Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20200001&lang=es vol. 61 num. 145 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[LA CUESTIÓN JUDÍA Y LA CARENCIA DE MUNDO EN LA MODERNIDAD DESDE LA PERSPECTIVA DE HANNAH ARENDT]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMEN En este trabajo esperamos mostrar la relevancia del análisis arendtiano de la cuestión judía, y en particular de las políticas de asimilación y del proceso de secularización, para abordar el problema de la carencia de mundo en la época moderna. De este modo, la cuestión judía nos permite delinear una incisiva crítica a la configuración del mundo moderno, a la vez que esbozar una concepción ampliada del mundo a través de la reconstrucción de la tradición oculta de los judíos parias. Así, tomando distancia de las interpretaciones que conciben el mundo en Arendt como un espacio de interacción ideal o formal, este recorrido por la problemática judía posibilita el despliegue de los aspectos materiales, culturales e históricos concretos que sustentan el mundo común.<hr/>ABSTRACT In this paper I try to show the relevance of the Arendtian analysis of the Jewish issue, and especially of the assimilation policies and the process of secularization, in relation with the problem of worldlessness in modern age. Through the Jewish issue, it is possible to delineate a criticism to the modern world’s configuration, while at the same time, following the reconstruction of the hidden tradition of pariah Jews, an expanded conception of world could be illuminated. Taking distance from the interpretations that conceive the world in Arendt´s perspective as an ideal or formal interaction space, the study of the Jewish problematics, makes possible to highlight the material, cultural and historical concrete aspects of the common world. <![CDATA[WITTGENSTEIN, FORMALISM, AND SYMBOLIC MATHEMATICS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100031&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT In a recent essay, Sören Stenlund tries to align Wittgenstein’s approach to the foundations and nature of mathematics with the tradition of symbolic mathematics. The characterization of symbolic mathematics made by Stenlund, according to which mathematics is logically separated from its external applications, brings it closer to the formalist position. This raises naturally the question whether Wittgenstein holds a formalist position in philosophy of mathematics. The aim of this paper is to give a negative answer to this question, defending the view that Wittgenstein always thought that there is no logical separation between mathematics and its applications. I will focus on Wittgenstein’s remarks about arithmetic during his middle period, because it is in this period that a formalist reading of his writings is most tempting. I will show how his idea of autonomy of arithmetic is not to be compared with the formalist idea of autonomy, according to which a calculus is “cut off” from its applications. The autonomy of arithmetic, according to Wittgenstein, guarantees its own applicability, thus providing its own raison d’être.<hr/>RESUMO Em um recente artigo, Sören Stenlund procura alinhar a abordagem de Wittgenstein em relação aos fundamentos e à natureza da matemática com a tradição da matemática simbólica. A caracterização da matemática simbólica feita por Stenlund, de acordo com a qual a matemática é logicamente separada de suas aplicações externas, a aproxima da posição formalista. Isto naturalmente levanta a questão de se Wittgenstein defende uma posição formalista em filosofia da matemática. O objetivo deste artigo é dar uma resposta negativa a esta questão, ao defender que Wittgenstein sempre pensou não haver separação lógica entre a matemática e suas aplicações. Atenção especial será dada às observações de Wittgenstein sobre a aritmética pertencentes ao seu período intermediário, pois é neste período que uma leitura formalista de seus escritos é mais sedutora. Mostrarei como sua ideia de autonomia da aritmética não deve ser comparada à ideia formalista de autonomia, segundo a qual um cálculo é “cortado” de suas aplicações. A autonomia da aritmética, para Wittgenstein, garante ela própria sua aplicabilidade, provendo, assim, sua própria raison d’être. <![CDATA[LAW AND MORAL JUSTIFICATION]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100055&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT Many prominent legal philosophers believe that law makes some type of moral claim in virtue of its nature. Although the law is not an intelligent agent, the attribution of a claim to law does not need to be as mysterious as some theorists believe. It means that law-making and law- applying acts are intelligible only in the light of a certain presupposition, even if a lawmaker or a law-applier subjectively disbelieves the content of that presupposition. In this paper, I aim to clarify what type of moral claim would be suitable for law if law were to make a claim to be morally justified. I then argue that legal practice is perfectly intelligible without moral presuppositions - that is, that the law does not necessarily make moral claims.<hr/>RESUMO Muitos filósofos do direito proeminentes acreditam que o direito levanta algum tipo de pretensão moral em virtude de sua natureza. Embora o direito não seja um agente inteligente, a atribuição de uma pretensão ao direito não precisa ser tão misteriosa como alguns teóricos acreditam que seja. Significa que atos pelos quais fazemos e aplicamos leis são inteligíveis apenas à luz de uma certa pressuposição, mesmo se um legislador ou um aplicador do direito não acreditar subjetivamente no conteúdo dessa pressuposição. Neste artigo, eu busco esclarecer que tipo de pretensão moral seria adequada ao direito se o direito levantasse a pretensão de ser moralmente justificado. Eu então argumento que a prática jurídica é perfeitamente inteligível sem pressuposições morais - isto é, que não é necessário que o direito levante pretensões morais. <![CDATA[O CÁLCULO E O RISCO: HEIDEGGER E BECK]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100073&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO O propósito deste artigo é aproximar o significado do pensar calculador de Heidegger e a teoria sobre a sociedade do risco de Beck, considerando suas interpelações com o significado da técnica na modernidade. Porém, mais que tratar das aproximações entre ambos os pensadores, este estudo pretende também demonstrar a importância da filosofia da técnica de Heidegger para pensar o sentido do cálculo do risco e do risco do cálculo na sociedade do risco. Assim, argumenta-se que a teoria do risco de Beck confirma e atualiza o pensamento de Heidegger sobre a técnica moderna, quando se observa que o pensar calculador, que dirige e controla o modo de ser na era do técnico, manifesta-se hoje com toda claridade na sociedade do risco global.<hr/>ABSTRACT The purpose of this paper is to bring the meaning of Heidegger’s calculative thinking and Beck’s risk society theory closer, as well as their interpellations with the meaning of technique in modernity. Nevertheless, more than dealing with the convergences between both thinkers, this study also intends to demonstrate the importance of Heidegger’s technique philosophy in order to investigate the meaning of risk calculation and of calculation risk in risk society. Therefore, it argues that Beck’s risk theory confirms and updates Heidegger’s thinking on modern technique, as one observes that calculative thinking, which directs and controls the way of being in the age of technicality, clearly manifests itself nowadays, in the global risk society. <![CDATA[ARE NECESSARY IDENTITIES EVER DISBELIEVED?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100099&lng=es&nrm=iso&tlng=es ABSTRACT The purpose of this paper is to bring out, by means of a simple thought experiment involving demonstratives, a discrepancy between what is expressed and what is believed (which contradicts the Theory of Direct Reference), and to consider some consequences of this - most notably, whether we might hold, for example, that the ancients never believed that Hesperus is not Phosphorus.<hr/>RESUMO O objetivo deste artigo é apresentar, por meio de um experimento mental simples envolvendo demonstrativos, uma discrepância entre o que é expresso e o que se acredita (o que contradiz a Teoria da Referência Direta), e considerar algumas consequências disso - principalmente se podemos sustentar, por exemplo, que os antigos nunca acreditaram que Hesperus não é Phosphorus. <![CDATA[DAS POTÊNCIAS DA MEMÓRIA. A afirmação da transitoriedade histórica e da eternidade das ideias]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100107&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO A partir do exame da tradição heraclitiana e platônica sobre a transitoriedade e a imortalidade - conceitos compreendidos como universais - este artigo defende a seguinte antinomia como tese: para haver temporalidade é preciso haver eternidade. Essa tese é demonstrada por meio do estudo e atualização das noções de alma, espírito, ideia e memória, as quais estão conectadas invariavelmente ao tempo passado como princípio ontológico do fenômeno histórico. Para além do ponto de vista filosófico, portanto, da perspectiva específica do conhecimento histórico, este estudo expõe algumas implicações teóricas acerca das condições de possibilidade da história, que são discutidas, finalmente, em diálogo com Friedrich Nietzsche e Jacob Burckhardt.<hr/>ABSTRACT From the analysis of the Heraclitian and Platonic tradition on transience and immortality - understood as universal concepts - this essay defends the following antinomy as its thesis: if there is temporality there must be eternity. This thesis is demonstrated through the study and updating of the notions of soul, spirit, idea and memory, which are invariably connected to the past as the ontological principle of the historical phenomenon. Beyond the philosophical point of view, therefore, from the specific perspective of historical knowledge, this study exposes some theoretical implications about the conditions of possibility of history, which are finally discussed in dialogue with Friedrich Nietzsche and Jacob Burckhardt. <![CDATA[PUNTOS DE VISTA DE LA VERDAD: SOBRE EL CARÁCTER POLIFÓNICO DEL PENSAMIENTO PLATÓNICO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100131&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMEN El siguiente artículo tiene como objetivo destacar el carácter polifónico del pensamiento platónico y poner en cuestión el sentido de la autoría de Platón. Suponer, a partir de obstinados prejuicios modernos, que Platón, tal como cualquier escritor moderno, habría expuesto su propia doctrina, es ignorar la importancia de la forma dramática de su pensamiento. El testimonio de la variedad de interlocutores y de puntos de vista que se suceden en los diferentes diálogos, nos invita a prestar atención a la compleja trama del pensamiento platónico, cuya variedad de funciones corresponde a los límites y al alcance del discurso de quienes en un determinado momento y situación cooperan en el diálogo.<hr/>ABSTRACT The following paper aims to highlight the polyphonic character of Platonic thought and to question the meaning of Plato's authorship. To assume, from obstinate modern prejudices, that Plato, like any modern writer, would have exposed his own doctrine, is to ignore the importance of the dramatic form of his thought. The testimony of the variety of interlocutors and points of view that take place in the different dialogues, invites us to pay attention to the complex plot of Platonic thought, whose variety of functions corresponds to the limits and scope of the discourse of those who, in a given moment and situation, cooperate in the dialogue. <![CDATA[<em>CHRISTIAN THOMASIUS E A</em> AUFKLÄRUNG]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100151&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO O presente artigo discute o papel de Christian Thomasius como pioneiro da Aufklärung, bem como a especificidade desta no contexto mais amplo do Iluminismo. A partir de uma discussão sobre os recentes estudos acerca do Iluminismo, será extraída uma diretriz interpretativa para avaliar a peculiaridade política e filosófica da Aufklärung.<hr/>ABSTRACT This paper discusses the role of Christian Thomasius as a pioneer of the Aufklärung and the specific position of the latter in the broader context of the Enlightenment. Departing from a review of recent studies on the Enlightenment, this paper will draw an interpretative guideline to assess the political and philosophical peculiarity of the Aufklärung. <![CDATA[SOBRE A DETERMINAÇÃO CONTEXTUAL DO QUE É DITO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100173&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO Duas versões contemporâneas do contextualismo radical em filosofia da linguagem, uma defendida por François Recanati e outra por Charles Travis, centram sua crítica à distinção tradicional entre semântica e pragmática na categoria de dito (what is said), tal como descrita por Paul Grice. Ambas as versões se contrapõem à ideia de que o que é dito é determinado plenamente pelo significado convencional da sentença proferida acrescido da fixação do valor de elementos indexicais. Ambas sustentam, a partir desta crítica, que uma enunciação não necessariamente expressa um conteúdo proposicional associado ao significado literal da sentença. Neste artigo, busco mostrar que a partilha desta tese negativa geral esconde divergências importantes. Centrando minha análise na reformulação feita por Recanati da categoria de what is said, busco mostrar como ela se organiza a partir da preservação e radicalização de princípios essenciais da pragmática griceana, bem como da ideia de que elementos subsentencias possuem um conteúdo proposicional mínimo atrelado à sua significação. Em seguida, busco apontar como a negação total da pragmática griceana e deste mínimo proposicional por Travis não apenas revela uma divergência profunda em relação a Recanati, mas gera problemas para a tentativa de reestruturação da noção de what is said.<hr/>ABSTRACT François Recanati and Charles Travis have questioned the traditional distinction between semantics and pragmatics by criticizing Grice’s notion of what is said. They are both opposed to the idea that what is said can be read in terms of the conventional meaning of the uttered sentence. Both authors share the thesis according to which what is said does not necessarily put forward a propositional content equivalent to the literal meaning of the uttered sentence. My objective in this paper is to point out important differences between these two positions that are sometimes referred to indistinctively as Radical Contextualism. The paper is centered on the analysis of Recanati’s amendment of the notion of what is said. I first show how his reconstruction of this notion is motivated by the preservation of Grice’s attempt to explain communication in terms of the intention of the speaker. I then proceed to point out how his contextualism admits the idea of a minimal propositional content attached to the meaning of subsentential components. I conclude by arguing that Travis’ rejection of Grice’s whole framework goes against Recanati’s attempt to amend Grice’s notion of what is said. <![CDATA[NOTAS SOBRE A TEORIA DA NORMATIVIDADE TÉLICA: UM NOVO CAPÍTULO DA EPISTEMOLOGIA DAS VIRTUDES DE ERNEST SOSA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100195&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO Ernest Sosa é um dos mais importantes filósofos da contemporaneidade. Em plena atividade há mais de cinco décadas, sua obra toma agora a forma de uma teoria da normatividade télica, com a qual Sosa pretende coroar sua procura por uma "knowledgefriendly epistemology". Pretendemos mostrar que esta nova forma teórica instala-se bem no conjunto de sua reflexão epistemológica, procurando Sosa agora, de modo ainda mais preciso, dar resposta, por exemplo, às questões decorrentes do problema de Gettier, da intencionalidade e das modalidades epistêmicas. Entre as novidades de sua atual formulação, analisaremos de modo mais específico neste texto alguns problemas colocados pelo exemplo do arqueiro, ao transformar-se este em um modelo teórico ilustrativo da noção de normatividade télica, bem como alguns aspectos da singular taxonomia do conhecimento feita por Sosa.<hr/>ABSTRACT Ernest Sosa is one of the most outstanding philosophers in our contemporaneity. Working intensively for over five decades, his work now takes the form of a theory of telic normativity with which he intends to crown his search for a "knowledge friendly epistemology". We intend to show that this new theoretical form is well settled in the whole of his epistemological reflection, being Sosa interested now in providing, more precisely, an answer, for instance, to questions derived from Gettier’s problem, from intentionality, and from epistemic modalities. Among the innovations of his present formulation, we shall analyze, more specifically in this text, some problems expressed through the archer’s example, when it turns to be an illustrative theoretical model of the telic normative notion, as well as some aspects of Sosa’s singular taxonomy of knowledge. <![CDATA[SEIN UND ZEIT: LA LIBERTAD DEL DASEIN PARA SER-LIBRE COMO MISMIDAD. ANÁLISIS FENOMENOLÓGICO DE LA LIBERTAD Y LA MISMIDAD EN EL § 44]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100213&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMEN Este artículo de investigación intenta tematizar la mismidad del Dasein dentro de los límites intrínsecos del § 44 de Ser y Tiempo, en conexión plena con el existenciario verdad de la existencia, a fin de entender esta mismidad como un fenómeno eminente y ontológico de libertad. Tal derivación, en dirección a la libertad, mostrará que la conexión Dasein-Verdad solo puede ser realizada mediante un desarrollo de la mismidad del Dasein, entendida como un fenómeno relacionado con el “poner/quedar en libertad” y el “ser-libre”. Este será, en último término, el objetivo de este artículo de investigación<hr/>ABSTRACT In order to understand the Selfhood of Dasein as an eminent and ontological phenomenon of Freedom, this research seeks to thematise this Selfhood within the intrinsic limits of § 44 of the book ‘Being and Time’ in full connection with the existential truth of existence. Such Freedom will have to show that the nexus Dasein-truth can only be carried out in the wake of a development of the Selfhood of the Dasein, a Selfhood understood as a phenomenon related to “set-free” and “being-free”. Ultimately, this will be the objective of this research paper. <![CDATA[ONTOLOGIA E CIÊNCIA NA CRÍTICA DE NIETZSCHE À METAFÍSICA EM <em>HUMANO, DEMASIADO HUMANO</em>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2020000100231&lng=es&nrm=iso&tlng=es RESUMO Neste artigo, discuto o que considero serem os pressupostos ontológicos da crítica de Nietzsche à metafísica no primeiro livro de Humano, demasiado humano e a natureza da relação estabelecida por ele entre filosofia e ciência. Busco definir sua posição como um realismo científico moderado, que considera que as ciências caminham progressivamente em direção a uma concepção puramente dinâmica do real.<hr/>ABSTRACT In this paper I discuss what I consider to be the ontological assumptions of Nietzsche’s critique of metaphysics in the first book of Human, all too human and the nature of the relation he establishes between philosophy and science. I try to define his position as a moderate scientific realism, as he claims that science progressively moves towards a purely dynamic conception of reality.