Resumo
A educação em saúde global tem influenciado estudantes e profissionais na área médica de forma crescente nos últimos anos. Esta revisão tem como objetivo mapear a literatura sobre educação em saúde global e analisar sua contribuição para a equidade em um contexto médico global. Trata-se de uma revisão de escopo por meio da abordagem de Joanna Briggs Institute. Utilizou-se o mnemônico PCC (população, conceito e contexto), que direciona as questões que fundamentaram o estudo. Foram utilizadas as bases de dados PubMed, ScienceDirect, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), identificando 278 artigos: 86 da PubMed; 48 da ScienceDirect; 71 da BVS; 69 da SciELO e 4 de outras fontes. Foram analisados artigos de quatro continentes e mais de 20 países. Como resultados, a educação em saúde global ocorreu por encontros virtuais, presenciais, eletivas e atuação em campo, como intercâmbios. Notou-se o desenvolvimento de habilidades de comunicação, adaptação a recursos limitados, empatia, ética e fortalecimento da relação multidisciplinar. Destaca-se, pois, o crescimento significativo da educação em saúde global na formação médica internacional. Identificou-se a necessidade de mais pesquisas e de futuras iniciativas para avaliar seu efeito no longo prazo e aprimorar a equidade em saúde global.
Palavras-chave:
Educação médica; Saúde global; Equidade em saúde
Abstract
Global health education has increasingly impacted students and professionals in the medical field in recent years. This review aims to map the literature on global health education and analyze its contribution to equity in a worldwide medical context. This was a scoping review using the Joanna Briggs Institute approach. The PCC (population, concept, and context) mnemonic guided the study's questions. The PubMed, ScienceDirect, Virtual Health Library (VHL), and Scientific Electronic Library Online (SciELO) databases were used, identifying 278 articles: 86 from PubMed; 48 from ScienceDirect; 71 from VHL; 69 from SciELO, and 4 from other sources. Articles from four continents and more than 20 countries were analyzed. As a result, global health education took place through virtual meetings, face-to-face meetings, electives, and fieldwork, such as exchanges. The development of communication skills, adaptation to limited resources, empathy, ethics, and the strengthening of multidisciplinary relationships were noted. It therefore highlighted the significant growth of global health education in international medical training. It identified the need for further research and future initiatives to evaluate its long-term effect and improve global health equity.
Keywords:
Education, medical; Global health; Health equity
Introdução
O conceito de saúde global na educação médica emergiu em anos recentes. Ele tem por definição o estudo e a prática do aprimoramento da saúde e da equidade de saúde para todas as pessoas em todo o mundo por meio de colaborações internacionais e interdisciplinares (Patel et al., 2022). Expandindo essa definição, a saúde global abrange as relações internacionais, as políticas de saúde e o comércio em escala global, além da análise dos determinantes sociais e ambientais que influenciam as vulnerabilidades e condições epidemiológicas de cada região. Nesse contexto, a educação em saúde global desempenha um papel crítico na redução das desigualdades em nível internacional (Malgarin et al., 2024).
Em uma era de intensas relações globais, a educação global em saúde na formação médica tem se mostrado mais relevante do que nunca. Nos últimos 40 anos, foi observado um aumento tanto do interesse dos estudantes de Medicina pelo estudo da saúde global, quanto da expansão desse tema nos currículos de graduação em Medicina, evidenciando sua influência na formação acadêmica dos profissionais médicos (Bentley et al., 2021).
No começo deste século, grande parte das escolas médicas não estavam adaptadas e sequer prontas para oferecer serviços e preparos para uma formação médica em saúde global, mesmo com as exigências de estudantes, profissionais da área e da própria sociedade. A falta de preparo e adaptação das universidades se dá, principalmente, pela falta de consenso entre as instituições a respeito de quais informações e habilidades precisam ser ensinadas na graduação (Civitelli et al., 2021).
Apesar disso, o ensino sobre saúde global tem aumentado nas escolas médicas de todo o mundo, especialmente quando há envolvimento de programas eletivos ou de intercâmbio (Civitelli et al., 2021). Além disso, a prática da Medicina sem fronteiras para estudantes demonstra benefícios concretos, indo além de um ato simbólico, promovendo a desterritorialização da área. Tradicionalmente limitada a uma abordagem sem fronteiras nos campos epidemiológicos e antropológicos, a Medicina sem fronteiras deve, por definição, integrar resultados entre diferentes nações (Premkumar et al., 2016).
Outrossim, além das fronteiras físicas, a evolução da conexão remota, principalmente após a pandemia de Covid-19, ampliou o estudo da saúde global para experiências interculturais que vão além das fronteiras entre os países, contribuindo para o avanço da equidade de saúde (Patel et al., 2023). Porém, os desafios encontrados nesse período pandêmico, especialmente os relacionados à distância, comunicação e barreiras para intercâmbio, evidenciaram a necessidade de uma formação médica voltada para suprir essas necessidades de repercussão global (Umphrey et al., 2022).
Nesse sentido, torna-se relevante entender como a educação médica em saúde global pode contribuir para atenuar os problemas citados, bem como a forma como isso tem sido aplicado nos dias atuais. A compreensão desse cenário é essencial para a melhoria contínua dos currículos de graduação na área médica e da sua influência internacional.
A revisão teve por intuito mapear a literatura relacionada à educação médica sobre saúde global, identificando os processos de construção social e estrutural da saúde global e seus pilares, bem como sua influência sobre o ensino na educação médica e contribuição para a equidade. Para este fim, foi considerada a relação entre o currículo e a prática da Medicina em todos os níveis da graduação.
Metodologia
O estudo desenvolvido se tratou de uma revisão de escopo, um método que objetiva realizar mapeamento bibliográfico em um campo de interesse. Essa metodologia é utilizada para dimensionar a literatura sobre um tema em específico, identificando lacunas do conhecimento. A revisão forma-se então por meio da amplitude dos estudos desenvolvidos (Coelho et al., 2021; Guedes; Valente, 2023). A abordagem realizada foi a de Joanna Briggs Institute (JBI) (Aromataris et al., 2024).1
Identificação da questão de pesquisa
A partir do alcance do objetivo proposto, o estudo pode contribuir para a compreensão da evolução da educação na área médica e a dinâmica de estudos nas instituições da área de saúde quanto ao tema de saúde global. Duas perguntas guiaram a análise proposta por essa revisão:
-
a) Qual a amplitude da literatura publicada entre os anos de 2019 e 2024 com foco na educação médica em saúde global?
-
b) De que forma o estudo em saúde global tem contribuído para a formação profissional na área médica?
A questão foi estruturada com base no mnemônico PCC (população - conceito - contexto) de acordo com a metodologia que orientou a busca e o refinamento dos critérios de inclusão e de exclusão usados para esta revisão. Esses critérios estão representados na Tabela 1 abaixo:
Estratégia de busca
A busca foi realizada nas bases de dados: PubMed, ScienceDirect, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os descritores utilizados, segundo a plataforma MeSH/DeCS, foram global health education e medical education, e o operador booleano AND. A pesquisa foi realizada entre fevereiro e junho de 2024 e o filtro temporal de busca para os últimos cinco anos, sendo entre 2019 e 2024, considerando literatura cinza e artigos publicados em português, inglês e espanhol em contexto global, com máxima abrangência de literatura. O recorte temporal aplicado a esta revisão de escopo se justifica pelo grande número de pesquisas identificadas nas bases de dados. Ao todo, foram encontradas 278 pesquisas nas bases de dados, sendo: 86 da PubMed; 71 da BVS, 69 da SciELO, 48 da ScienceDirect e 4 de outras fontes.
Seleção dos artigos e das teses
Para selecionar os artigos e teses, foram usados critérios de inclusão e exclusão para melhor direcionar o foco do tema em discussão os quais estão explícitos na Tabela 2, a seguir:
A busca realizada contou com 278 pesquisas desenvolvidas e, utilizando a plataforma Rayyan (Qatar Computing Research Institute), foram excluídas 68 duplicatas. Usando a plataforma Mendeley (Elsevier Ltd), foram excluídos 12 artigos identificados como inelegíveis por ferramentas automáticas. Dos 198 artigos, 93 foram excluídos pela avaliação do título e 19 pela avaliação do resumo, resultando em 86 artigos. Destes, dois foram excluídos por impossibilidade de extração de dados e 54 por não possuírem relação direta com o escopo da pesquisa. Todas as etapas foram realizadas em consenso entre os revisores cegos e independentes na decisão dessa seleção, resultando em 30 artigos incluídos.
A pesquisa foi registrada e aprovada como Open-Ended Registration na plataforma Open Science Framework (OSF) em abril de 2024, com o seguinte código de acesso: “https://doi.org/10.17605/OSF.IO/HD698”.
Além disso, neste estudo foi aplicada a checklist da extensão PRISMA para revisões de escopo (PRISMA ScR). Essa extensão foi publicada em 2018 e contém 20 itens essenciais de relatório e dois itens opcionais a serem incluídos ao concluir uma revisão de escopo (Tricco et al., 2018).
A seguir, o fluxograma do método utilizado, organizado segundo o padrão do PRISMA statement (Moher, 2009):
Síntese do processo de seleção dos artigos
Fluxograma da identificação, seleção e inclusão dos artigos para esta revisão de escopo, conforme PRISMA (2020)
Resultados
Os resultados mostraram que a participação em experiências de saúde global proporcionou aos participantes o desenvolvimento de habilidades essenciais para a prática médica. Os dados dos artigos destacaram a importância da construção de relacionamentos interculturais, do aprendizado sobre as diferenças no conhecimento e desenvolvimento científico entre os países, bem como a necessidade de uma formação médica sob um viés globalizado.
Outro ponto relevante observado nos resultados foi a crescente demanda e interesse dos estudantes e profissionais em participar de programas, aulas e intercâmbios com ênfase em saúde global. Apesar disso, alguns estudos identificaram barreiras que dificultam a participação nessas atividades. Esses resultados estão detalhados na Tabela 3, a seguir:
Com a pesquisa, foram identificadas 24 universidades e mais de 269 escolas médicas parceiras que desenvolveram pesquisas sobre o tema da “educação médica em saúde global”.
Das instituições listadas, oito realizaram experiências de campo internacionais, como intercâmbios em países parceiros e práticas em hospitais. Destas, seis foram descritas por universidade dos Estados Unidos, incluindo: Northwestern University, University of Michigan, University of Virginia, Columbia University, University of New York e Rutgers University. As duas instituições restantes são a Universidade de Lagos, na Nigéria, e o Hospital Regional De Occidente, na Guatemala. As demais universidades e instituições se fundamentaram em outras formas de pesquisa, como análises de questionários, cursos online, disciplinas eletivas e revisões de literatura.
Os continentes inclusos foram: América [Sul (n=01) (3,33%), Central (n=01) (3,33%) e Norte (n=14) (46,62%)]; Europa (n=09) (29,97%); África (n=06) (19,98%) e Ásia (n=06) (19,98%). Os países incluídos na pesquisa foram: Estados Unidos, presente em 46,62% (n=14), seguido por Reino Unido, incluindo Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, com 13,32% (n=04), 9,99% da Coreia do Sul (n=03), China (6,66%) (n=02), Itália (6,66%) (n=02) e os demais países: Alemanha, Nigéria, Botsuana, Israel, Guatemala, África do Sul, Hungria, Malásia, Holanda, Gana, Quênia, Colômbia e Tanzânia (3,33%) com n=1 cada país, totalizando 21 países. Os valores de “n” usados entre parênteses anteriormente se referem ao número correspondente de artigos em que cada país está presente, sendo maior que o número final de artigos, visto que em alguns artigos, mais de um país participou na composição do estudo. Portanto, as porcentagens somadas ultrapassaram o valor de 100%, visto que o valor percentual dos países participantes é em relação ao número de 30 artigos e há sobreposição de porcentagens, sendo esse o valor relevante, por indicar a porcentagem de participação dos países em relação ao número total de artigos.
Das metodologias analisadas, 33,34% (n=10) usaram pesquisa quantitativa para avaliação dos resultados, 26,64% usaram relatos de experiência (n=08), seguido por pesquisa quali-quanti (16,65%) (n=05), revisão de literatura (13,32%) (n=04), pesquisa qualitativa (13,32%) (n=04), e uma pesquisa documental (3,33%) ressaltando que em dois artigos mais de uma forma de metodologia foi utilizada.
Dos 30 artigos, 40% (n=12) utilizaram questionários em seus estudos. A metodologia dos artigos que empregaram essa ferramenta variou, incluindo pesquisa quantitativa e quali-quanti. O tema mais prevalente nos questionários foi relacionado com o interesse e participação dos estudantes e profissionais da área médica em programas de saúde global, bem como aos desafios e barreiras enfrentadas nesse contexto. As instituições que realizaram a aplicação de questionário foram: Northwestern University; Botswana Harvard AIDS Institute Partnership; Rutgers Robert Wood Johnson Medical School AMSA; Columbia University; Italian Network for Global Health Education (INGHE); Peking University; University of North Carolina; Gachon University; Hanover Medical School; University of Cape Town; entre outras instituições associadas ao estudo.
Discussão
Com base na análise completa dos resultados, a maioria dos participantes dos artigos selecionados avaliou como positivo o aprendizado em saúde global, seja por meio de disciplinas eletivas, programas, aulas on-line ou intercâmbios.
Os participantes, sendo estudantes, docentes ou médicos, relataram o desenvolvimento de diversas habilidades durante a participação nas pesquisas de campo. Entre elas, a construção de relacionamentos interculturais, aprendizado sobre as diferenças do conhecimento científico entre os países, aprimoramento de habilidades básicas em cirurgia, motivação para o trabalho internacional, utilização de recursos limitados de forma mais eficiente, troca de experiência entre os menos graduados e os mais experientes na área médica de interesse, fortalecimento do trabalho em equipe multidisciplinar, consenso sobre a necessidade da educação em saúde global, aspectos relacionados à importância de empatia e ética no trabalho, lidar com circunstâncias emergenciais que questionam o rigor teórico dos estudos (Doobay-Persaud et al., 2019; Lawrence et al., 2020; MacNairn, 2019; Morgan et al., 2020; Peck et al., 2021).
Quanto aos questionários, que envolviam a percepção dos estudantes e interesses, as pesquisas utilizavam diversas perguntas, como a oportunidade de se realizar uma pesquisa de campo em área cirúrgica, estudo em saúde global na área em que o docente ou profissional vive, se o estudante estaria preparado ou se possuía interesse em entrar em um programa de experiência global, e as barreiras para participar em um programa global. As perguntas sobre esses temas foram as mais prevalentes e visavam avaliar o nível de interesse, participação e disponibilidade dos estudantes e profissionais para se envolver em atividades relacionadas à saúde global, bem como identificar desafios que poderiam encontrar ao participarem desses programas (Bandyopadhyay et al., 2020; Blum et al., 2019; Fant et al., 2022; Jimenez-Gomez et al., 2019; Scott et al., 2019).
As pesquisas demonstraram que o interesse pelo estudo em saúde global tem aumentado nos últimos anos, e que cada vez mais existem novas oportunidades de estudo global e intercâmbio, sobretudo para os estudantes de instituições de ensino que estabelecem parcerias com instituições dos Estados Unidos ou com países de baixa renda.
Além disso, uma análise dos países envolvidos nos estudos revelou que, embora muitos dos intercâmbios tenham ocorrido em países de baixa e média renda, a maioria deles tem o inglês como idioma oficial. Dos 21 países que compõem o estudo, 11 (Inglaterra, Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte, Estados Unidos, Quênia, Gana, Botsuana, Nigéria, África do Sul e Tanzânia) têm o inglês como idioma principal. Observou-se também que há apenas um país da América Central (Guatemala) e um país da América do Sul (Colômbia). Esse panorama sugeriu que há predominância significativa de países de língua inglesa nos intercâmbios, podendo indicar uma preferência por destinos onde o inglês facilite a comunicação e a integração entre os países.
Nos países de baixa e média renda, predominantemente encontrados no Sul Global, os estudos apresentaram uma distribuição desigual. Predominantemente, os países africanos têm sido o foco das pesquisas. No entanto, houve uma quase ausência de estudos envolvendo países da América do Sul e Central, e uma ausência completa dos países da Oceania e do sul asiático.
Em última análise, sobre os cursos ofertados, tanto presencialmente como de forma on-line, os estudantes descreveram satisfação pela possibilidade de colaborações entre as instituições de ensino e os programas que ofertaram o curso. Entre os aprendizados, foi relatada a oportunidade de parcerias, desenvolvimento de simulação de situações clínicas, aprimoramento de comunicação e confiança para exercer suas habilidades médicas, conhecimento sobre divergências éticas, diferenças culturais e disparidades entre os sistemas de saúde de cada país (Civitelli et al., 2021; Fant et al., 2022; Lee et al., 2020; Ogbenna et al., 2022; Wu et al., 2020).
Conclusão
É evidente a importância da educação médica em saúde global atualmente. A integração desse tema nos currículos do curso de Medicina em todo o mundo demonstra um compromisso crescente em formar profissionais capacitados não apenas tecnicamente, mas também culturalmente, para atender às demandas do atual mundo interconectado e diversificado.
Os métodos de ensino utilizados na formação em saúde global foram diversos entre os países dos artigos analisados. Esses métodos, que vão desde encontros virtuais e aulas presenciais até atuação em campo e intercâmbios, se mostraram eficientes na consolidação de conceitos em educação global. O desenvolvimento de habilidades como comunicação, empatia, ética e adaptação profissional a recursos limitados se mostra fundamental para preparar os estudantes de Medicina para superar os desafios da prática médica em contextos globais e desafiadores.
Além disso, um marco importante que evidenciou a relevância da colaboração internacional foi a pandemia de Covid-19. Alguns dos artigos analisados abordaram os desafios enfrentados nesse período e ressaltaram a importância de ter uma formação médica voltada para uma abordagem global em saúde, servindo como uma ferramenta essencial para capacitar profissionais da área a enfrentar esses impasses de forma ética e colaborativa.
É importante reconhecer que, apesar dos esforços empreendidos, algumas lacunas e desafios foram identificados. Uma das limitações observadas, considerando as línguas mais faladas do mundo, foi a ausência de países de língua portuguesa, hindi, francesa, árabe, bengali, russa e japonesa nos estudos revisados. Isso sugeriu uma lacuna na representatividade linguística e cultural, podendo influenciar a diversidade de perspectivas e abordagens consideradas na análise da educação médica em saúde global. Ademais, a falta de apoio institucional, financiamento adequado e barreiras linguísticas se mostraram como obstáculos significativos para a implementação efetiva de programas em saúde global em diversos países.
As limitações identificadas neste estudo não invalidam a relevância da abordagem da educação médica em saúde global e destacam pontos que precisam de maior atenção e aprimoramento. Há necessidade de mais pesquisas para avaliar seu efeito no longo prazo e aprimorar a equidade em saúde global. Futuros estudos podem aprofundar essas iniciativas, contribuindo para uma educação médica mais inclusiva e eficaz em um contexto global.
Agradecimentos
O presente trabalho foi realizado com apoio da Fundação Araucária / SETI / Paraná, por meio de bolsa de Iniciação Científica.
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Fonte: Danelle et al. (2024).