Este documento está relacionado com:

Open-access Prevalência e variáveis de exposição da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis em Trabalhadores de Saúde

RESUMO

Objetivos:  Identificar na literatura científica a prevalência, os meios de diagnósticos e variáveis de exposição da Infecção Latente pelo Mycobacterium Tuberculosis em trabalhadores da saúde.

Métodos:  Revisão integrativa da literatura científica a partir da seguinte pergunta de revisão: Quais as evidências científicas disponíveis na literatura que abordam a prevalência da infecção latente pelo Mycobacterium Tuberculosis em trabalhadores da saúde e sua associação com possíveis fatores de risco entre estes trabalhadores?

Resultados:  Ser médico ou enfermeiro, ter idade mais avançada e ser do sexo masculino, em geral, está associado a maiores prevalências. O estudo mostrou também que, os ensaios de liberação de interferon gama, foram mais utilizados como meio diagnóstico quando comparados aos testes cutâneos.

Considerações Finais:  São necessários mais estudos em relação à epidemiologia da Infecção Latente pelo Mycobacterium Tuberculosis no contexto dos trabalhadores da saúde visando ações de maior impacto contribuindo para redução da Tuberculose no mundo.

Descritores:
Pessoal da Saúde; Tuberculose Latente; Saúde do Trabalhador; Tuberculose; Prevalência

ABSTRACT

Objectives:  To identify in the scientific literature the prevalence, diagnostic methods, and exposure variables of latent infection by Mycobacterium tuberculosis in healthcare workers.

Methods:  An integrative review of the scientific literature based on the following review question: What are the available scientific evidence in the literature that address the prevalence of latent infection by Mycobacterium tuberculosis in healthcare workers and its association with possible risk factors among these workers?

Results:  Being a physician or nurse, being older, and being male were generally associated with higher prevalences. The study also showed that interferon-gamma release assays were more commonly used as a diagnostic method compared to skin tests.

Conclusions:  More studies are needed regarding the epidemiology of latent infection by Mycobacterium tuberculosis in the context of healthcare workers, aiming for higher impact actions that contribute to the reduction of tuberculosis worldwide.

Descriptors:
Health Personnel; Latent Tuberculosis; Occupational Health; Tuberculosis; Prevalence

RESUMEN

Objetivos:  Identificar en la literatura científica la prevalencia, los medios de diagnóstico y las variables de exposición de la Infección Latente por Mycobacterium tuberculosis en trabajadores de la salud.

Métodos:  Revisión integrativa de la literatura científica a partir de la siguiente pregunta de revisión: ¿Cuáles son las evidencias científicas disponibles en la literatura que abordan la prevalencia de la infección latente por Mycobacterium tuberculosis en trabajadores de la salud y su asociación con posibles factores de riesgo entre estos trabajadores?

Resultados:  Ser médico o enfermero, tener mayor edad y ser del sexo masculino, en general, está asociado a mayores prevalencias. El estudio también mostró que los ensayos de liberación de interferón gamma fueron más utilizados como medio diagnóstico en comparación con las pruebas cutáneas.

Consideraciones Finales:  Son necesarios más estudios en relación con la epidemiología de la Infección Latente por Mycobacterium tuberculosis en el contexto de los trabajadores de la salud, con el objetivo de implementar acciones de mayor impacto que contribuyan a la reducción de la Tuberculosis en el mundo.

Descriptores:
Personal de Salud; Tuberculosis Latent; Salud Laboral; Tuberculosis; Prevalencia

INTRODUÇÃO

A tuberculose (TB) permanece como um importante problema de saúde pública, e estima-se que um quarto da população global já tenha se infectado pelo Mycobacterium tuberculosis (MTB). Além disso, a doença tem um grande impacto econômico nos serviços de saúde dos países, com consequências para as famílias afetadas, que enfrentam custos catastróficos (custos totais anuais sofridos pelas famílias, relacionados direta e indiretamente à TB, superiores a 20% de sua renda) (1).

Um estudo realizado no Brasil, que teve como objetivo avaliar o impacto econômico domiciliar do adoecimento por TB, revelou que 41% dos pacientes participantes com TB experimentaram custos catastróficos, tendo como fatores determinantes ser paciente e chefe da família, viver na pobreza antes da TB, emprego informal atual e parar de trabalhar durante a doença(2). Nesse sentido, têm-se intensificado os esforços para eliminar a TB no mundo(1).

No contexto da TB, destaca-se a Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis (ILTB), que se caracteriza por um estado de resposta imune persistente ao bacilo sem evidência de doença ativa, mas com grande importância do ponto de vista epidemiológico, já que uma pessoa infectada pelo MTB pode desenvolver a doença e transmiti-la para outros indivíduos saudáveis, sustentando assim a cadeia de transmissão da doença(3).

O Brasil, entre outros países, vem se empenhando para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Agenda 2030, legitimada no ano de 2015. Sendo assim, faz parte do escopo desta revisão integrativa a discussão da ILTB em profissionais de saúde, destacando o ODS 3, que tem como objetivo assegurar a saúde e o bem-estar para todos, sendo uma das metas eliminar a TB e outras epidemias até 2030 (4).

Os profissionais de saúde, devido à exposição frequente, fazem parte da população de risco para adquirir TB e suas cepas resistentes. O risco de transmissão da doença pode variar de uma unidade de saúde para outra, sobretudo no ambiente hospitalar, e até mesmo em diferentes lugares dentro da mesma unidade, de acordo com a maior ou menor circulação de doentes (5). Em virtude disso, e tendo em vista a vulnerabilidade dos profissionais de saúde à ILTB, o risco de progressão para a doença ativa e o entendimento do seu papel na cadeia de transmissão da TB nos serviços de saúde, faz-se necessário entender o rastreamento da infecção latente pelo MTB entre esses trabalhadores.

Considerando a eliminação da TB até 2030 como uma das metas do desenvolvimento sustentável e como uma política mundial de saúde (4), e tendo em vista a relevância de entender o papel do profissional da saúde na cadeia de transmissão da doença, a presente pesquisa buscou identificar as evidências científicas disponíveis na literatura que abordam a infecção latente pelo MTB em trabalhadores da saúde e sua associação com possíveis fatores de risco.

OBJETIVO

Identificar na literatura científica estudos que versam sobre a prevalência da ILTB em trabalhadores da saúde e possíveis variáveis de exposição à infecção por TB.

MÉTODOS

Aspectos éticos

Trata-se de um estudo que utilizou dados de domínio público e não envolveu seres humanos, portanto, não houve necessidade de apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa.

Desenho do estudo

Foi realizada uma revisão integrativa seguindo os procedimentos metodológicos: Definição da pergunta de revisão, que auxilia na delimitação do tópico de interesse, utilizando, nesta revisão, o acrônimo PICo, referente aos elementos estruturantes População, Interesse e Contexto; Busca e seleção de estudos primários, a partir do estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão dos estudos, busca destes em bases de dados, organização do banco de referências e seleção dos estudos; Extração de dados dos estudos, utilizando um instrumento de registro e organização dos dados extraídos dos estudos selecionados; Avaliação crítica dos estudos a partir dos resultados apresentados e nível de evidência; Síntese dos resultados da revisão e discussão de suas evidências, identificação das lacunas do conhecimento sobre o tópico de interesse, limitações da revisão e recomendações; Apresentação da revisão (6).

Período e local do estudo

A busca foi realizada no mês de maio de 2022 na base de dados Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde, acessada por meio da Biblioteca Virtual em Saúde - BVS (BIREME), e no Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), acessado por meio da National Library of Medicine (PubMed).

Critérios de inclusão e exclusão

Foram critérios de inclusão artigos completos diretamente na base de dados nos idiomas português, inglês, espanhol ou francês, que abordaram a prevalência da infecção latente pelo MTB, desenvolvidos em serviços de saúde hospitalares, ambulatoriais e de atenção primária à saúde, cuja população foi composta por trabalhadores de saúde, independente da área de formação e nível de escolaridade. Foi estabelecido como recorte temporal os últimos 05 (cinco) anos, esta escolha se deve à publicação, em 2018, do Protocolo de Vigilância da Infecção Latente pelo MTB no Brasil pelo então Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, cujo objetivo principal é oferecer aos profissionais de saúde e aos programas de controle da TB subsídios para a implantação, ampliação e fortalecimento da vigilância da ILTB em seus territórios, caracterizando-se como um marco político nacional na temática. Foram excluídos da análise manuais, diretrizes, dissertações, teses, guias, editoriais e comentários.

Protocolo do estudo

Foi elaborada a seguinte pergunta de revisão: “Quais as evidências científicas disponíveis na literatura que abordam a prevalência da infecção latente pelo MTB em trabalhadores da saúde e sua associação com possíveis fatores de risco entre estes trabalhadores?”. Conforme o acrônimo PICo, a população compreendeu os trabalhadores da saúde, o fenômeno de interesse, a infecção latente pelo MTB e o contexto, os serviços de saúde, porém, ao inserir os descritores relacionados, os resultados foram muito inespecíficos, dessa forma optou-se por utilizar a saúde do trabalhador como contexto.

Para auxílio nesta etapa foi construído o Mapa Conceitual da estratégia PICo, utilizando o vocabulário controlado dos Descritores em Ciências da Saúde (DECS) e Medical Subject Headings (MESH), incluindo os termos alternativos e entry terms. A partir do vocabulário controlado foram construídas chaves de busca utilizando-se os operadores booleanos OR para integração e AND para diferenciação entre os termos, conforme apresentado no Quadro 1. Ainda na PubMed, aplicou-se o filtro de idade (acima de 19 anos), por se tratar de trabalhadores de saúde.

Quadro 1
Chaves de busca utilizadas nas bases de dados e quantidade de resultados encontrados

Para a organização e seleção dos estudos identificados na busca utilizou-se a um fluxograma, conforme explicitado na Figura 1, de acordo com as etapas: identificação, triagem e inclusão.

Figura 1
Fluxograma da busca: Bases de dados consultadas, referências recuperadas e selecionadas para a revisão integrativa, 2022

A extração de dados foi desenvolvida pelo autor principal, com a utilização de um instrumento de registro elaborado pela equipe de revisão, que constou das variáveis: ano, autor, título, objetivos, tipo de estudo, país, local do estudo, participantes da pesquisa, bases de dados, meio de diagnóstico para ILTB, prevalência na população do estudo e principais resultados relacionados às variáveis de exposição. O registro e organização dos dados foi desenvolvido em uma planilha Excel, sendo a síntese dos resultados da revisão conduzida por estatística descritiva dos meios de diagnóstico, a prevalência e variáveis de exposição.

RESULTADOS

Após a aplicação da chave de busca nas referidas bases de dados, utilizando os critérios de inclusão e exclusão, foram identificados 366 estudos, sendo elegíveis 36 e após a leitura dos artigos na íntegra, 19 atenderam ao escopo desta revisão (Quadro 2).

Quadro 2
Caracterização dos artigos da Revisão Integrativa de acordo com ano, autor, título, objetivos, tipo de estudo, país, local do estudo e participantes da pesquisa (n=19)

A seguir, o Quadro 3 apresenta outros resultados de interesse encontrados nos artigos da revisão integrativa e está organizado da seguinte forma: meio de diagnóstico para ILTB, resultados relacionados à prevalência na população do estudo, categoria profissional de maior prevalência para ILTB e variáveis de exposição:

Quadro 3
Caracterização dos artigos da Revisão Integrativa de acordo com o meio de diagnóstico para Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis, resultados relacionados à prevalência na população do estudo e principais resultados relacionados às variáveis de exposição

DISCUSSÃO

Tratando-se de estudo que apresenta revisão da literatura científica sobre a prevalência de ILTB e sua associação com possíveis fatores de risco em trabalhadores da saúde, o continente asiático, representou o total destas produções científicas (63,15%), seguido pela América do Sul (15,78%), Europa e África, ambos com uma representação de 10,52% das produções.

Em um contexto geográfico, em 2020, 43% dos casos de TB ocorreram nas regiões da Organização Mundial de Saúde (OMS) do Sudeste Asiático, 25% na África, 3,0% nas Américas, seguido da Europa com 2,3% dos casos. Nesta perspectiva, as regiões dos continentes da África e Ásia, em 2020, representaram juntas 68% dos casos de TB, o que pode ter uma relação com um maior quantitativo das produções encontradas nesta revisão, onde os dois continentes somam juntos 73,67%(26).

Além disto, dos 12 países nos quais as produções científicas foram realizadas, 66,6% (Bangladesh, Vietnã, Brasil, Peru, Coréia do Sul, Moçambique, Quirguistão e China) estão presentes em pelo menos uma das três listas globais de países com alta carga de TB, TB associada ao HIV e Tuberculose Multirresistente e Tuberculose Resistente à rifampicina (MDR/RR-TB), estando a China presentes em todas as três listas(26).

Do total dos estudos, 78,9% ocorreram no hospital(9-21,23,25), enquanto os outros estudos utilizaram locais como unidade básica de saúde e policlínicas(7,8,22,24). A população dos estudos envolveu trabalhadores da área da saúde com variação entres as categorias profissionais. A enfermagem foi a única categoria participante em todos os estudos. Diversos autores apontam os profissionais de saúde como grupo de risco para o ILTB e investem em entender os fatores de risco associados à infecção(7-25).

Nesta revisão, a prevalência variou entre 4,5% (menor valor encontrado) e 56,8% (maior valor encontrado); a menor prevalência, foi em um estudo que ocorreu na Itália(24), que é um país considerado pela OMS de baixa incidência de TB(27); a maior prevalência encontrada, ocorreu em um estudo realizado no Vietnã(15), que é um país considerado pela OMS um dos 30 países com uma alta carga de TB e MDR/RR-TB(26).

Resultado similar a maior prevalência de ILTB em profissionais de saúde encontrada nesta revisão (56,8%), foi em um estudo realizado no Peru, que tinha como objetivo estimar a prevalência da ILTB em profissionais de saúde. Neste estudo, foi identificada uma taxa de prevalência de 56,5%(22). Cabe destacar, que ambos os estudos (Vietnã e Peru), utilizaram o teste tuberculínico para o diagnóstico da ILTB, considerando um valor de leitura de 5mm na enduração para um resultado positivo.

Chama atenção, o Peru, que embora não esteja na lista de países com alta carga de TB (ao contrário do Vietnã), é um país considerado com alta incidência de MDR/RR-TB entre seus casos(28).

Ainda considerando o contexto acima, Prado et al(7), em um estudo com objetivo de determinar a prevalência de ILTB e fatores de risco associados em profissionais de saúde na atenção primária, encontrou uma maior razão de chance entre as categorias de técnico de enfermagem (OR 3,10 [IC 95%] 1.26-7.60, agentes comunitários de saúde (OR 2.60 [95%] 1.06 - 6.40) e enfermeiros (OR 2.97 [IC 95%] 1.13-7.83) quando comparados a categoria profissional de médico.

Contrastando com o estudo anterior Kim et al(12) considerando um cenário diferente (hospital da Coréia do Sul), mostrou em sua análise que trabalhar como médico, comparado a outras profissões, representou uma maior razão chance (OR 5.19 [IC95%] 1.49 - 18.13) para exposição à ILTB.

Outros dois estudos, encontraram resultados estatísticos semelhantes em relação a maior exposição da categoria médica em relação a exposição à ILTB: 01 estudo realizado em hospitais na Arábia Saudita, mostrou uma maior prevalência (20%) com valor de p = 0,02 para resultados positivos em IGRA em médicos quando comparado a outras profissões(14), e o outro estudo, ocorreu em hospitais na República do Quirguizistão e encontrou uma taxa de ensaios de liberação de interferon-gama (IGRA-QFT) positivo em médicos de 65,2% e uma OR 8,7 [95%] 1,2 - 60,5(25).

Outra pesquisa que ocorreu em um hospital na Arábia Saudita, mostrou uma maior exposição à ILTB para profissionais de áreas clínicas, quando comparados a áreas não clínicas; contudo as seguintes categorias profissionais representaram maior exposição: enfermeiros (OR 2,67 [95%] 2.11 - 3.37), auxiliar de saúde (OR 2,08 [95%] 1.49 - 2.89) e técnico em radiologia apresentando uma maior exposição (OR 3,08 [95%] 1.58-6.03)(21); em contraponto ao exposto Lee et al(23) em um estudo realizado em um hospital na Coreia do Sul, encontrou em sua análise que ser enfermeiro no cenário estudado pode ser um fator de proteção relacionado a outras categorias (OR 0,2 [95%] 0,15 - 0,25).

Sendo assim, devemos considerar que ambientes onde circulam pessoas com a doença ativa nas formas pulmonar ou laríngea e que estão eliminando aerossóis através de tosse, fala ou espirro, oferecem algum risco de transmissão(29).

Ressalta-se que, medidas de prevenção, biossegurança, oferta e utilização dos EPI, e as ações de vigilância em saúde do trabalhador, tornam-se importantes para o fortalecimento de ações que visem reduzir a infecção pelo MTB nos serviços de saúde, prevenindo assim o adoecimento para doença ativa e sua transmissibilidade(30).

Quanto ao diagnóstico da ILTB, este pode ser realizado por meio do teste tuberculínico (testes cutâneos) ou por ensaios de liberação de interferon-gama (IGRAs). Os IGRAs, diferentemente da prova tuberculínica, são exames de alto custo, e são capazes de quantificar a síntese do interferon gama produzidos por linfócitos T (CD4+ e CD8+) devido a sensibilização a determinados antígenos específicos do MTB. Por não apresentarem reação cruzada com a vacina BCG, e outras espécies de micobactérias não tuberculosas, são mais específicos quando comparados ao PPD(31,32).

Nesta revisão, para o diagnóstico de ILTB, a maior parte dos estudos (57,89%), utilizaram algum tipo de ensaio de liberação de interferon gama (IGRA)(7,11-13,16,18,20,21,23-25), enquanto 26,31% dos estudos(8,10,15,19,22), utilizaram somente o PPD como meio diagnóstico da ILTB e apenas 15,78%, utilizaram os dois meios de diagnósticos (IGRAs e PPD)(9,14,17).

Dos estudos que utilizaram o PPD como meio diagnóstico para ILTB, (50%) utilizaram o PPD RT-23 State Serum Institute, Copenhagen, Dinamarca(8,9,14,17). Ainda neste contexto, em relação à leitura e a positividade dos testes tuberculínicos utilizados nos estudos desta revisão, os autores consideraram os seguintes valores: em relação a leitura do PPD: 37,5% dos autores(8,9,17) consideraram um tempo após 72 horas da inoculação; em 01 estudo(15), não foi possível encontrar a informação sobre o tempo de leitura. Os outros estudos que correspondem à 50% do total dos que utilizaram o teste tuberculínico como meio diagnóstico para a ILTB, consideraram um tempo menor para leitura do PPD (48 horas)(10,14,19,22).

No Brasil, existe um consenso para a leitura da prova tuberculínica, podendo variar entre 48 a 96 horas após a inoculação, porém a melhor resposta inflamatória é percebida no período de 72 horas(29). Em relação a enduração, alguns autores consideraram para um teste positivo nos profissionais de saúde, um ponto de corte maior ou igual à 10mm sendo para profissionais imunocomprometidos, valor igual ou maior que 5 mm(8,9,22). Outros autores utilizaram ponto de corte maiores (igual ou maior que 15mm) levando em consideração indivíduos que foram vacinados com BCG(15).

No Brasil, considera-se um teste positivo o indivíduo que obtiver em um teste tuberculínico valor igual ou maior que 5 mm independentemente da sua situação vacinal ou estado imunológico(3). Sabendo que alguns testes cutâneos (PPD) podem sofrer reação cruzada com a vacina BCG(3), torna-se relevante discutir os resultados estatisticamente significativos encontrados em pesquisas que utilizam como variável a história de vacinação ou presença de cicatriz vacinal com possíveis associações como o tempo de vacinação e resultados falso positivos. Neste sentido, alguns autores, consideraram pontos de corte maiores na enduração a fim de minimizar resultados falsos-positivos.

Desta forma, Yoon et al(9), em seu estudo, associou uma maior prevalência em profissionais de saúde com maior número de cicatrizes de BCG (p= < 0,001); considerando a alta taxa de imunização no país (Coreia do Sul), a fim de minimizar os resultados falso-positivos nos resultados do teste tuberculínico utilizado, estabeleceram um ponto de corte maior na enduração (10 mm de corte) para considerar a positividade do teste.

Usando a mesma linha de raciocínio Ngo et al(15), em sua pesquisa, que ocorreu em um hospital no Vietnã, encontraram em sua análise uma relação na prevalência nos profissionais de saúde com teste tuberculínicos positivos (49,1%), com registro da vacina da BCG no passado; pensando em reduzir um possível viés, considerou um ponto de corte ainda maior que no estudo de Yoon et al(9), tendo assim para profissionais de saúde vacinados com BCG (sem outras considerações), um teste positivo, ≥ 15mm.

É importante ressaltar que nenhum dos dois estudos relataram o tempo em que a vacinação da BCG foi realizada, o que pode influenciar no resultado do teste cutâneo, já que dez anos após a BCG, apenas 1% das provas tuberculínicas positivas, pode ser atribuída à BCG(29).

Quanto às variáveis de exposição, com exceção das que já foram discutidas anteriormente, foram escolhidas as que foram categorias de análise em todos os estudos (sexo e idade). Foram consideradas para discussão, as que tiveram associação significativa com a variável de desfecho ILTB, tanto para testes tuberculínicos como para IGRAs.

Tendo em vista a variável sexo encontrou-se associação com a ILTB, no estudo de YOON et al(9), onde o sexo feminino teve uma prevalência maior em relação ao masculino (33,3% VS 24,9%) com valor de p= 0,014 considerando o teste tuberculínico. Não houve relação estatística com IGRA; já no estudo de Bukhary et al(14), foi achada associação à ILTB no teste IGRA, sendo o sexo feminino mais prevalente que o sexo masculino 94,2% e 86,8% respectivamente (p=0,01); ao contrário, Coppeta et al(24), mostrou em sua análise que o sexo masculino está relacionado à ILTB com o dobro da prevalência se comparado ao sexo feminino ( p=0,01). Sabri et al(17), também em sua análise encontrou uma maior razão de chance no teste IGRA positivo no sexo masculino OR 2,14 [95%] 1,54 - 2,97 comparado ao sexo feminino.

Em relação a idade e considerando a relação de positividade tanto em testes tuberculínicos quanto em IGRAs, os estudos mostraram uma tendência para a ILTB nos grupos com mais idade(7,9,11,12,14,17-25).

Limitações do Estudo

Foi utilizado como critério de inclusão apenas artigos na íntegra, podendo haver perda de outros estudos pertinentes. Uma outra limitação, foi atribuída ao recorte temporal, podendo haver perda de estudos recentes. Além dessas limitações mencionadas, soma-se a não inclusão de outras bases de dados nesta revisão e a extração de dados não ter sido realizada de modo duplo independente. Enfim, em uma perspectiva epidemiológica, destaca-se que nos estudos abordados nesta revisão, a segmentação da variável idade em diversas faixas etárias impõe um desafio significativo à sua análise.

Contribuições para a Área

Em face do exposto, esta revisão colabora com o maior entendimento da infecção latente pelo MTB entre trabalhadores da área da saúde, permitindo assim a adoção de novas estratégias de vigilância com desdobramento para a redução da infecção pelo MTB nos serviços de saúde. Neste mesmo raciocínio, destacam-se as ações de diagnóstico precoce da ILTB e do tratamento preventivo da TB entre trabalhadores da saúde. A pesquisa também vai ao encontro dos pilares norteadores para o enfrentamento da doença no País, cujos objetivos são a redução dos coeficientes de incidência e mortalidade da doença no Brasil.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta revisão, devido ao marco temporal escolhido, o número reduzido de estudos encontrados no Brasil nesta revisão, foram conduzidos apenas na atenção primária, o que dificulta o entendimento da ILTB nos serviços de saúde hospitalar do País. Em decorrência da pluralidade das equipes de saúde e da constituição dos serviços de saúde nos diferentes países, dificulta a comparabilidade entre os resultados destes estudos.

Os estudos apontaram para uma associação significativa em ser profissional da área da saúde e estar exposto à ILTB, podendo estar relacionado a um maior risco, os profissionais que trabalham em países de maior coeficiente de incidência da doença ativa. Esta revisão, mostrou também que ser médico ou enfermeiro, ter mais idade, em geral, está relacionado à TB infecção.

A ILTB nesta revisão, esteve mais relacionada ao sexo masculino quando comparada ao feminino. Uma outra questão, é que apesar do custo alto dos ensaios de liberação de interferon gama, esta revisão mostrou que há uma predileção nestes testes quando comparados ao teste tuberculínico.

Adicionalmente, é que os diferentes testes utilizados para o diagnóstico da ILTB e seus diferentes pontos de corte para positividade (quando se tratou dos testes cutâneos), podem ter influenciado nos resultados encontrados de prevalência.

Em relação aos testes tuberculínicos, percebe-se que alguns autores, para reduzir possíveis vieses, aumentam os pontos de corte na enduração no momento da leitura. Isto nos faz pensar na necessidade de mais estudos sobre a realização de testes cutâneos com objetivo de avaliar reações cruzadas com a vacina BCG, principalmente em países onde a taxa de vacinação é alta.

Tratando-se ainda dos testes cutâneos, é necessário que os estudos que utilizam a presença de cicatriz da vacina BCG como variável incluam o tempo em que a vacina foi realizada a fim de abrir discussões mais profundas quanto a relação da positividade do teste cutâneo com a vacina.

Face aos resultados dos estudos que compuseram esta revisão, se faz necessário mais estudos em relação à epidemiologia da ILTB, principalmente no contexto dos trabalhadores da saúde, a fim de contribuir para seu melhor entendimento e para formular ações de maior impacto que contribuam para proteção da população de trabalhadores da saúde, com ações de biossegurança efetivas, consequentemente reduzindo o risco de adoecimento contribuindo assim para atenuar os indicadores de incidência e prevalência da TB no mundo.

  • FOMENTO
    O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

Referências bibliográficas

  • 1 World Health Organization (WHO). National surveys of costs faced by tuberculosis patients and their households 2015-2021 [Internet]. 2022 [cited 2024 Jan 15]. Available from: http://www.who.int/publications-detail-redirect/9789240065536
    » http://www.who.int/publications-detail-redirect/9789240065536
  • 2 Guidoni LM, Negri LSA, Carlesso GF, Zandonade E, Maciel ELN. Catastrophic costs in tuberculosis patients in Brazil: a study in five capitals. Esc Anna Nery. 2021;25:20200546. https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0546
    » https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0546
  • 3 Ministério da Saúde (BR). Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2022 [cited 2024 Jan 10]. Available from: http://sitetb.saude.gov.br/download-2023/ILTB_Protocolo_de_vigilancia_da_ILTB_2022.pdf
    » http://sitetb.saude.gov.br/download-2023/ILTB_Protocolo_de_vigilancia_da_ILTB_2022.pdf
  • 4 Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (BR). Agenda 2030: ODS - Metas Nacionais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável [Internet]. Brasília: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão; 2018 [cited 2024 Jan 15]. Available from: https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8855/1/Agenda_2030_ods_metas_nac_dos_obj_de_desenv_susten_propos_de_adequa.pdf
    » https://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/8855/1/Agenda_2030_ods_metas_nac_dos_obj_de_desenv_susten_propos_de_adequa.pdf
  • 5 Pustiglione M, Galesi VMN, Santos LAR, Bombarda S, Tognini S, Freitas AC, et al. Tuberculosis in health care workers: a problem to be faced. Rev Med (São Paulo). 2020;99(1):16-26. https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i1p16-26
    » https://doi.org/10.11606/issn.1679-9836.v99i1p16-26
  • 6 Mendes KDS, Silveira RCCP, Galvão CM. Use of the bibliographic reference manager in the selection of primary studies in integrative reviews. Texto Contexto Enferm. 2019;28:e20170204. https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2017-0204
    » https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2017-0204
  • 7 Prado TN, Riley LW, Sanchez M, Fregona G, Nóbrega RLP, Possuelo LG, et al. Prevalence and risk factors for latent tuberculosis infection among primary health care workers in Brazil. Cad Saude Publica. 2017;33(12):e00154916. https://doi.org/10.1590/0102-311X00154916
    » https://doi.org/10.1590/0102-311X00154916
  • 8 Lacerda TC, Souza FM, Prado TN, Locatelli RL, Fregona G, Lima RCD, et al. Tuberculosis infection among primary health care workers. J Bras Pneumol. 2017;43(6):416-23. https://doi.org/10.1590/S1806-37562016000000211
    » https://doi.org/10.1590/S1806-37562016000000211
  • 9 Yoon CG, Oh SY, Lee JB, Kim MH, Seo Y, Yang J, et al. Occupational risk of latent tuberculosis infection in health workers of 14 military hospitals. J Korean Med Sci. 2017;32(8):1251-7. https://doi.org/10.3346/jkms.2017.32.8.1251
    » https://doi.org/10.3346/jkms.2017.32.8.1251
  • 10 Belo C, Naidoo S. Prevalence and risk factors for latent tuberculosis infection among healthcare workers in Nampula Central Hospital, Mozambique. BMC Infect Dis. 2017;17(1):408-8. https://doi.org/10.1186/s12879-017-2516-4
    » https://doi.org/10.1186/s12879-017-2516-4
  • 11 Chen B, Gu H, Wang X, Wang F, Peng Y, Ge E, et al. Prevalence and determinants of latent tuberculosis infection among frontline tuberculosis healthcare workers in southeastern China: A multilevel analysis by individuals and health facilities. Int J Infect Dis. 2019;79:26-33. http://dx.doi.org/10.1016/j.ijid.2018.11.010
    » http://dx.doi.org/10.1016/j.ijid.2018.11.010
  • 12 Kim S, Choi H, Jang YJ, Park SH, Lee H. Prevalence of and factors related to latent tuberculous infection among all employees in a referral hospital. Int J Tuberc Lung Dis. 2018;22(11):1329-35. https://doi.org/10.5588/ijtld.18.0047
    » https://doi.org/10.5588/ijtld.18.0047
  • 13 Guo LP, Jiang Y, Liu YM, Cao B. First assessment of interferon gamma release assay results among healthcare workers at a general hospital in China. Clin Respir J. 2018;12(11):2581-9. https://doi.org/10.1111/crj.12960
    » https://doi.org/10.1111/crj.12960
  • 14 Bukhary ZA, Amer SM, Emara MM, Abdalla ME, Ali SA. Screening of latent tuberculosis infection among health care workers working in Hajj pilgrimage area in Saudi Arabia, using interferon gamma release assay and tuberculin skin test. Ann Saudi Med. 2018;38(2):90-6. https://doi.org/10.5144/0256-4947.2018.90
    » https://doi.org/10.5144/0256-4947.2018.90
  • 15 Ngo CQ, Manabe T, Vu GV, Chu HT, Vu TTT, Tran TT, et al. Difficulties in tuberculosis infection control in a general hospital of Vietnam: a knowledge, attitude, and practice survey and screening for latent tuberculosis infection among health professionals. BMC Infect Dis. 2019;19(951):1-10. https://doi.org/10.1186/s12879-019-4593-z
    » https://doi.org/10.1186/s12879-019-4593-z
  • 16 Han SS, Lee SJ, Yim JJ, Song JH, Lee EH, Kang YA. Evaluation and treatment of latent tuberculosis infection among healthcare workers in Korea: a multicentre cohort analysis. PLoS One. 2019;14(9):e0222810. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0222810
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0222810
  • 17 Sabri A, Quistrebert J, Naji Amrani H, Abid A, Zegmout A, Abderrhamani Ghorfi I, et al. Prevalence and risk factors for latent tuberculosis infection among healthcare workers in Morocco. PLoS One. 2019;14(8):e0221081. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0221081
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0221081
  • 18 Deng Y, Liu Y, Li Y, Jing H, Wang Y, Li X, et al. Isolation measures and protection awareness are significant for latent tuberculosis infection: a cross-sectional study based on T-SPOT.TB among health care workers in China. Epidemiol Infect.2019;147:e120. https://doi.org/10.1017/S0950268818002777
    » https://doi.org/10.1017/S0950268818002777
  • 19 Islam MS, Chughtai AA, Nazneen A, Chowdhury KIA, Islam MT, Tarannum S, et al. A tuberculin skin test survey among healthcare workers in two public tertiary care hospitals in Bangladesh. PLoS One. 2020;15(12):e0243951. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0243951
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0243951
  • 20 Hermes L, Kersten JF, Nienhaus A, Schablon A. Risk analysis of latent tuberculosis infection among health workers compared to employees in other sectors. Int J Environ Res Public Health. 2020;17(13). https://doi.org/10.3390/ijerph17134643
    » https://doi.org/10.3390/ijerph17134643
  • 21 Almohaya A, Aldrees A, Akkielah L, Hashim AT, Almajid F, Binmoammar T, et al. Latent tuberculosis infection among health-care workers using Quantiferon-TB Gold-Plus in a country with a low burden for tuberculosis: prevalence and risk factors. Ann Saudi Med. 2020;40(3):191-9. https://doi.org/10.5144/0256-4947.2020.191
    » https://doi.org/10.5144/0256-4947.2020.191
  • 22 Sedamano J, Schwalb A, Cachay R, Zamudio C, Ugarte-Gil C, Soto-Cabezas G, et al. Prevalence of positive TST among healthcare workers in high-burden TB setting in Peru. BMC Public Health. 2020;20:612. https://doi.org/10.1186/s12889-020-08756-9
    » https://doi.org/10.1186/s12889-020-08756-9
  • 23 Lee EH, Son NH, Kwak SH, Choi JS, Kim MC, Seol CH, et al. Decreased annual risk of tuberculosis infection in South Korean healthcare workers using interferon-gamma release assay between 1986 and 2005. BMC Infect Dis. 2021;21(1161):1-8. https://doi.org/10.1186/s12879-021-06855-5
    » https://doi.org/10.1186/s12879-021-06855-5
  • 24 Coppeta L, Ferrari C, Ferraro M, Baldi S, Grande S, Zordo LM, et al. Risk of latent tuberculosis infection among healthcare workers in Italy: a retrospective study with Quantiferon Test. J Prev Med Hyg. 2021;62(3):E759-62. https://doi.org/10.15167/2421-4248/jpmh2021.62.3.1471
    » https://doi.org/10.15167/2421-4248/jpmh2021.62.3.1471
  • 25 Corbett C, Kalmambetova G, Umetalieva N, Ahmedov S, Antonenka U, Myrzaliev B, et al. Quantiferon-TB Gold plus testing for the detection of LTBI among health care workers in major TB hospitals of the Northern Kyrgyz Republic. BMC Infect Dis. 2022;22(1):180. https://doi.org/10.1186/s12879-022-07149-0
    » https://doi.org/10.1186/s12879-022-07149-0
  • 26 World Health Organization (WHO). Global tuberculosis report 2021 [Internet]. 2021 [cited 2024 Jan 15]. Available from: https://www.iom.int/sites/g/files/tmzbdl486/files/documents/2023-03/Global-TB-Report-2021.pdf
    » https://www.iom.int/sites/g/files/tmzbdl486/files/documents/2023-03/Global-TB-Report-2021.pdf
  • 27 World Health Organization (WHO). Global tuberculosis report 2018 [Internet]. 2018 [cited 2024 Jan 15]. Available from: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/274453/9789241565646-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y
    » https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/274453/9789241565646-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y
  • 28 World Health Organization (WHO). Global Tuberculosis Report 2022 [Internet]. 2022 [cited 2024 Jan 15]. Available from: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/363752/9789240061729-eng.pdf?sequence=1
    » https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/363752/9789240061729-eng.pdf?sequence=1
  • 29 Ministério da Saúde (BR). Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil[Internet]. 2019 [cited 2024 Jan 15]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf
    » https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_recomendacoes_controle_tuberculose_brasil_2_ed.pdf
  • 30 Orfão NH, Sabini AAC, Ferreira MRL, Braga RS, Barros NO, Brunello MEF. Illness caused by tuberculosis among health professionals in a municipality in the North Region of Brazil. Res Soc Dev. 2021;10(1):e17510111427. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.11427
    » https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.11427
  • 31 Trad S, Bodaghi B, Saadoun D. Update on Immunological Test (Quantiferon-TB Gold) Contribution in the Management of Tuberculosis-Related Ocular Inflammation. Ocul Immunol Inflamm. 2018;26(8):1192-9. https://doi.org/10.1080/09273948.2017.1332232
    » https://doi.org/10.1080/09273948.2017.1332232
  • 32 Latorre I, Mínguez S, Carrascosa JM, Naves J, Villar-Hernández R, Muriel B, et al. Immune-mediated inflammatory diseases differently affect IGRAs’ accuracy for latent tuberculosis infection diagnosis in clinical practice. PLoS One. 2017;12(12):e0189202. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0189202
    » https://doi.org/10.1371/journal.pone.0189202

Editado por

  • EDITOR CHEFE:
    Dulce Barbosa
  • EDITOR ASSOCIADO:
    Hugo Fernandes

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Jan 2025
  • Data do Fascículo
    2024

Histórico

  • Recebido
    18 Fev 2024
  • Aceito
    30 Jun 2024
  • Corrigido
    02 Abr 2025
location_on
Associação Brasileira de Enfermagem SGA Norte Quadra 603 Conj. "B" - Av. L2 Norte 70830-102 Brasília, DF, Brasil, Tel.: (55 61) 3226-0653, Fax: (55 61) 3225-4473 - Brasília - DF - Brazil
E-mail: reben@abennacional.org.br
rss_feed Acompanhe os números deste periódico no seu leitor de RSS
Ir para o topo Reportar erro