RESUMO
Objetivo: O estudo teve como objetivo criar e avaliar a aceitabilidade de um logotipo que represente o Programa de Promoção da Saúde Mental Positiva para familiares cuidadores.
Método: Foi conduzido um estudo descrito e exploratório, recorrendo à revisão da literatura para a conceptualização teórica do logotipo e a um designer para a respetiva representação gráfica. Posteriormente, procedeu-se à avaliação da aceitabilidade do logotipo por um grupo de peritos (focus group). Participaram no estudo 8 peritos com expertise em saúde mental e/ou no cuidado informal. Entre dezembro de 2023 e março de 2024 foi realizada uma sessão de focus group. A análise e tratamento dos dados foi efetuada com base na análise temática. O estudo respeitou o Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ).
Resultados/Conclusão: Os peritos consideram necessário aprimorar a representação gráfica do logotipo para que este espelhe o processo de transição vivenciado pelos familiares cuidadores e traduza a promoção da saúde mental positiva. Diferentes estratégias de melhorias foram identificadas, as quais devem ser integradas na investigação principal tendo em vista melhorar o sistema de gamificação e, deste modo, aumentar a aceitabilidade e a adesão dos familiares cuidadores.
DESCRITORES:
Cuidador familiar; Saúde mental; Pessoa idosa; Promoção da saúde; Enfermagem
ABSTRACT
Objective: This study aimed to create and evaluate the acceptability of a logo which represents the Positive Mental Health Promotion Program for family caregivers.
Method: A descriptive and exploratory study was conducted using a literature review for theoretically conceptualizing a logo and a designer for its graphic representation. The logo’s acceptability was subsequently evaluated by a group of experts (focus group). Eight experts with expertise in mental health and/or informal care participated in the study. A focus group session was held between December 2023 and March 2024. Data analysis and processing was performed based on thematic analysis. The study complied with the Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ).
Results/Conclusion: The experts considered it necessary to improve the graphic representation of the logo so that it reflects the transition process experienced by family caregivers and translates promotion of positive mental health. Different improvement strategies were identified, which should be integrated into the main research with a view to improving the gamification system, and thereby increase the acceptability and adherence of family caregivers.
DESCRIPTORS:
Family caregiver; Mental health; Older adults; Health promotion; Nursing
RESUMEN
Objetivo: El estudio tuvo como objetivo crear y evaluar la aceptabilidad de un logotipo que represente el Programa de Promoción de la Salud Mental Positiva para cuidadores familiares.
Método: Se realizó un estudio descriptivo y exploratorio, utilizando una revisión bibliográfica para la conceptualización teórica del logotipo y un designer para su representación gráfica. Posteriormente, un grupo de expertos (focus group) evaluó la aceptabilidad del logotipo. Participaron en el estudio ocho expertos con experiencia en salud mental y/o atención informal. Se realizó una sesión de focus group entre diciembre de 2023 y marzo de 2024. El análisis y procesamiento de los datos se basó en un análisis temático. El estudio cumplió con los Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ).
Resultados/Conclusión: Los expertos consideran necesario mejorar la representación gráfica del logotipo para que refleje el proceso de transición que experimentan los cuidadores familiares y plasme la promoción de la salud mental positiva. Se identificaron diferentes estrategias de mejora que deberían integrarse en la investigación principal para mejorar el sistema de gamificación y, por lo tanto, aumentar la aceptabilidad y la adherencia de los cuidadores familiares.
DESCRIPTORES:
Cuidador familiar; Salud mental; Persona mayor; Promoción de la salud; Enfermería
INTRODUÇÃO
O envelhecimento demográfico é um fenómeno exponencial e um dos maiores desafios societais do século XXI1. Os familiares cuidadores tornaram-se o novo pilar dos sistemas de saúde, dando-se a redescoberta do papel central e responsabilidade das famílias no cuidar da pessoa mais velha2-3.
Ainda que intrinsecamente gratificante é unânime o impacto negativo do cuidado informal na saúde e no bem-estar do familiar cuidador4. A exigência, complexidade e continuidade dos cuidados associados a baixa literacia em saúde mental podem levar ao desgaste físico, psicológico e emocional, bem como à exaustão, sobrecarga e desvalorização do autocuidado5.
Os familiares cuidadores constituem um foco de atenção importante em enfermagem. Segundo Meleis6, as transições são eventos críticos que originam mudanças nos indivíduos e no ambiente em que este se insere. Desta forma, ajudar as pessoas a gerir as suas transições de vida é uma função chave em enfermagem. Existem vários tipos de transição, nomeadamente a transição situacional, onde se destaca a transição para o exercício do papel de prestador de cuidados, que decorre das mudanças de papéis ou de comportamentos e também de capacidades que os familiares cuidadores possam desenvolver.
Diversos estudos salientam a necessidade de intervenções focadas na capacitação e manutenção do autocuidado do familiar cuidador e na melhoria do seu bem-estar e níveis de saúde mental positiva7-10. Todavia, a maioria dos programas de intervenção são presenciais e incompatíveis com a realidade cotidiana do familiar cuidador11.
A Ordem dos Enfermeiros12 sensível à importância da integração de tecnologia no cuidado aos cidadãos, compreende a telessaúde como uma solução inovadora e sustentável que contribui para a estratégia de transformação digital, através do princípio da aproximação do cidadão à saúde via resolução de desigualdades geográficas, melhoria do acesso aos cuidados de saúde e garantia de um acompanhamento mais continuado e articulado entre os diferentes níveis de cuidados, contribuindo, assim, para uma maior eficácia e eficiência do Serviço Nacional de Saúde. Além disso, os desafios em saúde para a década 2020-2030 devem centrar-se no empoderamento das pessoas mais velhas e dos cuidadores, de forma a permanecerem com mais saúde e durante mais tempo in place, sendo as tecnologias um recurso inquestionável na atualidade12.
Numa perspectiva preventiva e salutogênica, novas intervenções digitais têm surgido, nomeadamente, no âmbito da promoção da saúde mental positiva de familiares cuidadores13.
O Programa de Promoção da Saúde Mental Positiva para familiares cuidadores foi criado em Espanha com o objetivo de promover a saúde mental positiva e reduzir a sobrecarga dos familiares cuidadores, através de uma app13. O programa tem por base o Modelo Multifatorial de Saúde Mental Positiva de Teresa Lluch14, que define a saúde mental positiva como um estado mental dinâmico de reconhecimento das circunstâncias das emoções e mobilização de estratégias de adaptação, ao nível de seis fatores: Satisfação Pessoal (F1), Atitude Pró-social (F2), Autocontrolo (F3), Autonomia (F4), Resolução de problemas e realização pessoal (F5) e Habilidades de relação interpessoal (F6).
A concretização do programa numa app levou à inclusão de elementos de gamificação, entre eles um logotipo, sistema de pontuação, progressão, desafios, frases motivacionais e saudações personalizadas. O programa constitui, assim, uma intervenção de gamificação digital em saúde. A gamificação é definida como a “utilização de elementos de design de jogos em contextos não relacionados com jogos” visando aumentar a motivação do utilizador15. Com a crescente utilização da tecnologia e dispositivos movéis, a gamificação em saúde representa uma nova abordagem de promoção da saúde mental cujo impacto positivo tem vindo a ser corroborado16.
Em Espanha, o Programa de Promoção da Saúde Mental Positiva verificou-se promissor com a melhoria dos níveis de saúde mental positiva dos participantes pelo que se encontra em processo de validação e adaptação cultural para o contexto português13. Deste modo, torna-se emergente a necessidade de criar um logotipo e avaliar a sua aceitabilidade.
O desenvolvimento e a criação de um logotipo que represente o Programa de Saúde Mental Positiva tornam-se fundamentais para que o familiar cuidador reconheça facilmente este programa e possa, deste modo, iniciar o seu processo de promoção da saúde mental positiva. O logotipo deve ser facilmente identificável, de forma a se destacar dos demais, coeso permitindo facilmente a compreensão do intuito do programa, e ainda, reconhecível e consistente potenciando os efeitos positivos da gamificação em saúde sobre o familiar cuidador. A criação do logotipo permite ainda o reconhecimento do programa, tornando-o mais familiar para o utilizador - familiar cuidador, permitindo deste modo, facilmente chegar a todo o familiar cuidador e ao público em geral, transmitindo de forma eficaz informação fundamental à promoção da saúde mental positiva.
O presente estudo teve, assim, como objetivo criar e avaliar a aceitabilidade de um logotipo que represente o Programa de Promoção da Saúde Mental Positiva para familiares cuidadores.
MÉTODO
Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, inserido numa abordagem qualitativa.
O estudo foi composto por duas fases: a conceptualização teórica e criativa do logotipo e, posteriormente, a sua validação, mediante um focus group.
A primeira fase do estudo consistiu na conceção do logotipo, tendo esta ocorrido entre julho e setembro de 2023. Primeiramente, foi elaborada uma revisão da literatura com enfoque naquilo que representa o cuidar informal tendo em vista a criação de um logotipo que expõe essa mesma representação, no âmbito da promoção da saúde mental positiva. A Teoria das Transições de Afaf Meleis6 e o Modelo Multifatorial de Saúde Mental Positiva de Teresa Lluch14 surgiram como fundamentação teórica do logotipo. De seguida, através de um brainstorming, a equipa de investigação, em colaboração com o designer, definiu diferentes elementos figurativos de destaque em Portugal. A estrela-do-mar foi a eleita, surgindo duas versões do logotipo e a sua evolução em fases, no decorrer das sessões do programa.
Posteriormente, entre dezembro de 2023 e março de 2024, atendendo à natureza qualitativa do estudo, foi realizado um focus group tendo em vista avaliar a aceitabilidade do logotipo.
O focus group realizado respeitou as fases preconizadas por Krueger e Casey17 nomeadamente planeamento, preparação, moderação, análise dos dados e divulgação dos resultados.
A primeira fase, o planeamento, iniciou-se pela definição dos objetivos genéricos e da homogeneidade do focus group, bem como, o número de membros e a sua seleção através de uma técnica de amostragem não probabilística intencional17,1 8. Foi elaborado um guião de entrevista semiestruturado e, deste modo, delineadas perguntas gerais, seguindo-se outras progressivamente mais específicas17.
A discussão dirigida e planeada permitiu a obtenção de novas perceções e insights de peritos com expertise na área da saúde mental e/ou com expertise na área do cuidado informal17,18. Este estudo respeitou ainda o Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research (COREQ)19.
A fase de preparação implica a definição da estratégia de recrutamento, o local e regime de execução do focus group17,18.
Todos os potenciais participantes foram contactados por email duas semanas antes do focus group e informados acerca dos objetivos do estudo, a duração prevista, as regras e os pedidos de participação.
Para participar no estudo foram definidos os seguintes critérios de elegibilidade: a) idade superior a 18 anos e b) ser profissional de saúde com expertise em saúde mental e/ou com expertise na área do cuidado informal.
De acordo com Krueger e Casey17 o focus group deve incluir quatro a doze participantes, sendo a amostra ideal cinco a oito participantes. Rabiee20 destaca que o recrutamento deve ser superior à amostra em 10-25 % dado que os potenciais participantes podem decidir não participar no estudo.
A sessão decorreu em formato online, com recurso à plataforma ZOOM®, assegurando a confidencialidade da informação, de acordo com as recomendações dos autores supracitados.
Os dados foram recolhidos em português europeu, o idioma nativo da equipa de investigação e dos participantes. O investigador principal possuía formação prévia na moderação de um focus group e respetiva análise dos dados.
De acordo com o guião de entrevista seguiram-se as etapas seguintes: (i) saudação e agradecimento a todos os participantes; (ii) apresentação do estudo e dos objetivos; (iii) esclarecimento do papel dos elementos da equipa de investigação: o investigador principal iria moderar e conduzir a sessão e dois observadores iriam recolher notas e gerir a gravação, durante a sessão; (iv) apresentação das regras e pedidos, incluindo o consentimento dos participantes para a gravação da sessão e (v) esclarecimento de dúvidas.
As questões realizadas dividem-se em dois grupos: a) questões introdutórias como Gostaria de se apresentar brevemente?; b) questões exploratórias como Consideram que a estrela-do-mar será uma figura perspetivada de forma positiva pelos familiares cuidadores? A figura da estrela-do-mar reflete as fases de transformação e respetiva capacitação que o familiar cuidador vivencia desde o momento que assume o seu papel? Há alguma coisa que mudaria nesta imagem? Se sim, explicite.
A sessão teve uma duração de noventa minutos, respeitando as recomendações para a realização de focus group17. Todos os dados recolhidos foram transcritos para a forma de texto, na base de dados NVIVO®, versão 14, incluindo a atribuição de códigos para a identificação dos participantes e assegurar o anonimato e a confidencialidade dos dados (por exemplo, P1 - Participante 1, P2 - Participante 2).
A análise e tratamento dos dados foi efetuada com base na análise temática prática, que engloba três fases: leitura, codificação e tematização21.
Dado que a análise temática prática é um processo repetitivo, a saturação dos dados foi discutida no decorrer de todas as fases do processo. A primeira fase iniciou com a leitura independente e integral das transcrições, seguindo-se a escrita independente de memos sumários. Posteriormente, a equipa de investigação realizou a comparação dos memos e avaliou a saturação de dados21.
Na análise temática prática a codificação e análise dos dados ocorrem em simultâneo. A segunda fase começou com uma nova discussão sobre a saturação de dados. De seguida, ocorreu a codificação independente de uma porção dos dados, por dois investigadores codificadores, como medida inicial de construção de um livro de códigos estável. Os códigos gerados foram comparados em equipa, originando o livro de códigos. Posteriormente, deu-se a codificação dos restantes dados, terminando com a verificação e certificando-se que as descrições dos códigos foram claras, amplas e que não existiam discrepâncias no processo de codificação21.
Na terceira fase, os investigadores codificadores começaram por analisar, de forma independente, os memos finais, o livro de códigos e os dados codificados para, por conseguinte, criarem um draft de temas. Posteriormente, a equipa de investigação reuniu-se para uma sessão de análise temática presencial, com uma duração média de três horas. Esta permitiu a confirmação da saturação dos dados e a definição dos temas finais, tornando possível a redação e divulgação dos resultados21.
O estudo cumpriu os princípios da Declaração de Helsínquia e da Convenção de Oviedo. A sua condução foi aprovada pela Comissão de Ética da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental. Todos os participantes consentiram participar no estudo de forma voluntária. Previamente à recolha dos dados, foi transmitida toda a informação, de forma coerente e detalhada, aos participantes, nomeadamente os objetivos, a finalidade do estudo e que o acesso aos dados foi concebido apenas à equipa de investigação, zelando pela confidencialidade e anonimato dos mesmos.
RESULTADOS
A amostra consistiu em sete enfermeiros e um psicólogo. Todos os participantes eram do sexo feminino (100 %) com expertise em saúde mental (75 %) e/ou com expertise na área do cuidado informal (25 %). Seis dos peritos exerciam a profissão há 10 a 20 anos, enquanto os restantes tinham entre 20 e 30 anos de experiência profissional. Todos os participantes possuíam uma pós-graduação, cinco detinham o grau de mestre (62,5 %), dois o grau de doutorado (25 %) e um o grau de pós-doutorado (12,5 %). O grupo de peritos é caracterizado, de forma detalhada, na Tabela 1.
Dois temas emergiram das questões realizadas no focus group: perceção da transição e evolução do logotipo. O Quadro 1 apresenta as áreas temáticas que emergiram da análise dos dados.
Tema 1: Perceção da transição
O primeiro tema foca-se na representatividade gráfica do logotipo no que concerne ao processo de transição vivenciado pelos familiares cuidadores.
Os participantes referiram que a transformação do logotipo em fases, acompanhando as sessões do programa, é representativa do espaço temporal da transição, assim como da consciencialização e envolvimento dos familiares cuidadores. De acordo com os peritos, o logotipo retrata dois dos facilitadores da transição: a comunidade e a sociedade. Todavia, estes consideram que a sua representação deve ser aprimorada. Os indicadores de processo foram também destacados pelos participantes, indicando que o logotipo possui elementos representativos da relação de apoio, da autoconfiança e das estratégias de coping desenvolvidas ao longo do processo de transição dos familiares cuidadores. Por fim, na perspetiva do grupo de peritos, o logotipo retrata os indicadores de resultados e, portanto, a identidade integradora fluída e a mestria dos familiares cuidadores. O Quadro 2 apresenta os códigos e unidades de contexto de forma detalhada.
Tema 2: Evolução do logotipo
O segundo tema centra-se nas primeiras impressões dos peritos e estratégias de melhoria, por forma a aprimorar visualmente o logotipo.
Durante o focus group foram apresentadas duas versões do logotipo (Figura 1), perante as quais os participantes relataram que este não evidencia o foco de intervenção do programa, podendo resultar na sua incompreensão por parte dos familiares cuidadores. Por outro lado, os peritos realçaram a infantilização do logotipo e, em destaque, na sua segunda versão (Figura 1), conforme detalhado no Quadro 3.
O grupo de peritos sugeriu diversas estratégias de melhoria (Quadro 3). Primeiramente, as técnicas de storytelling foram indicadas como potencialmente benéficas para uma melhor compreensão do logotipo. As cores utilizadas no logotipo foram também alvo de discussão, verificando-se discrepância entre opiniões: alguns peritos não sugeriram alterações, outros corroboraram a adoção de uma nova paleta de cores com maior intensidade e aproximação às cores reais. Os participantes sugeriram ainda a inclusão de um nome apelativo, e a sua associação ao logotipo, a fim de clarificar o foco de intervenção do programa. Por outro lado, os peritos relataram que o logotipo carece de maior dinamismo, sugerindo outras alterações gráficas específicas (Quadro 3).
DISCUSSÃO
O estudo teve como objetivo criar e verificar a aceitabilidade do logotipo do Programa de Promoção da Saúde Mental Positiva e o seu potencial de melhoria. Este descreve todas as etapas da conceção de um logotipo, recorrendo à revisão da literatura para a sua fundamentação teórica e a um designer para a respetiva representação gráfica. O resultado final culminou em duas versões do logotipo, que foram submetidas a avaliação por um grupo de peritos (focus group).
Os resultados sugerem que o logotipo deve ser aprimorado para que seja representativo da experiência e processo de transição vivenciados pelos familiares cuidadores. Em particular, os participantes consideram que, no decorrer nas sessões do programa, o logotipo deve evoluir em fases, podendo este fator, associado à transformação das cores, ser indicativo da consciencialização. Sendo a consciencialização uma propriedade determinante no processo de transição6, é necessário o seu reconhecimento para que os cuidadores encontrem sentido de coerência no acontecimento vivido, facilitando, deste modo, a reorganização de uma nova forma de viver, reunindo as condições necessárias para facilitar a adaptação ao desempenho do papel. A consciencialização do papel de cuidador será tanto maior quanto o compromisso dos cuidadores com a prestação de cuidados às pessoas dependentes.
Alinhados com os dados da nossa investigação e, muito em particular, na procura do sentido, alguma da evidência disponível, privilegia a gratidão como um preditor da presença de sentido na vida dos cuidadores familiares. O estudo desenvolvido por McGee e colaboradores22 demostrou que a gratidão teve um efeito mediador nos efeitos de sobrecarga e de procura de sentido na vida, muitas vezes perdido nos cuidadores. A mesma investigação dá nota da importância dos profissionais de saúde considerarem a gratidão como um recurso interno, permitindo manter o sentido de vida que cada cuidador atribui ao seu projeto de vida, mitigando os efeitos da sobrecarga.
Apesar do evento de mudança ser estático, a consciencialização marca o início da transição, que é variável. O fim deste processo é igualmente distinto e marcado pelo desenvolvimento de novas competências e o domínio de novas funções. A experiência de transição é, assim, dinâmica e desenvolve-se num horizonte temporal distinto23. Esta evidência corrobora os achados do nosso estudo cujos participantes, em particular, descreveram as diferentes fases e variações da cor do logotipo como elementos figurativos do processo dinâmico vivenciado pelos familiares cuidadores.
De acordo com os resultados, o envolvimento é destacado pela transformação em fases visto que este potencia a evolução positiva do familiar cuidador. O envolvimento no cuidado é fundamental e traduz o modo como os familiares cuidadores se empenham, participam no processo de cuidados e são pró-ativos na aprendizagem6.
Este envolvimento que depende de fatores intrínsecos e extrínsecos, bem como dos recursos disponíveis e do suporte recebido, dá lugar à intervenção dos enfermeiros na medida em que estes são conhecedores dos recursos existentes e, portanto, facilitadores do envolvimento e do compromisso na prestação de cuidados6. Segundo os nossos resultados, o logotipo espelha a comunidade e a sociedade e, deste modo, os facilitadores da transição. No entanto, os peritos destacaram como necessário aprimorar a sua representação, mediante a introdução de outros elementos figurativos.
Os resultados sugerem ainda que, após a perda de um dos “braços”, a capacidade de regeneração do logotipo, que origina outra estrela-do-mar entre si conectadas, simboliza a adaptação do familiar cuidador face ao novo contexto e, portanto, a identidade integradora e fluída. Além disso, o aumento progressivo de “espinhos” representa o alcance da mestria. De acordo com a literatura, o ajustamento entre o cuidador e o contexto aliado à integração do novo papel diz respeito à reformulação de uma nova identidade. Entende-se, por isso, que a identidade integradora e fluída, enquanto indicador de resultado, influencia e é influenciada pelo contexto. As terapêuticas de enfermagem devem, pois, privilegiar a promoção da saúde mental dos cuidadores (atores privilegiados, na prestação de cuidados complexos e de longa duração) de forma a atingir a mestria6, através da integração e reformulação de novas capacidades aprendidas, do conhecimento adquirido, da iniciativa tomada, da autoconfiança, da capacidade para realizar procedimentos e para tomar decisões6.
O nosso estudo também sugere que o logotipo é representativo da relação de ajuda, bem como, da autoconfiança e estratégias de coping, enquanto indicadores de processo23. Os participantes relataram que os “braços” são representativos das “âncoras”, isto é, da rede social de apoio que rodeia os familiares cuidadores e os “espinhos” são simbólicos do processo de capacitação. O estudo conduzido por Tavares e colaboradores24 demonstrou que os cuidadores familiares com doença crónica e dependência dos serviços públicos de saúde possuíam menor qualidade de vida, no entanto, esta aumentava quando os cuidadores recebiam educação sobre o cuidado informal e praticavam uma atividade de lazer. Em concordância com os nossos achados, Tavares et al.24 destacam ainda o papel importante que os enfermeiros, enquanto profissionais de saúde, desempenham na formulação de estratégias de apoio aos cuidadores familiares, especialmente as relacionadas com a educação para a saúde.
O grupo de peritos salientou que o processo de capacitação dos familiares cuidadores pode ser também representado pela intensidade gradual de uma determinada cor e pelo crescimento progressivo dos “braços”. Mais recentemente, Zimami & Darwish25 identificaram, com base numa scoping review, uma lacuna significativa na investigação sobre a preparação dos cuidadores de pessoas com demência. A auto-eficácia e a confiança, a resiliência e a auto-conduta, o conhecimento, a educação e a formação, a mutualidade, a saúde mental, a diminuição dos conflitos na prestação de cuidados e a atenção plena foram associados à preparação dos cuidados. O reconhecimento destes elementos pode servir de base a intervenções adaptadas de capacitação, ajudando os prestadores de cuidados informais na sua transição, na viagem de prestação de cuidados e, desta forma, a alcançar a mestria e a identidade integradora fluída, que traduzem a adaptação ao novo papel.
No decorrer da transição, o processo de adaptação pode ser avaliado pelo grau de envolvimento e estratégias desenvolvidas para o alcance dos indicadores de resultado, através de indicadores de processo23. Os indicadores de processo são uma ferramenta essencial para a intervenção dos enfermeiros permitindo a identificação de processos de transição mais ou menos adaptativos e a formulação de intervenções personalizadas6.
O processo de adaptação denota-se positivo quando o familiar cuidador é capaz de criar e manter relações interpessoais significativas, consolidando a sua rede social de apoio (familiares, amigos, profissionais de saúde). Estas conexões constituem a sua fonte principal de apoio informativo e/ou de recursos6, destacando-se os enfermeiros como o suporte informativo preferencial dos cuidadores informais26. Por outro lado, a interação fornece clareza e permite ajustar os seus comportamentos face ao evento de mudança e transição6. Além disso, possibilita que o familiar cuidador desenvolva, de forma progressiva, o sentido de autoconfiança e estratégias de coping6. O seu nível de compreensão acerca dos processos de adaptação ao novo papel aumenta, mobilizando os recursos presentes na comunidade e na rede social de apoio, bem como, os seus recursos internos para enfrentar os desafios inerentes ao cuidar informal.
A literatura é consensual, definindo que o cuidado familiar acarreta desafios psicoemocionais com possível sobrecarga e exaustão5,27. A continuidade de cuidados e as novas responsabilidades impactam a saúde do familiar cuidador, podendo levar a estados de depressão, ansiedade e isolamento5. O grau de exaustão e impacto na saúde dependem de fatores individuais, sociais e contextuais, nomeadamente estratégias de coping, rede social de apoio e recursos na comunidade28. A promoção da saúde mental denota-se, assim, uma intervenção de enfermagem fundamental no processo de transição.
A literacia em saúde mental é reconhecida como estratégia basilar de promoção de saúde mental em grupos prioritários, incluindo os familiares cuidadores29. A saúde mental positiva surge como um conceito abrangente de saúde mental e visa a promoção de um estado emocional dinâmico, mediante o desenvolvimento de competências pessoais ao nível da satisfação pessoal, atitude pró-social, autocontrolo, autonomia, resolução de problemas, realização pessoal e habilidades de relação interpessoal14. Níveis elevados de literacia em saúde mental positiva associam-se a maior conhecimento e capacidade para responder ajustadamente aos desafios do cuidar informal, bem como, a maior envolvimento na própria saúde e procura de recursos de apoio na comunidade24. Atendendo às exigências psicossociais do cuidado informal, fomentar a literacia em saúde mental positiva torna-se, assim, crucial29,30 para potenciar o conhecimento, a autoconfiança, as estratégias de coping e, por fim, o alcance da identidade integradora fluída e da mestria.
A revisão sistemática elaborada por Johnson et al.31 demonstrou que a gamificação apresentava um efeito positivo na saúde e no bem-estar em cerca de 59 % dos estudos, surgindo evidências iniciais do seu potencial como ferramenta de promoção da saúde mental, no âmbito do bem-estar, desenvolvimento pessoal, stress e ansiedade. A scoping review realizada por Aschentrup et al.16 identificou efeitos positivos na utilização de intervenções de gamificação em saúde mental para adultos, ao nível do bem-estar psicológico e na sintomatologia depressiva. De facto, o sistema de gamificação potencia a motivação intrínseca do utilizador para a adoção e manutenção de um comportamento de saúde. Além disso, pode contribuir para o bem-estar, na medida em que gera emoções positivas, maior envolvimento e satisfação pessoal16,31.
Tendo em conta as particularidades da população alvo, criar um logotipo e avaliar a sua aceitabilidade e representatividade torna-se essencial para que o sistema de gamificação se traduza em efeitos positivos na saúde mental e bem-estar dos familiares cuidadores. No que concerne ao logotipo, os participantes salientaram que este necessita de ser aprimorado para que a infantilização seja dissipada, e ainda, para que o foco de intervenção do programa e o seu objetivo sejam facilmente reconhecidos pelos familiares cuidadores e o público em geral. Os resultados salientam o potencial de melhoria do logotipo, destacando-se o storytellling e a criação de um nome apelativo como estratégias de melhoria fulcrais. Os participantes identificam ainda a dimensão visual ao nível das cores, grafismo e dinamismo como outro potencial foco de melhoria.
Efetivamente, as estratégias de melhoria definidas pelos peritos poderão constituir fatores essenciais no aprimoramento da representação teórica e aceitabilidade do logotipo pelos familiares cuidadores. Todavia, o presente estudo tem como limitação a ausência de peritos em design para corroborar a efetividade dos focos de melhoria identificados. Deste modo, o logotipo necessita de ser aprimorado visualmente e novos estudos serão necessários para consolidar a sua aceitabilidade, nomeadamente, entre a população alvo do programa - os familiares cuidadores.
CONCLUSÃO
No presente estudo, os peritos consideram necessário aprimorar a representação gráfica do logotipo para que este, por um lado, seja efetivamente ilustrativo do processo e da transição vivenciada pelos familiares cuidadores e, por outro, traduza a promoção da saúde mental positiva. A investigação principal, em curso, deve privilegiar estes achados dado que a identificação das dimensões valorizadas pelos peritos na construção do logotipo permitirá melhorar o sistema de gamificação e, desta forma, potenciar a aceitabilidade e a adesão dos familiares cuidadores.
AGRADECIMENTO
Um agradecimento a todos os peritos que gentilmente aceitaram participar no Focus Group.
Referências bibliográficas
-
1. Chomik R, Piggott J. Population Ageing, Productivity and Technological Change in Asia. China Int J [Internet]. 2021 [cited 2024 Mar 27];19(3):33-52. Available from: https://doi.org/10.1353/chn.2021.0027
» https://doi.org/10.1353/chn.2021.0027 -
2. Lilleheie I, Debesay J, Bye A, Bergland A. Informal caregivers’ views on the quality of healthcare services provided to older patients aged 80 or more in the hospital and 30 days after discharge. BMC Geriatr [Internet]. 2020 [cited 2024 Mar 15];20(1):97. Available from: https://doi.org/10.1186/s12877-020-1488-1
» https://doi.org/10.1186/s12877-020-1488-1 -
3. Santana E, Mendes F, Bernardo J, Silva R, Melo P, Lima P, et al. Difficulties in Caring for the Older Adults: Perspective of Brazilian and Portuguese Caregivers. Nurs Rep [Internet]. 2023 [cited 2024 May 03];13(1):284-96. Available from: https://doi.org/10.3390/nursrep13010027
» https://doi.org/10.3390/nursrep13010027 -
4. Bom J, Bakx P, Schut F, van Doorslaer E. The Impact of Informal Caregiving for Older Adults on the Health of Various Types of Caregivers: A Systematic Review. Gerontologist [Internet]. 2019 [cited 2024 Feb 25];59(5):e629-42. Available from: https://doi.org/10.1093/geront/gny137
» https://doi.org/10.1093/geront/gny137 -
5. Lourenco TMG, Abreu-Figueiredo RMS, Sá LO. Review of nursing diagnosis validation studies: Caregiver role strain. Rev Gaucha Enferm [Internet]. 2020 [cited 2024 May 02];41:e20190370. Available from: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190370
» https://doi.org/10.1590/1983-1447.2020.20190370 - 6. Meleis A. Transitions theory: Middle-range and situation-specific theories in nursing research and practice. New York, NY(US): Springer Publishing Company; 2010.
-
7. Corry M, While A, Neenan K, Smith V. A systematic review of systematic reviews on interventions for caregivers of people with chronic conditions. J Adv Nurs [Internet]. 2015 [cited 2024 Apr 13];71(4):718-34. Available from: https://doi.org/10.1111/jan.12523
» https://doi.org/10.1111/jan.12523 - 8. Thomas S, Dalton J, Harden M, Eastwood A, Parker G. Updated meta-review of evidence on support for carers. Southampton, (UK): NIHR Journals Library; 2017.
-
9. Faronbi JO, Faronbi GO, Ayamolowo SJ, Olaogun AA. Caring for the seniors with chronic illness: The lived experience of caregivers of older adults. Arch Gerontol Geriatr [Internet]. 2019 [cited 2024 Mar 06];82:8-14. Available from: https://doi.org/10.1016/j.archger.2019.01.013
» https://doi.org/10.1016/j.archger.2019.01.013 -
10. Ferre-Bergada M, Valls A, Raigal-Aran L, Lorca-Cabrera J, Albacar-Rioboo N, Lluch-Canut T, et al. A method to determine a personalized set of online exercises for improving the positive mental health of a caregiver of a chronically ill patient. BMC Med Inform Decis Mak [Internet]. 2021 [cited 2024 Apr 03];21(1):74. Available from: https://doi.org/10.1186/s12911-021-01445-6
» https://doi.org/10.1186/s12911-021-01445-6 -
11. Flores Mateo G, Granado-Font E, Ferre-Grau C, Montana-Carreras X. Mobile Phone Apps to Promote Weight Loss and Increase Physical Activity: A Systematic Review and Meta-Analysis. J Med Internet Res [Internet]. 2015 [cited 2024 Apr 03];17(11):e253. Available from: https://doi.org/10.2196/jmir.4836
» https://doi.org/10.2196/jmir.4836 -
12. Ordem dos Enfermeiros (OE). Guia de Consultas de Enfermagem à Distância - Telenfermagem: Recomendações [Internet]. 2021 [cited 2024 Jun 23]. Available from: https://www.ordemenfermeiros.pt/centro/noticias/conteudos/guia-consultas-enfermagem
» https://www.ordemenfermeiros.pt/centro/noticias/conteudos/guia-consultas-enfermagem -
13. Ferré-Grau C, Lluch-Canut MT, Albacar-Riobóo N, Lorca-Cabrera J, Raigal-Aran L, Sánchez-Ortega MA, et al. Programa para fomentar la Salud Mental Positiva mediante la app ‘cuidadors crónicos’. Tarragona, (ES): Universitat Rovira i Virgili; 2021 [cited 2023 Dec 13]. Available from: http://llibres.urv.cat/index.php/purv/catalog/book/459
» http://llibres.urv.cat/index.php/purv/catalog/book/459 -
14. Lluch MT. Evaluación empiríca de un modelo conceptual de salud mental positiva. Salud Mental [Internet]. 2002 [cited 2023 Dec 14];25(4):42-55. Available from: http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=58242505
» http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=58242505 - 15. Deterding S, Khaled R, Nacke LE, Dixon D. Gamification: Toward a Definition. Proceedings of the CHI 2011 Gamification Workshop; 2011 May 7-12; Vancouver, CA. New York, NY(US): Association for Computing Machinery; 2002, p. 12-15.
-
16. Aschentrup L, Steimer PA, Dadaczynski K, Mc Call T, Fischer F, Wrona KJ. Effectiveness of gamified digital interventions in mental health prevention and health promotion among adults: A scoping review. BMC Public Health [Internet]. 2024 [cited 2024 Jun 20];24(1):69. Available from: https://doi.org/10.1186/s12889-023-17517-3
» https://doi.org/10.1186/s12889-023-17517-3 - 17. Krueger RA, Casey MA. Focus groups: A practical guide for applied research. London, (UK): SAGE Publications, Inc; 2015.
-
18. Silva IS, Veloso AL, Keating JB. Focus group: Considerações teóricas e metodológicas. Rev Lusófona Educ [Internet]. 2014 [cited 2023 Dec 03];(26):175-89. Available from: https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/4703
» https://revistas.ulusofona.pt/index.php/rleducacao/article/view/4703 -
19. Tong A, Sainsbury P, Craig J. Consolidated criteria for reporting qualitative research (COREQ): A 32-item checklist for interviews and focus groups. Int J Qual Health Care [Internet]. 2007 [cited 2024 Jan 16];19(6):349-57. Available from: https://doi.org/10.1093/intqhc/mzm042
» https://doi.org/10.1093/intqhc/mzm042 -
20. Rabiee F. Focus-group interview and data analysis. Proc Nutr Soc [Internet]. 2004 [cited 2024 Dec 03];63(4):655-60. Available from: https://doi.org/10.1079/pns2004399
» https://doi.org/10.1079/pns2004399 -
21. Saunders CH, Sierpe A, von Plessen C, Kennedy AM, Leviton LC, Bernstein SL, et al. Practical thematic analysis: A guide for multidisciplinary health services research teams engaging in qualitative analysis. British Med J [Internet]. 2023 [cited 2023 Dec 12];381:e074256. Available from: https://doi.org/10.1136/bmj-2022-074256
» https://doi.org/10.1136/bmj-2022-074256 -
22. McGee JS, Polson EC, Myers DR, McClellan AM, Ke W, Zhao HC, et al. Gratitude Predicts Meaning in Life in Family Caregivers of Persons with Alzheimer’s Disease. Geriatrics (Basel) [Internet]. 2024 [cited 2024 Jun 18];9(3):72. Available from: https://doi.org/10.3390/geriatrics9030072
» https://doi.org/10.3390/geriatrics9030072 - 23. Meleis, AI. Transitions Theory. In: Smith MC, Parker ME, editors. Nursing theories and nursing practice. Philadelphia, PA(US): Davis Company; 2016. p. 361-880.
-
24. Tavares MLO, Pimenta AM, Garcia-Vivar C, Beinner MA, Montenegro LC. Relationship Between Level of Care Dependency and Quality of Life of Family Caregivers of Care-Dependent Patients. J Fam Nurs [Internet]. 2020 [cited 2024 Jun 03];26(1):65-76. Available from: https://doi.org/10.1177/1074840719885220
» https://doi.org/10.1177/1074840719885220 -
25. Zimami S, Darwish H. Preparedness for caregiving among informal caregivers of people with dementia: A scoping review. Geriatr Nurs [Internet]. 2024 [cited 2024 Sep 13];60:191-206. Available from: https://doi.org/10.1016/j.gerinurse.2024.08.031
» https://doi.org/10.1016/j.gerinurse.2024.08.031 -
26. Dixe MDACR, Teixeira LFC, Areosa TJTCC, Frontini RC, Peralta TJA, Querido AIF. Needs and skills of informal caregivers to care for a dependent person: A cross-sectional study. BMC Geriatr [Internet]. 2019 [cited 2024 Jun 02];19(1):255. Available from: https://doi.org/10.1186/s12877-019-1274-0
» https://doi.org/10.1186/s12877-019-1274-0 -
27. Dixe MDACR, Querido AIF. Cuidador informal de pessoa dependente no autocuidado: fatores de sobrecarga. Rev Enf Ref [Internet]. 2020 [cited 2024 May 29];5(3):eRV20013. Available from: https://doi.org/10.12707/RV20013
» https://doi.org/10.12707/RV20013 -
28. Andrade C, Tavares M, Soares H, Coelho F, Tomas C. Positive Mental Health and Mental Health Literacy of Informal Caregivers: A Scoping Review. Int J Environ Res Public Health [Internet]. 2022 [cited 2024 Jun 12];19(22):15276. Available from: https://doi.org/10.3390/ijerph192215276
» https://doi.org/10.3390/ijerph192215276 -
29. Sequeira C, Sampaio F, Pinho LG, Araujo O, Lluch Canut T, Sousa L. Editorial: Mental health literacy: How to obtain and maintain positive mental health. Front Psychol [Internet]. 2022 [cited 2024 Jul 02];13:1036983. Available from: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.1036983
» https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.1036983 -
30. Carvalho D, Sequeira C, Querido A, Tomas C, Morgado T, Valentim O, et al. Positive Mental Health Literacy: A Concept Analysis. Front Psychol [Internet]. 2022 [cited 2024 Apr 19];13:877611. Available from: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.877611
» https://doi.org/10.3389/fpsyg.2022.877611 -
31. Johnson D, Deterding S, Kuhn KA, Staneva A, Stoyanov S, Hides L. Gamification for health and wellbeing: A systematic review of the literature. Internet Interv [Internet]. 2016 [cited 2024 May 21];6:89-106. Available from: https://doi.org/10.1016/j.invent.2016.10.002
» https://doi.org/10.1016/j.invent.2016.10.002
NOTAS
-
ORIGEM DO ARTIGO
Este artigo insere-se no âmbito do projeto LSM+ Literacia em Saúde Mental Positiva (2022-2025), financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P., CINTESIS, R&D Unit (UIDB/4255/2020).
-
APROVAÇÃO DE COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA
O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (CEASPESM_4/2023).
-
DISPONIBILIDADE DE DADOS
Os dados que sustentam os resultados deste estudo não estão disponíveis ao público.
Editado por
Os dados que sustentam os resultados deste estudo não estão disponíveis ao público.


