Objetivo Este estudo verificou os fatores associados às quedas em idosos de Estação, Rio Grande do Sul.
Método Estudo transversal com 418 idosos. No questionário foram contempladas as informações pessoais e familiares: sexo, faixa etária, cor, com quem reside, zona de moradia, estado marital e aposentadoria. Condições de saúde e hábito de vida como: dor crônica, alimenta-se sozinho, banha-se, deita/levanta da cama, sobe/desce escadas, artrite/artrose, dificuldade auditiva, dificuldade visual, hipertensão arterial, reumatismo, osteoporose e isquemia cerebral. A variável dependente foi “ocorrência de quedas nos últimos 12 meses que antecederam a entrevista”. Realizada frequência relativa e absoluta para característica da amostra. Testou-se a associação entre o desfecho e as variáveis independentes através do teste qui-quadrado, análises brutas e multivariada mediante regressão de Poisson, estimando-se as razões de prevalência brutas e ajustadas, calculados os respectivos intervalos de confiança de 95% a um p≤0,050.
Resultados A prevalência de quedas no ano anterior à pesquisa foi de 63,8%. Após a análise múltipla permaneceram associadas às quedas as variáveis: analfabetismo (RP=1,67), dor crônica (RP=2,34) e isquemia cerebral (RP=2,30).
Conclusão A investigação apresentou elevada prevalência de quedas entre os idosos e demonstra que os fatores associados às quedas são modificáveis e evitáveis.
Palavras-chave:
acidentes por quedas; nível de saúde; envelhecimento da população