Scielo RSS <![CDATA[Contexto Internacional]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0102-852920030001&lang=en vol. 25 num. 1 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>The cosmopolitans</b>: <b>Kant and kantian themes in international relations</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292003000100001&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo discute o legado e os limites do paradigma kantiano em relações internacionais. Se as atuais reconstruções de Kant em relações internacionais enfatizam aspectos positivos das idéias liberais e institucionalistas, restringem-se, no entanto, à análise de princípios, não analisando o que na realidade impede sua realização. Na primeira parte, examina-se os princípios jurídicos que Kant apresentou como condição para a paz: 1) a pacificação da ordem internacional depende da democratização da ordem interna; 2) as relações entre os Estados devem ser submetidas ao direito internacional; 3) os indíviduos devem ser considerados como cidadãos do mundo, conforme um direito cosmopolita. Na segunda parte, mostra-se como estes princípios orientaram o movimento pacifista, bem como o assim chamado "idealismo-utópico" no entre-guerras. Em seguida, verifica-se como estes princípios foram objeto de crítica do realismo do pós-Segunda Guerra, para quem: 1) a democracia na ordem interna não influencia a paz na ordem externa; 2) a paz nas relações internacionais pode ser assegurada não pelo direito internacional, mas por alianças militares; 3) os ideais cosmopolitas "moralizam" as relações internacionais, transformando os conflitos políticos em conflitos entre o "bem" e o "mal". Por fim, investiga-se como análises contemporâneas se orientam pelos princípios kantianos, em oposição ao realismo da razão de Estado. Isso mostra que tal paradigma é necessário, mas não suficiente para a análise das relações internacionais, por não inserir a afirmação de princípios na análise das relações hegemônicas que caracterizam o cenário internacional.<hr/>This article discusses the legacy and limits of the Kantian paradigm in international relations. Contemporary Kantian reconstructions in international relations emphasise the positive aspects of liberal and institutional ideas, although they restrict themselves to the analysis of principles, and do not analyse what impedes the realisation of these principles. The first part of the paper analyses juridical principles that Kant established as conditions for peace: 1) Pacification of international order depends on democratisation of internal order; 2) Relations between states must be subject to international law; 3) Individuals must be considered as world citizens, according to cosmopolitan law. The second part shows how these principles have defined and oriented the pacifist movement as well as so-called "utopian-idealism" in the between-wars period. Further, it analyses realist criticism of those principles in post-war periods, according to which: 1) Democracy in internal order does not influence peace in international order; 2) Peace in international relations can be assured not by international law, but by military alliances; 3) Cosmopolitan ideals "moralise" international relations, transforming political conflict into a contention between "good" and "evil". Finally, it investigates how contemporary analyses orient themselves to Kantian principles, as opposed to realism (reason of state). This shows that this paradigm, while necessary, is not sufficient for analyses of international relations, since it does not consider the affirmation of principles in the analyses of hegemonic relations that characterize the international scene. <![CDATA[<b>The Copenhagen school's contribution to the area of international security studies</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292003000100002&lng=en&nrm=iso&tlng=en O objetivo do artigo é apresentar a contribuição da Escola de Copenhague para a área de estudos de segurança internacional. Para tanto, será brevemente examinado o debate metateórico da área, assim como o contexto histórico no qual a Escola foi fundada. Em seguida, o artigo apresenta as críticas feitas às teses por ela formuladas. Finalmente, tornar-se-á claro que, além de terem dado uma contribuição significativa aos estudos de segurança, os trabalhos da Escola também contribuíram para a área de teoria das Relações Internacionais.<hr/>This article seeks to introduce the Copenhagen's School contribution to the area of international security studies. It does so by discussing briefly the metatheoretical debate of the area, as well the historical context in which the School was founded. It will also be necessary to analyse the main concepts and theoretical perspectives developed by the School. Thereafter, the article shall present the criticism made to the School's contribution. At last, it may become clear that the School's contribution has gone beyond the area of security studies since it has also contributed to the area of theory of international relations. <![CDATA[<b>Ethics and violence in international relations theory</b>: <b>considerations after September 11</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292003000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=en Os atentados de setembro de 2001 representaram a mais significativa expressão de emprego da violência contra um estado soberano por um agente não-estatal na história do sistema internacional moderno. Esta constatação, por si mesma, deveria convidar ao debate sobre o estatuto do estado soberano na política mundial hoje, bem como dos fundamentos éticos constitutivos do sistema internacional. Lamentavelmente, boa parte da discussão se concentrou na resposta norte-americana e suas conseqüências, circunscrevendo-a aos parâmetros convencionais da lógica da anarquia. As condenações ao ato terrorista em si reproduziram, freqüentemente, a dualidade entre avaliação ética e análise política e caíram, inevitável e rapidamente, na irrelevância. Este trabalho levanta algumas questões sobre o uso da força na política internacional, de maneira a contribuir para uma reflexão sobre os fundamentos éticos da economia da violência no mundo, como parte de um esforço mais amplo de reformulação da teoria de relações internacionais.<hr/>The attacks of September 2001 were the most significant instance of the use of force by a non-state agent against a sovereign state in the history of the modern international system. An event of such significance should, in itself, stimulate further discussion about the standing of states in world politics, as wells as on the ethical foundations of today's international system. Unfortunately, most debates have focused on the US response to the attacks and their consequences, circumscribed by the conventional standards of the logic of anarchy. Condemnations of the attacks have often reproduced the duality between ethical considerations and political analysis. This work raises some questions about the use of force in world politics in an attempt to contribute to a discussion about the ethical basis of the economy of violence today. <![CDATA[<b>The role of Brazilian congress in the FTAA and Mercosur negotiations</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292003000100004&lng=en&nrm=iso&tlng=en A elaboração da política externa brasileira é, segundo a Constituição de 1988, atribuída ao poder Executivo, restando ao Legislativo após negociações, a função de ratificar ou vetar os tratados internacionais. No entanto, mesmo reconhecendo a hegemonia do poder Executivo no processo decisório em matéria de política externa, acredito que o poder Legislativo tem uma participação efetiva no processo, ou seja, o comportamento dos parlamentares corresponde aos seus interesses. O papel de ambos poderes na formulação da política externa brasileira é mais complexo do que está estabelecido na Constituição. Nesse contexto, este artigo examina a relação entre os poderes Executivo e Legislativo na formulação da política externa relacionada com os acordos comerciais, tais como com o Mercosul e a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).<hr/>According to the 1988 Constitution, the elaboration of Brazilian foreign policy is attributed to the executive branch, leaving the legislative branch the role of accepting or rejecting international treaties after the negotiations have taken place. Even though the executive has a greater role on the decision-making process, I believe that the legislative branch has an efficient participation on that process. That is, the behaviour of legislators correspond to their interests. The role of both branches in the formulation of Brazilian foreign policy is more complex than the attributions stated in the Constitution. In this context, this article evaluates the relation between the executive and the legislative branches in the formulation of Brazilian foreign policy related to trade agreements such as Mercosur and Free Trade Area of the Americas (FTAA). <![CDATA[<b>The brazilian business awakening to the african market from the 1970's to 1990</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292003000100005&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo traz reflexões acerca da presença empresarial brasileira no mercado africano enfocando os empreendimentos nacionais que atuaram no comércio Brasil-África entre as décadas de 70 e de 90. O texto busca identificar os motivos que levaram ao acentuado crescimento do comércio naquele período e as perspectivas que se abriram para o empresário brasileiro que deseja efetuar negócios junto ao mercado africano. Por meio de pesquisa bibliográfica, entrevistas com executivos que atuaram na África no período mencionado e com especialistas em comércio exterior, constatou-se que nos anos mencionados o governo brasileiro concedeu generosos incentivos aos empreendimentos voltados para o mercado africano. Com o fim dessa política privilegiada, muitas empresas fracassaram mas algumas permanecem em atividade, propiciando importantes lições a empreendedores que desejam iniciar negócios no mercado africano. Verifica-se que a despeito da redução do apoio estatal e das mudanças no cenário econômico (interno e externo) brasileiro, as oportunidades comerciais no continente africano existem e muitas delas são ignoradas pelos homens de negócios, que tendem a julgar a África como um todo em função dos aspectos negativos ressaltados pela imprensa, da mesma forma que muitos empresários africanos desconhecem a qualidade dos serviços e produtos brasileiros.<hr/>This article brings reflections concerning the Brazilian business presence in the African market focusing on national enterprises that acted in the trade Brazil-Africa during the 1970's to the 90's. The article aims to identify both the motivations that made the trade to grow strongly in that period, and the perspectives that came about for the Brazilian entrepreneur that wanted to do businesses with the African market. Through bibliographical research, interviews with executives that acted in Africa in the mentioned period and with specialists in foreign trade, it was verified that in the mentioned years the Brazilian government granted generous incentives to those enterprises interested in the African market. With the end of these grants, many companies failed. Those companies that stayed in business became important source of lessons to entrepreneurs that want to do business in Africa. It is verified that in spite of the reduction of the government support and of the changes in the Brazilian economic scenery, the commercial opportunities in the African continent exist. Many of the opportunities are unknown to the businessmen that tend to misjudge Africa influenced by the negative aspects brought to the public by the press, in the same way that many African entrepreneurs ignore the quality of the services and of the Brazilian products. <![CDATA[<b>Resenha identities, borders, orders</b>: <b>rethinking international relations theory</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-85292003000100006&lng=en&nrm=iso&tlng=en Este artigo traz reflexões acerca da presença empresarial brasileira no mercado africano enfocando os empreendimentos nacionais que atuaram no comércio Brasil-África entre as décadas de 70 e de 90. O texto busca identificar os motivos que levaram ao acentuado crescimento do comércio naquele período e as perspectivas que se abriram para o empresário brasileiro que deseja efetuar negócios junto ao mercado africano. Por meio de pesquisa bibliográfica, entrevistas com executivos que atuaram na África no período mencionado e com especialistas em comércio exterior, constatou-se que nos anos mencionados o governo brasileiro concedeu generosos incentivos aos empreendimentos voltados para o mercado africano. Com o fim dessa política privilegiada, muitas empresas fracassaram mas algumas permanecem em atividade, propiciando importantes lições a empreendedores que desejam iniciar negócios no mercado africano. Verifica-se que a despeito da redução do apoio estatal e das mudanças no cenário econômico (interno e externo) brasileiro, as oportunidades comerciais no continente africano existem e muitas delas são ignoradas pelos homens de negócios, que tendem a julgar a África como um todo em função dos aspectos negativos ressaltados pela imprensa, da mesma forma que muitos empresários africanos desconhecem a qualidade dos serviços e produtos brasileiros.<hr/>This article brings reflections concerning the Brazilian business presence in the African market focusing on national enterprises that acted in the trade Brazil-Africa during the 1970's to the 90's. The article aims to identify both the motivations that made the trade to grow strongly in that period, and the perspectives that came about for the Brazilian entrepreneur that wanted to do businesses with the African market. Through bibliographical research, interviews with executives that acted in Africa in the mentioned period and with specialists in foreign trade, it was verified that in the mentioned years the Brazilian government granted generous incentives to those enterprises interested in the African market. With the end of these grants, many companies failed. Those companies that stayed in business became important source of lessons to entrepreneurs that want to do business in Africa. It is verified that in spite of the reduction of the government support and of the changes in the Brazilian economic scenery, the commercial opportunities in the African continent exist. Many of the opportunities are unknown to the businessmen that tend to misjudge Africa influenced by the negative aspects brought to the public by the press, in the same way that many African entrepreneurs ignore the quality of the services and of the Brazilian products.