Resumo
Introdução: Infraestrutura e processo de trabalho estão em constante relação com sujeitos, e, quando estão no campo da insuficiência ou ausência, são caracterizadores da Vulnerabilidade em Saúde (VS).
Objetivo: Mapear aspectos da infraestrutura e do processo de trabalho em saúde, vulnerabilizadores dos sujeitos.
Método: Revisão de escopo. Os registros foram identificados nas bases de dados Lilacs, Ibecs, Cinahl, Bdenf e Pubmed, com a busca "health" AND "vulnerability", e selecionados a partir de 2020.
Resultados: Registro de 19 estudos, sendo 10 (52,6%) sobre processo de trabalho e 9 (47,4%) sobre infraestrutura. A análise verificou a definição de VS de cada registro, onde os significados "suscetibilidade" e "precariedade" foram encontrados, num movimento de superação do risco. Identificaram-se situações vulnerabilizantes dos sujeitos que precarizam o serviço de saúde, especialmente o acesso à saúde. Construiu-se figura para mapear a Situação Programática (SP) que contém quatro categorias para identificar lacunas no campo em questão.
Conclusão: Infraestrutura e processo de trabalho na perspectiva da VS ocorrem quando há ausência, insuficiência ou escassez dos componentes que os constituem.
Palavras-chave:
infraestrutura sanitária; fluxo de trabalho; vulnerabilidade em saúde; COVID-19
Abstract
Background: Infrastructure and work process are in a constant relationship with subjects and, when they are in the field of insufficiency or absence, they characterize vulnerability in health.
Objective: To map aspects of the infrastructure and work process in health that make subjects vulnerable.
Method: Scoping review. The records were identified in the databases Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (Lilacs), Índice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud (Ibecs), Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (Cinahl), Banco de Dados em Enfermagem – Bibliografia Brasileira (Bdenf) and United States National Library of Medicine (PubMed), using the ‘health’ AND ‘vulnerability’ search, and selected from 2020.
Results: Nineteen studies were registered, ten (52.6%) on work process and nine (47.4%) on infrastructure. The analysis verified the definition of health vulnerability in each record, where the meanings of susceptibility and precariousness were found, in a movement to overcome risk. Vulnerable situations related to the subjects which undermine the health service were identified, especially access to health. A figure was built to map the programmatic situation, containing four categories to identify gaps in the field in question.
Conclusion: Infrastructure and work process from the perspective of health vulnerability occur when there is absence, insufficiency or scarcity of the components that constitute them.
Keywords:
health infrastructure; workflow; health vulnerability; COVID-19
INTRODUÇÃO
A Vulnerabilidade em Saúde (VS) é uma condição da vida humana expressa em todas as suas dimensões a partir dos (re)arranjos das relações de poder que constituem o sujeito-social. No contexto social, um dos elementos que a caracteriza é a Situação Programática (SP) definida como características e processos das instituições que prestam cuidados em saúde1.
A SP apresenta componentes analíticos relacionados à infraestrutura e ao processo de trabalho, compreendidos como o conjunto de elementos que possibilitam a produção de bens e serviços e a articulação dos atores sociais nos serviços (usuário, profissional e gestor) e como a relação estabelecida com o objeto de trabalho, sobre a qual incide a ação do trabalhador1, respectivamente.
A discussão desses componentes é relevante pois há evidência de que a qualidade da oferta de cuidados em saúde depende de como os serviços de saúde se estruturam em relação ao processo de trabalho e de como organizam sua infraestrutura2. Dessa forma, vários problemas comprometem as condições sanitárias adequadas para atender pessoas e, assim, as colocam em VS. Entretanto, esses problemas pouco são conhecidos por profissionais da saúde, e, quando voltados para o contexto de vulnerabilidade, se tornam menos notáveis, o que justifica seu estudo.
Por isso, realizar uma síntese da literatura de como a infraestrutura e os processo de trabalho têm sido caracterizados enquanto vulnerabilidade é útil para compreender como esses elementos se relacionam com sujeitos, como os afetam e produzem VS. Vale notar que essa vulnerabilidade diz respeito às pessoas que utilizam os serviços de saúde com infraestrutura e processo de trabalho tidos como insuficientes.
Revisões acerca da VS estão disponíveis, mas trazem aspectos de natureza geral em relação a características dos estudos3, resiliência4, abordagens conceituais na assistência social5 ou o caráter biossocial da VS6. Não foram identificados em buscas preliminares nas bases de dados Pubmed e Web of Science estudos direcionados aos elementos da SP, exclusivamente.
Nesse contexto, com base na questão de pesquisa "quais características da infraestrutura e do processo de trabalho em saúde colocam o sujeito em situação de vulnerabilidade em saúde?", objetivou-se mapear aspectos da infraestrutura e do processo de trabalho em saúde enquanto vulnerabilizadores dos sujeitos.
MÉTODOS
Trata-se de revisão de escopo, que seguiu as diretrizes da Joanne Briggs Institute (JBI), contidas em seu manual lançado em julho de 2020 (JBI Manual for evidence synthesis7), e foi apresentada conforme o checklist Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analyses extension for scoping reviews (PRISMA-ScR)8. Não houve necessidade de envio ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Antes de iniciar as buscas por publicações, elaborou-se protocolo de estudo, registrado na plataforma Open Science Framework (OSF) sob DOI https://doi.org/10.17605/OSF.IO/NHJEM.
Os critérios de elegibilidade foram definidos com base na estratégia PCC (Participantes, Conceito e Contexto). Para a população, optou-se por qualquer sujeito; para o conceito, foram selecionados estudos com abordagem sobre preparo técnico-científico dos profissionais de saúde, recursos humanos e materiais, gestão e organização dos serviços de saúde e práticas do cuidado na perspectiva da infraestrutura e o processo de trabalho; e, para o contexto, foi definida a saúde coletiva. Foram incluídos estudos quantitativos e qualitativos que apresentassem o termo "vulnerabilidade" no título. Foram excluídos estudos teóricos, de revisão, de caso, literatura cinza, estudos indisponíveis na íntegra ou que não tivessem definição de VS no texto.
Os registros foram pesquisados nas seguintes bases de dados eletrônicas: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Índice Bibliográfico Espanhol de Ciências da Saúde (IBECS), Base de dados da Enfermagem (BDENF), Cummulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL) e no portal PUBMED. Foram selecionados estudos publicados a partir de 2020. A busca e seleção final dos registros nas bases deu-se no dia 21 de janeiro de 2021 e os descritores usados foram "saúde" e "vulnerabilidade", com a equação de busca health AND vulnerability.
Todos os registros identificados foram carregados e processados, com duplicatas removidas, no software gerenciador de referências Zotero. Estes foram revisados por dois pesquisadores independentes, para avaliar sua relevância de acordo com título, resumo e informações de texto completo. Para aqueles em que não houve consenso em qualquer fase da seleção, um terceiro pesquisador foi consultado. As razões para exclusão de artigos foram incluídas no fluxograma de seleção dos estudos. Artigos de texto completo foram recuperados para todos os estudos que atenderam os critérios de inclusão.
Realizou-se coleta de dados de fevereiro a março de 2021, e os dados coletados foram digitados em uma planilha no Microsoft Excel®, em que cada estudo recebeu um código com a letra "E" mais um número. Os dados coletados foram título, autores, país, idioma, objetivo(s), definição de vulnerabilidade, participantes, conceito (infraestrutura e processo de trabalho) e contexto.
Agrupou-se esses dados em painel para análise e foi utilizado o software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires (IRAMUTEQ) para a análise de similitude como uma ferramenta para interpretar os resultados. A apresentação dos dados se deu em quadros com síntese de cada artigo analisado e informações do conceito referente a infraestrutura e processo de trabalho.
Por fim, para o mapeamento, uma figura foi produzida pelos autores para sintetizar características da SP que vulnerabilizam sujeitos. Os campos de alocação foram: recursos humanos e materiais, preparo técnico-científico dos profissionais da saúde, gestão e organização dos serviços e práticas do cuidado.
RESULTADOS
O número de registros para análise foi 19 artigos (Figura 1). Desses, 68,4% (13 artigos) foram publicados em inglês, 26,3% (5 artigos) em português e 5,3% (1 artigo) em francês, sendo geograficamente distribuídos por todos os continentes, com prevalência de estudos no Brasil de 36,8% (7 artigos).
O processo de trabalho esteve representado em 52,6% (10 artigos), sendo estes igualmente distribuídos entre gestão e organização dos serviços e práticas do cuidado com cinco artigos cada. A infraestrutura esteve em 47,4% das publicações (9 artigos), sendo 36,8% (7 artigos) para recursos humanos e materiais e apenas 10,5% (2 artigos) para o preparo técnico-científico dos profissionais.
O perfil de artigos, incluindo a definição de vulnerabilidade identificada em cada um, encontra-se no Quadro 19-27. As definições de VS utilizadas nas publicações em 2020 começaram a superar a vulnerabilidade como sinônimo de risco, ainda muito presente no contexto assistencial, quando trouxeram aspectos relacionados à marginalização em saúde, respostas quanto à integridade física e social do sujeito, às relações vivenciadas e à vulnerabilidade como condição inerente ao ser humano.
Observou-se que 31,6% das publicações (6 artigos) foram voltadas à discussão de questões sobre infraestrutura e processo de trabalho na pandemia da COVID-19 e que as definições do conceito de VS utilizadas para caracterizar pessoas em estado de vulnerabilidade em meio à doença divergiram: trouxeram tanto o campo do risco, que remete à área epidemiológica, quanto o tema social relacionado à insuficiência, acesso à saúde e ações político-sociais.
Houve destaque, também, para a dificuldade de acesso à saúde durante a pandemia da COVID-19, além de aspectos como número de centros primários, dimensionamento de equipes de saúde, dificuldades no deslocamento, acesso a serviços de apoio psicossocial, ausência de protocolos específicos e outros (Quadro 2).
Na análise de similitude dos registros, observou-se que os campos centrais foram saúde e acesso (Figura 2), que sugerem o acesso à saúde. Como elemento da vulnerabilidade, sua característica é ausência, dificuldade, insuficiência ou escassez, assim como na infraestrutura e processo de trabalho. Embora não pertença nem à infraestrutura nem ao processo de trabalho, segundo referencial utilizado, optou-se por destacar essa informação para enfatizar que o acesso à saúde pode, de algum modo, contribuir para a VS no contexto da infraestrutura e/ou processo de trabalho.
Quanto ao mapeamento (Figura 3), a figura explica a seguinte análise dos registros: o desenho central representa os serviços de saúde e, nele, seu principal componente de funcionamento, todos os sujeitos; as notas musicais que saem desses serviços representam as relações produzidas entre estes e as pessoas que, por meio da infraestrutura e processo de trabalho, acontecem em quatro campos e não são perceptíveis, assim como acontece durante reprodução de músicas. Esses campos representam subdimensões da infraestrutura e processo de trabalho e cada um deles tem suas características, que colocam o sujeito em situação de VS quando se encontram na insuficiência, ausência, escassez, fragilidade ou dificuldade e, portanto, são elementos vulnerabilizantes dos sujeitos produzidos pelos serviços de saúde.
Mapeamento dos aspectos da infraestrutura e processo de trabalho. Fortaleza (CE), Brasil, 2021.
DISCUSSÃO
Os resultados mostram que a VS, na perspectiva da infraestrutura e processo de trabalho, contém inúmeras situações assistenciais consideradas insuficientes, escassas ou frágeis. Essas situações, vulnerabilizantes para sujeitos que utilizam a rede de cuidado, são relevantes pois mostram que os serviços de saúde, embora se configurem como espaço de cuidado, podem, também, ser ambientes que produzam VS, e, portanto, ações que o agenciamento deve ser estimulado.
Vale notar que a infraestrutura e o processo de trabalho apresentam um elo, o que os torna dependentes um do outro, mas sem possibilidade de quantificar a dependência no que diz respeito à VS de sujeitos. Assim, apesar de estabelecerem constantes relações uma com a outra e com os sujeitos, o processo de tratar-cuidar-recuperar pode ser facilitado no momento em que os profissionais percebem que um desses elementos interfere na assistência e, diante do contexto, têm atitudes de enfrentamento a esse fenômeno.
Os registros foram apresentados a partir da compreensão da autoria (dos estudos) sobre o que é vulnerabilidade. Todavia, não houve padronização da definição conceitual de VS porque parte dos autores não se fundamentaram em referenciais teóricos, o que aumenta a polissemia do termo28 e reflete na definição de infraestrutura e de processo de trabalho entendida. Dessa forma, a identificação dos elementos vulnerabilizadores para sujeitos foi elencada a partir de definições operacionais retiradas dos registros analisados.
No que concerne à infraestrutura, é relevante mencionar que evitar os aspectos identificados na Figura 3 é importante pois, no decorrer dos anos, a estrutura geral dos serviços fica prejudicada e os recursos na saúde passam a ser mal alocados10,13. Assim, a manutenção de recursos humanos e materiais e o preparo técnico-científico dos profissionais de saúde passam a ser escassos ou insuficientes. Reconhece-se que há elementos da infraestrutura que não são modificáveis, mas capazes de agenciamento11,12,14,15,18,22,24-27, o que aponta para o direcionamento do planejamento, a distribuição e a alocação de recursos conforme necessidade proposta por estudos científicos.
Nada obstante, pesquisa29 mostrou que a análise da infraestrutura das Unidades Básicas de Saúde (UBS) brasileiras possui escores ruins. Ao que parece, a VS está presente na perspectiva dos ambientes de saúde quando escassos os equipamentos e insumos básicos ou na ausência de saúde bucal efetiva. Dessa forma, serviços de saúde que necessitam de intervenções em sua infraestrutura e nos recursos humanos passam para um processo em que tentam oferecer uma atenção com o mínimo de qualidade, seja com recursos materiais/humanos ou por meio do preparo técnico-científico.
Já no processo de trabalho, há necessidade de aprimoramento de práticas de vigilância em saúde articuladas com as redes de atenção30, visto que os aspectos identificados se referem às práticas do cuidado utilizadas na assistência e gestão e organização dos serviços de saúde9,10,12-14. Destaca-se, entre esses, a necessidade de equipe multiprofissional22,27, pois reflete o trabalho integrado para fortalecer sistemas de saúde, uma vez que são dinâmicos, com grandes possibilidades de mudanças para estabelecer fluxos conectivos e cuidar integralmente31.
Ainda assim, mesmo com o objetivo de defender uma vida saudável, o processo de trabalho produz contextos de dissimilitudes. Embora profissionais da saúde foquem na prevenção de doenças e na promoção da saúde, tais atividades são pouco implementadas pelas equipes por desmotivação ou fracassos, o que pode gerar VS aos sujeitos, por reproduzir modelos com lógica assistencialista32.
De modo particular, os registros destacaram aspectos da infraestrutura e processo de trabalho voltados à COVID-199-13. Observou-se que, mesmo diante de tecnologias em saúde, os países não estiveram em preparo suficiente para gerir e discutir como melhorar os recursos humanos e materiais, aumentar o preparo técnico-científico dos profissionais da saúde e organizar a demanda. As redes de saúde se reorganizaram para atender necessidades populacionais que surgiam conforme documentos ministeriais orientavam os estados e municípios em relação à saúde pública e à prevenção da COVID-19 com protocolos para cessar a disseminação do vírus9.
Contudo, não foi suficiente para diminuir a VS que os serviços produzem no contexto da infraestrutura e do processo de trabalho. É relevante destacar esse fenômeno porque países foram afetados por causa de governos que pouco se esforçaram para o enfrentamento da crise e precarizaram a infraestrutura e o processo de trabalho por meio da centralização do cuidado, do orçamento limitado a gastos com saúde e de dificuldades no acesso à saúde, que aumentam a vulnerabilidade12.
Sobre isso, embora dificuldade no acesso à saúde10,12,17,19 não esteja relacionada à SP, destacou-se essa ocorrência nos resultados (Figura 2). Forte indicador que prediz a VS, a dificuldade no acesso aos serviços influencia diretamente todas as evidências encontradas, sendo ponta do iceberg para lacunas geradoras da vulnerabilidade na perspectiva da infraestrutura e processo de trabalho. Isso ocorre porque não é apenas a capacidade do sujeito de alcançar atendimento, mas haver insumos e serviços que sejam seguros para ofertar cuidados.
Para tanto, seis características que os serviços de saúde carecem para o acesso à saúde são33: disposição para oferta de novos serviços; aceitar as circunstâncias em que o indivíduo chega; disponibilidade para pessoas que estão em horário escolar e de trabalho, em especial as de baixa renda; acomodar o indivíduo quando as circunstâncias ou o seguro de saúde mudam; aceitar o seguro de saúde indesejado; e oferecer cuidado culturalmente apropriado para as pessoas.
A importância do acesso à saúde para evitar a VS, tanto na perspectiva da infraestrutura quanto na do processo de trabalho, dá-se porque é difícil encontrar serviços que apresentem essas características sempre que alguém busca atendimento. Hipóteses como alta demanda, precariedade das condições de trabalho e falta de profissionais capacitados para escuta de sujeitos em situação de vulnerabilidade justificam essa dificuldade.
Apesar de mapear elementos importantes da SP, admite-se que estes não foram totalmente representados, seja devido ao acesso das publicações ou por não considerar a grande quantidade de características sobre o que tratam a infraestrutura e o processo de trabalho, sendo essas suas limitações.
Ademais, como forma de minimizar fragilidades, seguiu-se referencial teórico para sustentar o que se definiu como processo de trabalho e infraestrutura. Assim, este estudo contribui para a prática interdisciplinar pois fornece subsídios para profissionais ampliarem sua capacidade de análise dos problemas de saúde da população relacionados à infraestrutura e ao processo de trabalho enquanto elementos caracterizadores de VS.
CONCLUSÃO
Infraestrutura e processo de trabalho, na perspectiva da VS, ocorrem quando há ausência, insuficiência ou escassez dos componentes que os constituem. Dessa forma, investir nessa demanda dos serviços pode se constituir como atitude para o enfrentamento desse fenômeno e, dessa forma, reduzir vulnerabilidades aos sujeitos que necessitam utilizar substancialmente os serviços de saúde. Para tanto, a categoria de preparo técnico-científico dos profissionais de saúde foi prementemente observada pelos autores e deve ser priorizada, uma vez que, embora tenha sido a categoria com menos situações de VS, estas se configuram como elementos altamente relevantes para o cuidado em saúde de qualidade.
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