Scielo RSS <![CDATA[Almanack]]> http://www.scielo.br/rss.php?pid=2236-463320200001&lang=en vol. num. 24 lang. en <![CDATA[SciELO Logo]]> http://www.scielo.br/img/en/fbpelogp.gif http://www.scielo.br <![CDATA[ESTADO, «PRIVILÉGIOS» E REVOLUÇÕES IBÉRICAS E AMERICANAS]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100201&lng=en&nrm=iso&tlng=en <![CDATA[THE URBAN AND THE GLOBAL IN THE EARLY MODERN PERIOD IN A COMPARATIVE PERSPECTIVE]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100301&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract: This dossier argues that the historical phenomena of the urban and the global have interacted in a dialogical fashion: urban dynamics sustained the creation of a modern and globally connected world while the global movement of people, goods, ideas, and practices helped to define urban realities and ideals. The perspective that emphasizes the interconnection between the city and globalization-the global city-is prevalent in urban studies that focus on the late twentieth and early twenty-first centuries. Applying the same analytical perspective to the early modern period using an implicit comparison between different urban centers and communities elucidates the role cities like Rio de Janeiro played in that era of globalization, as well as the impact that historical moment had on the city.<hr/>Resumo O presente dossiê parte do princípio de que o urbano e o global, enquanto fenômenos históricos, interagiram de forma dialógica na era moderna: dinâmicas urbanas sustentaram a criação de um mundo moderno globalmente conectado enquanto a movimentação global de pessoas, bens, ideias e práticas ajudou a definir realidades e imaginários urbanos. A perspectiva que salienta a interconexão entre a cidade e globalização—a cidade global—é corrente em estudos urbanos do fim do século XX e início de XXI. A adoção dessa mesma perspectiva analítica para o princípio do período moderno, a partir de uma comparação implícita entre diferentes centros e comunidades urbanas, ilumina o papel que cidades como o Rio de Janeiro tiveram naquela era de globalização, assim como a maneira pela qual aquele momento histórico definiu a cidade. <![CDATA[SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO AND JAMESTOWN (VIRGINIA): PRELIMINARY CONSIDERATIONS ABOUT REBELLIONS, CITIES, AND SPACE IN THE AMERICAS (1660-1677)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100302&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Na América portuguesa explode em finais de 1660 um protesto no qual a elite local depõe o governador régio e assume a gestão da cidade do Rio de Janeiro por cinco meses. Em 1675, na colônia inglesa da Virginia, homens de fronteira somados a outros segmentos atacam o governador e seus aliados, deflagrando uma guerra civil conhecida como Revolta de Bacon, em homenagem ao seu principal líder. Este artigo examina um fenômeno espacial observado a partir do contraste entre essas duas rebeliões. Enquanto em terras fluminenses as ações rebeldes convergem para o espaço da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro reforçando o papel central da capital onde as negociações e os protestos se concentraram, na Virginia, ao contrário, a dispersão espacial é flagrante, com o esvaziamento da capital Jamestown que foi totalmente incendiada durante os conflitos que se espalham pelo território.<hr/>Abstract In Portuguese America, in the late 1660s, a protest erupted in which the local elite overthrow the royal governor and took over the city of Rio de Janeiro for five months. In 1675, in Colony of Virginia, frontier men added to other segments attacked the governor and his allies, sparking a civil war known as Bacon’s Rebellion, in honor of its main leader. This article examines a spatial phenomenon observed from the contrast between these two rebellions. While in Rio de Janeiro, rebel actions converge on the space of the city of São Sebastião in Rio de Janeiro, reinforcing the central role of the capital where negotiations and protests were concentrated, in Virginia, on the contrary, the spatial dispersion is striking, with the emptying of the capital Jamestown that was totally burnt down during the conflicts that spread across the territory. <![CDATA[ATLANTIC AND LOCAL: SCALES OF INTERDEPENDENCE IN EIGHTEENTH CENTURY CHARLESTON, SOUTH CAROLINA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100303&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract: Using Charleston, South Carolina, USA, as a case-study, this article argues that this interplay of scales and, more specifically unequal scales, was just as important to fostering the growth of globally-connected cities in the early modern Atlantic. In the course of the eighteenth century, Charleston grew from a few thousand inhabitants to one of the largest cities in the North Atlantic with a population of roughly 15,000 at the first United States Census in 1790. Historians have customarily attributed this growth to the simultaneous expansion of the plantation economy, which produced mainly rice and indigo. Nevertheless, there were a host of complex local processes at play that also contributed to Charleston’s importance, which have until recently been almost completely overlooked by scholars. Delving into the relationship between the local and the global is essential to fully understanding both the reason’s for Charleston’s growth and its critical role in connecting the region to the Atlantic economy.<hr/>Resumo Usando Charleston, na colônia britânica e posteriormente estado americano da Carolina do Norte, como estudo de caso, esse artigo argumenta que um jogo de escalas, especificamente escalas desiguais, promoveu o crescimento de cidades globalmente conectadas no mundo atlântico durante a era moderna. Ao longo do século XVIII, Charleston expandiu de uma vila de mil e poucos habitantes para uma das maiores cidades do Atlântico Norte, com uma população de 15,000 de acordo com o primeiro censo americano em 1790. Historiadores comumente explicam esse crescimento como sendo produto da economia de plantação, dedicada principalmente à produção de arroz e índigo. No entanto, diversos e complexos processos locais foram fundamentais à expansão de Charleston, mas até recentemente foram completamente ignorados. A investigação desse relacionamento entre o local e o global é essencial para se entender as razões para o crescimento de Charleston e o papel crítico que a cidade exerceu na formação de conexões entre a região e a economia Atlântica. <![CDATA[RIO DE JANEIRO AND THE SILVER MINING ECONOMY OF POTOSI: TRANS-IMPERIAL, GLOBAL, AND CONTRACTUAL APPROACHES TO SOUTH ATLANTIC MARKETS (18TH CENTURY)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100304&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract This paper’s main goal is to advance some considerations on the interrelations between port cities and capital. More specifically, it sheds light on how these interdependencies took place in the eighteenth-century Portuguese and Spanish Atlantic world. This paper thus seeks to draw an urban political economy in transimperial, global, and contractual perspectives. For so doing, particular attention will be put to Rio de Janeiro’s projection far beyond the South Atlantic, and in particular, its interconnections with the Rio de la Plata basin and Potosi markets. Attention will also be paid to the impact of and repercussions that far-flung economic phenomena had for the urban domestic markets.<hr/>Resumo O artigo visa avançar algumas considerações sobre as inter-relações entre cidades portuárias e capital. Mais especificamente, analisa uma série de interdependências que emergiram no mundo atlântico português e espanhol do século XVIII. Assim, o artigo procura traçar uma economia política urbana em perspectivas trans-imperial, global and contractual. Para isso, será dada especial atenção à projeção do Rio de Janeiro muito além do Atlântico sul, e em particular, suas interconexões com a bacia do Rio da Prata, os mercados de Potosí e do Oceano Índico. Também será dada atenção ao impacto e às repercussões que fenômenos econômicos distantes tiveram nos mercados urbanos da cidade. <![CDATA[GLOBAL BECAUSE A SLAVEHOLDING ORDER: AN ANALYSIS OF THE URBAN DYNAMICS OF RIO DE JANEIRO BETWEEN 1790 AND 1815]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100305&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Rio de Janeiro stands out as one of the few cities in the Atlantic world that have managed to bring together characteristics so particular and at the same time revealing of the global dynamics that marked the last decades of the eighteenth century and the first fifty years of the next century. On the one hand, its political centrality became evident with its elevation to the thirst for colonial power (1763), its transformation into the Court of the Lusitanian Empire (1808) and its choice as the capital of the Brazilian Empire (1822), the portion “Versailles Tropical “Of Rio de Janeiro coexisted with a city that, in the words of an English traveler, more seemed the” heart of Africa “; with blacks and blacks of different origins, performing an innumerable number of activities that yielded to Rio de Janeiro the honorable title of the largest slave city in the Americas. More than harming foreign travelers unaccustomed to everyday slavery, or creating practices of “little Africa” ​​in its territory, the strong presence of Africans and their descendants under the aegis of slavery reveals yet another facet of Rio de Janeiro: a locus of the world, in which identities, trajectories and senses of the city were in dispute. The purpose of this paper is precisely to understand the political, economic and social dynamics that characterized Rio de Janeiro as an important center of this Afro-Atlantic world<hr/>Resumo O Rio de Janeiro de destaca como uma das poucas cidades do Mundo Atlântico que conseguiram reunir características tão particulares e ao mesmo tempo tão reveladoras das dinâmicas globais que marcaram as últimas décadas do século XVIII e os primeiros cinquenta anos da centúria seguinte. Se por um lado sua centralidade política se fez notória com sua elevação à sede de poder colonial (1763), sua transformação em Corte do Impé- rio Lusitano (1808) e sua escolha como capital do Império do Brasil (1822), a porção “Versalhes Tropical” do Rio de Janeiro coexistiu com uma cidade que, nas palavras de um viajantes inglês, mais parecia o “coração da África”; com negros e negras de diferentes origens, executando um sem número de atividades que renderam ao Rio de Janeiro o título, pouco honroso, de maior cidade escravista das Américas. Mais do que chocar viajantes estrangeiros desacostumados com o cotidiano escravista, ou então criar práticas de “pequenas Áfricas” em seu território, a forte presença de africanos e seus descendentes sob a égide a escravidão revela mais uma faceta do Rio de Janeiro: um locus do mundo Afro-Atlântico, no qual identidades, trajetórias e sentidos de cidade estavam em disputa. O objetivo do presente trabalho é, justamente, compreender as dinâmicas políticas, econômicas e sociais que caracterizaram o Rio de Janeiro como importante centro deste mundo Afro-Atlântico e suas múltiplas vozes entre os anos de 1790 e 1815. <![CDATA[GLOBAL CITIZENS: URBAN CITIZENSHIP IN THE CONSTRUCTION OF ENGLISH AMERICA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100306&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract This essay explores the role that ideas about urban citizenship played in the political and economic development of English colonies across the Americas. Scholars have traditionally portrayed English America as rural in comparison to Spanish and Portuguese Americas. While it is true that English colonial towns did have smaller populations than Iberian cities, ideas about urban political identity were not absent in English colonies. In fact, urban citizens, and their political culture, were at the forefront of English colonization in the early-seventeenth century. In contrast to Iberian America, though, English colonists established fewer new urban communities and instead continued to hold on to their identity rooted in particular English towns and cities. As such, English America became a web of overlapping urban citizen networks still tied to English corporate communities. As a result, when the English monarchs sought to centralize the imperial state in the early seventeenth century, colonists resisted this political and economic encroachment by adopting the structures and rhetoric of urban republicanism. The importance of these urban republican traditions helps to explain the specific form of republicanism that became popular in English America in the decades before the American Revolution. This rich tradition of urban republicanism was largely disconnected from specific urban communities in the New World, and this allowed the ideology to be flexible enough to resist the rationalizing reforms of the late eighteenth century and give rise to a more overtly exclusionary definition of citizenship in the new United States.<hr/>Resumo Esse artigo examina o papel que ideias sobre a cidadania urbana tiveram no desenvolvimento das colônias inglesas nas Américas. Tradicionalmente, as Américas inglesas são tidas como rurais em comparação com as Américas portuguesa e espanhola. Enquanto é certo que vilas coloniais inglesas contaram com populações menos numerosas do que aquelas das cidades coloniais ibéricas, noções de identidade política urbanas não estiveram ausentes nas colônias inglesas. De fato, a cidadania e cultura política urbanas estavam à frente do processo colonizador inglês no século XVII. Contrário ao que ocorreu nas Américas Ibéricas, porém, colonos ingleses criaram menos comunidades urbanas novas e continuaram a cultivar suas identidades enraizadas em cidades e vilas específicas da Inglaterra. Dessa forma, a América inglesa se tornou uma teia de redes de cidadanias urbanas sobrepostas umas às outras ainda conectadas às comunidades corporativas inglesas. Consequentemente, quando monarcas ingleses tentaram centralizar o estado imperial no início do século XVII, colonos resistiram a essa imposição política e econômica através da adoção de estruturas e retórica urbanas republicanas. A importância destas tradições republicanas urbanas ajuda a explicar o tipo específico de republicanismo que se tornou popular na América inglesa nas décadas anteriores à revolução americana. Essa rica tradição republicana urbana esteve em grande parte desconectada de comunidades urbana específicas, o que permitiu que essa ideologia se mantivesse flexível o suficiente para resistir às reformas racionais do final do século XVIII e para sustentar uma definição mais abertamente excludente de cidadania na nova nação americana. <![CDATA[THE PEOPLING OF AN AFRICAN SLAVE PORT: ANNAMABOE AND THE ATLANTIC WORLD]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100307&lng=en&nrm=iso&tlng=en Abstract Annamaboe, located on the Gold Coast in modern-day Ghana, was a sleepy Fante fishing village when Dutch traders arrived there in 1638. The arrival of the Europeans ushered Annamaboe into the Atlantic world and brought fundamental changes to the town’s physical landscape, economic and cultural life, and literally to its DNA as Europeans and Africans formed relationships that gave rise to a substantial mixed-race population. Like other Atlantic towns and cities, Annamaboe grew as a conduit for trade. Its traders funneled African trade goods -primarily enslaved peoples but also gold, maize and other provisions - to Europe and the Americas and it brought in a variety of products from Europe and around the world in exchange - fabrics, metals, manufactured goods, alcohol and tobacco - and distributed those goods into the interior. The Atlantic world is defined by the movement of goods, ideas and peoples around it, and much of that movement operated through the urban hubs that grew up around the Atlantic. Much of the scholarship on the Atlantic world has focused on the North Atlantic, particularly on the British Atlantic. This article’s focus on an African Atlantic port offers an important corrective to that bias, a necessary one if we are to fully comprehend that world.<hr/>Resumo A cidade de Annamaboe, localizada na Costa do Ouro, na atual Gana, era uma pequena vila de pescadores quando os holandeses ali chegaram pela primeira vez em 1638. A chegada de europeus introduziu a cidade ao mundo atlântico e promoveu mudanças fundamentais na geografia, economia e vida cultural de Annamaboe, inclusive literalmente no seu DNA, visto que europeus e africanos formaram relacionamentos que criaram uma população mista numerosa. Semelhante a outras cidades e vilas Atlânticas, Annamaboe cresceu se tornou um nódulo importante em redes de trocas comerciais. Seus mercadores encaminharam produtos africanas-pessoas escravizadas, principalmente, mas também ouro, milho, e outras provisões-para a Europa e as Américas e ajudaram a introduzir e distribuir pela região produtos advindos da Europa e do resto do mundo-tecidos, metais, produtos manufaturados, álcool e tabaco. O mundo atlântico se define pela movimentação de bens, ideias e pessoas, e grande parte dessa movimentação se fez a partir de centros urbanos que se desenvolveram ao longo da costa atlântica. Grande parte da literatura sobre o mundo atlântico tende a focar o Norte Atlântico e o Atlântico britânico em particular. Esse artigo, ao centrar a sua análise em um porto atlântico africano, oferece uma importante perspectiva, necessária à melhor comprehensão daquele mundo, e que busca corrigir essa tendência. <![CDATA[TRANSIMPERIAL COMMERCE AND MONARCHISM IN REVOLUTIONARY RIO DE LA PLATA: MONTEVIDEO AND THE CISPLATINE PROVINCE (1808-1822)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100308&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: Devido a crise de legitimidade desencadeada pela invasão napoleônica da Espanha em 1808, diferentes projetos políticos surgiram nas colônias hispano-americanas. No Rio da Plata, enquanto Buenos Aires emergiu como um pólo revolucionário, a cidade portuária de Montevidéu optou por projetos políticos monárquicos e monarquistas. Este artigo examina a relação entre o comércio trans-imperial e monarquismo no Rio da Prata, e especialmente em Montevidéu. Os projetos monárquicos no Rio da Prata estavam intimamente associados à manutenção de redes de comércio trans-imperiais e à manutenção da ordem política e econômica do período colonial. O monarquismo representava a continuidade dos princípios legais do antigo regime, proporcionava segurança e estabilidade ao comércio trans-imperial e, acima de tudo, impedia as mudanças econômicas, políticas e sociais propostas pelos projetos revolucionários. Além disso, este trabalho contribui para os debates sobre os múltiplos significados de soberania e autonomia política durante a era das revoluções na América ibérica.<hr/>Abstract: With the crisis of legitimacy triggered by Napoleon’s invasion of the Iberian Peninsula in 1808, different reactions and political projects emerged in the Spanish American colonies. In Rio de la Plata, while Buenos Aires broke away from Spanish rule, the port city of Montevideo opted for royalist and monarchical political projects in opposition to Buenos Aires. This article examines the relationship between trans-imperial trade and monarchism in Rio de la Plata. Moreover, this piece contributes to debates on the multiple and contested meanings of sovereignty during the age of revolution in Iberian America. Monarchism in Rio de la Plata was intimately associated with the maintenance of trans-imperial networks of trade and the maintenance of the political and economic order of the colonial period. Monarchism represented the continuity of the old regime’s legal principles, provided safety and stability for trade trans-imperial trade, and above all, prevented the economic, political, and social changes proposed by revolutionary projects. <![CDATA[AN AUTUMN ECONOMY: WORKERS SLAVES LINKED TO LABOR]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100501&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: O principal objetivo é analisar as duas principais economias do Piauí, tendo como ponto de partida o final do século XVIII e se estendendo ao longo do século XIX. A partir dessa análise, pretendemos demonstrar que a necessidade do trabalhador escravo no Piauí estava intimamente ligada a um sistema produtivo assentado na exploração do seu trabalho. Ou seja, a existência do trabalhador cativo nas terras piauienses estava ligada ao trabalho, independentemente do crescimento econômico da região.<hr/>Abstract: The main objective of this article is to analyze the two main economies of Piauí, starting from the end of the eighteenth century and extending throughout the nineteenth century. From this analysis we intend to make the reader aware that the need of the slave laborer in Piauí was closely linked to a productive system that was based on the exploitation of the work of the captive. That is, the existence of the slave laborer in Piaui’s lands was linked to work, regardless of the economic growth of the region. <![CDATA[TERRITORIAL PLANNING OF BRAZILIAN MUNICIPALITIES: MINAS GERAIS, 18-19 CENTURIES]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100502&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo Um dos desafios enfrentados pelo Estado brasileiro ao longo do século XIX foi a definição da área dos municípios emancipados em número crescente em especial a partir da década de 1830. Por conseguinte esse número ascendente de municípios passou a exigir maior rigor quanto à demarcação de seus territórios. Contudo o modo como eram estabelecidos os limites municipais nesse período constitui um problema considerável. Este artigo tem por objetivo discutir as dificuldades que envolvem a demarcação do território dos municípios brasileiros no século XIX, por meio do estudo de um exemplo concreto em Minas Gerais.<hr/>Abstract: One of the challenges faced by the Brazilian state throughout the nineteenth century was the definition of the area of the increasing number of emancipated municipalities especially since the 1830s. As a consequence, this growing number of municipalities began to demand a greater accuracy regarding the demarcation of their territories. However, the way municipal boundaries were established during this period is a considerable problem. This article aims to discuss the difficulties involved in the demarcation of the territory of Brazilian municipalities in the nineteenth century, through the study of a concrete example in Minas Gerais. <![CDATA[THE “KING’S FAVORITE” AND THE “PARTICULAR PERSONS”: THE CONCEPTS OF PRIVATE AND PARTICULAR IN THE PORTUGUESE ANCIEN RÉGIME (17<sup>th</sup>-18<sup>th</sup> CENTURIES)]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100503&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: A historiografia que lida com a discussão sobre público/privado se acostumou a analisar o período pré-moderno a partir da lógica da ausência. Isso significa que se parte da suposta separação entre público e privado na modernidade para afirmar que no período anterior eles “não se separavam” ou “não se distinguiam”. O objetivo deste texto é analisar como eram usados os conceitos de privado e particular, a partir das teorias político-jurídico-teológicas do Antigo Regime português nos séculos XVII e XVIII, para propor uma alternativa interpretativa à visão dicotômica e antagônica de “público” e “privado”. Dessa forma, procura-se sugerir que os dois termos não eram entendidos como sinônimos e que cada um desempenhava uma função específica na linguagem política do período. Compreende-se aqui que “público” se articulava com o conceito de “particular”, e essa relação se assentava em uma ideia de integração, e não de oposição.<hr/>Abstract: Historiography that deals with public/private discussion has accustomed to analyze the pre-modern period from the logic of absence. This means that one begins with the supposed separation of public and private in modernity to affirm that in the previous period they “did not separate” or “did not distinguish”. The purpose of this text is to analyze the uses that were made of the concepts of private and particular, based on the political-juridical-theological theories of the Old Portuguese Regime in the XVII century, to propose an alternative interpretation to the dichotomous and antagonistic view of “public” and “private”. In this way, I try to suggest that “private” and “particular” were not understood as synonyms and that each played a specific role in the political language of the period. It is understood here that “public” was articulated with the concept of “particular”, and this relation was based on an idea of integration, not of opposition. <![CDATA[RELAÇÕES DE PODER NA CULTURA ESCRITA E VISUAL NO “LONGO SÉCULO XIX” BRASILEIRO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100701&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: A historiografia que lida com a discussão sobre público/privado se acostumou a analisar o período pré-moderno a partir da lógica da ausência. Isso significa que se parte da suposta separação entre público e privado na modernidade para afirmar que no período anterior eles “não se separavam” ou “não se distinguiam”. O objetivo deste texto é analisar como eram usados os conceitos de privado e particular, a partir das teorias político-jurídico-teológicas do Antigo Regime português nos séculos XVII e XVIII, para propor uma alternativa interpretativa à visão dicotômica e antagônica de “público” e “privado”. Dessa forma, procura-se sugerir que os dois termos não eram entendidos como sinônimos e que cada um desempenhava uma função específica na linguagem política do período. Compreende-se aqui que “público” se articulava com o conceito de “particular”, e essa relação se assentava em uma ideia de integração, e não de oposição.<hr/>Abstract: Historiography that deals with public/private discussion has accustomed to analyze the pre-modern period from the logic of absence. This means that one begins with the supposed separation of public and private in modernity to affirm that in the previous period they “did not separate” or “did not distinguish”. The purpose of this text is to analyze the uses that were made of the concepts of private and particular, based on the political-juridical-theological theories of the Old Portuguese Regime in the XVII century, to propose an alternative interpretation to the dichotomous and antagonistic view of “public” and “private”. In this way, I try to suggest that “private” and “particular” were not understood as synonyms and that each played a specific role in the political language of the period. It is understood here that “public” was articulated with the concept of “particular”, and this relation was based on an idea of integration, not of opposition. <![CDATA[ANCESTRALIDADE NA HISTÓRIA E NA MÚSICA: O BERIMBAU/URUCUNGO NOS SÉCULOS XIX E XX NO BRASIL E EM ANGOLA]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100702&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: A historiografia que lida com a discussão sobre público/privado se acostumou a analisar o período pré-moderno a partir da lógica da ausência. Isso significa que se parte da suposta separação entre público e privado na modernidade para afirmar que no período anterior eles “não se separavam” ou “não se distinguiam”. O objetivo deste texto é analisar como eram usados os conceitos de privado e particular, a partir das teorias político-jurídico-teológicas do Antigo Regime português nos séculos XVII e XVIII, para propor uma alternativa interpretativa à visão dicotômica e antagônica de “público” e “privado”. Dessa forma, procura-se sugerir que os dois termos não eram entendidos como sinônimos e que cada um desempenhava uma função específica na linguagem política do período. Compreende-se aqui que “público” se articulava com o conceito de “particular”, e essa relação se assentava em uma ideia de integração, e não de oposição.<hr/>Abstract: Historiography that deals with public/private discussion has accustomed to analyze the pre-modern period from the logic of absence. This means that one begins with the supposed separation of public and private in modernity to affirm that in the previous period they “did not separate” or “did not distinguish”. The purpose of this text is to analyze the uses that were made of the concepts of private and particular, based on the political-juridical-theological theories of the Old Portuguese Regime in the XVII century, to propose an alternative interpretation to the dichotomous and antagonistic view of “public” and “private”. In this way, I try to suggest that “private” and “particular” were not understood as synonyms and that each played a specific role in the political language of the period. It is understood here that “public” was articulated with the concept of “particular”, and this relation was based on an idea of integration, not of opposition. <![CDATA[AUTONOMIA COMO AGÊNCIA: O CARÁTER POLIFACETADO DA HISTÓRIA DE LUTA INDÍGENA NO ESPÍRITO SANTO]]> http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2236-46332020000100703&lng=en&nrm=iso&tlng=en Resumo: A historiografia que lida com a discussão sobre público/privado se acostumou a analisar o período pré-moderno a partir da lógica da ausência. Isso significa que se parte da suposta separação entre público e privado na modernidade para afirmar que no período anterior eles “não se separavam” ou “não se distinguiam”. O objetivo deste texto é analisar como eram usados os conceitos de privado e particular, a partir das teorias político-jurídico-teológicas do Antigo Regime português nos séculos XVII e XVIII, para propor uma alternativa interpretativa à visão dicotômica e antagônica de “público” e “privado”. Dessa forma, procura-se sugerir que os dois termos não eram entendidos como sinônimos e que cada um desempenhava uma função específica na linguagem política do período. Compreende-se aqui que “público” se articulava com o conceito de “particular”, e essa relação se assentava em uma ideia de integração, e não de oposição.<hr/>Abstract: Historiography that deals with public/private discussion has accustomed to analyze the pre-modern period from the logic of absence. This means that one begins with the supposed separation of public and private in modernity to affirm that in the previous period they “did not separate” or “did not distinguish”. The purpose of this text is to analyze the uses that were made of the concepts of private and particular, based on the political-juridical-theological theories of the Old Portuguese Regime in the XVII century, to propose an alternative interpretation to the dichotomous and antagonistic view of “public” and “private”. In this way, I try to suggest that “private” and “particular” were not understood as synonyms and that each played a specific role in the political language of the period. It is understood here that “public” was articulated with the concept of “particular”, and this relation was based on an idea of integration, not of opposition.