RESUMO
Objetivos: construir e validar o conteúdo de uma tecnologia móvel como ferramenta tecnológica para o cuidado ao recém-nascido pré-termo no domicílio.
Métodos: estudo metodológico de caráter descritivo, qualitativo e quantitativo, que consistiu na elaboração de um aplicativo, construído e validado a partir de três etapas: levantamento bibliográfico e análise das entrevistas com as mães; elaboração do aplicativo; e validação de conteúdo por painel de especialistas.
Resultados: por meio da revisão integrativa da literatura e análise das entrevistas com 10 mães, foi possível identificar os temas inseridos na tecnologia, que foram validados por 14 especialistas, com índice e coeficiente de validade de conteúdo superiores a 0,80 nos 17 itens avaliados e consistência interna de α=92,6.
Conclusões: a construção do aplicativo para mães de recém-nascidos prematuros revelou elevado grau de concordância pelo painel de especialistas, demonstrando que o conteúdo desenvolvido é válido e constitui mais uma tecnologia de cuidado para o enfermeiro.
Descritores:
Aplicativos Móveis; Recém-Nascido Prematuro; Alta do Paciente; Assistência Domiciliar; Cuidados de Enfermagem
ABSTRACT
Objectives: to develop and validate the content of a mobile technology as a tool for the care of preterm newborns at home.
Methods: a methodological study of a descriptive, qualitative, and quantitative nature, involving the development of an application, which was designed and validated through three stages: a literature review and analysis of interviews with mothers; application development; and content validation by panel of experts.
Results: through an integrative literature review and analysis of interviews with 10 mothers, the topics incorporated into the technology were identified and subsequently validated by 14 experts, achieving a content validity index and coefficient above 0.80 across the 17 evaluated items, with an internal consistency of α=92.6.
Conclusions: the development of the application for mothers of preterm newborns demonstrated a high degree of agreement among the expert panel, confirming that the developed content is valid and serves as an additional care technology for nurses.
Descriptors:
Mobile Applications; Infant Premature; Patient Discharge; Home Nursing; Nursing Care
RESUMEN
Objetivos: construir y validar el contenido de una tecnología móvil como herramienta tecnológica para el cuidado del recién nacido pretérmino en el domicilio.
Métodos: estudio metodológico de carácter descriptivo, cualitativo y cuantitativo, que consistió en la elaboración de una aplicación, construida y validada a partir de tres etapas: revisión bibliográfica y análisis de entrevistas con las madres; desarrollo de la aplicación; y validación del contenido por panel de especialistas.
Resultados: a través de la revisión integrativa de la literatura y el análisis de entrevistas con 10 madres, fue posible identificar los temas incorporados en la tecnología, los cuales fueron validados por 14 especialistas, con un índice y coeficiente de validez de contenido superiores a 0,80 en los 17 ítems evaluados y una consistencia interna de α=92,6.
Conclusiones: la construcción de la aplicación para madres de recién nacidos prematuros mostró un alto grado de concordancia por parte del panel de especialistas, demostrando que el contenido desarrollado es válido y representa una nueva tecnología de cuidado para el profesional de enfermería.
Descriptores:
Aplicaciones Móviles; Recién Nascido Prematuro; Alta del Paciente; Atención Domiciliaria de Salud; Atención de Enfermería
INTRODUÇÃO
A longa caminhada que o Brasil percorreu desde a década de 1980 demonstrou que houve inúmeros avanços científicos e tecnológicos na saúde neonatal, influenciando uma expressiva redução da mortalidade infantil e neonatal. No entanto, a prematuridade, definida como o nascimento antes de 37 semanas de idade gestacional, ainda é um problema de saúde pública mundial(1).
Apesar de evitável, calcula-se que, aproximadamente, 12% dos nascimentos que ocorrem em território nacional sejam prematuros, um índice elevado em comparação aos países desenvolvidos(1). Além disso, atualmente, a taxa de mortalidade neonatal no Brasil é de 7,87, estando acima da meta nacional estabelecida nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030, que preconiza menos de 5,0 óbitos neonatais por mil nascidos vivos, a fim de reduzir as vulnerabilidades populacionais(2).
De fato, as crianças nascidas prematuras são pacientes que necessitam de assistência integral. Nessa perspectiva, ressalta-se a importância do acompanhamento dos profissionais da rede de atenção primária à saúde, especificamente daqueles vinculados à equipe de saúde da família, que devem coordenar o cuidado integral prestado às famílias residentes no território de abrangência da sua unidade, assim como dispensar orientações acerca dos cuidados diários com o bebê(3,4).
Ademais, considerando o cenário brasileiro e suas particularidades relacionadas à saúde, a Atenção Primária à Saúde enquadra-se como uma estratégia de atenção integral à saúde da população neonatal e de suas famílias, diante dos desafios para a materialização dos ODS e da execução da Agenda 2030. O princípio de “Não deixar ninguém para trás” representa um importante desafio para alcançar esse atendimento integral, independentemente da condição social da população(2).
Evidentemente, a experiência do parto prematuro para as famílias pode romper expectativas construídas ao longo da gestação, em razão da hospitalização do filho, do momento da alta e da transição para o domicílio, podendo estar envolta em sofrimentos e dificuldades(5). Assim, para além da assistência prestada nos diversos níveis da rede de atenção à saúde, o uso de tecnologias, como aplicativos, contribui para a eficácia da educação em saúde e representa um importante suporte para a continuidade da assistência, pois auxilia no acesso às orientações fornecidas desde a internação hospitalar até a alta para o domicílio, favorecendo um cuidado mediado pela tecnologia(6).
Outrossim, o uso da tecnologia tem se tornado um grande aliado no que tange à disseminação de informação correta, permitindo que a assistência dos profissionais, em especial da enfermagem, esteja atrelada ao uso de ferramentas validadas, que sejam disponibilizadas para a clientela sempre que necessário. Isso possibilita, assim, que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) criem proximidade com o ambiente tecnológico(6,7).
Assim, diante da magnitude dessa problemática e das evidências de insuficiência de aplicações relacionadas à enfermagem neonatal existentes no meio digital com vistas à vinculação em programas de saúde pública, este estudo ressalta a relevância das investigações relacionadas ao uso da tecnologia no cuidado ao recém-nascido pré-termo no contexto domiciliar e destaca a necessidade da realização de estudos que avaliem a pertinência e a adequação de uma nova ferramenta tecnológica(8).
OBJETIVOS
Construir e validar o conteúdo de uma tecnologia móvel como ferramenta tecnológica para o cuidado ao recém-nascido pré-termo no domicílio.
MÉTODOS
Aspectos éticos
O presente estudo atendeu à Resolução nº 466/12, à Carta Circular nº 1 de 03 de março de 2021 e foi aprovado em 13 de abril de 2022 pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Escola de Enfermagem Anna Nery. Aos participantes foi solicitada a concordância com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), enviado por meio eletrônico, através da plataforma Formulários Google e/ou assinado de forma presencial.
Tipo de estudo
Estudo metodológico de caráter descritivo, que consistiu na construção e validação de conteúdo de um aplicativo a ser utilizado no cuidado ao bebê pré-termo no ambiente domiciliar. O estudo foi realizado com base na ferramenta Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ), conforme preconiza a Rede EQUATOR, que orienta a descrição de estudos qualitativos(9).
Cenário do estudo
O cenário do estudo foi uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) de uma maternidade especializada no atendimento à gestante de risco, situada no município do Rio de Janeiro.
População e critérios de seleção
Para a primeira etapa do estudo, referente à definição do conteúdo teórico a ser incorporado no aplicativo, a pesquisadora contou com dez participantes, mães de recém-nascidos pré-termo, selecionadas a partir de uma amostra de conveniência, tendo como critério de inclusão: ser mãe de recém-nascido pré-termo que nasceu e foi internado na UTIN. Foram excluídas as mães com idade inferior a dezoito anos e mães de recém-nascidos que apresentaram malformações congênitas ou que, após a alta hospitalar, necessitavam de dispositivos invasivos e cuidados domiciliares especializados.
Após a segunda etapa, referente à elaboração do protótipo do aplicativo, foram selecionados os participantes para efetuarem a validação do aplicativo. Nesta terceira etapa, foram selecionados quatorze enfermeiros considerados avaliadores especialistas.
A identificação dos especialistas ocorreu por meio de uma busca na Plataforma Lattes do site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela técnica de amostragem não probabilística snowball, que consiste na indicação de novos participantes pelos primeiros(7).
Como critério de inclusão dos enfermeiros especialistas, foram adotados os requisitos estabelecidos por Jasper (1994)(10): possuir habilidade/conhecimento adquiridos pela experiência; possuir habilidade/conhecimento que torne o profissional uma autoridade no assunto; ou possuir aprovação em um teste específico para identificar especialistas. Nesta investigação, estipulou-se que os profissionais deveriam atender, minimamente, a dois desses requisitos para serem identificados como especialistas na área temática do aplicativo elaborado.
Dessa forma, foram identificados 27 (vinte e sete) especialistas, todos enfermeiros com especialização e experiência profissional na área de neonatologia e conhecimento acerca dos cuidados com o recém-nascido pré-termo. Destes, 14 (quatorze) responderam à pesquisa, mediante questionário eletrônico enviado por e-mail fornecido após contato telefônico, sendo a amostra adequada no que tange aos estudos de validação de conteúdo(11).
Protocolo do estudo
O estudo foi desenvolvido em três etapas: levantamento bibliográfico e análise das entrevistas com as mães; elaboração do aplicativo e; validade de conteúdo por painel de especialistas, respeitando a metodologia estabelecida pelo modelo Design de Interação Centrado no Usuário, sendo um referencial de estruturação que estipula a participação do destinatário final na etapa de criação de sistemas informatizados, como os aplicativos móveis(12).
Desta forma, as etapas do estudo foram:
1ª Etapa - Levantamento bibliográfico e análise das entrevistas com as mães
Para a primeira etapa, foi realizada uma revisão de literatura em seis bases de dados: Exerpta Medica Database (EMBASE), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) via PubMed, Web of Science via Portal de Periódicos da CAPES, Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Cochrane Library. As buscas foram realizadas nas bases de dados eletrônicas entre os meses de janeiro e maio de 2022, tendo como pergunta norteadora: “Quais são as produções científicas publicadas no período de 2012 a 2021 acerca das dúvidas maternas no cuidado com o recém-nascido prematuro no domicílio?”.
As estratégias de busca incluíram descritores controlados, pesquisados no Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Subject Heading (MeSH) via PubMed, no idioma inglês e seus sinônimos, além de descritores não controlados, todos conectados pelos operadores booleanos AND e OR, além do uso de símbolos, como o de truncamento, a depender das características de cada base pesquisada.
Ainda nesta primeira etapa do estudo, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com as seguintes perguntas abertas: “Quais as suas dúvidas com relação aos cuidados com seu filho?”; “De todos os cuidados com o recém-nascido pré-termo, o que mais te traz medo em fazer sozinha?”; “Que informações você gostaria de ter à disposição quando estiver no domicílio?”; e “Quem são as pessoas que compõem a sua rede de apoio?”.
As entrevistas com as mães ocorreram entre os meses de agosto e setembro de 2022, em um espaço reservado dentro da unidade hospitalar onde os recém-nascidos eram acompanhados após a alta da UTIN, e tiveram duração média de dez minutos. Participaram da pesquisa dez mães de neonatos pré-termo, cuja idade variou de 20 a 44 anos, que ainda estavam internados na UTIN, com o objetivo de complementar a pesquisa e elencar, de forma prática, os desafios enfrentados pelas cuidadoras.
Assim, após a revisão de literatura, que elencou 21 artigos publicados em periódicos, classificados em sua maioria com nível de evidência VI, e após a realização das entrevistas maternas, finalizadas após a saturação dos conteúdos relatados, transcritas e analisadas na íntegra, evidenciou-se que as principais dúvidas estavam relacionadas à amamentação, cuidados de higiene, cólica, banhos de sol, identificação de sinais de alerta e ao método canguru. Dessa forma, foram elencados seis grandes temas que subsidiaram a construção do aplicativo para o cuidado ao recém-nascido pré-termo no domicílio: Canguru; Amamentação; Sono e repouso; Cuidados de higiene; Sinais de alerta; e Estimulação neuropsicomotora.
2ª Etapa – Elaboração do aplicativo
Com base nos assuntos elencados para a concepção e construção teórica da tecnologia, foi idealizado um modelo de aplicativo móvel, desenvolvido online por meio do site gratuito Canva.com, com imagens de domínio público projetadas com base nas etapas anteriores e seguindo o modelo metodológico estabelecido.
Na idealização do material, a tela inicial, após a tela de capa, foi composta por um logotipo constituído por pés que representam os de recém-nascidos e pelo nome Meu RN Prematuro, na cor roxa, por ser utilizada para simbolizar o Dia Mundial da Prematuridade(13).
A tela seguinte foi composta por campos para inserção de dados de identificação, como nome do bebê, data de nascimento, idade gestacional corrigida, peso e data da alta hospitalar, cujo preenchimento será realizado pela mãe ou pelo profissional enfermeiro da unidade no momento em que o binômio receber alta para o domicílio.
O item “idade gestacional corrigida” foi inserido em virtude do impacto da prematuridade no crescimento e desenvolvimento do neonato. Dessa forma, esse item visa contribuir para a continuidade do cuidado na rede de atenção primária à saúde, tendo em vista que, para o recém-nascido pré-termo, há gráficos de avaliação próprios desenvolvidos para utilização nas consultas de seguimento.
A tela seguinte foi elaborada com o intuito de promover o vínculo entre o neonato e sua família, possibilitando a inserção de recortes fotográficos realizados durante o período de internação, de acordo com a vontade da cuidadora e demais envolvidos.
3ª Etapa - Validação de conteúdo por painel de especialistas
Foram 14 (quatorze) participantes que responderam à pesquisa com vistas à validação do conteúdo do aplicativo, sendo todas do sexo feminino, com idade variando entre 25 e 60 anos, sendo que o maior percentual encontrava-se na faixa etária de 36 a 45 anos (64,3%).
Os membros do painel de especialistas residiam e atuavam profissionalmente no estado do Rio de Janeiro/RJ, na rede pública de saúde, possuindo ampla experiência profissional em hospitais com atendimento especializado ao neonato pré-termo. Destes, 92,9% possuíam cinco anos ou mais de exercício profissional.
Para a análise dos resultados, foi elaborado um banco de dados no programa Excel, onde cada questão do instrumento estruturado para a validação do aplicativo, no que se refere à relevância do conteúdo, linguagem escrita, atratividade para o usuário e pertinência dos temas, recebeu um código numérico com base nas cinco possibilidades de resposta: “discordo fortemente (1)”, “discordo (2)”, “não concordo nem discordo (3)”, “concordo (4)” e “concordo fortemente (5)”.
Para a análise de validade e confiabilidade dos itens contidos no aplicativo, os especialistas avaliaram os critérios utilizando o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), com o cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC) e do Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC) de cada item. O critério de validação adotado foi um valor superior a 0,80(11), considerando a média das respostas “4” e “5” atribuídas pelo painel de especialistas.
Para verificar a consistência interna, foi calculado o alfa de Cronbach, sendo que valores entre 0,70 e 0,95 indicam forte correlação. Além disso, foi realizado o teste exato de distribuição binomial, adotando como critério de significância p>0,05.
RESULTADOS
Os resultados da primeira etapa subsidiaram a construção do conteúdo do aplicativo.
A partir da revisão sistemática da literatura, na qual foram analisados 21 artigos publicados no recorte temporal de 2012 a 2021, identificou-se que as principais dúvidas das mães frente ao cuidado ao recém-nascido prematuro no domicílio estão relacionadas à amamentação, higiene, banho de sol, cólica da criança, alterações clínicas, temperatura e método canguru(14).
Nesta etapa, considerou-se ainda o resultado das entrevistas realizadas com as dez mães de crianças nascidas entre a 25ª e a 36ª semana de gestação. Essas mães tinham idade entre 20 e 44 anos; a maioria era solteira (6), possuía ensino fundamental (6) e não tinha trabalho remunerado fora do lar (6).
Com relação às incertezas relacionadas ao cuidado do prematuro, as mães referiram aspectos ligados ao aleitamento materno, cuidados de higiene, oferta de leite artificial, identificação de sinais de anormalidades, sono e repouso, como ilustrado nos seguintes trechos:
-
Minha única dúvida, em casa, eu acho que vai ser sobre alimentação. Porque o estômago dela é menor, qual será o tempo certo para amamentar. (Mãe ٠٦)
-
Será que eu vou conseguir dar banho nessa criança? [...] Mas eu queria ter mais confiança na hora do banho. (Mãe 03)
-
Eu estou vendo que ela está tendo uma dificuldade em sugar a mamadeira, vejo que ela demora muito. (Mãe 08)
-
Ele precisou usar oxigênio, então, em casa, eu vou ter que prestar mais atenção nisso. Se ele passar mal, não sei se saberia identificar, acho que não. (Mãe 05)
-
A minha preocupação com ele é sobre a respiração em casa. [...] A respiração me preocupa muito. E o vômito, isso dele colocar tudo para fora. (Mãe 09)
-
Nunca fui mãe. Tenho dúvidas com relação ao banho, com a forma de colocar para dormir. (Mãe 10)
Com os resultados da revisão da literatura e os dados obtidos nas entrevistas, foi possível estruturar o conteúdo do aplicativo e prosseguir para a validação dos especialistas.
Assim, com relação à estrutura e disponibilização dos temas do aplicativo, foi realizada uma organização a fim de dar sentido ao conteúdo, ou seja, a sequência de informações disponíveis na tela principal possibilitará ao usuário a conexão entre os temas, proporcionando, dessa forma, uma organização temática acerca do cuidado.
Além disso, todo o conteúdo foi estruturado respeitando as regras da Língua Portuguesa em vigor no território nacional e revisado por um especialista na temática antes de ser inserido e disponibilizado no aplicativo, proporcionando, assim, coerência, adequada concepção da linguagem e atendimento às regras gramaticais. Para tanto, a avaliação semântica não foi contemplada nesta etapa do estudo.
Com relação ao perfil dos participantes do painel de especialistas, verificou-se que estes possuíam especialização na área de neonatologia (42,9%), seguida por mestrado (28,6%) e doutorado (28,6%).
Os dados relacionados à caracterização do painel de especialistas estão descritos na Tabela 1.
Em relação aos itens avaliados pelos especialistas, notou-se que o I-IVC médio foi de 0,96 e o Coeficiente de Validade de Conteúdo (CVC) médio foi de 0,91 (Tabela 2), refletindo excelentes avaliações de concordância no que diz respeito ao conteúdo e à aparência da versão final do aplicativo proposto, que apresentou uma consistência interna de α = 92,6.
Avaliação dos especialistas com relação à clareza, relevância e à aparência do aplicativo, de acordo com o cálculo do Índice de Validade de Conteúdo e do Coeficiente de Validade de Conteúdo, Rio de Janeiro, 2023, (N=14)
Decerto, os conteúdos dos itens Canguru, Amamentação, Sono e repouso, Cuidados de higiene, Sinais de alerta e Estimulação neuropsicomotora foram validados pelos especialistas quanto à relevância e obtiveram um índice acima de 0,80, tornando o conteúdo válido.
De igual forma, a aparência do aplicativo também foi validada pelo painel de especialistas, no qual o design gráfico, a relação entre texto e imagem disponível para visualização, os recursos utilizados para o acesso à informação e a apresentação facilitada do conteúdo também obtiveram um I-IVC e um CVC acima de 0,80.
Já com relação ao acesso inicial ao aplicativo, um dos especialistas sugeriu, após análise, que houvesse um local para a realização de cadastro de login e não apenas o login com acesso direto às telas. Portanto, a sugestão foi atendida, e foi realizada uma reorganização da tela de cadastro com a descrição “criar uma conta”, sendo possível, por meio da tela inicial, a criação de um cadastro pessoal.
Ainda no processo de validação, os especialistas puderam registrar, no instrumento de avaliação, comentários livres, cujas considerações relacionadas a melhorias e elogios foram analisadas qualitativamente, sintetizadas e atendidas de acordo com a possibilidade de alterações na estrutura do aplicativo e a pertinência ao tema.
As sugestões atendidas ou não foram sintetizadas e elencadas no Quadro 1.
Síntese da análise qualitativa das sugestões dos juízes para o aplicativo relacionada ao conteúdo, Rio de Janeiro, 2023, (N=14)
Tais achados evidenciaram que, em apenas uma rodada de validação realizada pelo painel de especialistas, a ferramenta tecnológica foi considerada válida. Assim, após a última etapa metodológica, os ajustes relacionados ao conteúdo e à aparência, além da organização dos dados, das imagens dispostas nas telas por assunto e do atendimento às recomendações salientadas pelo painel de especialistas, o aplicativo foi finalizado e definido, conforme demonstrado através das Figura 1.
DISCUSSÃO
A ferramenta tecnológica desenvolvida apresentou conteúdo relevante para o cuidado neonatal, uma vez que foi validada por um painel de especialistas na temática. Portanto, considerando que a maior parte da população brasileira possui acesso à rede móvel, a saúde digital pode contribuir significativamente para a continuidade do cuidado à saúde(15).
Assim, levando em consideração que um dos critérios para uma validação satisfatória do conteúdo do instrumento é a observação de IVC e CVC acima de 0,80(16), verificou-se que, após a rodada de validação com os especialistas, obteve-se pontuações superiores a esse valor. Corroborando esse achado, um estudo de desenvolvimento e validação de conteúdo de um aplicativo móvel sobre aleitamento materno mostrou a aprovação da maioria dos juízes avaliadores(17).
Nessa perspectiva, para além da utilização da tecnologia pelo usuário, os profissionais de saúde também podem explorar o aplicativo, uma vez que tal aparato tecnológico pode apoiar a tomada de decisão por meio de informações precisas e confiáveis, além de possibilitar o compartilhamento de tópicos voltados para a saúde materno-infantil entre equipes multidisciplinares, aumentando, assim, a conectividade entre profissional e usuário(17).
Atualmente, diversos dispositivos tecnológicos direcionados ao cuidado do recém-nascido pré-termo fora do ambiente hospitalar têm mostrado significativa relevância no desempenho dos cuidadores, principalmente as mães, além de serem meios de acesso rápido a conteúdos de interesse comum e compartilhamento de informações em tempo real(18).
Com o avanço do meio digital, surgiram as tecnologias de mHealth, que são ferramentas de apoio à saúde em formato digital, como aplicativos, websites e demais dispositivos disponíveis para acesso da população por meio eletrônico e que podem favorecer a compreensão acerca da própria saúde por meio da tecnologia da informação e comunicação(15-19).
De fato, as aplicações são ferramentas populares entre os cuidadores, independentemente do grau de instrução em saúde que possuam. No entanto, existe uma discussão no meio acadêmico sobre se tais dispositivos acessíveis afetam ou não a saúde infantil, uma vez que pode haver acesso a informações inverídicas(20).
Portanto, o avanço tecnológico e as diversas possibilidades de aplicações voltadas para a área da saúde fizeram com que a Organização Mundial da Saúde criasse o Global Observatory for eHealth, com o intuito de fornecer orientações de alta relevância e apoiar o governo nas tomadas de decisão a respeito da utilização do meio tecnológico na assistência à saúde(21,22).
Infelizmente, a conexão tecnológica no SUS ainda permanece no imaginário da população, já que, atualmente, tal sistema não é modernizado nem possui mecanismos tecnológicos capazes de suprir a demanda dos milhões de seres humanos, incluindo brasileiros e imigrantes, que residem no território brasileiro e buscam esse atendimento(21).
Assim, pensar na Atenção Primária como linha de chegada ao atendimento faz com que a utilização de tecnologias digitais tenha impacto positivo e sirva como ferramenta adequada para os profissionais de saúde nas tomadas de decisão e para a sociedade civil, atrelando os aplicativos às políticas públicas em saúde como uma forma de unir forças(8).
Nesta perspectiva, levando em conta que anualmente nascem cerca de 15 milhões de pré-termos no mundo e que, no Brasil, o número de nascimentos antecipados é de 340 mil por ano, sendo 931 por dia ou, mais especificamente, 6 bebês pré-termo a cada 10 minutos, de acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), desenvolver algo que melhore a assistência neonatal e previna novas internações por causas evitáveis não só é necessário, mas indispensável(23).
Então, levando em consideração os altos índices de prematuridade no Brasil e no mundo e como uma forma de melhorar a assistência ao recém-nascido pré-termo visando o pós-alta hospitalar, o aplicativo intitulado Meu RN Prematuro foi criado e desenvolvido para ser uma ferramenta tecnológica de fácil acesso e disponibilizada para a população de forma gratuita.
Além disso, o uso de pesquisa de campo com a população-alvo de uma tecnologia permite que seu conteúdo esteja mais próximo da realidade vivida pelos cuidadores de crianças prematuras. Portanto, além das pontuações do público-alvo, a elaboração do aplicativo foi criteriosamente embasada na literatura, tornando a ferramenta rica em material científico e tecnológico(24).
Em adição, para que possa tornar-se um instrumento auxiliar no cuidado ao pré-termo e de uso da população à qual se destina, bem como uma ferramenta vinculada às políticas públicas em saúde, foi realizado o processo de validação por um painel de especialistas, cuja avaliação foi relacionada ao conteúdo e à aparência.
Apesar de a avaliação semântica não ter sido realizada com o público-alvo do aplicativo criado, a validação do item “linguagem” pelos especialistas foi essencial para a modificação e substituição dos termos científicos considerados complexos por palavras de cunho popular, corroborando estudos que afirmam que, por meio da linguagem, ocorre a constituição do sujeito e que o diálogo, escrito ou falado, faz parte dos processos de interação entre os indivíduos(18,21,25).
Tendo em vista que toda a parte textual do aplicativo foi construída para o manuseio das mães de pré-termo no domicílio, as sugestões de retirada das referências bibliográficas ao final de todo o conteúdo foram aceitas e implementadas, uma vez que o cuidado com a densidade das informações textuais é importante para não confundir o destinatário e causar estranheza(17,21).
Outro ponto de sugestão foi a respeito da mudança automática de tela e do tempo disponibilizado para tal, em que a fala dos especialistas salientou a necessidade de mais tempo para leitura do material disponível em cada item, uma vez que o prazo estava sendo curto e sem possibilidade de apreciação de todo o conteúdo em tempo hábil. Além disso, para que fosse realizada toda a leitura, era necessário retornar à tela diversas vezes.
Inegavelmente, a avaliação da experiência do usuário frente à utilização de um aplicativo faz com que certos ajustes se tornem eficazes para a usabilidade(6,8,25). Dessa forma, no presente estudo, os comentários relacionados ao tempo de tela foram acatados, garantindo mais tempo de visualização da informação, além da possibilidade de mudança de assunto, algo que já existia conforme o interesse do usuário.
De acordo com a literatura nacional e internacional, a inserção da família no cuidado ao pré-termo ainda no contexto hospitalar proporciona benefícios relacionados ao desenvolvimento neuropsicomotor, ou seja, o contato mãe-bebê, através da pele, acelera a maturação cerebral, e a amamentação ajuda no aprimoramento cognitivo do pré-termo(20,26).
Dessa forma, apesar das pontuações dos especialistas com relação ao item neuropsicomotor, em que a necessidade de manter tal temática foi questionada, não foram realizadas modificações no aplicativo, e todo o conteúdo foi mantido e justificado pela literatura disponível.
Além disso, o conteúdo do item estimulação neuropsicomotora, após avaliação do painel de especialistas, foi validado, o que reforça a relevância do tema para o público-alvo no domicílio, além da possibilidade de gerar benefícios ao pré-termo, como a redução de danos à saúde neonatal propiciados pela prematuridade.
Em adição, a interação entre usuário e aplicação, com a possibilidade de inserção de informações pelo próprio, foi criada com o intuito de proporcionar interesse àquele que a utiliza e fornecer material importante para o profissional da saúde nos casos de atendimentos futuros, como nas consultas de seguimento por meio da puericultura(27).
Precipuamente, o aplicativo Meu RN Prematuro foi idealizado para ser um produto de utilidade materna fora da rede terciária, ou seja, um recurso para ser acessado após a alta hospitalar, com vistas a possibilitar a escolha da melhor conduta frente às questões relacionadas ao neonato e oferecer segurança nas tomadas de decisão no ambiente domiciliar.
No entanto, após a análise das respostas dos especialistas, notou-se que tal ferramenta vai muito além da simples disponibilização de conteúdo às mães de recém-nascidos pré-termo, mas sim constitui um importante recurso de educação em saúde para a área de saúde pública, devido ao seu alto grau de relevância para o cuidado.
Ademais, a possibilidade de acesso a materiais científicos, seja de forma física ou remota, pode contribuir para a resolução de questões relacionadas à saúde do pré-termo em diversas regiões do país, fornecendo subsídios para uma assistência centrada no usuário e em suas necessidades, evitando, assim, agravos à saúde.
Limitações de estudo
Como limitações do presente estudo, considera-se o fato de a amostra de mães ter sido reduzida e poder não ser representativa do total de mães de crianças prematuras, além da avaliação semântica não ter sido contemplada nesta etapa da pesquisa. Ademais, o estudo com o envolvimento de outros profissionais responsáveis pelo cuidado neonatal poderia ter uma abrangência maior. No entanto, os resultados encontrados podem fomentar o interesse de pesquisadores em aprofundar a avaliação deste aplicativo, bem como investigar a utilidade desta ferramenta no cotidiano das mães de recém-nascidos prematuros.
Contribuições para enfermagem e saúde
A criação de uma tecnologia desenvolvida com base em documentos científicos e avaliada por profissionais enfermeiros especialistas na temática, voltada para o cuidado ao pré-termo, não só é inovadora, como necessária, uma vez que nascimentos prematuros ainda ocorrem de forma preocupante. Além disso, manter a continuidade da assistência fora da rede hospitalar e reforçar a interrelação entre as redes de atenção à saúde é de extrema importância para a população brasileira, algo que pode ser possível por meio da utilização da ferramenta tecnológica.
CONCLUSÕES
O estudo desenvolvido atingiu o objetivo proposto e revelou, por meio de especialistas na temática, graus de validação de conteúdo adequados, demonstrando que a tecnologia desenvolvida é válida, de fácil manuseio, com utilidade pública, inovadora e com conteúdo científico relevante e acessível.
Assim, tal ferramenta tecnológica, além da possibilidade de ser útil para mães e famílias de recém-nascidos pré-termo, constitui mais uma tecnologia de cuidado para o enfermeiro, uma vez que potencializa as ações de promoção e proteção à saúde da criança, por meio do cuidado direcionado e de orientações assertivas para o cuidador.
Ademais, como recomendação, sugere-se que, posteriormente, sejam realizados estudos de validação semântica e transcultural deste aplicativo móvel para apoio às mães de recém-nascidos pré-termo, visando à utilização dessa ferramenta em cenários internacionais.
-
FOMENTO
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.
DISPONIBILIDADE DE DADOS E MATERIAL
Não se aplica.
Referências bibliográficas
-
1 Victora JD, Silveira LFM, Tonial CT, Victora CG, Barros FC, Horta GLI, et al. Prevalência, mortalidade e fatores de risco associados ao prematuro de muito baixo peso ao nascer: uma análise de 33 anos. J Pediatr. 2020;96:327-32. https://doi.org/10.1016/j.jped.2018.10.011
» https://doi.org/10.1016/j.jped.2018.10.011 -
2 Martins ALJ, Miranda WD, Silveira F, Paes-Sousa R. A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como estratégia para equidade em saúde e territórios sustentáveis e saudáveis. Saúde Debate. 2024;48(spe1):e8828. https://doi.org/10.1590/2358-28982024E18828P
» https://doi.org/10.1590/2358-28982024E18828P -
3 Ministério da Saúde (BR). Método Canguru: manual da terceira etapa do método canguru na atenção básica[Internet]. 2019 [cited 2022 Jan 12]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/metodo_canguru_diretrizes_cuidado_revisada.pdf
» https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/metodo_canguru_diretrizes_cuidado_revisada.pdf -
4 Ministério da Saúde (BR). Atenção humanizada ao recém-nascido (método canguru): manual técnico[Internet]. 3. ed. 2017 [cited 2022 May 14]. 340 p. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca/publicacoes/atencao_humanizada_recem_nascido_canguru.pdf
» https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-crianca/publicacoes/atencao_humanizada_recem_nascido_canguru.pdf -
5 Silva RMMD, Zilly A, Toninato APC, Pancieri L, Furtado MCC, Mello DF. The vulnerabilities of premature children: home and institutional contexts. Rev Bras Enferm. 2019;73(suppl 4):e20190218. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0218
» https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0218 -
6 Souza FMLC, Santos WN, Santos RSC, Silva VLM, Abrantes RM, Soares VFR, et al. Effectiveness of mobile applications in pregnant women’s adherence to prenatal consultations: randomized clinical trial. Rev Bras Enferm. 2021;74:e20190599. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0599
» https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0599 -
7 Ferreira TMC, Ferreira JDL, Santos CLJ, Silva KL, Oliveira JS, Agra G, et al. Validation of an instrument for systematizing nursing care in pediatrics. Rev Bras Enferm. 2021;74:e20200222. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0222
» https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0222 -
8 Costa LAS, Botelho NM. Aplicativos móveis e a saúde pública brasileira: uma revisão integrativa. RCO. 2020;3:172-87. https://doi.org/10.25112/rco.v3i0.2144
» https://doi.org/10.25112/rco.v3i0.2144 -
9 Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): a 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care. 2007;19(6):349-57. https://doi.org/10.1093/intqhc/mzm042
» https://doi.org/10.1093/intqhc/mzm042 -
10 Jasper MA. Expert: a discussion of the implications of the concept as used in nursing. J Adv Nurs. 1994;20(4):769-76. https://doi.org/10.1046/j.1365-2648.1994.20040769.x
» https://doi.org/10.1046/j.1365-2648.1994.20040769.x - 11 Polit DF, Beck CT. Fundamentos de pesquisa em enfermagem: avaliação de evidências para a prática da enfermagem. Porto Alegre: Artmed; 2011.
-
12 Barra DCC, Paim SMS, Sasso GTMD, Colla GW. Métodos para desenvolvimento de aplicativos móveis em saúde: revisão integrativa da literatura. Texto Contexto Enferm. 2017;26(4). https://doi.org/10.1590/0104-07072017002260017
» https://doi.org/10.1590/0104-07072017002260017 -
13 Castro VER. Novembro Roxo: Dia Mundial da Prematuridade[Internet]. PEDMED; 2019 [cited 2022 Apr 22]. Available from: https://pebmed.com.br/novembro-roxo-dia-mundial-da-prematuridade
» https://pebmed.com.br/novembro-roxo-dia-mundial-da-prematuridade -
14 Conceição TE, Souza MHN, Esteves RB, Peres PLP, Valente D, Nespoli A. Maternal concerns in home care for the premature newborn: an integrative review. Rev Bras Enferm. 2023;76(6):e20220769. https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0769
» https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0769 -
15 Gebremariam KT, Mulugeta A, Gallegos D. Theory-based mHealth targeting fathers and mothers to improve exclusive breastfeeding: a quasi-experimental study. Int Breastfeed J. 2023;18:2. https://doi.org/10.1186/s13006-022-00537-x
» https://doi.org/10.1186/s13006-022-00537-x -
16 Yusoff MSB. ABC of content validation and content validity index calculation. Educ Med J. 2019;11(2):49–54. https://doi.org/10.21315/eimj2019.11.2.6
» https://doi.org/10.21315/eimj2019.11.2.6 -
17 Guimarães CMS, Fonseca LMM, Monteiro JCS. Development and validation of a prototype application on breastfeeding for health professionals. Rev Esc Enferm USP. 2021;55:e20200329. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2020-0329
» https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2020-0329 -
18 Tenório APS. Construção e Validação de um website sobre cuidados com o prematuro[Dissertação] [Internet]. Pernambuco: Universidade Federal de Pernambuco; 2016 [cited 2023 Apr 24]. 126p. Available from: https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFPE_1b2fce541ce968d798c7afc9e60187cc
» https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFPE_1b2fce541ce968d798c7afc9e60187cc -
19 Moise IK, Ivanova N, Wilson C. Lessons from digital technology-enabled health interventions implemented during the coronavirus pandemic to improve maternal and birth outcomes: a global scoping review. BMC Pregnancy Childbirth. 2023;23:195. https://doi.org/10.1186/s12884-023-05454-3
» https://doi.org/10.1186/s12884-023-05454-3 -
20 James RAB, Lisa H, Shannon DS. Bridging evidence-to-care gaps with mHealth: designing a symptom checker for parents accessing knowledge translation resources on acute children’s illnesses in a smartphone application. PEC Innovat. 2023;100152. https://doi.org/10.1016/j.pecinn.2023.100152
» https://doi.org/10.1016/j.pecinn.2023.100152 -
21 Ferreira DP, Gomes JSCS. Aplicativos móveis desenvolvidos para crianças e adolescentes que vivem com doenças crônicas: uma revisão integrativa. Interface. 2021;25:e200648. https://doi.org/10.1590/interface.200648
» https://doi.org/10.1590/interface.200648 -
22 Ministério da Saúde (BR). Governo Federal apresenta ações para mães e bebês prematuros. [Internet]. 2020[cited 2023 Apr 27]. Available from: https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/novembro/governo-federal-apresenta-acoes-para-maes-e-bebes-prematuros
» https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/noticias/2020-2/novembro/governo-federal-apresenta-acoes-para-maes-e-bebes-prematuros -
23 Magela SG, Martins RGC, Rosa JI. Validação do aplicativo móvel Asptraqueal para aspiração. Rev Enf Contemp. 2022;11:e3982. https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.2022.e3982
» https://doi.org/10.17267/2317-3378rec.2022.e3982 -
24 Araújo MAF, Saraiva É, Sousa FSM. Análise de um livro didático de língua portuguesa: ensino tradicional de gramática versus gêneros discursivos e análise linguística. Trab Linguist Apl. 2021;60(1):268–81. https://doi.org/10.1590/01031813956481620210310
» https://doi.org/10.1590/01031813956481620210310 -
25 Cardoso MG, Mesas AE, Cardelli AA, Galdino MJ, Barreto MF, Aroni P. Sleep quality and workaholism in stricto sensu graduate professors. Acta Paul Enferm. 2020;33:eAPE20190228. https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020AO02285
» https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020AO02285 -
26 Mendes CQS, Boyamian TMDL, Castro NNO, Michelone CSL, Mandetta MA, Balieiro MMFG. Validação de instrumento de participação da família no cuidado do recém-nascido hospitalizado. Acta Paul Enferm. 2020;33:eAPE20180282. https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020AO022855
» https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020AO022855 -
27 Sousa MM, Lopes CT, Almeida AAM, Almeida TCF, Gouveia BLA, Oliveira SHS. Development and validation of a mobile application for heart failure patients self-care. Rev Esc Enferm USP. 2022;56:e20220315. https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0315en
» https://doi.org/10.1590/1980-220X-REEUSP-2022-0315en
Editado por
-
EDITOR IN CHIEF
Dulce Barbosa
-
ASSOCIATE EDITOR
Ana Fátima Fernandes


