Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0100-720319990010&lang=en vol. 21 num. 10 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[A FEBRASGO no ano 2000]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000001&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[Growth curve of the biparietal diameter and head circumference in twin gestation]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000002&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: determinar curvas e tabelas de crescimento do diâmetro biparietal médio e da circunferência cefálica média em relação à idade gestacional de gestações gemelares e analisar eventuais diferenças com as existentes para fetos únicos e gêmeos. Métodos: por meio de exames ultra-sonográficos realizados a cada duas ou três semanas por um único observador em 34 pacientes com gestação gemelar sem patologias feto-maternas foi possível estabelecer curvas e tabelas do diâmetro biparietal médio e da circunferência cefálica média em relação a idade gestacional. Os valores destes parâmetros biométricos foram comparados aos descritos pela literatura para fetos únicos e gêmeos. Resultados: foram obtidas curvas e tabelas do diâmetro biparietal e da circunferência cefálica em relação a idade gestacional. O crescimento do diâmetro biparietal e da circunferência cefálica se revelou menor no terceiro trimestre em relação aos observados por Hadlock et al.15 para gestação única. A diferença entre os valores médios foi 6 mm (diâmetro biparietal) e 2,0 cm (circunferência cefálica) na 39ª semana de gestação. Foram observadas também algumas diferenças em relação a outros estudos de gestações gemelares. Conclusão: este estudo sugeriu que as curvas e tabelas de crescimento do diâmetro biparietal médio e da circunferência cefálica média de gestações únicas não são apropriadas para avaliação de gestações gemelares da população analisada principalmente no terceiro trimestre.<hr/>Purpose: to estimate growth curves and tables of average biparietal diameter and average head circumference of twin gestations and to compare them with published growth curves for singletons and twins. Methods: growth curves and tables of average biparietal diameter and average head circumference were obtained from sonographic examinations of 34 patients with twin gestations without maternal and fetal complications. Sonographic examinations were performed each 2 or 3 weeks by a single observer. The parameters were compared with existing growth curves for singletons and twins. Results: curves and tables of biparietal diameter and head circumference in relation to gestational age were obtained. The study revealed difference in growth pattern mainly regarding the 3rd trimester in relation to singletons (Hadlock et al.15). The difference between the average values were 6 mm (biparietal diameter) and 2.0 cm (head circumference) at the 39th week of gestation. Also, some differences were observed relative to the twin studies. Conclusion: this study revealed that growth curves for average biparietal diameter and average head circumference of singletons are not appropriate to determine gestational age in twin gestations of the studiced population principally at the 3rd trimester <![CDATA[Maternal perception of fetal movements as a method to evaluate fetal condition in diabetic women]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: avaliar a acurácia da percepção materna dos movimentos fetais (PMMF) na predição de alguns resultados perinatais em gestantes diabéticas. Métodos: análise retrospectiva de 209 gestantes diabéticas atendidas no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (CAISM), entre junho de 1988 e maio de 1996, que tinham registro de PMMF dentro dos três dias anteriores ao parto, monitorização eletrônica da freqüência cardíaca fetal intraparto, idade gestacional > ou = 30 semanas, avaliação do recém-nascido (RN) e diagnóstico neonatal. O teste de PMMF foi considerado normal quando a mulher detectou um mínimo de 7 movimentos em 60 minutos. Resultados: a sensibilidade do teste foi de 23 e 29% para Apgar <7 aos 5 minutos e sofrimento fetal intraparto (SFI), respectivamente, e próximo a 50% para anóxia neonatal (45,5%). A especificidade foi em torno de 95% para os três indicadores e o valor preditivo negativo (VPN) foi de 80% para SFI, mas de 98 e 97% para Apgar <7 aos 5 minutos e anóxia neonatal, respectivamente. Conclusões: a PMMF é um teste de grande utilidade para rastreamento das gestantes diabéticas que precisam de avaliação fetal por técnicas mais complexas, dado o alto VPN, que indica a capacidade de separar os casos em que a condição do feto é normal.<hr/>Purpose: to evaluate the accuracy of maternal perception of fetal movements (MPFM) in diabetic pregnant women, using Apgar score at the 1st and 5th min of life, intrapartum fetal distress and neonatal hypoxia as parameters. Methods: two hundred and nine diabetic women evaluated at the High Risk Prenatal Care Clinic of the Women's Hospital (CAISM) were analyzed retrospectively between June 1988 and May 1996. All patients had MPFM records within three days before delivery, fetal heart rate recordings during labor, gestational age greater than 30 weeks and a complete neonatal evaluation. MPFM was classified as normal if seven movements were recorded in 60 min. Results: the sensitivity of the test was 23 and 29% for Apgar score <7 at the 5th min and intrapartum fetal distress, respectively, and close to 50% for neonatal hypoxia (45.5%). Specificity was near 95% for the three standards, and the negative predictive value (NPV) was 80% for fetal distress, increasing to 97 and 98% for Apgar >7 at 5 min and neonatal hypoxia. Conclusions: MPFM is a useful test to identify diabetic women needing fetal evaluation with more complex techniques, given the high NPV, that indicates the capacity to separate the cases where the fetus is in good condition. <![CDATA[Não-fechamento dos peritônios visceral e parietal na operação cesariana]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000004&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivo: determinar se o não-fechamento dos folhetos peritoneais (visceral e parietal) na cesárea apresenta benefícios no intra e pós-operatório. Pacientes e Métodos: seiscentas e noventa e oito mulheres programadas para cesárea foram alocadas aleatoriamente em dois grupos: com sutura dos peritônios visceral e parietal (n = 349) e sem sutura dos peritônios (n = 349), na Maternidade da Encruzilhada (CISAM) em Recife, entre novembro de 1997 e dezembro de 1998. A análise estatística comparou as variáveis do intra-operatório e do pós-operatório entre os dois grupos. Não houve diferenças significativas entre os dois grupos em relação a idade, paridade, idade gestacional, antibiótico profilático, cefaléia pós-raquianestesia, cistite, amniorrexe prematura e indicações da cesárea. Resultados: o tempo cirúrgico, o número de fios categute simples e o uso de analgésico foram significativamente menores no grupo sem sutura do que no grupo com sutura. As incidências de febre, infecção de ferida operatória, endometrite foram similares nos dois grupos. Não houve diferenças quanto ao uso de antifisético, antiemético e óleo mineral. As médias de dias de permanência hospitalar foram similares nos dois grupos. Conclusões: o não-fechamento dos folhetos peritoneais não apresenta efeitos adversos no pós-operatório e, ao contrário, diminui o uso de analgésicos e no intra-operatório diminui o tempo e o número de fios categute simples.<hr/>Purpose: to determine whether nonclosure of the visceral and parietal peritoneum is of benefit for the intraoperative or postoperative course of cesarean section. Methods: six hundred and ninety-eight women scheduled for cesarean section were randomized to either closure of both visceral and parietal peritoneum (n = 349) or no peritoneal closure (n = 349), at the Maternidade da Encruzilhada (CISAM) in Recife, from November 1997 to December 1998. Statistical analysis compared intraoperative and postoperative outcome between the two groups. There was no difference regarding age, parity, gestational age, antibiotic prophylaxis, headache after spinal anesthesia, cystitis, ruptured membranes and indications for cesarean section. Results: operating time, number of absorbable sutures and use of analgesics were significantly lower in the group without closure. The incidence of febrile morbidity, wound infection and endometritis was similar in the two groups. There was no difference in the need for antiphysetics, antiemetics and mineral oil. The average hospital stay was similar in the two groups. Conclusions: nonclosure of the visceral and parietal peritoneum at cesarean section was not associated with adverse effects on the postoperative course; on the contrary, it reduced the use of analgesics, and intraoperatively it reduced operating time and the number of absorbable sutures. <![CDATA[Perfuração da luva cirúrgica: freqüência e percepção do acidente]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: determinar a freqüência de perfuração da luva cirúrgica em procedimentos de obstetrícia e ginecologia e compará-la com a de outras especialidades. Avaliar também a percepção do fato pelo ginecologista-obstetra, comparando-se com os demais profissionais. Métodos: estudo longitudinal, no período de março a outubro de 1997. Foram analisadas para constatação de perfuração 1.525 pares de luvas utilizadas nos procedimentos médico-cirúrgicos em hospital privado. Ao final das cirurgias, as luvas eram testadas por meio do enchimento com água e suave compressão para verificação de vazamentos. Na ocasião, pessoal treinado entrevistava o cirurgião sobre o reconhecimento de furos na luva cirúrgica, no intra-operatório. Os procedimentos em ginecologia-obstetrícia (grupo de estudo) foram comparados com os das demais especialidades (grupo controle). A percepção do acidente pelo cirurgião foi comparada nos dois grupos. Resultados: nos 1.113 procedimentos em ginecologia-obstetrícia foram encontrados 19,3% de perfurações. Nos demais procedimentos agrupados a porcentagem foi de 18,7%. Não houve diferença significativa entre os dois grupos (p>0,10). A percepção do acidente com a luva pelo ginecologista-obstetra foi de 29,8%, ao passo que a dos demais especialistas agrupados foi de 31,2%. A diferença não foi estatisticamente significativa (p>0,10). Conclusões: apesar da freqüência relativamente alta de perfuração da luva cirúrgica, o ginecologista-obstetra não apresenta maior risco de exposição a doenças infectocontagiosas que os demais profissionais. Do mesmo modo, a percepção do fato pelo ginecologista-obstetra não foi diferente, na média, da dos outros especialistas. Os resultados do presente estudo atestam a importância dos cuidados no intra-operatório com a perfuração da luva cirúrgica.<hr/>Purpose: to determine the frequency of glove perforation during obstetric and gynecologic procedures comparing with other medical specialties. The perception of the event by the gynecologist-obstetrician and the other specialists was analyzed and compared. Methods: a cross-sectional study was conducted, from March to October, 1997. To search a perforation 1525 surgical gloves of a private hospital were evaluated. At the conclusion of surgery, the gloves were filled with water and submitted to a gentle pressure to identify any leaking. At this moment, trained personal asked surgeons whether a perforation was recognized intraoperatively. The procedures in gynecology-obstetrics (study group) were compared with other procedures (control group). Surgeon's perception of the accident were also compared between groups. Results: among the 1113 gynecologic-obstetrical procedures there were 19.3% perforations. This figure for the other procedures together was 18.7%. The observed difference between groups was not significant (p>0.10). The perception of the event by the gynecologist-obstetrician was 29.8% and by the other specialists together was 31.2%. This difference was not statistically significant (p>0.10). Conclusions: Despite the relatively high frequency of surgical glove perforations, the gynecologist-obstetrician is not at increased risk of contracting an infectious disease compared to other professionals. Likewise, the perception of the event by the gynecologist-obstetrician and other specialists is similar. The results of the present investigation confirm the importance of intraoperative care with surgical glove perforation. <![CDATA[Treatment of ovarian endometriomata with subcutaneous implants of ST-1435 (Elcometrine)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Objetivos: avaliar o efeito do progestínico ST 1435 (elcometrina) sobre a evolução de endometriomas ovarianos. Métodos: implantes subcutâneos contendo 50 mg da medicação foram administrados a 51 portadoras de endometriomas ovarianos, cujos volumes foram documentados por ultra-sonografia endovaginal antes e a cada intervalo de três meses após o início do tratamento. Um novo implante foi inserido ao fim de seis meses sempre que houvesse necessidade de continuação do tratamento. Resultados: na admissão, 74% das pacientes apresentavam dismenorréia, 57% dor pélvica crônica e 31% dispareunia. A intensidade da dor foi considerada incapacitante ou forte por 82% das pacientes. Um total de 924 meses de observação foi registrado durante os quatro anos de duração do estudo. O alívio da dor foi observado desde o primeiro mês de tratamento e, ao final do primeiro trimestre, nenhuma paciente referia dor incapacitante ou forte. O volume dos endometriomas foi reduzido em 86% das pacientes. Em 45% o volume normal do ovário foi restabelecido. Em 41% a redução de volume foi incompleta e em 14% das pacientes não houve redução do volume ovariano. Setenta e sete por cento das pacientes apresentaram amenorréia durante o tratamento. Os efeitos adversos mais comuns foram redução da libido (21%) e peso nos membros inferiores (14%). Um ano após a suspensão do tratamento, 33% das pacientes mantinham-se assintomáticas, ao passo que 28% tiveram recidivas com menos de três meses após a suspensão. Trinta e nove por cento optaram pela continuidade no uso do implante para prolongar a amenorréia. Conclusão: elcometrina é eficiente em provocar a regressão e reabsorção de endometriomas ovarianos sem apresentar alguns dos efeitos colaterais dos outros tratamentos.<hr/>Purpose: evaluation of the effect of elcometrine on ovarian endometriomata. Method: subdermal implants containing 50 mg elcometrine were inserted in 51 women with ovarian endometriomata, the volumes of which were recorded by vaginal sonography before and after each three-month interval of treatment. A new implant was inserted every 6 months according to the need for continuing treatment. Results: at admission, 74% of patients presented with dysmenorrhea, 57% chronic pelvic pain and 31% dyspareunia. Pain was rated as severe or incapacitating by 82% of the subjects. A total of 924 months of observation was recorded during the four years of study. Relief of pain was observed during the first month of treatment and severe or incapacitating pain was no longer reported by any subject by the end of the first trimester. Volume of endometriomata was reduced in 86% of the patients. In 45%, ovarian volume was restored to normal. In 41% the volume reduction was incomplete and in 14% there was no volume reduction. Seventy-seven percent presented amenorrhea during treatment. The most common adverse events were decreased libido (21%) and feeling of heaviness in lower limbs (14%). One year after discontinuation of treatment, 33% of the patients were symptomless, while 28% presented recurrence of the endometriomata before 3 months post-discontinuation. Thirty-nine percent of the patients preferred to continue using the method in order to maintain amenorrhea. Conclusion: elcometrine is effective in reducing ovarian endometriomata, without some of the side effects of other treatments. <![CDATA[Twin pregnancy after thawing of morula embryos and blastocyst transfer: case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000007&lng=en&nrm=iso&tlng=en A criopreservação de embriões em estágios mais tardios do desenvolvimento parece apresentar resultados satisfatórios. Com o objetivo de melhor testar a sobrevivência e o desenvolvimento de embriões, os mesmos foram criopreservados e descongelados em estadio de mórula ou blastocisto e deixados em cultura para que pudesse ser avaliada sua evolução natural. Dos 2 blastocistos e 5 mórulas congelados, 4 mórulas sobreviveram ao descongelamento, tendo sido transferidas em estadio de blastocisto, 24 horas depois. A transferência, realizada em paciente jovem, segundo casamento de homem vasectomizado há dez anos, resultou em gestação gemelar. O descongelamento de embriões em estadio de mórula e a observação in vitro da retomada de seu desenvolvimento até o estadio de blastocisto fornecem um parâmetro adicional na avaliação da qualidade do embrião e, provavelmente, melhore as taxas de gravidez.<hr/>The cryopreservation of embryos in late developing stages seems to present satisfactory results. With the purpose of better testing the embryos' survival, they were cryopreserved in the morula or blastocyst stage, thawed and left in culture for 24 hours so that their natural evolution could be observed. Amongst the frozen 2 blastocysts and 5 morulas, 4 morulas survived the thawing process, being transferred as blastocysts 24 hours later. The transfer was performed in a young patient, second marriage of a ten-year vasectomized man and resulted in twin pregnancy. Thawing morula embryos and the in vitro observation of their development resumption until the blastocyst stage give us an additional parameter in the quality evaluation of the embryo and probably an improvement in pregnancy rates. <![CDATA["Lost" gallstone: a new problem for the gynecologist in acute abdomen management ?]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000008&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os autores relatam o caso de uma paciente com 35 anos de idade, submetida à colecistectomia videolaparoscópica há 1 ano e que apresentou quadro sugestivo de salpingite aguda com abscesso. Durante a laparotomia notou-se um abscesso que era limitado anteriormente pelo peritônio parietal e músculo reto anterior direito do abdome, e posteriormente pelo corno uterino e pelo ligamento redondo à direita. Neste abscesso havia estrutura a seguir identificada como cálculo biliar. São discutidos os aspectos relacionados à patogenia, tratamento e prevenção desta complicação que vem sendo relatada com freqüência em virtude do maior uso da cirurgia laparoscópica.<hr/>The authors report a case of a thirty-five-year-old patient, submitted to videolaparoscopic cholecystectomy one year ago, who appearently had acute salpingitis with abscess. During the laparotomy an abscess was observed, anteriorly limited by parietal peritoneum and the abdominal right anterior rectus muscle, and posteriorly by the horn of the uterus and by the right round ligament. In this abscess there was a structure later identified as gallstone. The aspects related to the pathogenesis, treatment and prevention, which have been reported frequently due to the increasing number of laparoscopic surgeries, are discussed. <![CDATA[Abdominal pregnancy at term with live fetus: a case report]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72031999001000009&lng=en&nrm=iso&tlng=en Gestação abdominal a termo com feto vivo representa uma raridade obstétrica que cursa com elevada morbimortalidade materna e perinatal. Neste estudo, os autores apresentam um caso de gestação abdominal em uma paciente de 43 anos, em quem o diagnóstico só foi realizado a termo (com 37 semanas), pelos achados clínicos e ecográficos. Realizou-se laparotomia exploradora com extração de recém-nascido vivo do sexo feminino, pesando 2.570 gramas. Os escores de Apgar foram de 3, 6 e 8 no 1º, 5º e 10º minutos, respectivamente. A placenta se encontrava inserida no omento e foi removida sem complicações. A evolução operatória foi satisfatória e tanto a mãe como a criança obtiveram alta em boas condições.<hr/>Term abdominal pregnancy with live fetus is an obstetrical rarity with high fetal and maternal morbidity and mortality. The authors present a case of abdominal pregnancy in a 43-year-old woman. The diagnosis was made only at term (37 weeks) by clinical findings and echography. Exploratory laparotomy was performed and a living female newborn weighing 2,570 g was extracted. Apgar scores were 3, 6 and 8 at the 1st, 5th and 10th minutes, respectively. Placenta was inserted in the omentum and was removed without complications. Postoperative course was uneventful and both mother and child were discharged healthy.