Scielo RSS <![CDATA[Revista Brasileira de Estudos de População]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-309820200001&lang=pt vol. 37 num. lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Traçando o perfil dos <em>commuters</em> no Brasil]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100150&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo deste artigo é a construção de tipologias para os trabalhadores brasileiros, em especial, com relação ao tempo de deslocamento até o trabalho. A partir do método GoM (Grade of Membership), estabeleceram-se perfis puros e mistos de trabalhadores no mercado de trabalho brasileiro, com utilização dos dados das PNADs de 2009 e 2014. Três características básicas marcaram aqueles que gastam bastante tempo comutando: sexo masculino, residentes em áreas metropolitanas e em baixa posição socioeconômica. Analisando o extremo oposto, mulheres em baixa posição socioeconômica são mais presentes em perfis caracterizados por alta prevalência de trabalhadores que nada comutam. A distribuição espacial da população, como esperado, não se dá de forma aleatória. Resumindo, os mais pobres tendem a residir longe do centro e o oposto para os indivíduos em melhor situação financeira.<hr/>Abstract The aim of this article is the construction of typologies for Brazilian workers, especially regarding commuting time to work. Through the GoM (Grade of Membership) method, pure and mixed worker profiles in the Brazilian labor market were established, using data from 2009 and 2014 PNADs. Three basic characteristics marked those who spend a lot of time commuting: they are male, residents of metropolitan areas and have a low socioeconomic status. Analyzing the opposite end, profiles associated with workers who do not commute present a higher prevalence of women with low socioeconomic status. The spatial distribution of the population, as expected, is not random. In short, the poorest people tend to reside far from the town center and the opposite applies to individuals in a more favorable financial situation.<hr/>Resumen El propósito de este artículo es la construcción de tipologías para los trabajadores brasileños, en particular, con respecto al tiempo de trabajo. Mediante el método GoM (Grade of Membership), se establecieron perfiles puros y mixtos de trabajadores en el mercado laboral brasileño, utilizando datos de las PNAD de 2009 y 2014. Tres características básicas marcaron a aquellos trabajadores que pasan mucho tiempo viajando: son hombres, residen en áreas metropolitanas y tienen bajo nivel socioeconómico. Si se analiza el extremo opuesto, las mujeres en posición socioeconómica baja están más presentes en los perfiles caracterizados por una alta prevalencia de trabajadores que no viajan diariamente. La distribución espacial de la población, como se esperaba, no ocurre al azar. En resumen, los más pobres tienden a residir lejos del centro y lo contrario sucede con las personas que están en una mejor situación financiera. <![CDATA[Satisfação com a vida no Brasil: uma exploração de correlatos teóricos e variações de idade, período e coorte usando o World Values Survey (1991-2014)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100151&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This paper discusses some of the factors associated with life satisfaction in Brazil using four waves of the World Values Survey (1991 to 2014). Some results already described in the literature were confirmed, as we found that individuals who were married, employed, more religious, in better health, with greater freedom/control over their lives and who had a better financial situation were more satisfied with life, regardless of the time period. The variables for age and cohort showed non-significant associations with life satisfaction when aspects that theoretically correlated with life satisfaction were controlled in the analysis. When the different cohorts were analyzed separately, the results suggest that life satisfaction might be related to the conjectural and historical factors represented by period effects.<hr/>Resumo Esse artigo analisa fatores relacionados à satisfação com a vida no Brasil, utilizando as quatro ondas da pesquisa World Values Survey (1991 até 2014). Foram confirmados alguns resultados já descritos na literatura, tais como pessoas casadas, mais saudáveis, empregadas, mais religiosas e que tinham maior controle sobre a própria vida e melhor condição financeira se consideravam mais satisfeitas com a vida. Quanto às variáveis idade e coorte, os resultados foram não significativos quando analisados com fatores correlacionados com a satisfação com a vida. Quando diferentes coortes foram analisadas separadamente, os resultados sugeriram que a satisfação com a vida se mostrou relacionada com fatores históricos e conjunturais representados pelos efeitos de períodos.<hr/>Resumen Ese artículo analizó factores asociados con la satisfacción con la vida en Brasil utilizando cuatro pesquisas de la World Values Survey desde 1991 hasta 2014. Fueron confirmados algunos resultados ya descritos en la literatura, como casados, personas más saludables, empleadas o más religiosos, que tenían un mayor control de sus propias vidas y que las de mejor condición financiera se consideraban más satisfechas con la vida. Con relación a las variables edad y cohorte, los efectos generales fueron no significativos al ser analizadas junto con otros aspectos correlacionados con la satisfacción con la vida. Cuando fueron analizadas diferentes cohortes separadamente, los resultados sugirieron que la satisfacción con la vida estaba relacionada con factores históricos y coyunturales representados por los efectos de los períodos. <![CDATA[Condições de vida de famílias brasileiras: estimativa da insegurança alimentar]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100152&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O artigo objetiva estudar a associação entre condições de vida das famílias brasileiras e a estimativa da insegurança alimentar (IA). Para tanto, foi realizado estudo transversal conduzido com dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (2008-2009), do IBGE, nas áreas rurais e urbanas. A estimativa da IA foi obtida a partir da pergunta: “das afirmativas a seguir, qual aquela que melhor descreve a quantidade de alimento consumido por sua família?”, quando a resposta foi “normalmente não é suficiente” ou “às vezes não é suficiente”. As condições de vida foram analisadas por variáveis econômicas, do domicílio e seu entorno. Modelos de regressão de Poisson com variância robusta, ajustados, foram construídos. Os resultados mostram que, dos 55.406 domicílios investigados, 39,4% foram classificados em IA, sendo que, na maioria deles, foi identificada dificuldade (93,9%) para levar a vida até o fim do mês com a renda disponível. Os valores de razão de prevalência, ajustados por renda mensal per capita, região e área, indicam que todos os aspectos econômicos e condições de vida insatisfatórias, bem como os problemas no domicílio e do entorno foram significativamente associados à IA. Conclui-se que é elevada a prevalência da estimativa da IA, sendo associada às condições de vida insatisfatórias das famílias. Portanto, revela-se a necessidade de implementar políticas públicas intersetoriais efetivas visando reduzir as desigualdades.<hr/>Abstract Aim: To research the association between the living conditions of Brazilian families and the Food Insecurity (FI) estimations. Methods: Cross-sectional study conducted with data from the Household Budget Survey (2008-2009) in rural and urban areas. The estimation of FI rating was obtained by the question: “Which of the following statements best describes the amount of food consumed by your family?”,classified as FI for answers “usually not enough” or “sometimes not enough”. Living conditions were analyzed by economic variables, the household and its surroundings. Poisson regression models with robust variance, adjusted, were used. Results: 39.4% out of 55.406 households evaluated, were classified as FI. In most (93.9%) difficulty to make ends meet was identified. Prevalence ratio values, adjusted for monthly income per capita, region and area, showed that all economic and unsatisfactory living conditions, as well as home and surrounding problems were significantly associated with FI. Conclusions: The prevalence of FI estimates was high, associated with families’ unsatisfactory living conditions. Therefore, there is a need to implement effective intersectorial public policies aimed at reducing inequality.<hr/>Resumen Objetivo: Estudiar la asociación entre las condiciones de vida de las familias brasileñas y la estimación de la inseguridad alimentaria (IA). Métodos: Estudio transversal realizado con datos de la Encuesta de Presupuesto Familiar (2008-2009) en áreas rurales y urbanas. La estimación de la calificación de IA se obtuvo de: “De las siguientes declaraciones, ¿cuál describe mejor la cantidad de alimentos consumidos por su familia?”, cuando la respuesta era “normalmente no es suficiente” o “a veces no es suficiente”. Las condiciones de vida fueron analizadas por variables económicas, el hogar y su entorno. Se construyeron modelos de regresión de Poisson con varianza robusta y ajustada. Resultados: De los 55.406 hogares investigados, 39,4 % fueron clasificados en IA, y en la mayoría de ellos se identificó como difícil (93,9 %) llegar a fin de mes con los ingresos disponibles. Los valores de la razón de prevalencia, ajustados por el ingreso mensual per cápita, la región y el área, mostraron que todos los aspectos económicos y las condiciones de vida insatisfactorias, así como los problemas del hogar y su entorno estaban significativamente asociados con la IA. Conclusión: La prevalencia de estimación de la IA fue alta, asociada con las condiciones de vida insatisfactorias de las familias. Por lo tanto, es necesaria la implementación de políticas públicas intersectoriales efectivas destinadas a reducir las desigualdades. <![CDATA[Padrão de consumo de arranjos domiciliares brasileiros em 2008/2009]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100153&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Esse artigo busca analisar o padrão de consumo em diferentes arranjos domiciliares no Brasil, a partir de dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009. Para isso, foram estimadas curvas de Engel considerando o tipo de arranjo domiciliar, dentre outras variáveis demográficas. Os resultados indicaram a existência de diferenças no padrão de consumo das famílias associadas ao sexo do responsável pelo domicílio, sobretudo nos arranjos “monoparental” e “unipessoal”. Essas diferenças são mais evidentes sobre as despesas com habitação, saúde e educação/recreação, em que os gastos mensais per capita são muito menores para os tipos “monoparental masculino” e “unipessoal masculino” em relação ao “monoparental feminino” e “unipessoal feminino”. Além disso, verificou-se que a composição da família (presença de filhos, idosos) e o seu tamanho afetam as decisões de consumo das famílias, em que a existência de crianças aumenta os gastos per capita com habitação e saúde e a presença de idosos leva a uma expansão dos gastos com saúde. Quanto ao tamanho da família, há indícios de que as famílias maiores podem se beneficiar dos ganhos de economia de escala e consumo conjunto em relação às despesas com habitação, alimentação e transporte.<hr/>Abstract The goal of this article was to analyze the pattern of consumption in different household living arrangements in Brazil using data from the 2008-2009 Brazilian Family Budget Survey (POF). We estimated Engel Curves taking into account the type of household living arrangement, among other demographic variables. Results indicated the existence of differences in the patterns of consumption of families associated to the gender of the person in charge of the household, especially in “single parent type with children” and “one person households” living arrangements. These differences are most evident in expenditure on Housing, Health and Education-recreation, in which the monthly per capita expenditure is much lower for single fathers and men living alone relative to single mothers and women living alone. In addition, we verified that family composition (presence of children, seniors) and their size affect household consumption decisions, in which the existence of children increases per capita expenditures on Housing and Health and the presence of seniors leads to an expansion of Health spending. With regard to family size, there are indications that families can benefit from economies of scale and joint consumption gains relative to Housing, Food and Transportation.<hr/>Resumen El objetivo de este artículo fue analizar el patrón de consumo en diferentes tipos de arreglos domiciliarios en Brasil utilizando datos de la Encuesta de Presupuesto Familiar (POF) de 2008-2009. Para ello, fueron estimadas curvas de Engel tomando em consideración el tipo de arreglo domiciliario, entre otras variables demográficas. Los resultados indicaron diferencias en el patrón de consumo de las familias asociadas al sexo del responsable del domicilio, sobre todo en los hogares del tipo monoparental y unipersonal. Estas diferencias son más evidentes sobre los gastos de vivienda, salud y educación-recreación, em los que los gastos mensuales per cápita son mucho menores para el monoparental masculino y unipersonal masculino en relación con el monoparental femenino y el unipersonal femenino. Además, se verificó que la composición de la familia (presencia de hijos, ancianos) y su tamaño afectan las decisiones de consumo de las familias, en que la existencia de niños aumenta los gastos per cápita con vivienda y saludy la presencia de ancianos, que lleva a una expansión de los gastos de salud. En cuanto al tamaño de la familia, existen indicios de que las familias pueden beneficiarse de las ganancias de economía de escala y consumo conjunto en relación con los gastos de vivienda, alimentación, transporte. <![CDATA[Uma periferia, dois centros: o município de Praia Grande no contexto da formação da macrometrópole paulista no começo do século XXI]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100154&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O presente estudo tem dois objetivos principais: discutir os impactos, consequências e respostas demográficas do processo de expansão e estruturação de grandes aglomerações urbanas, com especial enfoque no caso do município de Praia Grande/SP na Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS); e examinar, com mais detalhes, as nuances da mobilidade populacional e, em particular, das modalidades migratórias (e suas características), como elementos importantes da peculiar inserção regional do referido município enquanto “periferia simultânea" de duas regiões metropolitanas. A partir do uso exaustivo dos dados censitários, em especial dos Censos Demográficos de 2000 e 2010, analisam-se o crescimento e a expansão territorial de Praia Grande, enfatizando, em nível intramunicipal, o papel das distintas modalidades de migração (intrametropolitana e inter-regional). Além disso, procura-se associá-las a diferentes motivações a partir de um olhar detalhado para o perfil sociodemográfico dos fluxos estabelecidos. Como principais resultados do trabalho, observou-se que o papel de Praia Grande enquanto área de expansão metropolitana da RMBS se encontra lastreado pelos crescentes fluxos migratórios intrametropolitanos provenientes do polo regional, realidade esta que igualmente pode ser vista em outros contextos metropolitanos. No entanto, enquanto peculiaridade de seu processo de ocupação e inserção regional, parte majoritária dessa migração é originária de fora da RMBS, mais precisamente do município de São Paulo, centro de outra importante área de metropolitana, fato que contribui para caracterizar Praia Grande como uma “periferia com dois centros”.<hr/>Abstract The present study has two main objectives: the first one is to discuss the impacts, consequences and demographic responses of the process of expansion and structuring of large urban agglomerations, with special focus on the case of Praia Grande/SP in the Metropolitan Area of Baixada Santista; the second one, to examine in more detail the nuances of population mobility and, in particular, migratory modalities (and their characteristics), as important elements of the peculiar regional insertion of that municipality as “simultaneous periphery” of two metropolitan areas. Based on the exhaustive use of census data, especially the Demographic Census of 2000 and 2010, this study presents an analysis of the growth and territorial expansion of Praia Grande emphasizing, at intra-municipal level, the role of the different migration modalities (intra-metropolitan and inter-regional). In addition, it seeks to associate them to different motivations from a detailed look at the sociodemographic profile of established flows. As main results of the work, it was observed that the role of Praia Grande as an area of metropolitan expansion of RMBS is supported by the growing intra-metropolitan migratory flows from the regional core, a reality that can also be observed in other metropolitan contexts. However, as a peculiarity of its process of occupation and regional insertion, a major part of this migration comes from outside the RMBS, more precisely, from the municipality of São Paulo, the center of another important metropolitan area, a fact that contributes to characterize Praia Grande as a “periphery with two centers”.<hr/>Resumen El presente estúdio tiene dos objetivos principales: el primero, discutir los impactos, las consecuencias y las respuestas demográficas del proceso de expansión y estructuración de grandes aglomeraciones urbanas, con énfasis en el caso de Praia Grande (São Paulo) en la Región Metropolitana de Baixada Santista (RMBS); el segundo, examinar con más detalle los matices de la movilidad de la población y, en particular, de las modalidades migratorias (y sus características), como elementos importantes de la peculiar inserción regional del município como una “periferia simultánea” de dos regiones metropolitanas. A partir de los datos del censo, especialmente de los censos de 2000 y 2010, el estúdio presenta un análisis del crecimiento y la expansión territorial de Praia Grande con énfasis en el proceso intramunicipal, el papel de las diferentes modalidades de migración (intrametropolitana e interregional). Además, busca asociar estos movimientos a diferentes motivaciones a partir de una mirada sobre el perfil sociodemográfico de los flujos establecidos. Como resultado principal del trabajo, se observó que el papel de Praia Grande como área de expansión metropolitana de la RMBS es respaldado por el incremento de los flujos migratórios intrametropolitanos con origen en el polo regional, una realidad que también se puede ver en otros contextos metropolitanos. Sin embargo, como peculiaridad de su proceso de ocupación e inserción regional, parte significativa de esa migración se origina fuera de la RMBS, más precisamente, en la ciudad de São Paulo, cientro de otra región metropolitana (la Región Metropolitana de São Paulo), hecho que contribuye a caracterizar el municipio de Praia Grande como una “periferia de dos centros”. <![CDATA[As trajetórias das mulheres sem filhos no Uruguai]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100155&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen El objetivo de este trabajo es analizar la población de mujeres uruguayas que finalizan su vida reproductiva sin hijos. Además de cuantificar el fenómeno, se busca responder las siguientes preguntas: ¿qué rasgos socioeconómicos las caracterizan?; ¿cuáles son las trayectorias típicas que conducen a la nuliparidez?; ¿en qué medida es el resultado de aspiraciones reproductivas frustradas o de la voluntad de no tener hijos? Para responder estas preguntas, se utiliza una estrategia de métodos combinados que integra datos cuantitativos y cualitativos. Los resultados muestran que la proporción de nulíparas descendió aproximadamente de 25% a 10%, entre las nacidas entre 1900 y 1960, y que en los datos más recientes se detecta un incipiente incremento. Además, hay una mayor proporción de nulíparas entre las mujeres de nivel educativo alto. Finalmente, la tipologización de trayectorias hacia la nuliparidez definitiva reafirma la heterogeneidad de caminos y atributos: aunque se identificaron trayectorias guiadas por la intención de no tener hijos, un conjunto importante de mujeres llega a la nuliparidez como una consecuencia no buscada de la postergación de la maternidad.<hr/>Resumo O objetivo deste artigo é estudar as mulheres uruguaias que terminam sua vida reprodutiva sem filhos. Além de quantificar o fenômeno, procura-se responder às seguintes questões: quais são seus principais traços socioeconômicos? Quais são as trajetórias típicas que levam essas mulheres a não se tornarem mães? Até que ponto essa situação é o resultado de aspirações reprodutivas frustradas e até que ponto da vontade de não ter filhos? A estratégia metodológica é baseada na combinação de informações quantitativas e qualitativas, utilizando métodos mistos. Os resultados evidenciam que a proporção de mulheres nulíparas, ao final do ciclo reprodutivo, diminuiu de aproximadamente 25% para 10%, entre as nascidas em 1900-1960, sendo que nos dados mais recentes é detectado um aumento incipiente. Além disso, há uma maior proporção de mulheres sem filhos entre as mulheres de alto nível educacional. Por fim, a tipologização das trajetórias que levam à nuliparidade definitiva reafirma a heterogeneidade de caminhos e atributos: embora tenham sido identificadas trajetórias guiadas pela intenção de não ter filhos, um importante grupo de mulheres chega ao final da vida reprodutiva como uma consequência não intencional do adiamento da maternidade.<hr/>Abstract This paper aims to analyze Uruguayan women who end their reproductive life span without having children. In addition to quantifying the phenomenon, it seeks to answer the following questions: Which are their main socioeconomic traits? What are the typical trajectories that lead to childlessness? To what extent is it the outcome of unsatisfied reproductive aspirations and to what extent of the will to not have any children? We use a mixed methods approach integrating quantitative and qualitative data. Our results show that the proportion of childless women dropped from approximately 25% to 10% among those born in 1900-1960, and that the most recent data show an incipient increase. In addition, there is a higher proportion of childless women among those with a high level of education. Finally, our typology of trajectories towards definitive childlessness confirms the diversity of paths and traits: although trajectories guided by the intention of not having children were identified, a significant number of women reach childlessness as an unintended consequence of the postponement of motherhood. <![CDATA[Impactos da estrutura etária sobre o desempenho econômico das regiões do Brasil entre 1991 e 2010]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100156&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este estudo objetiva analisar como a estrutura etária afetou o desempenho econômico das regiões brasileiras nas décadas de 1990 a 2010. Para a investigação proposta, são usadas, principalmente, as informações disponibilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nas edições de 1991, 2000 e 2010 do Censo Demográfico. A estratégia empírica adotada consiste na estimação de um modelo de autocorrelação espacial pelo método de mínimos quadrados em dois estágios espaciais. Os resultados mostraram que tanto a razão de dependência infantil quanto a de idosos possuem impacto negativo sobre o crescimento econômico, sendo que os efeitos são mais acentuados nas regiões menos desenvolvidas. Ainda, observou-se que, quando significativo, o efeito da razão de dependência de idosos é mais acentuado em relação à infantil.<hr/>Abstract This study aims to analyze how age structure affected the economic performance of Brazilian regions between the 1990s and 2010. For this research, information is mainly taken from that provided by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) through the 1991, 2000 and 2010 editions of the Demographic Census. The empirical strategy adopted consists of the estimation of a model of spatial autocorrelation by the two-stage least squares method. The results showed that both child and elderly dependency ratio have a negative impact on economic growth, with the effects being more pronounced in less developed regions. Still, it was found that, when significant, the effect of the elderly dependency ratio is more pronounced in relation to children.<hr/>Resumen Este estudio tiene como objetivo analizar cómo la estructura de edad afectó el desempeño económico de las regiones brasileñas desde la década del noventa hasta la primera del siglo xxi. Para la investigación propuesta, se utilizan principalmente las informaciones proporcionadas por el Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE) a través de las ediciones de 1991, 2000 y 2010 del censo demográfico. La estrategia empírica adoptada consiste en la estimación de un modelo de autocorrelación espacial por el método de mínimos cuadrados en dos etapas. Los resultados mostraron que tanto el índice de dependencia infantil como el de ancianos tienen un impacto negativo en el crecimiento económico, y los efectos son más pronunciados en las regiones menos desarrolladas. Aun así, se encontró que, cuando es significativo, el efecto de la relación de dependencia de ancianos es más pronunciado en relación con los niños. <![CDATA[Estrutura urbana e mobilidade populacional: implicações para o distanciamento social e disseminação da Covid-19]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100157&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O mundo vem testemunhando a rápida disseminação dos casos confirmados da síndrome respiratória aguda por meio do coronavírus (Sars-CoV-2 Covid-19). Nos primeiros meses de pandemia, as estatísticas indicam que as grandes cidades tornaram-se palcos destacados de contágio e disseminação da Covid-19. Diante desse cenário, o presente estudo oferece argumentos que auxiliam na construção e aferição preliminar de três hipóteses: a estrutura urbana e a organização das cidades interferem na taxa de distanciamento social e, portanto, no ritmo de contágio da doença; na cidade, a forma com que o sistema de transporte de pessoas está estruturado desempenha papel relevante no ritmo de disseminação da Covid-19; e a pandemia e as práticas de distanciamento físico e social alteram os padrões de mobilidade intraurbana. Analisam-se dados nacionais e regionais disponíveis em órgãos oficiais e outros trabalhos empíricos sobre a Covid-19 à luz de estudos teóricos sobre mobilidade urbana. Em seguida, por método indutivo, é feita uma associação destes dados aos diferentes modelos de cidades (compacta x espraiada), considerando, em especial, aspectos de mobilidade urbana. Os argumentos desenvolvidos nesse estudo parecem corroborar o teor central das hipóteses apresentadas. É preciso desenvolver modelos que incorporem estes elementos para avançarmos na compreensão da pandemia e, também, de elementos que auxiliem na construção de cidades mais resilientes a fenômenos como a Covid-19.<hr/>Abstract The world has witnessed the rapid spread of confirmed cases of acute respiratory syndrome through coronavirus (SARS-CoV-2 COVID-19). In the first months of the pandemic, statistics indicate that large cities have become prominent places of contagion and dissemination of COVID-19. In view of this, the present study offers arguments that assist in the construction and preliminary assessment of three hypotheses: 1) the urban structure and the organization of cities interfere in social distancing rates and, therefore, in the rate of contagion of the disease; 2) in cities, the way in which transport system is structured plays an important role in the pace of dissemination of COVID-19; 3) the pandemic and practices of physical and social distancing alter patterns of intra-urban mobility. National and regional data available from official agencies and other empirical studies on COVID-19 are analyzed in the light of theoretical studies on urban mobility. Then, using the inductive method, an association of these data is made with the different city models (compact vs. sprawled), considering, in particular, aspects of urban mobility. The arguments developed in this study seem to corroborate the central issues of the hypotheses presented in this work. It is necessary to develop models that incorporate these elements to advance in understanding the pandemic and elements that help in the construction of cities more resilient to phenomena such as COVID-19.<hr/>Resumen El mundo ha sido testigo de la rápida propagación de casos confirmados de síndrome respiratorio agudo a través del coronavirus (SARS-CoV-2, covid-19). En los primeros meses de la pandemia, las estadísticas indican que las grandes ciudades se han convertido en espacios prominentes de contagio y difusión de covid-19. En vista de esto, el presente estudio ofrece argumentos que ayudan en la construcción y evaluación preliminar de tres hipótesis: 1) la estructura urbana y la organización de las ciudades interfieren en la tasa de distancia social y, por lo tanto, en la tasa de contagio de la enfermedad; 2) en las ciudades, la forma en que se estructura el sistema de transporte colectivo de personas juega un papel importante en el ritmo de difusión de la covid-19; 3) la pandemia y las prácticas de distancia física y social alteran los patrones de movilidad intraurbana. Los datos nacionales y regionales disponibles de organismos oficiales y otros estudios empíricos sobre covid-19 se analizan a la luz de los estudios teóricos sobre movilidad urbana. Luego, utilizando el método inductivo, se hace una asociación de estos datos con los diferentes modelos de ciudad (compacto contra extendido), considerando, en particular, aspectos de la movilidad urbana. Los argumentos desarrollados en este estudio parecen corroborar el tenor central de las hipótesis. Es necesario desarrollar modelos que incorporen otros elementos para avanzar a la recopilación de datos de la pandemia y de otros elementos que permitan la construcción de ciudades más resistentes a los fenómenos como la covid-19. <![CDATA[O efeito da educação no dividendo demográfico: uma análise do caso brasileiro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100158&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo The demographic dividend has aroused interest among demographers and economists because it is seen as a window of oportunity for the economic development of countries that have experienced a demographic transition. There are reasons to question the sole virtuosity of the pure demographic dividend in economic growth. Crespo-Cuaresma et al. (2014) found that educational expansion has an important role in economic gains during the demographic dividend. To verify these results for the Brazilian case, we performed a decomposition exercise of economic support ratio (ESR), an alternative to demographic dependency ratio, to analyze the first demographic dividend. A simulation, applied for the period from 1970 to 2100 considering three scenarios of educational expansion, shows that educational expansion was and will be responsible for a big share of the economic gains of the Brazilian demographic dividend period, outperforming the change in age structure effect. In addition, an increase in a work-age population with post-secondary education appears to potentialize these results.<hr/>Abstract O dividendo demográfico tem despertado interesse entre demógrafos e economistas por ser visto como uma janela de oportunidade para o desenvolvimento econômico dos países que vivenciam a transição demográfica. É possível questionar a virtuosidade do dividendo puramente demográfico no crescimento econômico. Crespo-Cuaresma et al. (2014) observaram que a expansão educacional tem papel importante nos ganhos econômicos durante o dividendo demográfico. Para verificar esse resultado para o caso brasileiro, realizamos um exercício de decomposição da razão de suporte econômico (ESR), uma alternativa à taxa de dependência demográfica na análise do primeiro dividendo demográfico. A simulação realizada para o período entre 1970 e 2100, considerando três cenários de expansão educacional, mostrou que a ampliação do nível de escolaridade foi e será responsável pela maior parte dos ganhos econômicos do período do dividendo demográfico, superando o efeito da mudança da composição etária. Além disso, o aumento da população em idade ativa com ensino superior tende a potencializar esse resultad<hr/>Resumen El dividendo demográfico ha despertado interés entre los demógrafos y economistas, ya que se considera una ventana de oportunidad para el desarrollo económico de los países que experimentan la transición demográfica. Es posible cuestionar el virtuosismo del dividendo puramente demográfico en el crecimiento económico. Crespo-Cuaresma y cols. (2014) vieron que la expansión educativa juega un papel importante en las ganancias económicas durante el dividendo demográfico. Para verificar este resultado para el caso brasileño, se hizo un ejercicio de descomposición del índice de apoyo económico (ESR), una alternativa al índice de dependencia demográfica en el primer análisis demográfico de dividendos. La simulación realizada para el período 1970-2100, considerando tres escenarios de expansión educativa, mostró que la expansión del logro educativo fue y será responsable de la mayoría de las ganancias económicas del período de dividendos demográficos, superando el efecto del cambio en la composición etaria. Además, el aumento de la población en edad laboral con educación superior tiende a potenciar este resultad <![CDATA[Imigração, fronteiras étnicas e sociabilidades: questões teóricas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100159&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O texto tem como referência sujeitos agrupados social e culturalmente a partir de um processo de emigração/imigração, cujas estruturas remontam às sociedades emissoras. Transcendendo o estabelecimento no município de Curitiba, Paraná, o grupo transforma-se gradativamente em contato com a sociedade brasileira e com outros agrupamentos de origem imigrante, erigindo fronteiras étnicas. Um dos direcionamentos da investigação foi conduzido por análises de comportamentos reprodutivos dos imigrantes e descendentes. O objetivo, neste estágio, é ultrapassar o porquê para tentar resolver o problema do como, apesar da ausência de documentação “qualitativa” que permitiria discernir a intimidade dos casais amostrados. Desse modo, colocam-se algumas questões teórico-metodológicas considerando o papel dos indivíduos, no âmbito do conceito das sociabilidades. Ou seja, na esfera das relações indivíduo-sociedade, investiga-se quais seriam as variáveis teóricas que poderiam ajudar a entender o que os números parecem denunciar. Para isso, consideram-se as relações interpessoais – incluindo o convívio intra e intergeracional – nos limites das mencionadas fronteiras. Com essa finalidade, a análise privilegia contextos que permitem sintetizar a dinâmica da etnicidade. Igualmente, propõe-se um balanço teórico-metodológico tendo como foco as minhas pesquisas, orientadas, num sentido epistemológico mais lato, por estudos “demográficos”; os dados de base foram amostrados a partir da metodologia da reconstituição de famílias.<hr/>Abstract The reference for this text are the subjects grouped socially and culturally from a process of emigration/immigration, whose structures refer back to the migrant societies. Following the settlement in Curitiba, the group gradually transforms itself when in contact with Brazilian society and with other groups of immigrant origin, erecting ethnic boundaries. One of the directions of the research involved conducting an analysis of reproductive behaviors of immigrants and descendants. The goal, at this stage, is to overcome the why to try to solve the problem of how, despite the absence of “qualitative” documentation that would allow us to discern the intimacy of the sampled couples. The purpose of the text is to pose some theoretical and methodological questions considering the role of individuals within the concept of sociability. That is, in the sphere of individual-society relations, the idea is to consider the theoretical variables that could help understand what the numbers seem to expose. For this, interpersonal relationships are taken into consideration - including intra and intergenerational living - within the boundaries of the aforementioned borders. To this end, the analysis favors contexts that allow for the synthesizing of ethnicity dynamics. The text also seeks a theoretical-methodological balance focusing on my research, oriented, in a broader epistemological sense, by "demographic" studies; baseline data were sampled from the methodology of family reconstitution.<hr/>Resumen El texto tiene como referencia sujetos agrupados social y culturalmente a partir de un proceso de emigración/inmigración, cuyas estructuras remontan a las sociedades emisoras. Transcendiendo el establecimiento en Curitiba, el grupo, en contacto con la sociedad brasileña y con otros agrupamientos de origen inmigrante, se transforma gradualmente y erige fronteras étnicas. Uno de los direccionamientos de la investigación fue conducido por el análisis de los comportamientos reproductivos de los inmigrantes y sus descendientes. El objetivo, en esta etapa, es adelantar el porqué para intentar resolver el problema del cómo, a pesar de la ausencia de documentación cualitativa que permitiría discernir la intimidad de las parejas muestrados. De ese modo, se presentan algunas cuestiones teórico-metodológicas al considera el papel de los individuos, en el ámbito del concepto de las sociabilidades. O sea, en la esfera de las relaciones individuo-sociedad, se investiga cuáles serían las variables teóricas que podrían ayudar a entender lo que los números parecen denunciar. Para eso, se consideran las relaciones interpersonales —incluyendo la convivencia intra e intergeneracional— en los límites de las mencionadas fronteras. Con esa finalidad, el análisis privilegia contextos que permiten sintetizar la dinámica de la etnicidad. Igualmente, se propone un balance teórico-metodológico teniendo como foco mis investigaciones, orientadas, en un sentido epistemológico más laxo, por estudios demográficos. Los datos de base fueron recogidos a partir de la metodología de la reconstitución de familias. <![CDATA[Os censos de população na Áustria]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100450&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract Based on the Constitution, the Population Census in Austria is a matter of the central state, serving many political-administrative, planning, research, and other purposes. After its start as a systematic operation in the middle of the 18th century, it developed further by a modern legal basis in 1857 and advances in statistical technology in 1890 (punch cards) and 1971 (machine-readable questionnaires). In the second half of the 20th century, the Population Census became a comprehensive operation, including dwellings, buildings, and workplaces. The communes organized the classical method of on the spot household data collection on behalf of the state. The register-based Census replaced the household collection in 2011. Following a government decision of 2000, which aimed at the sole use of available micro-data, the first steps for creating the necessary administrative and statistical registers took place in conjunction with the last traditional census of 2001. With new provisions for linking the records, the Register Census Act of 2006, and a full test census in the same year, the new methodology was established and evaluated in a short period. The first regular Register Census “took place” with reference date 31 October 2011. It is described in the central part of this communication, featuring the advantages, strengths, and weaknesses, the backbone registers, the “comparison registers,” and the redundancy principle, which help to ensure high data quality and the fit of the census into the international framework. Current developments include the annual update of results, changes and improvements in the data sources, and a short outlook on the next census of 2021.<hr/>Resumo Baseado na Constituição, o Censo Populacional na Áustria é uma questão do governo central e serve a muitos propósitos político-administrativos, de planejamento e pesquisa, entre outros. Após seu início, como uma operação sistemática, em meados do século XVIII, ele foi aperfeiçoado devido a uma nova base legal, em 1857, e aos avanços na tecnologia estatística, em 1890 (cartões perfurados) e 1971 (questionários lidos por máquinas). Na segunda metade do século XX, o censo populacional tornou-se uma operação abrangente, incluindo habitações, domicílios e locais de trabalho. O método clássico de coleta de dados no próprio domicílio, organizado pelos municípios em nome do Estado, foi substituído pelo censo baseado em registros, em 2011. Seguindo uma decisão governamental de 2000, cujo objetivo era o uso exclusivo dos microdados disponíveis, os primeiros passos para a criação dos registros administrativos e estatísticos necessários ocorreu conjuntamente com o último censo tradicional, de 2001. Com novas disposições para parear os registros, a Lei do Censo de Registros de 2006 e um censo-<hr/>Resumen Sobre la base de la Constitución el censo de población es un asunto estatal central en Austria, con arreglo a diversos fines politicoadministrativos, de planificación e investigación, entre otros. Luego de haber comenzado como operación sistemática a mediados del siglo XVIII, se desarrolló luego como sobre bases legales modernas en 1857 y avanzó en tecnología estadística en 1890 (tarjetas perforadas) y en 1971 (cuestionarios legibles por máquinas). En la segunda mitad del siglo XX el censo de población se convirtió en una operación integral que incluyó vivienda, edificios y lugares de trabajo. El método clásico de recolección de datos en el punto en los hogares, organizado por las comunas a expensas del Estado, fue reemplazado por el censo basado en registro de 2011. A consecuencia de una decisión de gobierno del año 2000, que tenía como objetivo el uso exclusivo de los microdatos disponibles, el primer paso para la creación de los registros administrativos y estadísticos necesarios se llevó a cabo junto con el último censo de tipo tradicional de 2001. Con nuevas provisiones para vincular los registros, el Acto de Registro del Censo de 3006 y una prueba completa de censo en el mismo año, la nueva metodología se estableció y evaluó en un período muy corto. El primer censo de registro regular «tuvo lugar» con datos de referencia el 31 de octubre de 2011. Es descripto en la parte principal de su comunicación, donde se presentan sus ventajas, fortalezas y debilidades, así como sus registros principales, los registros «de comparación» y el principio de redundancia, que ayudan a asegurar datos de alta calidad y el ajuste del censo al marco de referencia internacional. Hoy, los desarrollos incluyen la actualización anual de los resultados, los cambios y mejoras en las fuentes de datos y una breve mirada hacia el nuevo censo de 2021. <![CDATA[Expectativa de vida com e sem multimorbidade entre idosos brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde 2013]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100451&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo do presente estudo é analisar diferenças na expectativa de vida com e sem multimorbidade (duas ou mais condições crônicas) entre idosos nos estados brasileiros, segundo sexo e idade. Foram utilizados os dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para elaborar tábuas de vida para os estados, por sexo. Informação sobre a prevalência de multimorbidade foi obtida a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. A partir do método de Sullivan, estimaram-se a expectativa de vida com e sem multimorbidade e a proporção de anos vividos com multimorbidade. A amostra de idosos da PNS possuía um total de 11.697 entrevistados, cuja idade média foi de 70,08 anos (DP 0,09 ano). A proporção de anos a serem vividos com multimorbidade aumenta com a idade (53,6% aos 60 anos e 57,3% aos 75 anos). Mulheres possuem expectativa de vida maior do que os homens, mas convivem mais com multimorbidade. Aos 60 anos, as mulheres brasileiras esperam viver, em média, 13,5 anos com multimorbidade e os homens 8,3 anos. Constatou-se grande diferença na expectativa de vida com multimorbidade quando comparadas as unidades da federação, com amplitude de 8,2 a 14,2 anos (aos 60 anos de idade). É importante considerar estas diferenças na priorização de ações e grupos para intervenção em saúde pública.<hr/>Abstract This study aims to analyze differences in life expectancy with and without multimorbidity (two or more chronic conditions) among older adults in Brazilian states, according to sex and age. Data from the Mortality Information System and population projections from the Brazilian Bureau of Geography and Statistics were used to create life tables for all states by sex. Information on the prevalence of multimorbidity was obtained from the 2013 National Health Survey (PNS). The Sullivan method was used to estimate life expectancy with and without multimorbidity and the proportion of expected life years with multimorbidity. The sample of older adults in the PNS included 11,697 subjects whose mean age was 70.08 years (SD ± 0.09). The proportion of expected years with multimorbidity increases with age (53.6% at age 60, and 57.3% at age 75). Women have higher life expectancy than men, but they live with multimorbidity more years. At age 60, Brazilian women expect to live, on average, 13.5 years with multimorbidity and men 8.3 years. There are major differences in life expectancy with multimorbidity across states – varying from 8.2 to 14.2 years (at age 60). It is important to consider these differences when defining priorities for public policies and public health interventions.<hr/>Resumen El objetivo del presente estudio es analizar las diferencias en la esperanza de vida con y sin multimorbilidad (dos o más afecciones crónicas) entre las personas mayores en los estados brasileños, según el sexo y la edad. Utilizamos datos de mortalidad del Sistema de Información de Mortalidad y proyecciones de población del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística para desarrollar tablas de vida para los estados, por sexo. La información sobre la prevalencia de multimorbilidad se obtuvo de la Encuesta Nacional de Salud (SNP) de 2013. Utilizando el método Sullivan estimamos la esperanza de vida con y sin multimorbilidad y la proporción de años vividos con multimorbilidad. La muestra de personas mayores en el PNS tenía un total de 11.697 encuestados, cuya edad promedio era de 70,08 años (SD 0,09 años). La proporción de años a vivir con multimorbilidad aumenta con la edad (53,6 % a los 60 y 57,3 % a los 75 años). Las mujeres tienen una esperanza de vida más larga que los hombres, pero viven en mayor cantidad con multimorbilidad. A los 60 años, las mujeres brasileñas esperan vivir, en promedio, 13,5 años con multimorbilidad y los hombres, 8,3 años. Hubo una gran diferencia en la esperanza de vida con multimorbilidad cuando se compararon las unidades de la federación, que oscilaron entre 8,2 y 14,2 años (a los 60 años de edad). Es importante tener en cuenta estas diferencias al priorizar acciones y grupos para la intervención de salud pública. <![CDATA[O colonato em sua concretude]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100500&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo do presente estudo é analisar diferenças na expectativa de vida com e sem multimorbidade (duas ou mais condições crônicas) entre idosos nos estados brasileiros, segundo sexo e idade. Foram utilizados os dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para elaborar tábuas de vida para os estados, por sexo. Informação sobre a prevalência de multimorbidade foi obtida a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. A partir do método de Sullivan, estimaram-se a expectativa de vida com e sem multimorbidade e a proporção de anos vividos com multimorbidade. A amostra de idosos da PNS possuía um total de 11.697 entrevistados, cuja idade média foi de 70,08 anos (DP 0,09 ano). A proporção de anos a serem vividos com multimorbidade aumenta com a idade (53,6% aos 60 anos e 57,3% aos 75 anos). Mulheres possuem expectativa de vida maior do que os homens, mas convivem mais com multimorbidade. Aos 60 anos, as mulheres brasileiras esperam viver, em média, 13,5 anos com multimorbidade e os homens 8,3 anos. Constatou-se grande diferença na expectativa de vida com multimorbidade quando comparadas as unidades da federação, com amplitude de 8,2 a 14,2 anos (aos 60 anos de idade). É importante considerar estas diferenças na priorização de ações e grupos para intervenção em saúde pública.<hr/>Abstract This study aims to analyze differences in life expectancy with and without multimorbidity (two or more chronic conditions) among older adults in Brazilian states, according to sex and age. Data from the Mortality Information System and population projections from the Brazilian Bureau of Geography and Statistics were used to create life tables for all states by sex. Information on the prevalence of multimorbidity was obtained from the 2013 National Health Survey (PNS). The Sullivan method was used to estimate life expectancy with and without multimorbidity and the proportion of expected life years with multimorbidity. The sample of older adults in the PNS included 11,697 subjects whose mean age was 70.08 years (SD ± 0.09). The proportion of expected years with multimorbidity increases with age (53.6% at age 60, and 57.3% at age 75). Women have higher life expectancy than men, but they live with multimorbidity more years. At age 60, Brazilian women expect to live, on average, 13.5 years with multimorbidity and men 8.3 years. There are major differences in life expectancy with multimorbidity across states – varying from 8.2 to 14.2 years (at age 60). It is important to consider these differences when defining priorities for public policies and public health interventions.<hr/>Resumen El objetivo del presente estudio es analizar las diferencias en la esperanza de vida con y sin multimorbilidad (dos o más afecciones crónicas) entre las personas mayores en los estados brasileños, según el sexo y la edad. Utilizamos datos de mortalidad del Sistema de Información de Mortalidad y proyecciones de población del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística para desarrollar tablas de vida para los estados, por sexo. La información sobre la prevalencia de multimorbilidad se obtuvo de la Encuesta Nacional de Salud (SNP) de 2013. Utilizando el método Sullivan estimamos la esperanza de vida con y sin multimorbilidad y la proporción de años vividos con multimorbilidad. La muestra de personas mayores en el PNS tenía un total de 11.697 encuestados, cuya edad promedio era de 70,08 años (SD 0,09 años). La proporción de años a vivir con multimorbilidad aumenta con la edad (53,6 % a los 60 y 57,3 % a los 75 años). Las mujeres tienen una esperanza de vida más larga que los hombres, pero viven en mayor cantidad con multimorbilidad. A los 60 años, las mujeres brasileñas esperan vivir, en promedio, 13,5 años con multimorbilidad y los hombres, 8,3 años. Hubo una gran diferencia en la esperanza de vida con multimorbilidad cuando se compararon las unidades de la federación, que oscilaron entre 8,2 y 14,2 años (a los 60 años de edad). Es importante tener en cuenta estas diferencias al priorizar acciones y grupos para la intervención de salud pública. <![CDATA[A migração mediterrânea e o mundo (neo)colonial na obra de Abdelmalek Sayad]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100501&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo do presente estudo é analisar diferenças na expectativa de vida com e sem multimorbidade (duas ou mais condições crônicas) entre idosos nos estados brasileiros, segundo sexo e idade. Foram utilizados os dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para elaborar tábuas de vida para os estados, por sexo. Informação sobre a prevalência de multimorbidade foi obtida a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. A partir do método de Sullivan, estimaram-se a expectativa de vida com e sem multimorbidade e a proporção de anos vividos com multimorbidade. A amostra de idosos da PNS possuía um total de 11.697 entrevistados, cuja idade média foi de 70,08 anos (DP 0,09 ano). A proporção de anos a serem vividos com multimorbidade aumenta com a idade (53,6% aos 60 anos e 57,3% aos 75 anos). Mulheres possuem expectativa de vida maior do que os homens, mas convivem mais com multimorbidade. Aos 60 anos, as mulheres brasileiras esperam viver, em média, 13,5 anos com multimorbidade e os homens 8,3 anos. Constatou-se grande diferença na expectativa de vida com multimorbidade quando comparadas as unidades da federação, com amplitude de 8,2 a 14,2 anos (aos 60 anos de idade). É importante considerar estas diferenças na priorização de ações e grupos para intervenção em saúde pública.<hr/>Abstract This study aims to analyze differences in life expectancy with and without multimorbidity (two or more chronic conditions) among older adults in Brazilian states, according to sex and age. Data from the Mortality Information System and population projections from the Brazilian Bureau of Geography and Statistics were used to create life tables for all states by sex. Information on the prevalence of multimorbidity was obtained from the 2013 National Health Survey (PNS). The Sullivan method was used to estimate life expectancy with and without multimorbidity and the proportion of expected life years with multimorbidity. The sample of older adults in the PNS included 11,697 subjects whose mean age was 70.08 years (SD ± 0.09). The proportion of expected years with multimorbidity increases with age (53.6% at age 60, and 57.3% at age 75). Women have higher life expectancy than men, but they live with multimorbidity more years. At age 60, Brazilian women expect to live, on average, 13.5 years with multimorbidity and men 8.3 years. There are major differences in life expectancy with multimorbidity across states – varying from 8.2 to 14.2 years (at age 60). It is important to consider these differences when defining priorities for public policies and public health interventions.<hr/>Resumen El objetivo del presente estudio es analizar las diferencias en la esperanza de vida con y sin multimorbilidad (dos o más afecciones crónicas) entre las personas mayores en los estados brasileños, según el sexo y la edad. Utilizamos datos de mortalidad del Sistema de Información de Mortalidad y proyecciones de población del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística para desarrollar tablas de vida para los estados, por sexo. La información sobre la prevalencia de multimorbilidad se obtuvo de la Encuesta Nacional de Salud (SNP) de 2013. Utilizando el método Sullivan estimamos la esperanza de vida con y sin multimorbilidad y la proporción de años vividos con multimorbilidad. La muestra de personas mayores en el PNS tenía un total de 11.697 encuestados, cuya edad promedio era de 70,08 años (SD 0,09 años). La proporción de años a vivir con multimorbilidad aumenta con la edad (53,6 % a los 60 y 57,3 % a los 75 años). Las mujeres tienen una esperanza de vida más larga que los hombres, pero viven en mayor cantidad con multimorbilidad. A los 60 años, las mujeres brasileñas esperan vivir, en promedio, 13,5 años con multimorbilidad y los hombres, 8,3 años. Hubo una gran diferencia en la esperanza de vida con multimorbilidad cuando se compararon las unidades de la federación, que oscilaron entre 8,2 y 14,2 años (a los 60 años de edad). Es importante tener en cuenta estas diferencias al priorizar acciones y grupos para la intervención de salud pública. <![CDATA[Do manuscrito ao livro, do livro ao leitor: os caminhos da modernidade]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100502&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo do presente estudo é analisar diferenças na expectativa de vida com e sem multimorbidade (duas ou mais condições crônicas) entre idosos nos estados brasileiros, segundo sexo e idade. Foram utilizados os dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para elaborar tábuas de vida para os estados, por sexo. Informação sobre a prevalência de multimorbidade foi obtida a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. A partir do método de Sullivan, estimaram-se a expectativa de vida com e sem multimorbidade e a proporção de anos vividos com multimorbidade. A amostra de idosos da PNS possuía um total de 11.697 entrevistados, cuja idade média foi de 70,08 anos (DP 0,09 ano). A proporção de anos a serem vividos com multimorbidade aumenta com a idade (53,6% aos 60 anos e 57,3% aos 75 anos). Mulheres possuem expectativa de vida maior do que os homens, mas convivem mais com multimorbidade. Aos 60 anos, as mulheres brasileiras esperam viver, em média, 13,5 anos com multimorbidade e os homens 8,3 anos. Constatou-se grande diferença na expectativa de vida com multimorbidade quando comparadas as unidades da federação, com amplitude de 8,2 a 14,2 anos (aos 60 anos de idade). É importante considerar estas diferenças na priorização de ações e grupos para intervenção em saúde pública.<hr/>Abstract This study aims to analyze differences in life expectancy with and without multimorbidity (two or more chronic conditions) among older adults in Brazilian states, according to sex and age. Data from the Mortality Information System and population projections from the Brazilian Bureau of Geography and Statistics were used to create life tables for all states by sex. Information on the prevalence of multimorbidity was obtained from the 2013 National Health Survey (PNS). The Sullivan method was used to estimate life expectancy with and without multimorbidity and the proportion of expected life years with multimorbidity. The sample of older adults in the PNS included 11,697 subjects whose mean age was 70.08 years (SD ± 0.09). The proportion of expected years with multimorbidity increases with age (53.6% at age 60, and 57.3% at age 75). Women have higher life expectancy than men, but they live with multimorbidity more years. At age 60, Brazilian women expect to live, on average, 13.5 years with multimorbidity and men 8.3 years. There are major differences in life expectancy with multimorbidity across states – varying from 8.2 to 14.2 years (at age 60). It is important to consider these differences when defining priorities for public policies and public health interventions.<hr/>Resumen El objetivo del presente estudio es analizar las diferencias en la esperanza de vida con y sin multimorbilidad (dos o más afecciones crónicas) entre las personas mayores en los estados brasileños, según el sexo y la edad. Utilizamos datos de mortalidad del Sistema de Información de Mortalidad y proyecciones de población del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística para desarrollar tablas de vida para los estados, por sexo. La información sobre la prevalencia de multimorbilidad se obtuvo de la Encuesta Nacional de Salud (SNP) de 2013. Utilizando el método Sullivan estimamos la esperanza de vida con y sin multimorbilidad y la proporción de años vividos con multimorbilidad. La muestra de personas mayores en el PNS tenía un total de 11.697 encuestados, cuya edad promedio era de 70,08 años (SD 0,09 años). La proporción de años a vivir con multimorbilidad aumenta con la edad (53,6 % a los 60 y 57,3 % a los 75 años). Las mujeres tienen una esperanza de vida más larga que los hombres, pero viven en mayor cantidad con multimorbilidad. A los 60 años, las mujeres brasileñas esperan vivir, en promedio, 13,5 años con multimorbilidad y los hombres, 8,3 años. Hubo una gran diferencia en la esperanza de vida con multimorbilidad cuando se compararon las unidades de la federación, que oscilaron entre 8,2 y 14,2 años (a los 60 años de edad). Es importante tener en cuenta estas diferencias al priorizar acciones y grupos para la intervención de salud pública. <![CDATA[Bônus demográfico no Brasil: do nascimento tardio à morte precoce pela Covid-19]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-30982020000100550&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O objetivo do presente estudo é analisar diferenças na expectativa de vida com e sem multimorbidade (duas ou mais condições crônicas) entre idosos nos estados brasileiros, segundo sexo e idade. Foram utilizados os dados de mortalidade do Sistema de Informações sobre Mortalidade e projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para elaborar tábuas de vida para os estados, por sexo. Informação sobre a prevalência de multimorbidade foi obtida a partir da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013. A partir do método de Sullivan, estimaram-se a expectativa de vida com e sem multimorbidade e a proporção de anos vividos com multimorbidade. A amostra de idosos da PNS possuía um total de 11.697 entrevistados, cuja idade média foi de 70,08 anos (DP 0,09 ano). A proporção de anos a serem vividos com multimorbidade aumenta com a idade (53,6% aos 60 anos e 57,3% aos 75 anos). Mulheres possuem expectativa de vida maior do que os homens, mas convivem mais com multimorbidade. Aos 60 anos, as mulheres brasileiras esperam viver, em média, 13,5 anos com multimorbidade e os homens 8,3 anos. Constatou-se grande diferença na expectativa de vida com multimorbidade quando comparadas as unidades da federação, com amplitude de 8,2 a 14,2 anos (aos 60 anos de idade). É importante considerar estas diferenças na priorização de ações e grupos para intervenção em saúde pública.<hr/>Abstract This study aims to analyze differences in life expectancy with and without multimorbidity (two or more chronic conditions) among older adults in Brazilian states, according to sex and age. Data from the Mortality Information System and population projections from the Brazilian Bureau of Geography and Statistics were used to create life tables for all states by sex. Information on the prevalence of multimorbidity was obtained from the 2013 National Health Survey (PNS). The Sullivan method was used to estimate life expectancy with and without multimorbidity and the proportion of expected life years with multimorbidity. The sample of older adults in the PNS included 11,697 subjects whose mean age was 70.08 years (SD ± 0.09). The proportion of expected years with multimorbidity increases with age (53.6% at age 60, and 57.3% at age 75). Women have higher life expectancy than men, but they live with multimorbidity more years. At age 60, Brazilian women expect to live, on average, 13.5 years with multimorbidity and men 8.3 years. There are major differences in life expectancy with multimorbidity across states – varying from 8.2 to 14.2 years (at age 60). It is important to consider these differences when defining priorities for public policies and public health interventions.<hr/>Resumen El objetivo del presente estudio es analizar las diferencias en la esperanza de vida con y sin multimorbilidad (dos o más afecciones crónicas) entre las personas mayores en los estados brasileños, según el sexo y la edad. Utilizamos datos de mortalidad del Sistema de Información de Mortalidad y proyecciones de población del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística para desarrollar tablas de vida para los estados, por sexo. La información sobre la prevalencia de multimorbilidad se obtuvo de la Encuesta Nacional de Salud (SNP) de 2013. Utilizando el método Sullivan estimamos la esperanza de vida con y sin multimorbilidad y la proporción de años vividos con multimorbilidad. La muestra de personas mayores en el PNS tenía un total de 11.697 encuestados, cuya edad promedio era de 70,08 años (SD 0,09 años). La proporción de años a vivir con multimorbilidad aumenta con la edad (53,6 % a los 60 y 57,3 % a los 75 años). Las mujeres tienen una esperanza de vida más larga que los hombres, pero viven en mayor cantidad con multimorbilidad. A los 60 años, las mujeres brasileñas esperan vivir, en promedio, 13,5 años con multimorbilidad y los hombres, 8,3 años. Hubo una gran diferencia en la esperanza de vida con multimorbilidad cuando se compararon las unidades de la federación, que oscilaron entre 8,2 y 14,2 años (a los 60 años de edad). Es importante tener en cuenta estas diferencias al priorizar acciones y grupos para la intervención de salud pública.