remains a major cause of mortality in pediatric patients. The variability of clinical presentations makes it difficult to attain a precise definition in pediatrics. Airway stabilization with adequate oxygenation and ventilation if necessary, initial volume resuscitation, antibiotic administration, and cardiovascular support are the basis of sepsis treatment. In resource-poor settings, attention should be paid to the risks of fluid overload when administrating fluids. Administration of vasoactive drugs such as epinephrine or norepinephrine is necessary in the absence of volume response within the first hour. Follow-up of shock treatment should adhere to targets such as restoring vital and clinical signs of shock and controlling the focus of infection. A multimodal evaluation with bedside ultrasound for management after the first hours is recommended. In refractory shock, attention should be given to situations such as cardiac tamponade, hypothyroidism, adrenal insufficiency, abdominal catastrophe, and focus of uncontrolled infection. Conclusions The implementation of protocols and advanced technologies have reduced sepsis mortality. In resource-poor settings, good practices such as early sepsis identification, antibiotic administration, and careful fluid infusion are the cornerstones of sepsis management.<hr/>Resumo Objetivo Revisar os principais aspectos da definição, diagnóstico e manejo do paciente pediátrico com sepse e choque séptico. Fontes de dados Uma pesquisa nas plataformas de dados Medline e Embase foi feita. Os artigos foram escolhidos segundo interesse dos autores, priorizaram-se as publicações dos últimos 5 anos. Síntese dos dados A sepse continua a ser uma causa importante de mortalidade em pacientes pediátricos. A variabilidade de apresentação clínica dificulta uma definição precisa em pediatria. A estabilização da via aérea com adequada oxigenação, e ventilação se necessário, ressuscitação volêmica inicial, administração de antibióticos e suporte cardiovascular são a base do tratamento da sepse. Em cenários de poucos recursos, deve-se atentar para os riscos de sobrecarga hídrica na administração de fluidos. A administração de drogas vasoativas, como adrenalina ou noradrenalina, se faz necessária na ausência da resposta ao volume na primeira hora. O seguimento do tratamento do choque deve seguir alvos como restauração dos sinais vitais e clínicos de choque e controle do foco de infecção. Recomenda-se a avaliação multimodal, com auxílio da ecografia à beira-leito para manejo após as primeiras horas. No choque refratário, deve-se atentar para situações como tamponamento cardíaco, hipotireoidismo, insuficiência adrenal, catástrofe abdominal e foco de infecção não controlado. Conclusões Implantação de protocolos e avançadas tecnologias propiciou uma redução da mortalidade da sepse. Em cenários de poucos recursos, as boas práticas, como reconhecimento precoce da sepse, administração de antibióticos e cuidadosa infusão de fluidos, são os pilares do manejo da sepse. <![CDATA[Tuberculosis in childhood and adolescence: a view from different perspectives]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700099&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To describe the epidemiological situation of tuberculosis in children under 19 years of age in Brazil and to review the latest publications on disease risk, diagnosis, treatment, and prevention. Source of data Notifiable Diseases Information System (2018), World Health Organization estimates, and PubMed articles selected using the descriptor “Tuberculosis,” delimited by type of study, period, age, and language. Synthesis of data In 2018, in Brazil, 9.4% of notifications were in children under 19 years. The pulmonary form predominated in 80.1% of the cases. The cure rate was 76.8%, lethality was 0.8%, and abandonment was 10.4%. The prevalence of drug-resistant tuberculosis (2011-2016) was 0.5%. It has been found that the risk of disease can reach up to 56% in children under 5 years, influenced by helminth co-infections, malaria, chronic viral infections, live attenuated virus vaccines, and hypovitaminosis D. Exposure to a bacilliferous patient for periods shorter than 30 minutes is sufficient for the development of infection and/or disease. In Brazil, microbiological screening is recommended, but the use of the scoring system, modified in 2019, has been maintained. Studies on infection detection have supported the use of the tuberculin skin test. In the treatment, the great advance was the introduction of dispersible formulations, adjustment of the recommended doses, and shortened regimens for latent infection. Several vaccine studies (stages 1-3) are ongoing, but no BCG-licensed substitute has been implemented yet. Conclusions There has been progress in treatment, but major challenges need to be overcome to improve diagnosis, monitoring, and outcome of cases, aiming to eliminate tuberculosis.<hr/>Resumo Objetivo Descrever a situação epidemiológica da tuberculose nos menores de 19 anos no Brasil e revisar as últimas publicações sobre risco de adoecimento, diagnóstico, tratamento e prevenção. Fonte dos dados Banco de notificação Brasil (2018), estimativas da Organização Mundial da Saúde e artigos do PubMed selecionados pelo descritor Tuberculosis, delimitaram-se tipo de estudo, período, idade e língua. Síntese dos dados Em 2018, no Brasil, 9,4% das notificações foram nos menores de 19 anos. Predominou a forma pulmonar em 80,1% dos casos. A taxa de cura foi de 76,8%, letalidade 0,8% e abandono 10,4%. A prevalência de tuberculose drogarresistente (2011 a 2016) foi 0,5%. Encontrou-se que o risco de adoecimento pode chegar até 56%, nos menores de cinco anos, influenciado por coinfecções com helmintos, malária, infecções virais crônicas, vacinas de vírus vivos atenuados e hipovitaminose D. A exposição ao doente bacilífero por períodos menores de 30 minutos é suficiente para o desenvolvimento de infecção e/ou doença. No Brasil, recomenda-se a pesquisa microbiológica, porém mantem-se o uso do Sistema de Pontuação, modificado em 2019. Estudos sobre detecção da infecção respaldaram o uso da prova tuberculínica. No tratamento, o grande avanço foi a introdução das formulações dispersíveis, adequação das doses preconizadas e esquemas encurtados para infecção latente. Vários estudos de vacinas (fases de 1 a 3) estão em andamento, mas ainda sem substituto licenciado para a BCG. Conclusões Observaram-se progressos no tratamento, porém ainda há grandes desafios para melhorar o diagnóstico, monitoramento e desfecho dos casos em busca da eliminação da tuberculose. <![CDATA[Rational use of antimicrobials in the treatment of upper airway infections]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572020000700111&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To analyze the main cause of the irresponsible use of antibiotics at the pediatric level in a very frequent, usually self-limited, and typically viral condition: upper airway respiratory infections. Sources Different databases were searched using specific terms related to resistance to antibiotics, upper airway respiratory infections, and pediatrics patients. Summary of the findings Effectiveness varies depending on the place, the form of intervention, and the resources used. Multiple interventions appear to be more effective. The foundations of treatment are training in technical aspects and in communication skills for the prescribers, and having enough time for each patient; and training through the health clinic and the media for patients/parents. Deferred prescription and the use of rapid diagnostic tests in the primary care setting have been shown to be effective. A fluid relationship based on trust between clinicians and parents/guardians is one of the keystones. Conclusions Any project that seeks to be totally effective must include a health authority, which in addition to helping implement these measures, has the firm intention of drastically reducing the use of antibiotics in animals and in the environment, as well as favoring research into new antimicrobials.<hr/>Resumo Objetivo Analisar a principal causa do uso irresponsável de antibióticos em nível pediátrico de doenças muito frequentes, normalmente autolimitadas e virais: infecções respiratórias das vias aéreas superiores. Fontes Diferentes bases de dados foram pesquisadas com termos específicos relacionados à resistência a antibióticos, infecções respiratórias das vias aéreas superiores e pacientes de pediatria. Resumo dos achados A eficácia varia, depende do local, da forma e dos recursos usados. As formas de múltiplas intervenções parecem mais eficazes. O treinamento em aspectos técnicos e habilidades de comunicação para médicos e tempo suficiente para cada paciente, além do treinamento por meio da clínica e da mídia para pacientes/pais, são a base da eficácia. Prescrições de uso posterior e testes de diagnóstico rápido no ambiente de cuidado primário mostraram ser eficazes. Uma relação de confiança entre médicos e pais ou responsáveis é uma das pedras angulares. Conclusões Qualquer projeto que busque ser completamente eficaz deve incluir uma autoridade em saúde, que, além de ajudar a implantar as medidas nos pacientes, tem a sólida intenção de reduzir drasticamente o uso de antibióticos em animais e no meio ambiente, além de favorecer a pesquisa sobre novos antimicrobianos.