Scielo RSS <![CDATA[Horizontes Antropológicos]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=0104-718320130001&lang=pt vol. 19 num. 39 lang. pt <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[<b>Apresentação</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100001&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt <![CDATA[<b>Las <i>fábricas de la charla</i> en Chile</b>: <b>apuntes preliminares sobre la materialidad y la subjetividad del trabajo en los call centers</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100002&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artículo expone los resultados preliminares de la investigación doctoral en Antropología, orientada a conocer la materialidad y la subjetividad del trabajo de los call centers en Chile. Un salario definido por metas inalcanzables, el maltrato, el cansancio de nuevo tipo, la doble extracción del valor productivo y reproductivo de las mujeres trabajadoras y su entorno familiar, la explotación de las capacidades subjetivas, entre otros aspectos, dan cuenta de las nuevas formas que asume la precarización del trabajo. Las fábricas de la charla en Chile son un claro ejemplo de las formas que asume la organización del trabajo en el escenario laboral contemporáneo.<hr/>This article presents the preliminary results of PhD's research aimed at discovering the subjetivity and materiality of the work in the Call Centers focus in Chile. A salary defined with unattainable goals, abuse, and exhaustion of a new type of double extraction: productive and reproductive value as women's workers and their families. Also the exploitation of subjective capacities, among other things, show new forms that asssumes job's insecurity and precariousness. The talking factories as a clear example of the forms which take place by the organization of work in the contemporary labor conditions scene. <![CDATA[<b>Fazer a feira e ser feirante</b>: <b>a construção cotidiana do trabalho em mercados de rua no contexto urbano</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Neste artigo procuro argumentar, a partir das narrativas de alguns interlocutores de pesquisa, bem como de observações participantes realizadas em mercados de rua entre os anos de 2004 e 2008, que o trabalho do feirante está fundamentalmente amparado em suas habilidades de construir laços sociais e promover sociabilidades. As reflexões que esses trabalhadores elaboram sobre seu trabalho no dia a dia do mercado evocam os saberes e fazeres que sistematizam nessa trajetória: as formas de tratar os fregueses, o conhecimentos sobre os alimentos, suas origens, circulação e distribuição, as redes de fornecedores que tecem, etc. A ênfase depositada na construção do laço social com seus fregueses (e também fornecedores e colegas) relacionada com a repetição cíclica dos gestos e práticas no mercado, nos revelam que fazer a feira é também fazer o feirante, no sentido de um métier construído cotidianamente a partir de uma experiência compartilhada.<hr/>This article presents narratives of merchants and participant observation in street markets made between 2004 and 2008. His central argument is that the work of merchants is fundamentally sustained in their ability to establish social ties and to promote sociability. The reflections that these workers draw about their work indicate the knowledges and practices that they systematize in this trajectory: ways to serve customers, knowledge about food, its origins, circulation and distribution, the networks of suppliers that they lay down, etc. The emphasis placed on social ties with their customers, suppliers and colleagues reveals that this metier is configured from a shared experience in everyday practices of the market. <![CDATA[<b>Os fios da memória</b>: <b>fábrica Rheingantz entre passado, presente e patrimônio</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo pretende discutir as dimensões que assumem as noções de trabalho, memória e patrimônio nas narrativas de antigos trabalhadores da Fábrica Rheingantz, localizada em Rio Grande (RS). Essa fábrica, fundada no final do século XIX, foi uma das bases sobre a qual se articulou a economia e urbanização dessa cidade, constituindo-se em referência e marco simbólico da Rio Grande moderna. Os remanescentes do complexo fabril figuram hoje como restos de passado num presente tensionado entre as reivindicações patrimoniais e a lógica do mercado imobiliário numa cidade que vivencia um novo ciclo de crescimento econômico.<hr/>This article intends to discuss the dimensions that work impressions, memory and heritage can assume through the narratives of the former workers of the Rheingantz Factory, sited in Rio Grande, RS. This plant, founded in the late 19th century, was a foundation for the economy and the urbanization of the this city, as well as a reference and simbolic landmark of the modern Rio Grande. Today, the remainders of that plant are the remains of a past whithin a present tensioned between heritage reivindications and the logic behind the real estate market, in a city that experiences a new cicle of economic growth. <![CDATA[<b>Re-estructuración capitalista</b>: <b>precariedad laboral y resistencia. </b><b>La protesta de los mineros del cobre en Chile</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100005&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt El artículo presenta una investigación de campo acerca de la protesta laboral de los trabajadores del cobre, sector de la producción fundamental para la economía chilena. Una de las formas que la gestión neoliberal ha aplicado al trabajo es la subcontratación o "tercerización". A pesar de toda una batería de obstáculos objetivos y subjetivos para organizarse, una parte de los trabajadores se han sindicalizado por fuera y paralelamente a las estructuras sindicales tradicionales. No sólo lo han hecho, sino que hicieron visible la conflictividad inherente al modelo neoliberal que Chile ha presentado como la experiencia "más exitosa".<hr/>This article presents a field research about the work protest of the copper industry workers, which is a fundamental productive sector in the Chilean economy. One of the forms the neoliberal management has applied to the work structure is subcontracting or outsourcing. In spite of a great number of objectives and subjectives obstacles, part of the workers subcontracted has unionized in a parallel way, outside the traditional union structures. Not only they did so, but became in one of the protagonists of the social protest in Chile, making visible the social unrest inherent in the neoliberal model, from which the Chilean Case has been presented as its "most successful" experience. <![CDATA[<b>Trabalho e ação coletiva</b>: <b>memória, espaço e identidades sociais na cidade do aço</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Situada na região sul fluminense, a cidade siderúrgica de Volta Redonda, conhecida internacionalmente, tem um longo histórico de organização e mobilização operária, que se desdobra em termos de seus movimentos populares. O presente trabalho analisa as formas pelas quais militantes dos movimentos sindical e popular constroem suas memórias acerca das mobilizações experimentadas nesse município nas décadas de 1980 e 1990, verificando as representações de cidade que atravessam esse trabalho de memória. Interessa-nos pensar, a partir deste caso, o imbricamento entre memória, espaço e identidades sociais.<hr/>This article analyses the ways in which labour and social movement activists accounts for the mobilisations experienced in the Volta Redonda city, during the decades 1980 and 1990. We verify the city's social representation presented in these accounts. Situated in the Southern region of the Rio de Janeiro State, this internationally known steel city has got a enduring history of labour organisation and collective action. Focusing in that case one can deal with the memory, space and social identities embeddedness. Guided by labour anthropology issues, the empirical data resulted from field observation and oral history methodology. <![CDATA[<b>Entre notas e moedas</b>: <b>trocas e circulação de valores entre negociantes em Constitución</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100007&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo explora dados construídos em uma etnografia de uma loja de atacado, no bairro portenho de Constitución, buscando focalizar e discutir a articulação entre distintos valores - materiais, morais, éticos e estéticos - adjacentes à circulação de bens e pessoas. Tomando como referência a literatura clássica da antropologia econômica, a narrativa busca mostrar como as operações comerciais realizadas, muitas vezes em contextos conflituosos, promovem a circulação de valores sociais, os quais, cotidianamente, se atualizam e são contabilizados em um processo onde os valores das notas, as quantidades de moedas, a presença ou não de crédito, entre outros elementos, informam muito mais do que simples intercâmbios de compra e venda.<hr/>The article explores some information that had been built on an ethnography of a wholesale shop in the neighborhood of Constitución, where it seeks to both focus and to discuss the relationship between different values - material, moral, ethical and aesthetic - adjacent to the movement of goods and people. Taking as reference the economic anthropology literature, the narrative aims to show how the business operations undertaken, many times in contexts of conflict, promoting the circulation of social values, in which on a daily basis are updated and recorded in a process where the monetary values, the quantities of the coins, the presence or the absence of credit, among others, tell much more than simple exchanges of sale. <![CDATA[<b>Trabajar en los trenes</b>: <b>la venta ambulante en la ciudad de Buenos Aires</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100008&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt El artículo indaga en el modo en que se estructura el circuito de compra y venta ambulante en una de las líneas de trenes de Buenos Aires y los modos en que los vendedores se configuran como trabajadores. Aborda el modo en que se ponen en juego las nociones de "trabajador" entre los vendedores para posicionarse y justificar la realización de la tarea. Avanza en las maneras en que los actores generan y mantienen relaciones y obligaciones recíprocas que bien parecen exceder lo "económico", son las que van posibilitando el establecimiento de los agentes en los circuitos de trabajo. Al pensar que las prácticas, los sentimientos, las moralidades, los discursos, los comportamientos van moldeando los modos de trabajo, el escrito indagar en la actividad laboral no sólo a nivel de las relaciones de producción sino también en la manera en que estos procesos son vividos por las personas de carne y hueso.<hr/>The article explores how the ambulant vending circuit of one of the train lines of Buenos Aires is structure and the ways in which vendors present themselves as workers. The article discusses the notions that vendors use to position and justify the performance of the activity. The article advances on the ways in which actors create and maintain relationships and reciprocal obligations that exceed the economic sphere. These relations are those that enable the development of the activity and settle agents on the working circuits. As I believe that practices, feelings, morality, discourses, behaviors shape the working process, the article investigates working activities not only at the level of the relations of production but also in the way these processes are experienced by people of flesh and blood. <![CDATA[<b>Pescadores cucapá contemporáneos</b>: <b>investigación y video colaborativo en un escenario de conflicto</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100009&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Los pescadores indígenas cucapá defienden su derecho a pescar en su territorio ancestral incluso en contra de las normatividades de la Reserva de la Biósfera del Alto Golfo y Delta del Río Colorado que se creó hace 20 años en el mismo lugar en donde realizan esta actividad. Las mujeres cucapá tienen un rol predominante en la organización política de la defensa de sus derechos, incluyendo el derecho al trabajo de la pesca como forma de subsistencia. En este artículo se ofrece información sobre el trabajo de pesca de los cucapá, sus restricciones, y el proyecto de investigación colaborativo del que se desprende la información presentada.<hr/>Cocopah fishermen struggle to defend their right to fish in their historic territory. Against them, environmental laws -including the creation of a Biosphere Reserve- have restricted their right to exploit resources in their territory since 1993. Cocopah women play an important role in organizing and leading the cocopah movement that reclaim the recognition of their rights, including their right fish as an activity for survival for contemporary Cocopah families. Here I describe the Cocopah fishing practice, the restrictions imposed to it, and a general overview about the collaborative research that has generated the information that is presented in the following pages. <![CDATA[<b>Trabalho assalariado e campesinato</b>: <b>uma etnografia com famílias camponesas</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100010&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Partindo de uma pesquisa etnográfica com famílias camponesas que saem de suas terras para trabalhar em diferentes lugares do Brasil, o objetivo deste texto é pensar a relação entre trabalho assalariado e campesinato. O recorte analítico privilegia a modalidade migratória atualmente mais significativa no município de Aracatu (BA), a "migração para o café", na qual, durante quatro meses ao ano, homens e mulheres fecham suas casas no sertão e se deslocam para trabalhar em lavouras de café da região Sudeste. Finalizado o trabalho, retornam para casa e ali permanecem até a colheita do próximo ano. O dinheiro ganho no café garante a "feira" do ano e a continuidade do "negócio" familiar. Um trabalho assalariado que se insere nas dinâmicas produtiva e reprodutiva dessas famílias camponesas, e possibilita a reprodução de uma ordem moral camponesa, no sentido proposto por Klaas Woortmann.<hr/>Each year men and women from Aracatu, a small city in northeast of Brazil, close their homes and move over thousand miles south to harvest coffee in Minas Gerais and São Paulo States. As soon as coffee harvest finishes four months later they go back home and resume work in their own gardens. The money earned in the coffee harvest provides assurance consumption throughout the year, allowing devote to their activities on the family farm. This paper seeks to show how the wage labor done by those families reflects into their productive and reproductive dynamics, including acting in strengthening peasant character, in the sense of a peasant subjectivity, as was proposed by Klaas Woortmann. <![CDATA[<b>Trabalho negro, memória negra no Vale do Sinos (RS)</b>: <b>narrativa etnobiográfica de <em>Vó Nair</em></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A partir da restauração da narrativa etnobiográfica de Vó Nair, 94 anos, benzedeira, que mora na cidade de Novo Hamburgo (RS), o artigo aponta para as estratégias de inserção adotadas por algumas famílias negras no mundo do trabalho na região do Vale do Rio dos Sinos. Tendo como inspiração os procedimentos de uma etnografia da duração acoplados às técnicas da etnografia sonora e visual, procuramos compreender a dinâmica da cultura urbana local e as formas de ocupação da mão de obra negra e as relações étnico-raciais presentes no interior da rítmica do mundo do trabalho na região do Vale do Sinos, situando-nos no plano da palavra viva de uma de suas principais personagens.<hr/>Throughout the restorations of the Vó Nair, 94 years old, ethno-biografical narrative, folk-healer, who lives at Novo Hamburgo (RS) the article points out the insertion strategies that were used by some black families in the outskirts of the Sinos Valley. Inspired by the proceedings of an duration ethnography coupled with the sound and visual ethnographic technique, we look for the understanding of the local urban culture dynamics and the ways of employment of the black labour and the ethnic-racial relations that are presented within the rhythmic of the labor world in the Sinos Valley, and situating this work in a field of live testimony of one of the main characters. <![CDATA[<b>Memórias de trabalho nas paisagens missioneiras do "antes-tempo"</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt O artigo em questão estabelece reflexões em torno do tema do trabalho na região missioneira gaúcha, tomando como referência o legado das missões jesuítico-guaranis e seus desdobramentos no contemporâneo, a partir das memórias das pessoas que vivem naquela porção do Estado. Para tanto, o artigo se baseia numa pesquisa de campo de cerca de um ano, que teve como um dos interesses etnográficos a tentativa de compreender os processos de transformação das paisagens na região através das ações técnico-culturais relacionadas ao universo do trabalho.<hr/>The present article raises reflections on the thematic of work in the região missioneira gaúcha, a colonial missionary region in the extreme south of Brazil. The study uses as reference the legacy of the jesuítico-guaranis missions and their unfolding today, through the memories of the people who live in that portion of the Rio Grande do Sul State. For this, the article bases itself on field research conducted over approximately one year, which had as one of its ethnographic interests the attempt to understand the processes of landscape transformation in the region through technical-cultural actions related to the work universe. <![CDATA[<b>Na estrada e na lama com <em>Jorge, um brasileiro</em></b>: <b>trabalho e moradia nas fronteiras do desenvolvimento</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100013&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Através de uma leitura do romance Jorge, um brasileiro e me servindo do material produzido em outras pesquisas, busco aqui pensar a relação entre os grandes projetos de desenvolvimento, o trabalho e a mobilidade popular. Discuto inicialmente a atividade dos peões construtores de estradas, articulando-a depois às questões da moradia e do relacionamento empregado-patrão. Argumento que as experiências destes peões, expressas de maneira emblemática por certas ideias associadas à estrada e à lama, oferecem uma entrada privilegiada para se pensar alguns dos sentidos assumidos pelo trabalho nas "camadas populares" de uma maneira mais geral. Ao mesmo tempo, tais ideias articulam temas e contextos aparentemente díspares, determinados significados e práticas comuns relacionando o trabalho, a mobilidade, a moradia, a formação da pessoa e concepções sobre a desigualdade social.<hr/>Analyzing the novel Jorge, um brasileiro and considering the data produced in other researches, I consider here the relation between large development projects, labor and popular mobility. In the first place, I describe the activities of workers responsible for building roads; later I relate this topic to the issues of housing and of the relationship between workers and bosses. I argue that the experiences of these road building workers, conspicuously expressed through certain ideas related to the "road" and the "mud", offer a privileged perspective to think about some more general meanings related to labor among the popular classes considered in a broader sense. At the same time, these ideas articulate disparate themes and contexts, certain common meanings and practices relating labor, mobility, housing, person formation and conceptions about inequality. <![CDATA[<b>El verdadero fantasma es el trabajo no cuestionado</b>: <b>analizando etnográficamente al concepto de alienación</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt A partir de una etnografía realizada con quienes subsisten mediante la recuperación informal de residuos en el basural de Comodoro Rivadavia -ciudad de la Patagonia Argentina-, el objetivo del artículo consiste en poner en tensión al concepto de alienación. Así, se examinan las virtudes y límites de la noción de alienación en el análisis de la precariedad laboral que afecta a los recolectores. Dado que las biografías laborales de estas personas suponen la recurrente alternancia entre períodos de inserción en el mercado de empleo, desempleo, y subsistencia mediante la economía informal, el artículo supone dilucidar los siguientes interrogantes: ¿cómo se dimensiona la noción de alienación en cada una de estas etapas? Habiendo sido definida en función de la explotación laboral, ¿cómo se reconfiguran los procesos de alienación ante el desempleo?; ¿cómo interpretar dichos procesos con relación a una subsistencia que se articula en torno a la economía informal?<hr/>Starting with an ethnography conducted with informal garbage collectors in Comodoro Rivadavia's dump in Argentina, the objective of the paper is to analyse the concept of alienation. It examines the strengths and limits of the concept of alienation in the analysis of job insecurity affecting these people. Their labor biographies involve alternating periods of insertion in the labor market, periods of unemployment, and periods of subsisting in the informal economy. Thus, the article pretends to answer the following questions: how does the notion of alienation work in each of these stages? Having been defined in terms of labor exploitation, how do we understand the processes of alienation when faced with unemployment?, and how do we understand the processes of alienation in relation to a subsistence that revolves around informal economy? <![CDATA[<b>Relações de trabalho nos balatais do Pará</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100015&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo resulta de pesquisa etnográfica empreendida no Pará junto a dezenas de homens que, nos anos 1940 a 1970, extraíram sistematicamente o látex conhecido como balata. Seu trabalho era fundado em relações altamente hierarquizadas numa cadeia produtiva que os atava a patrões locais e comerciantes estrangeiros, e baseava-se no sistema de aviamento que caracteriza o extrativismo em larga escala na Amazônia brasileira. Os balatais eram seus ambientes de trabalho e morada durante cerca de seis meses por ano, até que seu ofício perdeu interesse no mercado internacional e esses homens viram-se destituídos de profissão e, em muitos casos, de família e patrimônio, já que haviam dedicado longos períodos da vida à estada na floresta. Busca-se, por meio do registro de memórias e narrativas biográficas de balateiros, hoje idosos, reconstituir os contextos, processos, laços e sentidos que o trabalho nos balatais assumiu na experiência social desses homens.<hr/>This article results from an ethnographic research implemented in Pará, which involved dozens of men who, from 1940 to 1970, systematically extracted the latex known as balata. Their work, established on highly hierarchical relations, in a productive chain which attached them to local employers and foreign traders, was based on delivery system, which characterized large scale extractivism in the Brazilian Amazon. The balatais were these men's workplace and home for about six months a year, until the moment that their trade was no longer of interest to the international market. Then they found themselves devoid of work and, in many cases, of family and patrimony, as they had spent long periods of their lives in the forest. Recording reminiscences of those extractivists, elderly citizens now, and their biographical narratives, aim at reconstructing the contexts, processes, relations and meanings of the work in the balatais in their social experience. <![CDATA[<b>A tradução de uma etnografia por uma antropóloga</b>: <b>o caso de <em>O vapor do diabo</em></b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100016&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists. <![CDATA[<b>Entrevista com Moacir Palmeira</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100017&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists. <![CDATA[<b><em>Memória e trabalho</em></b>: <b>etnografia da duração de uma comunidade de mineiros de carvão</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100018&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists. <![CDATA[<b><em>Histoire et anthropologie de la parenté</em></b>: <b>autour de Paul Lacombe (1834-1919)</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100019&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists. <![CDATA[<b><em>El fanático de la ópera</em></b>: <b>etnografía de una obsesión</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100020&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists. <![CDATA[<b><em>Os operários e as suas máquinas</em></b>: <b>usos sociais da técnica no trabalho vidreiro</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100021&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists. <![CDATA[<em><b>Quando resistir é habitar</b></em>: <b>lutas pela afirmação territorial dos Kaiabi no baixo Teles Pires</b>]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832013000100022&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt Este artigo apresenta uma descrição do processo de tradução, realizada por uma antropóloga, da etnografia O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar, de José Sergio Leite Lopes (1976). Sublinhando-se o trabalho de pesquisa requerido para esta tradução particular, e a participação do autor nesse processo, expõem-se os procedimentos, decisões e intervenções adotados, sugerindo-se a conveniência das etnografias serem traduzidas por antropólogos.<hr/>This text is about the process of translation. The text is an anthropology text and the translator is an anthropologist. The ethnography O Vapor do Diabo: o trabalho dos operários do açúcar (The Devil's Steam: work in a sugar factory) was written by José Sergio Leite Lopes in 1976. The research required to undertake this particular translation is underlined and the author's participation in this process is made central. By describing key decisions in the process it is argued that ethnographies should be translated by anthropologists.