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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.22 no.8 Rio de Janeiro Sept. 2000

https://doi.org/10.1590/S0100-72032000000800012 

Resumo de Tese

Estudo de Alguns Fatores de Risco para a Presença de Mecônio no Líquido Amniótico

 

Autor: Octávio de Oliveira Santos Filho
Orientadora: Profa.Dra. Celina de Paula Azevedo Sollero

 

Dissertação apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Pontifícia Universidade Católica de Campinas para a obtenção do Título de Mestre em Medicina do Programa de Pós-Graduação na área de Clínica Cirúrgica - Tocoginecologia em 28 de junho de 2000.

 

 

A presença de mecônio no líquido amniótico ocorre em cerca de 8 a 25% das gestações. Existe um consenso, na obstetrícia atual, de que o líquido meconial pode comprometer o ciclo gravídico puerperal, aumentando a morbidade e a mortalidade materno-fetal. Por outro lado, a etiologia de sua passagem para o líquido amniótico permanece obscura. Alguns autores acreditam ser um fenômeno fisiológico, ao passo que para outros o fenômeno ocorre em razão de fatores de estresse fetal, e um terceiro grupo acata as duas teorias. Os resultados encontrados na literatura, em relação a fatores de risco para a presença de mecônio no líquido amniótico, não estão bem esclarecidos. Com o objetivo de identificarmos alguns fatores que tenham relação com a presença de mecônio no líquido amniótico, realizamos um estudo retrospectivo com pacientes assistidas no Hospital e Maternidade Celso Pierro da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, no período de janeiro a dezembro de 1998. Analisamos 3158 prontuários e obtivemos uma amostra final de 465 gestantes que foram classificadas em dois grupos: o das gestantes que não apresentavam mecônio no líquido amniótico (382 pacientes) e o das que o apresentavam (83 pacientes). Utilizamos para a análise estatística métodos de regressão logística uni e multivariada e stepwise. Consideramos um p £ a 0.05 para o nosso nível de significância. Tivemos como resultado, dentre as variáveis estudadas, o seguinte: a idade das pacientes, paridade, número de consultas pré-natais, cesárea prévia, peso ao nascer e peso placentário não tiveram influência na passagem de mecônio para o líquido amniótico. Entretanto, a idade gestacional e as alterações dos batimentos cardíacos fetais alteraram, de maneira significante, tal ocorrência. Para a variável idade gestacional, a cada semana que se avançou, tivemos uma chance de 1,37 vezes maior de termos mecônio no líquido amniótico. Quanto às gestantes com alterações nos batimentos cardíacos fetais, detectamos o índice de 5,47 vezes maior de que estas venham a apresentar mecônio no líquido amniótico. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que a idade materna, paridade, cesárea prévia, número de consultas pré-natais, peso ao nascer e peso placentário não são fatores de risco para a presença de mecônio no líquido amniótico. Por outro lado, o avanço da idade gestacional e as alterações dos batimentos cardíacos fetais mostraram-se como fatores estatisticamente significantes.

Palavras-chave: Gravidez, complicações. Líquido amniótico. Mecônio.

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