Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720320200005&lang=en vol. 42 num. 5 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Hormone Therapy, Breast Cancer Risk and the Collaborative Group on Hormonal Factors in Breast Cancer Article]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500233&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Platelet to Lymphocyte Ratio and Neutrophil to Lymphocyte Ratio in Missed Abortion]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500235&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective Missed abortion occurs in ~ 15% of all clinical pregnancies. The pathogenesis is not clearly known. However, defective placentation resulting in maternal systemic inflammatory response is considered responsible for missed abortion. Platelet lymphocyte ratio (PLR) and neutrophil lymphocyte ratio (NLR) are increasingly cited parameters of inflammation in the literature. However, no study evaluated the PLR and NLR rates in missed abortions so far. The aim of the present study is to investigate whether complete blood count (CBC) inflammatory parameters such as NLR and PLR are increased in patients with missed abortion. Methods Medical records of 40 pregnant women whose gestation ended in missed abortion at between 6 and14 weeks of gestation and of 40 healthy pregnant women were collected and compared retrospectively. The groups were compared regarding hemoglobin, hematocrit, platelet count (PLT), mean platelet volume (MPV), platelet distribution width (PDW), PLR and NLR. Results Platelet distribution width, NLR and PLR values were higher in the missed abortion group compared with the healthy pregnant women group (rates are p = 0.043; p = 0.038; and p = 0.010, respectively). Hematocrit, MPV, and lymphocyte values were found to be lower in the missed abortion group compared with the healthy pregnant women group (p = 0.027, p = 0.044 and p = 0.025, respectively). Conclusion The PDW, NLR and PLR values of the missed abortion group were reported high; and MPV values were reported low in the present study. These findings may help to speculate a defective placentation in the pathogenesis of missed abortion. <![CDATA[Evaluation of High-Dose Vitamin A Treatment in Postmolar Patients with Low and Plateauing Serum Human Chorionic Gonadotropin Levels]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500240&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To compare the effect of high-dose vitamin A (HD Vit-A) use during postmolar follow-up of patients with low and plateauing (L&amp;P) serum human chorionic gonadotropin (hCG) levels, from the moment serum hCG plateaued (P-hCG) to the first normal serum hCG value (&lt; 5IU/L). Methods The present retrospective series case study compared two nonconcurrent cohorts of patients. Control group (CG): 34 patients with L&amp;P serum hCG levels who underwent expectant management for 6 months after uterine evacuation, from 1992 to 2010; study group (SG): 32 patients in similar conditions who received 200,000 IU of Vit-A daily, from the identification of a P-hCG level to the first normal hCG value or the diagnosis of progression to gestational trophoblastic neoplasia (GTN), from 2011 to 2017. The present study was approved by the Ethics Committee of the institution where it was conducted. Results In both groups, the prevalence of persistent L&amp;P serum hCG levels was &lt; 5%. In the SG, hCG levels at plateau were higher (CG = 85.5 versus SG = 195 IU/L; p = 0.028), the rate of postmolar GTN was lower (CG = 29.4% versus SG = 6.3%, p = 0.034) and follow-up was shorter (CG = 14 versus SG = 10 months, p &lt; 0.001). During GTN follow-up, there were no differences in GTN staging or treatment aggressiveness in both groups. High-dose Vit-A use did not have any relevant toxic effect. There were no GTN relapses or deaths. Conclusion The limited use of HD Vit-A seems to have a safe and significant effect on the treatment of postmolar patients with L&amp;P serum hCG levels and may decrease the development of postmolar GTN in this population.<hr/>Resumo Objetivo Comparar o efeito de alta dose de vitamina A (VitA) no seguimento pósmolar de pacientes com gonadotrofina coriônica humana (hCG) sérica apresentando valoresbaixoseem platô(L&amp;P). Métodos Estudo retrospectivo de série de casos comparando duas coortes não simultâneas. Grupo controle (CG): 34 pacientes com títulos de hCG sérico L&amp;P submetidos a manejo expectante por 6 meses após o esvaziamento uterino, de 1992 a 2010; Grupo de Estudo (SG): de 2011 a 2017, 32 pacientes em condições semelhantes de hCG receberam Vit-A na dose de 200.000 IU por dia, do momento da identificação dohCG em platôate o primeirohCG normaloudiagnóstico de progressão para neoplasia trofoblástica gestacional (NTG). O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição na qual foi desenvolvido. Resultados Em ambososgrupos, aprevalência de hCGL&amp;P foi &lt; 5%. No SG, os níveis de hCGemplatô forammaiores (CG = 85.5 versus SG = 195 IU/L; p = 0,028), e foram significantemente menores tanto a prevalência de NTG pós-molar (CG = 29.4% versus SG = 6.3%, p = 0,034) como o tempo de seguimento (CG = 14 versus SG = 10 meses, p &lt; 0.001). Na evolução para NTG não houve diferença no estadiamento da Interna tional Federation of Gynecology and Obstetrics (FIGO, na sigla em inglês) ou na agressividade do tratamento. Com altas doses de Vit-A não houve qualquer efeito tóxico relevante. Não houve casos de recidiva de NTG ou de óbito. Conclusão O uso limitado de altas doses de Vit-A parace ser seguro e apresenta efeitos significativos na evolução de pacientes em controle pós-molar com títulos de hCG sérico L&amp;P, e pode diminuir o desenvolvimento de NTG pós-molar nessa população. <![CDATA[Maternal and Perinatal Outcomes of Pregnancies Complicated by Chronic Hypertension Followed at a Referral Hospital]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500248&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To assess maternal and perinatal outcomes of pregnancies in women with chronic hypertension (CH). Methods Retrospective cohort of women with CH followed at a referral center for a 5 year period (2012-2017). Data were obtained from medical charts review and described as means and frequencies, and a Poisson regression was performed to identify factors independently associated to the occurrence of superimposed preeclampsia (sPE). Results A total of 385 women were included in the present study; the majority were &gt; than 30 years old, multiparous, mostly white and obese before pregnancy. One third had pre-eclampsia (PE) in a previous pregnancy and 17% of them had organ damage associated with hypertension, mainly kidney dysfunction. A total of 85% of the patients used aspirin and calcium carbonate for pre-eclampsia prophylaxis and our frequency of sPE was 40%, with an early onset (32.98 ± 6.14 weeks). Of those, 40% had severe features of PE, including 5 cases of HELLP syndrome; however, no cases of eclampsia or maternal death were reported. C-section incidence was high, gestational age at birth was 36 weeks, and nearly a third (115 cases) of newborns had complications at birth One third of the women remained using antihypertensive drugs after pregnancy. Conclusion Chronic hypertension is related with the high occurrence of PE, C-sections, prematurity and neonatal complications. Close surveillance and multidisciplinary care are important for early diagnosis of complications.<hr/>Resumo Objetivo Avaliar os resultados maternos e perinatais em gestação de mulheres com hipertensão crônica. Métodos Coorte retrospectiva de mulheres hipertensas crônicas acompanhadas em hospital de referência por 5 anos (2012-2017). Foi realizada revisão dos prontuários médicos e os resultados são descritos em médias e frequências. A regressão de Poisson foi usada para identificar os fatores independentemente associados à ocorrência de pré-eclâmpsia superajuntada. Resultados Um total de 385 mulheres foram incluídas no presente estudo, e amaioria tinha idade &gt; 35 anos, era multípara, majoritariamente brancas e obesas antes da gravidez. Um terço teve pré-eclâmpsia em gestação anterior, e 17% apresentavam lesão de órgão-alvo associada à hipertensão, majoritariamente disfunção renal. Um total de 85% das pacientes usaram ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio para a profilaxia de pré-eclâmpsia, sendo que a frequência de pré-eclâmpsia superajuntada foi de 40%, com um início prematuro (32.98 ± 6.14 semanas). Destas, 40% apresentaram sinais de gravidade associados à pré-eclâmpsia, com 5 casos de síndrome HELLP; entretanto sem nenhum caso de eclampsia ou morte materna. A incidência de cesárea foi alta, comidade gestacional de 36 semanas ao parto, e umterço dos recém-nascidos tiveram complicações ao nascimento. Um terço das mulheres permaneceu usando medicamentos anti-hipertensivos ao fim da gravidez. Conclusão A hipertensão crônica se relaciona comalta prevalência de pré-eclâmpsia, cesárea, prematuridade e complicações neonatais. Vigilância e cuidado multidisciplinar são importantes para o diagnóstico precoce das complicações. <![CDATA[Different Perceptions among Women and Their Physicians Regarding Contraceptive Counseling: Results from the TANCO Survey in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500255&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective The optimal use of contraceptive methods requires that women participate in targeted choice of methods that meet their individual needs and expectations. The Thinking About Needs in Contraception (TANCO) study is a quantitative online survey of the views of health professionals and women on aspects of contraceptive counseling and contraceptive use. Methods Physicians and women attending clinics for contraception were invited to complete online questionnaires. The research explored the knowledge and use of contraceptive methods, satisfaction with the current method and interest in receiving more information on all methods. Aspects related to contraceptive practice among physicians were gathered in parallel. The results obtained in the Brazilian research were compared with those of the European research, which involved 11 countries. Results There was a high prevalence of contraceptive use and general satisfaction with the current method. A total of 63% of the women were using short-acting contraceptive (SAC) methods, and 9% were using a long-acting reversible contraceptive (LARC). Sixty-six percent of women were interested in receiving more information on all methods; 69% of women said they would consider LARC if they received more comprehensive information about it. Health professionals tend to underestimate the interest of women in receiving information about contraception in general, and more specifically about LARCs. Conclusion Despite the high levels of use and satisfaction with the current methods, women were interested in receiving more information on all contraceptive methods. Structured contraceptive counseling based on individual needs and expectations may lead to greater knowledge and a greater likelihood of proper contraceptive choice.<hr/>Resumo Objetivo A utilização ideal de métodos contraceptivos requer que as mulheres participem da escolha orientada sobre métodos que atendam às suas necessidades e expectativas individuais. O estudo Thinking About Needs in Contraception (TANCO)- Pensando nas Necessidades em Contracepção-é uma pesquisa quantitativa online de opiniões de profissionais de saúde e de mulheres sobre aspectos do aconselhamento contraceptivo e uso de anticoncepcionais. Métodos Médicos e mulheres que frequentam consultórios de atendimento visando contracepção foram convidados a preencher questionários online. A pesquisa explorou o conhecimento e ouso de métodos contraceptivos, a satisfação com o método atual, e o interesse em receber mais informações sobre todos os métodos. Aspectos relacionados à prática contraceptiva entre médicos foram reunidos em paralelo. Os resultados obtidos na pesquisa brasileira foram comparados aos da pesquisa europeia, que envolveu 11 países. Resultados Houve alta prevalência do uso de contraceptivos e satisfação geral com o método atual. Sessenta e três por cento das mulheres estavam usando métodos de curta duração (SAC, na sigla em inglês), e 9% estavam usando um método de longa ação (LARC, na sigla em inglês). Sessenta e seis por cento das mulheres estavam interessadas em receber mais informações sobre todos os métodos; 69% das mulheres disseram que considerariam um LARC se recebessem informações mais abrangentes sobre esse método. Os profissionais de saúde tendem a subestimar o interesse das mulheres em receber informações sobre a contracepção em geral e, mais especificamente, sobre os LARC. Conclusão Apesar dos altos níveis de uso e satisfação com os métodos atuais, as mulheres estavam interessadas em receber mais informações sobre todos os métodos contraceptivos. O aconselhamento contraceptivo estruturado, baseado nas necessidades e expectativas individuais pode levar ao maior conhecimento e à maior probabilidade de escolha contraceptiva adequada. <![CDATA[Analysis of Conization Results in Patients undergoing Hysterectomy for Uterine Adenocarcinoma]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500266&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To observe if the histopathological result of a conization performed after cervical adenocarcinoma in situ diagnosis is compatible with the histopathological analysis of a subsequent hysterectomy. Methods The present descriptive and observational research consisted of the analysis of the medical records of 42 patients who were diagnosed with in situ adenocarcinoma postconization. The analysis consisted of whether there was compatibility between the histopathological reports of conization and hysterectomy and if there was an association between adenocarcinoma in situ and another neoplasia (squamous disease). Interpretation of any immunohistochemistry reports obtained was also performed. In addition, clinical and epidemiological data were also analyzed. Results A total of 42 conizations were performed, 33 (79%) were cold knife conizations and 9 (21%) were loop electrosurgical excision procedures (LEEPs). Of the patients analyzed, 5 (10%) chose not to undergo subsequent hysterectomy to preserve fertility or were &lt; 25 years old. Out of the 37 patients with adenocarcinoma in situ who underwent subsequent hysterectomy, 6 (16%) presented with residual disease. This findingprovedincompatiblewiththe finding of the conizations, which had ruled out invasive cancer. Conclusion The prevalence of adenocarcinoma in situ increased in the past years. There is still a large part of the medical literature that advocates the use of conservative treatment for this disease, even though it is common knowledge that it is a multifocal disease. However, the majority of studies advocate that hysterectomy should remain the preferred treatment for women who have already completed their reproductive purpose.<hr/>Resumo Objetivo Observar se o resultado proveniente de uma conização realizada após o diagnóstico de adenocarcinoma cervical in situ é compatível com a análise histopatológica da histerectomia. Métodos A pesquisa foi descritiva e observacional e consistiu na análise de prontuário de 42 pacientes que tiveram o diagnóstico de adenocarcinoma in situ obtidas por conização. Foram analisados se havia compatibilidade entre os laudos de conização e histerectomia, margens do cone, se havia associação com outra patologia (doença escamosa) e interpretação de eventuais laudos histoquímicos obtidos. Além disso, também foram analisados dados clínico-epidemiológicos. Resultados Foram realizadas 42 conizações, sendo 33 (79%) por cone clássico e 9 (21%) por cirurgia de alta frequência. Das pacientes analisadas, 5 (10%) não foram submetidas a histerectomia por desejarem manter a fertilidade ou por terem idade &lt; 25 anos. Das 37 pacientes com adenocarcinoma in situ no exame prévio realizado e que foram submetidas à histerectomia posteriormente, 6 (16%) apresentaram doença residual após o procedimento cirúrgico, apresentando laudos do anatomopatológico pós-histerectomia incompatíveis com o achado na conização que atestava margens livres. Conclusão A prevalência do adenocarcinoma in situ vemaumentando cada vez mais. Ainda há uma grande parte da literatura que defende o uso do tratamento conservador para esta doença, mesmo sabendo que ela é uma doença multifocal e que pode estar presente mesmo em situações nas quais o anatomopatológico evidencie margens livres. Tendo em vista essas características, a maioria preconiza que a histerectomia continua a ser o tratamento preferencial nas mulheres que já completaram o seu intuito reprodutivo. <![CDATA[Competency-based Training and the Competency Framework in Gynecology and Obstetrics in Brazil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500272&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective To observe if the histopathological result of a conization performed after cervical adenocarcinoma in situ diagnosis is compatible with the histopathological analysis of a subsequent hysterectomy. Methods The present descriptive and observational research consisted of the analysis of the medical records of 42 patients who were diagnosed with in situ adenocarcinoma postconization. The analysis consisted of whether there was compatibility between the histopathological reports of conization and hysterectomy and if there was an association between adenocarcinoma in situ and another neoplasia (squamous disease). Interpretation of any immunohistochemistry reports obtained was also performed. In addition, clinical and epidemiological data were also analyzed. Results A total of 42 conizations were performed, 33 (79%) were cold knife conizations and 9 (21%) were loop electrosurgical excision procedures (LEEPs). Of the patients analyzed, 5 (10%) chose not to undergo subsequent hysterectomy to preserve fertility or were &lt; 25 years old. Out of the 37 patients with adenocarcinoma in situ who underwent subsequent hysterectomy, 6 (16%) presented with residual disease. This findingprovedincompatiblewiththe finding of the conizations, which had ruled out invasive cancer. Conclusion The prevalence of adenocarcinoma in situ increased in the past years. There is still a large part of the medical literature that advocates the use of conservative treatment for this disease, even though it is common knowledge that it is a multifocal disease. However, the majority of studies advocate that hysterectomy should remain the preferred treatment for women who have already completed their reproductive purpose.<hr/>Resumo Objetivo Observar se o resultado proveniente de uma conização realizada após o diagnóstico de adenocarcinoma cervical in situ é compatível com a análise histopatológica da histerectomia. Métodos A pesquisa foi descritiva e observacional e consistiu na análise de prontuário de 42 pacientes que tiveram o diagnóstico de adenocarcinoma in situ obtidas por conização. Foram analisados se havia compatibilidade entre os laudos de conização e histerectomia, margens do cone, se havia associação com outra patologia (doença escamosa) e interpretação de eventuais laudos histoquímicos obtidos. Além disso, também foram analisados dados clínico-epidemiológicos. Resultados Foram realizadas 42 conizações, sendo 33 (79%) por cone clássico e 9 (21%) por cirurgia de alta frequência. Das pacientes analisadas, 5 (10%) não foram submetidas a histerectomia por desejarem manter a fertilidade ou por terem idade &lt; 25 anos. Das 37 pacientes com adenocarcinoma in situ no exame prévio realizado e que foram submetidas à histerectomia posteriormente, 6 (16%) apresentaram doença residual após o procedimento cirúrgico, apresentando laudos do anatomopatológico pós-histerectomia incompatíveis com o achado na conização que atestava margens livres. Conclusão A prevalência do adenocarcinoma in situ vemaumentando cada vez mais. Ainda há uma grande parte da literatura que defende o uso do tratamento conservador para esta doença, mesmo sabendo que ela é uma doença multifocal e que pode estar presente mesmo em situações nas quais o anatomopatológico evidencie margens livres. Tendo em vista essas características, a maioria preconiza que a histerectomia continua a ser o tratamento preferencial nas mulheres que já completaram o seu intuito reprodutivo. <![CDATA[Aortic Isthmus Doppler Velocimetry in Fetuses with Intrauterine Growth Restriction: A Literature Review]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500289&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Intrauterine growth restriction (IUGR) is associated with poor perinatal prognosis and a higher risk of stillbirth, neonatal death, and cerebral palsy. Its detection and the evaluation of its severity by new Doppler velocimetric parameters, such as aortic isthmus (AoI), are of great relevance for obstetrical practice. The AoI is a vascular segment that represents a point of communication between the right and left fetal circulations. It is considered to be a functional arterial shunt that reflects the relationship between the systemic and cerebral impedances, and has recently been proposed as a tool to detect the status of hemodynamic balance and prognosis of IUGR in fetuses. In the present review, we noticed that in healthy fetuses, the AoI net flow is always antegrade, but in fetuses with IUGR the deterioration of placental function leads to progressive reduction in its flow until it becomes mostly retrograde; this point is associated with a drastic reduction in oxygen delivery to the brain. The more impaired the AoI flow is, the greater is the risk of impairment in the Doppler velocimetry of other vessels; and the alterations of the AoI Doppler seem to precede other indicators of severe hypoxemia. Although there seems to be an association between the presence of retrograde flow in the AoI and the risk of long-term neurologic disability, its role in the prediction of perinatal morbi-mortality remains unclear. The AoI Doppler seems to be a promising tool in the management of fetuses with IUGR, but more studies are needed to investigate its employment in clinical practice.<hr/>Resumo O crescimento intrauterino restrito (CIUR) está associado a um prognóstico perinatal adverso, com maior risco de óbito intrauterino e neonatal, bem como de paralisia cerebral. Assim, sua detecção e a determinação de sua gravidade por novos parâmetros Dopplervelocimétricos, como o istmo aórtico (IAo), são de fundamental importância na prática obstétrica. O IAo é um segmento vascular que representa um ponto de comunicação entre os sistemas circulatórios fetais esquerdo e direito. É considerado um shunt arterial funcional, capaz de refletir a relação entre as impedâncias dos circuitos cerebral e sistêmico, e foi proposto como uma ferramenta para detecção do status do equilíbrio hemodinâmico e do prognóstico de fetos com CIUR. Na presente revisão, observou-se que, em fetos saudáveis, o fluxo predominante no IAo é sempre anterógrado; mas em fetos com CIUR a deterioração do estágio de insuficiência placentária acarreta reduções progressivas no fluxo ístmico até este apresentar sentido predominantemente retrógrado e levar a uma drástica redução no aporte de oxigênio ao sistema nervoso central. Quanto mais alterado estiver o fluxo no IAo, maior a chance de haver alteração na Dopplervelocimetria de outros vasos; e as alterações no Doppler do IAo parecem preceder outros indicadores de hipoxemia severa. Embora o fluxo retrógrado no IAo pareça se correlacionar com maior risco de alteração no desenvolvimento neurológico a longo prazo, ainda não está claro o seu papel na predição de morbimortalidade perinatal. O Doppler do IAo parece ser um parâmetro promissor no manejo do CIUR; entretanto, mais estudos são necessários para avaliar seu emprego na prática clínica. <![CDATA[Desmoplastic Small Round Cell Tumor of the Ovary: A Case Report with a New Modality of Treatment and Review of the Literature]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500297&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Objective Desmoplastic small round cell tumor (DSRCT) is a rare intraabdominal neoplasm that grows along serosal surfaces and is primarily found in young men. To Keywords date, only 16 cases of ovarian DSRCT have been previously reported in women in the English literature, and no large population-based studies on this topic exist. Case Report We report the case of a 19-year-old virgo with unremarkable past medical history, initially presented with abdominal fullness. After being treated with the optimal treatment modality (primary and secondary surgical debulking, unique chemotherapy, protocol and adjuvant radiotherapy), the patient has remained without tumor disease for 40 months. Conclusion Although the best therapy for patients with DSRCT has yet to be determined, combining complete surgical resection, adjuvant chemotherapy, and radiotherapy is required to prolong survival and to achieve proper quality of life. <![CDATA[The Real Impact of the Coronavirus Disease 2019 (covid-19) on the Pregnancy Outcome]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032020000500303&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract The COVID-19 outbreak is increasing around the world in the number of cases, deaths, and affected countries. Currently, the knowledge regarding the clinical impact of COVID-19 on maternal, fetal, and placental aspects of pregnancy is minimal. Although the elderly and men were the most affected population, in previous situations, such as the 2009 H1N1 influenza pandemic and the Ebola epidemic, pregnant women were more likely to develop complications than nonpregnant women. There are unanswered questions specific to pregnant women, such as whether pregnant women are more severely affected and whether intrauterine transmission occurs. Additional information is needed to inform key decisions, such as whether pregnant health care workers should receive special consideration, whether to separate infected mothers and their new borns, and whether it is safe for infected women to breastfeed.<hr/>Resumo A COVID-19 está se disseminando em todo o mundo, expandindo o número de casos, mortes e países afetados. Atualmente, o conhecimento sobre o impacto da COVID-19 nos desfechos materno, fetal e placentário da gravidez é mínimo. A despeito de serem os homens e idosos a população mais afetada em situações anteriores, como a pandemia de influenza H1N1 de 2009 e a epidemia de Ebola, as gestantes foram mais propensas a desenvolver complicações do que as mulheres não grávidas. Em relação à gravidez, existem questões específicas a serem respondidas, tais como se as mulheres grávidas são mais gravemente afetadas e se ocorre transmissão intrauterina. São necessárias informações adicionais para embasar a tomada de decisões, tais como; se as profissionais de saúde grávidas devem receber atenção especial, se é necessário separar as mães infectadas dos seus recém-nascidos e se é seguro que as puérperas infectadas amamentem.