Scielo RSS <![CDATA[Kriterion: Revista de Filosofia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-512X20050001&lang=es vol. 46 num. 111 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<B>Homenagem a Richard H. Popkin (*1923 - †2005)</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100001&lng=es&nrm=iso&tlng=es <![CDATA[<B>O Platonismo de Russell na metafísica e na matemática</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100002&lng=es&nrm=iso&tlng=es Neste artigo, analiso o surgimento e a superação do Platonismo em B. Russell, tanto na sua filosofia da matemática como na sua metafísica. Começo por explicitar os argumentos que levaram Russell a aderir ao chamado "Platonismo Proposicional" - posição que será tecnicamente relevante na definição de números. Na seção seguinte, discutirei até que ponto a teoria das descrições definidas determina, necessariamente, uma adesão ao nominalismo, e as dificuldades que surgem para o logicismo conseqüentes do abandono do platonismo. Finalmente, mostrarei como a posição madura de Russell caracteriza-se mais como um reducionismo do que propriamente como um nominalismo, e como este é fundado no princípio do mínimo vocabulário.<hr/>In this paper, I analyze the emergence and the overcoming of Platonism both in Russell's philosophy of mathematics and his metaphysics. I begin by examining the arguments which led Russell to endorse a position that I term "Propositional Platonism" - this position proves to be relevant for Russell's definition of numbers. In the following section, I address the question of the extent to which Russell's theory of descriptions implies the acceptance of nominalism. Moreover, I examine the difficulties which arise for logicism, if it no longer goes hand in hand with platonism. Finally, I argue argue that Russell's mature position is to be characterized as a form of reductionism rather than as a variant of nominalism <![CDATA[<B>O tecido quebradiço das ilusões</B>: <B>Nietzsche sobre a origem da arte e da linguagem</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100003&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo trata de duas questões suscitadas em "Tentativa de uma autocrítica": como conceber um pessimista sorridente e alegre que esquece com uma risada todo "conforto metafísico" e como reconciliar sua posição ontológica - não há ser, mas devir - com sua concepção da tarefa da arte. O autor aborda a concepção nietzscheana da aparência (Schein) como uma estrutura epistemológica que coloca a ontologia e a filosofia da arte de Nietzsche no contexto de uma concepção de linguagem, levando-o a requerer dos filósofos que eles criem novos valores<hr/>This article addresses two questions concerning Nietzsche's "Attempt at Self-Criticism": how are we to conceive of a joyful pessimist, who forgets with a laugh all "metaphysical comfort-taking"? And how are we to reconcile his ontological position - according to which there is no being, but only becoming - with his conception of the task of art? The author regards Nietzsche's conception of appearance (Schein) as an epistemological framework that places ontology and philosophy of art in the context of a conception of language leading Nietzsche to demand of philosophers that they create new values <![CDATA[<B>Fé, razão e crença na apologia Raymond Sebon</B>: <B>somos cristãos como somos perigordinos ou alemães?</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100004&lng=es&nrm=iso&tlng=es O presente artigo procura analisar a noção de fé em Montaigne, confrontando-a com as idéias de razão e de crença, e também em sua relação com o lugar que é conferido à autoridade pelo autor dos Ensaios. Discute-se principalmente a interpretação bastante estabelecida de que o ceticismo de Montaigne reduziria a fé à esfera das crenças e dos costumes.<hr/>This paper analyzes Montaigne's concept of "faith", in comparison with the concepts of "reason" and "belief", and in relation to the place assigned to authority by the author of the Essays. The paper mainly discusses the traditional interpretation's claim that Montaigne's skepticism would reduce faith to the sphere of customs and beliefs. <![CDATA[<B>O igualitarismo liberal de Dworkin</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100005&lng=es&nrm=iso&tlng=es O presente artigo apresenta os principais componentes da filosofia política de Dworkin, aqui chamada de "igualitarismo liberal." Para atingir esse objetivo, reconstrói a sua teoria do Direito e sua compreensão do direito fundamental de todos cidadãos ao igual respeito e consideração. Além disso, discute criticamente a sua tentativa de compatibilizar essa igualdade formal, bem como uma concepção mais substancial de igualdade, com a liberdade.<hr/>This paper sorts out the main elements in Dworkin's political philosophy here called "liberal igualitarianism." To reach this aim, it reconstructs his conception of Law and his understanding of the citizens' most fundamental right to equal respect and concern. Moreover, it analyzes his attempt to reconcile this formal equality, as well as a more substantial equality, with freedom <![CDATA[<B>Afinidades eletivas e pensamento econômico</B>: <B>1870-1914</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100006&lng=es&nrm=iso&tlng=es O artigo busca mostrar a aplicabilidade do conceito de "afinidades eletivas" para tratar das relações entre o pensamento econômico, a literatura e a filosofia. Em particular destaca-se o pensamento institucionalista, a escola histórica alemã e o pensamento neoclássico<hr/>This article seeks to demonstrate that the concept of "elective affinities" can be applied to the relations between economic thought, literature, and philosophy. The institutionalist thought, the German historical school, and the neoclassical thought are particularly highlighted <![CDATA[<B>Da soberania do inútil</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100007&lng=es&nrm=iso&tlng=es O autor demonstra, de início, a importância do aspecto qualitativo da percepção eliminado pelo saber científico no discurso poético. A seguir, salienta que a percepção dos elementos da natureza na forma de utensílios, através do trabalho, introduziu uma relação de exterioridade que interrompeu a forma original de participação subjetiva. Conclui discutindo, nos termos de uma relação de participação íntima, não instrumental, do sujeito para com o objeto, a noção freudiana de viscosidade da libido<hr/>From the beginning the author demonstrates the importance in poetic discourse of qualitative aspects of perception eliminated by scientific knowledge. The author then shows that the perception of nature as utensils through work has introduced a relationship of externality that has interrupted original subjective participation. He concludes by discussing in terms of an intimate relationship, not of an instrumental participation involving the subject and the object, the Freudian notion of libido's viscosity <![CDATA[<B>A Quixote mulher - <I>ficção e filosofia</B></I>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100008&lng=es&nrm=iso&tlng=es Neste artigo, apresento uma interpretação feminista do romance The Female Quixote, de Charlotte Lennox, publicado em 1752. Em minha hipótese, Lennox responde às acusações de que romances são falsos e, por isso, repreensíveis, ao defender o gênero enquanto instrumento de crítica social e meio de transmissão e obtenção de conhecimentos das mulheres. Assim, ao mesmo tempo em que atribui valor ético, político e epistêmico a narrativas ficcionais, ela contribui também para uma reconceptualização dos conceitos de "verdadeiro" e "falso".<hr/>I present in this paper a feminist interpretation of the novel The Female Quixote, by Charlotte Lennox. In my hypothesis, Lennox meets the charge of falsity leveled against early modern novels with a defense of the genre as a tool of social critique and a medium for the achievement and transmission of women's knowledge. Thereby she promotes a revision of the concepts of "truth" and "falsity", while at the same time she endows fictional narratives with ethical, political and epistemic significance. <![CDATA[<B>On<I> Intellectus Agens </I>and Aristotellian separate substances</B>: <B>Aquinas' waterloo</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100009&lng=es&nrm=iso&tlng=es The present paper deals with Saint Thomas's commentary to Aristotle's De Anima III, in wich we find the famous analogy of light. It is sustained that due to the limitations of the analogy, Saint Thomas is forced to introduce a series of Neo-platonic elements incompatible with Aristotle's philosophy. The author means to explain this "betrayal" to Aristotle's philosophy by one of his most credited commentators. It is concluded that in order to reconcile the pagan world with the Catholic theology, Thomas Aquinas needs to redirect Aristotle through a less economical argument; that is, the introduction of the Intellectus Agens<hr/>Este artigo trata do comentário de São Tomás de Aquino ao De Anima III de Aristóteles, no qual se encontra a famosa analogia da luz. Sustenta-se que, devido às limitações da analogia, São Tomás é forçado a introduzir uma série de elementos neoplatônicos incompatíveis com a filosofia de Aristóteles. O intuito do autor é explicar essa "traição" à filosofia de Aristóteles, feita por um de seus comentadores mais abalizados. Conclui-se que, a fim de conciliar o mundo pagão com a teologia católica, Tomás de Aquino precisa redirecionar Aristóteles, através de uma argumentação menos econômica; isto é, através da introdução do Intellectus Agens <![CDATA[<B>As simetrias do modelo hempeliano de explicação</B>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-512X2005000100010&lng=es&nrm=iso&tlng=es Este artigo faz um exame crítico do modelo nomológico dedutivo de Hempel. Nós focalizamos a atenção sobre certas simetrias desse modelo geradas pela exigência de condições nomicamente suficientes para uma explicação. Tais condições, argüimos, são incapazes de traduzir corretamente as relações explanatórias e causais.<hr/>This article critically examines Hempel's deductive-nomological model. We focus on the model's symmetries produced by requirements of nomic sufficient conditions for explanations. Such conditions, we argue, cannot translate correctly the explanatory and causal relations.