Scielo RSS <![CDATA[Tempo Social]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0103-207020200001&lang=pt vol. 32 num. 1 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[Sindicalismo e neoliberalismo: Oito países, oito experiências e um inimigo comum]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[Neoliberalimo e sindicatos na Grã-Bretanha]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract For the past 30 years, Britain’s ruling class has been deeply split over membership of the European Union. This came to a head over the referendum on so-called “Brexit”. The Conservative Party (Tories) was split into “Remain” and “Leave” wings, both neoliberal, but with a different interpretation of the best way to make profits for the section of British capitalism each represents. Meanwhile the Labour Party is divided between the pro-business, neoliberal wing and the social democratic, reformist wing. The trade unions, with one or two notable exceptions, have conducted their activities within the parameters of parliamentary politics and desperately hoped for a Labour victory. The recent general election gave complete victory to the “Leave” Tories, which is potentially disastrous for the trade unions and their members.<hr/>Resumo Nos últimos trinta anos, a classe dominante britânica sofreu uma profunda divisão em relação à questão da Grã-Bretanha fazer ou não parte da União Europeia. A divisão culminou no referendo do chamado “Brexit”. O Partido Conservador (Tories) se dividiu entre os favoráveis à permanência e os favoráveis a deixar a União Europeia, duas alas neoliberais com interpretações diferentes sobre a melhor maneira de conquistar lucros para a seção do capitalismo britânico que cada uma representa. O Partido Trabalhista se dividiu entre a ala neoliberal, favorável aos negócios, e a ala reformista, social democrata. Os sindicatos, com uma ou duas notáveis exceções, conduziram suas atividades conforme os parâmetros da política parlamentar e ansiaram, desesperadamente, uma vitória trabalhista. A recente eleição geral deu vitória total aos Tories, favoráveis a deixar a União Europeia, o que é potencialmente desastroso para os sindicatos e seus membros. <![CDATA[O projeto de liberalização na Índia e o futuro dos sindicatos]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100029&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract India’s ruling class, since the liberalisation period that began in 1991, has attempted to fragment and weaken India’s trade union movement. The main instrument for this weakening is to be the IMF-drive ‘labour market reform’ agenda. However, the Indian working class has struggled against the structural process of being integrated into the global value chain, a process that has put pressure on the trade union movement even as trade union laws remain in place. Drawing upon a survey we have conducted amongst garment workers in the Delhi region, we describe the nature of the class struggle faced by Indian workers, and we introduce the reader to the character of the resistance offered by the workers and the unions.<hr/>Resumo A classe dominante da Índia, desde o período de liberalização iniciado em 1991, tentou fragmentar e enfraquecer o movimento sindical do país. O principal instrumento para esse enfraquecimento é a agenda da “reforma do mercado de trabalho”, impulsionada pelo Fundo Monetário Internacional. No entanto, a classe trabalhadora indiana lutou contra o processo estrutural de integração à cadeia de valor global, um processo que pressionou o movimento sindical, mesmo com as leis sindicais em vigor. Com base em uma pesquisa que realizamos entre trabalhadores da confecção de roupas na região de Délhi, descrevemos a natureza da luta de classes enfrentada pelos trabalhadores indianos e apresentamos ao leitor o caráter da resistência oferecida pelos trabalhadores e pelos sindicatos. <![CDATA[A longa crise italiana: Reformas socioeconômicas e conflito sindical]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100053&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O artigo apresenta um quadro das principais reformas econômicas e sociais promovidas pelos governos italianos antes e depois da crise de 2008 e as tendências neoliberais que permeiam os governos de centro-direita e centro-esquerda no país. Nesse sentido, analisamos a difícil relação entre a principal central sindical italiana com o principal partido reformista de esquerda, também à luz da crise do modelo neocorporativista de relações industriais. A central ainda mantém um alto nível de adesão que nem sempre corresponde a uma capacidade igual de mobilização. As greves nas grandes empresas mostram redução clara e são constantes nos serviços públicos. A ausência de pesquisas sistemáticas, no entanto, dificulta a avaliação precisa dessa forma de conflito. Por fim, observamos que as ferramentas utilizadas pelo sindicato diferem cada vez mais daquelas do passado em relação à oposição às reformas econômicas e sociais.<hr/>Abstract The article presents a picture of the main economic and social reforms promoted by Italian governments before and after the 2008 crisis and the neoliberal tendencies that have pervaded both the centre-right and centre-left governments. In this regard we have analysed the difficult relationship of the main Italian trade union with the main reformist left party, also in light of crisis of neo-corporatism model of industrial relations. The union still confirms a high level of adherence which does not always correspond to an equal capacity for mobilization. The strikes in large companies show a net reduction and are constant in the public utilities. The absence of systematic surveys, however, makes it difficult to accurately assess of this form of conflict. Finally, we observe that the tools used by the union have increasingly differed at least with reference to the contrast of economic and social reforms. <![CDATA[O movimento sindical organizado diante da ofensiva da oligarquia financeira: Argentina, 2016-2019]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100075&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen En diciembre de 2015 retornó al gobierno la fuerza social acaudillada por la oligarquía financiera dando continuidad al período contrarrevolucionario iniciado a mediados de la década de 1970 que acompaña el desarrollo del capitalismo predominantemente en profundidad y genera una creciente masa de población sobrante para las necesidades del capital. Ese retorno, en un momento descendente de la lucha de la clase obrera, fue posible por la fractura del movimiento sindical y de la alianza social popular. Los resultados de la política económica del nuevo gobierno fueron una fuerte caída de la actividad productiva, aumento de la desocupación, fuerte inflación con deterioro del salario real e importante crecimiento de la pobreza. Pronto comenzaron las protestas, tanto de la capa más acomodada de la clase obrera como de la más pobre, que en general, y a diferencia de las décadas anteriores, no sólo se movilizaron conjuntamente sino establecieron relaciones orgánicas, a pesar de las numerosas fracciones político-sindicales en que estaban divididas. La resistencia se manifestó en seis huelgas generales y numerosas protestas callejeras entre las que se destaca la de diciembre de 2017, que desbordó el sistema institucional. Las demandas sindicales planteadas apuntaron a reivindicaciones económicas inmediatas (paritarias libres, contra despidos) y contra la política económica del gobierno en general, especialmente contra la implementación de las reformas laboral, jubilatoria y tributaria y el acuerdo con el FMI.<hr/>Abstract On December 2015 the social force led by the financial oligarchy returned to the government, giving continuity to the counterrevolutionary period that started in the mid-seventies. Among its main features are the expansion of capitalism in depth and the generation of an increasing surplus population. Its return was made possible by the division of the trade union movement and the popular social alliance. The new government’s policy gave way to an important decline of productive activity, a fall of wages produced by inflation and an important increase of unemployment and poverty. Soon protests began, performed by all the layers of the working class, moving together and establishing organic relations between them. Six general strikes and numerous street demonstrations were the main forms of resistance, which included one in December 2017 that overflowed the institutional system. Unions demands were for immediate economic goals (free discussion of salaries, against layoffs) and against the government’s economic policy, especially against labor, retirement and tax reforms, and the agreement with the IMF.<hr/>Resumo Em dezembro de 2015, a força social liderada pela oligarquia financeira retornou ao governo argentino dando continuidade ao período contrarrevolucionário iniciado em meados da década de 1970 que acompanha o desenvolvimento do capitalismo predominantemente e em profundidade e gera uma massa crescente de população excedente para as necessidades de capital. Esse retorno, em um momento decadente da luta da classe trabalhadora, foi possibilitado pela fratura do movimento sindical e da aliança social popular. Os resultados da política econômica do novo governo foram uma queda acentuada da atividade produtiva, aumento do desemprego, inflação forte com deterioração dos salários reais e crescimento significativo da pobreza. Logo começaram os protestos, tanto da camada mais remediada da classe trabalhadora quanto da mais pobre, que em geral, e diferentemente das décadas anteriores, não apenas se mobilizaram juntas, mas estabeleceram relações orgânicas, apesar de numerosas frações político-sindicais em que estavam divididas. A resistência se manifestou em seis greves gerais e numerosos protestos de rua, incluindo o de dezembro de 2017, que transbordou o sistema institucional. As demandas sindicais apontaram para demandas econômicas imediatas (paritárias livres, contra demissões) e contra a política econômica do governo em geral, principalmente contra a implementação de reformas trabalhistas, de aposentadoria e tributação e o acordo com o FMI. <![CDATA[A luta por um novo regime de trabalho: o caso norte-americano]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100099&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This essay examines the American labor movement since the 2008 economic crisis. I begin with a brief review of the structural, institutional, and organizational conditions for labor before the crisis, including changes in employment and the labor force, the conflict between New Deal and anti-union labor regimes, and the emergence of new repertoires in the labor movement. These form the context for the financial crash, and the failure of policy to challenge corporate power. I then discuss the conservative political offensive against unions and movement initiatives at state and local levels. The conflicts have intensified under the Trump administration, with a resurgence of strike activity and the polarization of institutions governing labor and civic life.<hr/>Resumo O artigo estuda o movimento sindical norte-americano desde a crise econômica de 2008. Reconstruímos, inicialmente, as condições estruturais, institucionais e organizacionais do trabalho antes da crise, incluindo mudanças no emprego e na força de trabalho, o conflito entre New Deal e regimes de trabalho antissindicais e a emergência de novos repertórios no movimento sindical. Discutimos, em seguida, a ofensiva política conservadora contra os sindicatos e as iniciativas do movimento no plano federal e local. Os conflitos se intensificaram durante a administração Trump, com o ressurgimento da atividade grevista e a polarização das instituições que governam o trabalho e a vida civil. <![CDATA[O movimento sindical sul-africano: um terreno fragmentado e instável]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100119&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This paper reviews the state of the South African labour movement. It discusses trade unions within the context of national political dynamics, including the Tripartite Alliance and neoliberalism, as well as growing precarianization of work within South Africa. It examines splits within the major federation and explores debates around union renewal and new worker organizations. It argues that the political terrain is fragmented and shifting, but workers’ collective labour politics abides.<hr/>Resumo Este artigo analisa o estado do movimento sindical sul-africano. Discute os sindicatos no contexto da dinâmica política nacional, incluindo a Aliança Tripartite e o neoliberalismo, bem como a crescente pré-arianização do trabalho na África do Sul. Ele examina as divisões dentro da grande federação e explora os debates em torno da renovação sindical e das novas organizações de trabalhadores. Argumenta-se que o terreno político é fragmentado e instável, mas a política coletiva de trabalho dos trabalhadores permanece. <![CDATA[A recomposição da ação sindical na França em um contexto de reformas liberais]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100137&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Abstract This article reviews how French trade union are coping with the neo-liberal policies since the early 1980s. It shows their divergent reactions, and how these liberal reforms are implemented in a context of transformation of trade union action: the use of strikes is more difficult at the same time as the relationship between trade unions and collective bargaining is transformed in a logic of depoliticizing their strategies of action. These developments did not prevent a resurgence of strikes in the 2000s. It reveals the limits of the trade unions’ power of political influence, that implies the use of collective action. However, strikes have declined further in recent years, revealing the weakening of trade union mobilisation power.<hr/>Resumo O artigo examina como o sindicalismo francês enfrenta, desde o início dos anos de 1980, as políticas neo-liberais. Identificamos suas reações divergentes e como as reformas neo-liberais são implementadas em um contexto de transformação da ação sindical: o uso das greves é mais difícil e a relação entre os sindicatos e a negociação coletiva é transformada em uma lógica que despolitiza suas estratégias de ação. Esses desenvolvimentos, porém, não impediram o ressurgimento das greves nos anos 2000. O artigo revela ainda os limites da força de influência política dos sindicatos, que implica o uso da ação coletiva. Nos últimos anos, as greves declinaram, revelando o enfraquecimento do poder de mobilização dos sindicatos. <![CDATA[O sindicalismo brasileiro diante da ofensiva neoliberal restauradora]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100157&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este artigo tem com objetivo discutir a situação e a atuação do sindicalismo brasileiro no contexto da crise internacional de 2008 e, sobretudo, diante da crise econômica e política deflagrada no segundo mandato de Dilma Rousseff. Para isso, examinaremos alguns temas que afetam mais diretamente os direitos dos trabalhadores sindicalmente representados no Brasil.<hr/>Abstract This article aims to discuss the situation and the performance of Brazilian unionism in the context of the international crisis of 2008 and especially after the economic and political crisis triggered in the second term of Dilma Rousseff. For this, we will examine some issues that most directly affect the rights of unionized workers in Brazil. <![CDATA[Pierre Bourdieu e Raymond Williams: correspondência, encontro e referências cruzadas]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100183&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo A breve e concentrada correspondência entre Raymond Williams (1921-1988) e Pierre Bourdieu (1930-2002) comprova a existência de relações concretas, de mão dupla, entre os autores galês e francês, muito sugestivas para se pensar o desenvolvimento da sociologia da cultura europeia na segunda metade do século XX. O objetivo principal deste texto é recensear os contatos que eles mantiveram, além da correspondência, por meio de citações cruzadas, de um seminário em Paris no ano de 1976 e de um texto crítico de Williams em parceria com Nicholas Garnham, publicado em 1980, sobre a obra de Bourdieu, em seguida à publicação de A distinção na França.<hr/>Abstract The brief and focused correspondence between Raymond Williams (1921-1988) and Pierre Bourdieu (1930-2002) proves the existence of actual and mutual relations between the Welsh and French authors, which are worthy of discussion in order to reflect on the development of the European sociology of culture during the second half of the twentieth century. The main purpose of this article is to recover the contacts they had, apart from the correspondence, through crossed citations, a seminar in Paris in 1976 and a critical text by Williams in partnership with Nicholas Garnham, published in 1980, on the work of Bourdieu after La distinction was published in France. <![CDATA[A militarização dos presídios brasileiros]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100227&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Este trabalho analisa a presença de policiais militares nos presídios brasileiros, a sua distribuição nas unidades federativas e as principais características dos estabelecimentos onde eles atuam. Além de revisão bibliográfica, a metodologia abrangeu estatística descritiva e análise de regressão, com base em informações do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias. Constatou-se que os policiais militares atuam em 23% dos presídios e em dezoito estados brasileiros. Entre as características das prisões onde esses profissionais estão presentes destacam-se: têm um quadro mais diversificado de servidores, não apresentam superlotação e registram menor número de visitas aos presos.<hr/>Abstract This paper analyzes the presence of military police in Brazilian prisons, their distribution in the federal units and the main characteristics of the establishments where they operate. In addition to a bibliographic review, the methodology covered descriptive statistics and regression analysis, based on information from the National Penitentiary Information Survey. It was found that military police act in 23% of prisons and in 18 Brazilian states. Among the characteristics of the prisons where these professionals are present, the following stand out: they have a more diversified staff, do not have overcrowding and register fewer visits to prisoners. <![CDATA[Indiferenciação por diferença: Implicações da governamentalidade neoliberal para a teoria sociológica]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100247&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo Buscamos realizar uma leitura do conceito de governamentalidade neoliberal e suas ressonâncias em conceitos como sociedade de controle e novo espírito do capitalismo, como uma modulação específica de crítica ao enunciado da autonomização das esferas sociais. Diferente de uma crítica a esse enunciado que aponta para um processo de indiferenciação por identidade , levado a cabo pelo domínio da racionalidade instrumental, percebemos, a partir do Nascimento da Biopolítica , um diagnóstico do contemporâneo como perpassado por uma dinâmica de indiferenciação por diferença , operado por práticas e discursos que induzem a uma diferenciação crescente dos sujeitos, porém enquadrados sob o modelo do empresário de si e do capital humano.<hr/>Abstract We seek to make a reading of the concept of neoliberal governmentality and its resonances in concepts such as society of control and new spirit of capitalism, as a specific modulation of the critique to the statement of the autonomization of social spheres. Unlike a critique of this statement that points to a process of undifferentiation by identity , carried out by the dominance of instrumental rationality, we perceive, from the Birth of Biopolitics , a diagnosis of the contemporary as perpassed by a dynamic of undifferentiation by difference , operated by practices and discourses that induce an increasing differentiation of the subjects, but framed under the model of the entrepreneur of the self and human capital. <![CDATA[Contribuições da metateoria estruturalista para a sociologia: um possível diálogo com Turner]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100265&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumen La etapa contemporánea de la filosofía de la ciencia – en lo que atañe a la noción de teoría, etapa semanticista – no logra influenciar las discusiones metateóricas realizadas por sociólogos acerca de la sociología. Dichas discusiones siguen bajo el ala de las perspectivas clásica e historicista, ignorando completamente a la semanticista. El objetivo de este trabajo es acercar la Metateoría Estructuralista a esas discusiones, en particular, a algunas ideas presentadas por Turner. Se expondrán, brevemente, tanto la concepción de teoría como las concepciones de ley fundamental de una teoría y de contrastación de la Metateoría Estructuralista, para finalmente proceder con el análisis de algunas cuestiones planteadas por Turner acerca de la metateoría sociológica.<hr/>Resumo A etapa contemporânea da filosofia da ciência – no que diz respeito à noção de teoria, a etapa semanticista – não influencia as discussões metateóricas realizadas pelos sociólogos sobre sociologia. Essas discussões permanecem sob a asa das perspectivas clássicas e historicistas, ignorando completamente a semanticista. O objetivo deste artigo é aproximar a Metateoria Estruturalista dessas discussões, em particular de algumas das ideias apresentadas por Turner. Tanto a concepção de teoria, como as concepções de lei fundamental de uma teoria e de contrastação, da Metateoria Estruturalista, serão brevemente apresentadas, para finalmente prosseguir com a análise de algumas questões levantadas por Turner sobre a metateoria sociológica.<hr/>Abstract The contemporary stage of the philosophy of science – as regards the notion of theory, semanticist stage – fails to influence the metatheoretical discussions made by sociologists about sociology. These discussions continue under classical and historicist perspectives, completely ignoring the semanticist perspective. The objective of this work is to bring the Structuralist Metatheory to these discussions, specifically to some ideas presented by Turner. They will be briefly presented both the conception of theory of the Structuralist Metatheory and the conceptions of the fundamental law of a theory and of contrast to, finally, proceed to the analysis of some questions raised by Turner about the sociological metatheory. <![CDATA[Como elaborar um passado traumático? O caso da Villa Grimaldi (Chile)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100291&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O Parque por la Paz Villa Grimaldi foi aberto ao público em Santiago, no Chile, em 1997, em um lugar onde, na época da ditadura militar daquele país (1973-1989), a polícia política de Pinochet torturava até a morte. O parque, um dos primeiros casos de transformação de um lugar de barbárie em um lugar de cultura e memória, mostra, no entanto, que a oposição entre “memória” e “recalque” não é suficiente para resumir a situação atual de confrontação entre uma amnésia organizada pelos (ex-)militares através das leis de (auto)anistia impostas à sociedade no momento da transição democrática e uma luta pelo reconhecimento conduzida pelos familiares das vítimas, seja no Chile, na Argentina, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo. Este caso ilustra que uma memória voluntarista que tenta estruturar uma memória pública pressupõe também um recorte que não impede o lugar escolhido de fazer ressurgir uma memória imprevista.<hr/>Abstract The Parque por la Paz Villa Grimaldi opened its doors to the public in 1997, at the place where, at the times of military dictatorship (1973-1989), Pinochet’s political police tortured until death. One of the first cases of a site of barbarism turned into a site of culture and of memory, the park shows however that the opposition between “memory” and “repression” (in the Freudian sense) is not enough to sum up the actual situation of an opposition between an amnesia organized by (ex-)militaries through laws of (auto-)amnesty and the struggle for recognition leaded by families of the victims, be it in Chile, in Argentine, in Brazil, or in another part of the world. It is a good example that a voluntarist memory attempting to structure a public memory also presupposes a cut that doesn’t prevent the chosen site to make resurfacing an unexpected memory. <![CDATA[O “relato de vida” como método das ciências sociais: Entrevista com Daniel Bertaux]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100319&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O Parque por la Paz Villa Grimaldi foi aberto ao público em Santiago, no Chile, em 1997, em um lugar onde, na época da ditadura militar daquele país (1973-1989), a polícia política de Pinochet torturava até a morte. O parque, um dos primeiros casos de transformação de um lugar de barbárie em um lugar de cultura e memória, mostra, no entanto, que a oposição entre “memória” e “recalque” não é suficiente para resumir a situação atual de confrontação entre uma amnésia organizada pelos (ex-)militares através das leis de (auto)anistia impostas à sociedade no momento da transição democrática e uma luta pelo reconhecimento conduzida pelos familiares das vítimas, seja no Chile, na Argentina, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo. Este caso ilustra que uma memória voluntarista que tenta estruturar uma memória pública pressupõe também um recorte que não impede o lugar escolhido de fazer ressurgir uma memória imprevista.<hr/>Abstract The Parque por la Paz Villa Grimaldi opened its doors to the public in 1997, at the place where, at the times of military dictatorship (1973-1989), Pinochet’s political police tortured until death. One of the first cases of a site of barbarism turned into a site of culture and of memory, the park shows however that the opposition between “memory” and “repression” (in the Freudian sense) is not enough to sum up the actual situation of an opposition between an amnesia organized by (ex-)militaries through laws of (auto-)amnesty and the struggle for recognition leaded by families of the victims, be it in Chile, in Argentine, in Brazil, or in another part of the world. It is a good example that a voluntarist memory attempting to structure a public memory also presupposes a cut that doesn’t prevent the chosen site to make resurfacing an unexpected memory. <![CDATA[Gérard Duménil e Dominique Lévy. Managerial capitalism: ownership, management and the coming new mode of production]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100347&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O Parque por la Paz Villa Grimaldi foi aberto ao público em Santiago, no Chile, em 1997, em um lugar onde, na época da ditadura militar daquele país (1973-1989), a polícia política de Pinochet torturava até a morte. O parque, um dos primeiros casos de transformação de um lugar de barbárie em um lugar de cultura e memória, mostra, no entanto, que a oposição entre “memória” e “recalque” não é suficiente para resumir a situação atual de confrontação entre uma amnésia organizada pelos (ex-)militares através das leis de (auto)anistia impostas à sociedade no momento da transição democrática e uma luta pelo reconhecimento conduzida pelos familiares das vítimas, seja no Chile, na Argentina, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo. Este caso ilustra que uma memória voluntarista que tenta estruturar uma memória pública pressupõe também um recorte que não impede o lugar escolhido de fazer ressurgir uma memória imprevista.<hr/>Abstract The Parque por la Paz Villa Grimaldi opened its doors to the public in 1997, at the place where, at the times of military dictatorship (1973-1989), Pinochet’s political police tortured until death. One of the first cases of a site of barbarism turned into a site of culture and of memory, the park shows however that the opposition between “memory” and “repression” (in the Freudian sense) is not enough to sum up the actual situation of an opposition between an amnesia organized by (ex-)militaries through laws of (auto-)amnesty and the struggle for recognition leaded by families of the victims, be it in Chile, in Argentine, in Brazil, or in another part of the world. It is a good example that a voluntarist memory attempting to structure a public memory also presupposes a cut that doesn’t prevent the chosen site to make resurfacing an unexpected memory. <![CDATA[Marcelo Neves. Constituição e Direito na modernidade periférica: uma abordagem teórica e uma interpretação do caso brasileiro]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-20702020000100355&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Resumo O Parque por la Paz Villa Grimaldi foi aberto ao público em Santiago, no Chile, em 1997, em um lugar onde, na época da ditadura militar daquele país (1973-1989), a polícia política de Pinochet torturava até a morte. O parque, um dos primeiros casos de transformação de um lugar de barbárie em um lugar de cultura e memória, mostra, no entanto, que a oposição entre “memória” e “recalque” não é suficiente para resumir a situação atual de confrontação entre uma amnésia organizada pelos (ex-)militares através das leis de (auto)anistia impostas à sociedade no momento da transição democrática e uma luta pelo reconhecimento conduzida pelos familiares das vítimas, seja no Chile, na Argentina, no Brasil ou em qualquer outra parte do mundo. Este caso ilustra que uma memória voluntarista que tenta estruturar uma memória pública pressupõe também um recorte que não impede o lugar escolhido de fazer ressurgir uma memória imprevista.<hr/>Abstract The Parque por la Paz Villa Grimaldi opened its doors to the public in 1997, at the place where, at the times of military dictatorship (1973-1989), Pinochet’s political police tortured until death. One of the first cases of a site of barbarism turned into a site of culture and of memory, the park shows however that the opposition between “memory” and “repression” (in the Freudian sense) is not enough to sum up the actual situation of an opposition between an amnesia organized by (ex-)militaries through laws of (auto-)amnesty and the struggle for recognition leaded by families of the victims, be it in Chile, in Argentine, in Brazil, or in another part of the world. It is a good example that a voluntarist memory attempting to structure a public memory also presupposes a cut that doesn’t prevent the chosen site to make resurfacing an unexpected memory.