Resumo
Contexto A doença arterial obstrutiva periférica ocorre devido a afecções de artérias dos membros inferiores e está associada a elevadas taxas de mortalidade cardiovascular. Estudos mostram o exercício físico supervisionado como opção eficaz para o controle dos sintomas.
Objetivos Identificar quais são os tipos de exercícios e terapias complementares, adicionais ao exercício físico supervisionado, utilizados para a reabilitação vascular de pessoas com doença arterial obstrutiva periférica e discutir sobre as melhores recomendações da literatura.
Métodos Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, construída baseada nas publicações dos últimos 5 anos. A busca ocorreu nas seguintes bases de dados: PubMed, SciELO, LILACS (Biblioteca Virtual da Saúde) e Cochrane. Foram incluídos ensaios clínicos dos últimos 5 anos, com intervenções adicionais ao exercício físico supervisionado ou outras abordagens que contribuíram para a reabilitação de pacientes. Foram excluídos artigos duplicados, sem texto completo disponível e sem informações relacionadas ao tema no título ou resumo.
Resultados Foram incluídos nove artigos para análise. Os resultados apresentados mostram que o exercício físico supervisionado é um método de tratamento considerado padrão-ouro. Entretanto, terapias como restrição de fluxo sanguíneo, terapia do calor, hidroterapia e treinamento resistido podem auxiliar na melhora da adesão do paciente, e seus efeitos complementares trazem benefícios cardiovasculares e para a função física. Conclusões: A reabilitação com exercício físico em pacientes com doença arterial obstrutiva periférica é uma abordagem terapêutica fundamental. Todavia, o treinamento de resistência com restrição de fluxo sanguíneo pode otimizar a força muscular, enquanto a terapia do calor e hidroterapia podem agir como coadjuvantes do exercício físico.
Palavras-chave:
terapia por exercício; doença arterial periférica; reabilitação
Abstract
Background Peripheral artery disease, which occurs due to lower limb artery disorders, is associated with high cardiovascular mortality rates. Studies show that supervised exercise is an effective option for controlling symptoms.
Objective This study identified exercise types and complementary therapies used for vascular rehabilitation in people with peripheral artery disease and discusses the best recommendations in the literature.
Methods This integrative literature review is based on studies published in the last 5 years. The search was performed in the following databases: PubMed, SciELO, LILACS (BVS), and Cochrane. In addition to supervised exercise, the interventions in the clinical trials included other approaches that contributed to patient rehabilitation. Duplicate articles, articles whose full text was unavailable, and those whose title or abstract indicated they were unrelated to the topic were excluded.
Results Nine articles were included in the analysis. The results indicate that supervised exercise is the gold standard treatment method. However, therapies such as blood flow restriction, heat therapy, hydrotherapy, and resistance training can help improve treatment adherence, and their complementary effects benefit cardiovascular and physical function.
Conclusions In patients with peripheral artery disease, exercise-based rehabilitation is fundamental. However, resistance training with blood flow restriction can optimize muscle strength, while heat therapy and hydrotherapy can act as adjuvants to exercise.
Keywords:
exercise therapy; peripheral arterial disease; rehabilitation
INTRODUÇÃO
A doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) ou doença arterial periférica (DAP) ocorre devido a afecções das artérias de membros inferiores, resultante de processos ateroscleróticos sistêmicos que culminam em obstruções arteriais e provocam isquemia dos tecidos, variando conforme o grau de obstrução arterial e o desenvolvimento da circulação colateral. Em resposta à isquemia dos membros inferiores, vários processos fisiológicos compensatórios são ativados. As artérias colaterais são adaptadas a fim de fornecer um suprimento sanguíneo adequado aos membros inferiores, além de ocorrer o processo de angiogênese, ou seja, o surgimento de novas pequenas conexões arteriais1,2 .
Essa condição está associada a elevadas taxas de mortalidade cardiovascular. Estima-se que entre 10 e 25% da população com mais de 55 anos seja afetada por essa obstrução, com a incidência aumentando conforme a idade avança. Além disso, aproximadamente 70 a 80% dos pacientes que possuem a doença são assintomáticos. Em países de alta renda, a prevalência da DAP (assintomática ou sintomática), relatada em 2013, foi semelhante entre homens e mulheres e aumentou com a idade, passando de 5%, entre 45 e 49 anos, para 18%, entre 85 e 89 anos1,3 .
Um dos principais sintomas manifestados por indivíduos acometidos pela doença é a claudicação intermitente, a qual consiste na presença de dor, queimação ou câimbra nos membros inferiores durante a prática de exercício físico, aliviada com o repouso. Aproximadamente um terço das pessoas com a doença apresenta essa sintomatologia, assim como a dor decorrente de neuropatia isquêmica e dor em repouso, em casos mais graves. Outros sintomas incluem atrofia do membro e da massa muscular, formação de úlceras isquêmicas e gangrenas, além de ressecamento, descamação e espessamento da pele e das unhas3,4 .
Além dessas consequências, a DAOP está associada a mudanças crônicas na morfologia e função da musculatura acometida. As principais alterações incluem desnervação muscular, redução da velocidade de condução nervosa, atrofia seletiva de fibras musculares e alterações na atividade enzimática. Há evidências indicando que, em conjunto, essas mudanças estão associadas a uma menor força muscular e pior funcionalidade em pacientes com a doença. Esses estudos sugerem também que o declínio observado na força muscular pode ser influenciado pelo sedentarismo frequente desses pacientes5 . Portanto, torna-se imprescindível a intervenção fisioterapêutica para o controle dos sintomas.
A literatura estabelece um consenso sobre os benefícios do exercício físico supervisionado como uma opção eficaz para o controle dos sintomas, melhoria da qualidade de vida e prognóstico dos pacientes com DAOP. Além disso, o tratamento pode incluir também a terapia farmacológica e procedimentos cirúrgicos4,6 .
Sendo assim, o objetivo do estudo foi identificar quais são os tipos de exercícios e terapias complementares, adicionais ao exercício físico supervisionado, utilizados para a reabilitação vascular de pessoas com DAOP e discutir sobre as melhores recomendações mencionadas na literatura.
MÉTODOS
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, construída a partir de publicações realizadas nos últimos 5 anos, com o objetivo de garantir que as informações utilizadas na pesquisa reflitam os avanços mais recentes no campo de estudo e contribuam para a inclusão de dados e evidências alinhados com as mudanças tecnológicas, metodológicas e conceituais. A revisão integrativa destaca-se como a abordagem metodológica mais abrangente em comparação a outros tipos de revisões. Isso ocorre porque ela permite a inclusão tanto de estudos experimentais quanto não experimentais, proporcionando uma compreensão mais completa e aprofundada do fenômeno investigado7 .
O estudo foi conduzido através das seguintes etapas: identificação do tema; formulação da pergunta orientada da pesquisa; definição dos critérios de inclusão e exclusão dos artigos; seleção das informações a serem extraídas dos estudos; busca e seleção dos estudos relevantes; avaliação dos artigos incluídos; extração dos dados; análise e síntese dos resultados; e, por fim, apresentação dos dados.
Foram realizadas pesquisas de artigos que demonstrassem tratamento com exercício físico para a DAOP, utilizando a questão norteadora: quais terapias adicionais ao exercício físico supervisionado que demonstram eficácia no tratamento de pessoas com doenças arteriais obstrutivas periféricas? Para responder tal questionamento, foi realizada uma busca nas seguintes bases de dados: Publisher Medline (PubMed); Scientific Electronic Library Online (SciELO); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e a Cochrane. Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) utilizados para estratégia de busca foram: “exercise therapy”; “peripheral arterial disease”; “rehabilitation”. A combinação de termos foi adaptada para cada base de dados específica, utilizando o operador booleano “AND” e filtros de período de publicação, idioma, texto completo gratuito e tipos de estudos a serem incluídos (ensaios clínicos). Dessa forma, a combinação dos termos de busca utilizados foram: (exercise therapy AND peripheral arterial disease AND rehabilitation). O processo de identificação, seleção, elegibilidade e inclusão dos estudos seguiu as diretrizes da declaração PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), como demonstrado na Figura 1.
O risco de viés dos estudos selecionados foi analisado utilizando a ferramenta RoB 2.0 (Revised Cochrane risk-of-bias tool for randomized trials), que utiliza cinco domínios para identificar possíveis vieses nos ensaios clínicos. Os cinco domínios são: 1. viés no processo de randomização; 2. desvios da intervenção pretendida; 3. viés devido a dados faltantes; 4. viés na aferição dos desfechos e 5. viés no relato dos desfechos. Adicionalmente, foi utilizada a ferramenta Oxford Centre for Evidence-Based Medicine: níveis de evidência de março de 2009 para classificar a qualidade e força das evidências das pesquisas clínicas, visando facilitar a tomada de decisões clínicas8 .
Os critérios de inclusão dos estudos foram os seguintes: ensaios clínicos publicados nos últimos 5 anos; intervenções adicionais ao exercício físico supervisionado ou outras abordagens que contribuíram para a reabilitação de pacientes com DAP; ensaios que relatassem os resultados das intervenções em termos de eficácia, segurança, qualidade de vida e/ou funcionalidade dos pacientes.
Foram excluídos estudos duplicados, que não atenderam aos objetivos do estudo, que não tinham texto completo disponível gratuito e que não tinham informações relacionadas ao tema em seu título e/ou resumo.
RESULTADOS
Foram encontrados 82 artigos na pesquisa realizada, dos quais 45 foram provenientes da PubMed, um da LILACS, 36 da Cochrane e nenhum da SciELO. Desses, um foi identificado como duplicata, estando disponível na PubMed e Cochrane. Após rastreamento dos artigos por meio do título e resumo, foram excluídos 47 artigos, sendo selecionados 34 estudos para análise detalhada. Ao final do processo, foram incluídos nove estudos, com número amostral de 629 participantes (Tabela 1).
Akerman et al.10 , em um estudo comparativo entre a terapia de calor versus a terapia de exercícios supervisionados, identificaram que não houve diferença evidente entre os efeitos da terapia térmica, por meio dos banhos termais, e um programa de exercícios supervisionados. Entretanto, nas adaptações cardiovasculares referentes à pressão arterial (PA), todas as variáveis da PA de repouso foram reduzidas em ambas as intervenções, porém a diminuição da pressão arterial sistólica (PAS) foi maior com o calor do que com o exercício. Todavia, é importante salientar que benefícios adicionais, como o aumento da força longitudinal ao longo dos ossos e as alterações resultantes na densidade óssea, que são cruciais para pacientes com DAP, provavelmente não serão alcançados apenas com a terapia de calor.
Parkington et al.11 , em seu estudo, trouxeram o exercício resistido de baixa intensidade com restrição de fluxo sanguíneo (RFS) como uma ferramenta de reabilitação importante e eficaz para pacientes com claudicação, pois esse possui a capacidade de aumentar o desempenho nos exercícios, diminuir a dor e otimizar a qualidade de vida. Outro método eficaz, trazido por Paldán et al.14 , foi a realização da atividade física supervisionada com suporte de um aplicativo para smartphone, uma vez que a tecnologia de saúde móvel aumenta os incentivos e fornece suporte digital em diversos níveis de tratamento.
Kapusta e Irzmańsk12 demonstraram em seu estudo que a atividade física, complementada com hidroterapia como terapia termal, é um método eficaz para aumentar a tolerância dos pacientes ao exercício. Além disso, os autores alegam que essa abordagem pode reduzir a necessidade de intervenções mais invasivas e dispendiosas, visto que proporciona benefícios cardiovasculares e funcionais significativos dentro do tratamento conservador, especialmente quando há limitação ao exercício.
Já Monteiro et al.15 apresentaram em seus estudos que o treinamento aeróbico tradicional apresentou superioridade em relação ao treinamento de caminhada modificado na melhoria do metabolismo muscular, otimizando tanto a capacidade oxidativa muscular quanto a função vascular em pacientes com DAP. Além disso, embora tenham sido observadas melhorias nas taxas de desoxigenação em ambos os grupos, o treinamento aeróbico tradicional demonstrou uma melhoria mais destacada nessas taxas, além de uma diferença clinicamente significativa na economia da marcha quando comparado ao treinamento de caminhada modificado.
McDermott et al.9 realizaram um estudo com três grupos, sendo um com exercícios de caminhada de baixa intensidade, outro de alta intensidade e um grupo controle sem realizar exercício, a fim de observar a melhora significativa da capacidade de caminhada em pessoas com DAP. Eles identificaram que o exercício de baixa intensidade foi menos eficaz do que o exercício de alta intensidade, além de não demonstrar resultados significativos para o desempenho da caminhada em comparação ao grupo controle sem exercício.
DISCUSSÃO
De acordo com os resultados apresentados, apesar de o treinamento físico supervisionado ser um método de tratamento considerado padrão-ouro para melhora da capacidade de marcha e qualidade de vida em pacientes com DAP, as evidências apresentam outros métodos alternativos e complementares de tratamento. Alguns exemplos são o programa supervisionado com RFS, o treinamento físico controlado associado a hidromassagem, o exercício de caminhada domiciliar e até mesmo a inserção de uma intervenção por meio de um aplicativo de smartphone.
Em relação à terapia de exercício supervisionado e aos cuidados padrão, estudos os apresentam como métodos eficazes na reabilitação do paciente com DAP, apesar das evidências demonstrarem baixa adesão de indivíduos a esse tipo de intervenção. Akerman et al.10 , em seu estudo, demonstram que a execução do exercício supervisionado consiste em uma caminhada individualizada em um percurso marcado, durante 30 minutos, seguido de exercícios em circuitos selecionados na academia do hospital.
Abaraogu et al.18 trazem, em seu estudo, que apesar do treinamento de exercício supervisionado ser considerado um tratamento natural, eficaz, seguro, econômico e compatível com a diretrizes da claudicação intermitente, com alto nível de evidência, sua eficácia, disponibilidade, acesso e aplicabilidade são limitados, além de a adesão do paciente também ser restrita. Criqui et al.19 corroboram com o estudo e relatam barreiras de adesão aos exercícios supervisionados em um estudo realizado nos EUA. Entre as justificativas destacadas, observa-se que 54% dos médicos mencionaram a falta de disponibilidade de instalações, incluindo os custos associados a essas instalações e aos profissionais responsáveis pela condução dos exercícios. Adicionalmente, 49% dos médicos relataram a ausência de encaminhamentos dos pacientes com DAP para a prática dos exercícios.
Outrossim, uma terapia alternativa de reabilitação para pacientes com DAP é o treinamento de resistência, que contribui para a otimização da resistência muscular e da força dos indivíduos. Com o passar do tempo, esse treinamento pode resultar na melhoria da capacidade de subir escadas, da autoavaliação da função física, da aptidão física e da qualidade de vida desses indivíduos, com controle adequado de todas as variáveis do movimento (posição e postura, amplitude de movimento, velocidade de execução, volume e intensidade). O treinamento de resistência pode ser apropriado como terapia coadjuvante ao treinamento de caminhada no solo ou na esteira18,20 .
Além disso, a literatura apresenta a RFS como um método adicional para potencializar os resultados do exercício físico. Esse procedimento, realizado com um manguito pneumático, é considerado capaz de induzir perturbações musculares e hemodinâmicas, ativando a produção sistêmica de hormônios, a síntese de proteínas miofibrilares e mitocondriais, além de promover a angiogênese. Essas respostas resultam no aumento da força e resistência muscular, bem como na melhora da função física, incluindo o desempenho na caminhada11 .
Ademais, a terapia de calor constitui uma outra possibilidade de tratamento, considerando que sua eficácia para o condicionamento cardiovascular é bem fundamentada. Essa terapia demonstrou um estímulo anti-hipertensivo substancial, principalmente na redução da PAS, sendo essa redução mais significativa com a terapia de calor do que com o exercício físico. No entanto, é possível afirmar que a terapia térmica, quando associada ao exercício físico, pode potencializar a melhoria funcional e o condicionamento cardiovascular21 . O estudo de Kapusta e Irzmański12 corrobora com esse achado, pois traz os efeitos benéficos da termoterapia por meio da hidroterapia associado a exercícios sistemáticos, apresentando melhoria da amplitude de movimento, diminuição do edema e aumento da distância de claudicação.
Portanto, este estudo oferece contribuições significativas aos especialistas em cirurgia vascular, dado que esses profissionais desempenham um papel crucial no encaminhamento e orientação dos pacientes. É essencial que seu extenso conhecimento sobre as recomendações de tratamento esteja bem delineado, uma vez que a adesão ao exercício físico supervisionado frequentemente apresenta desafios para os pacientes. Adicionalmente, intervenções como hidroterapia, termoterapia, exercícios com RFS e exercícios resistidos representam terapias complementares ao exercício físico, proporcionando melhorias na aptidão física e outros benefícios potencializadores significativos ao paciente com DAP.
No entanto, o presente estudo apresenta algumas limitações. Primeiramente, o intervalo de tempo considerado para os artigos analisados e a quantidade de artigos selecionados foram limitados, o que pode restringir a abrangência dos achados. Além disso, houve uma escassez de artigos publicados sobre o tema, dificultando uma análise mais abrangente. Por fim, enfrentou-se a dificuldade de acesso a um artigo relevante, intitulado como “Peripheral Arterial Disease: Supervised Exercise Therapy Through Cardiac Rehabilitation” e publicado em 2019, o que pode ter influenciado na carência da diversidade de informações da revisão.
CONCLUSÃO
A reabilitação com exercício físico supervisionado em pacientes com DAP é uma abordagem terapêutica fundamental que oferece inúmeros benefícios. Todavia, outros métodos também demonstram eficácia no processo de reabilitação. O treinamento físico, especialmente a caminhada supervisionada, tem se mostrado eficaz na melhoria da capacidade funcional, na redução dos sintomas de claudicação intermitente e na promoção da saúde cardiovascular geral. Adicionalmente, a inclusão de treinamento de resistência e com RFS pode otimizar a força muscular e a capacidade funcional, enquanto a terapia de calor e a hidroterapia podem complementar os efeitos benéficos do exercício físico, potencializando o condicionamento cardiovascular e a função física.
Em suma, a combinação de diferentes modalidades de exercício físico, quando adaptadas às necessidades individuais dos pacientes, pode proporcionar uma melhora significativa na qualidade de vida e na autonomia funcional dos indivíduos com DAOP. Por isso, é importante que, após o diagnóstico, seja realizada uma avaliação minuciosa para identificar as necessidades do paciente e traçar objetivos que busquem o controle da doença. Ainda assim, é necessário que sejam realizadas conscientização e implementação mais inovadoras para reduzir as barreiras como acesso, disponibilidade e adesão do paciente, a fim de garantir a eficácia do tratamento e a adesão contínua ao programa de reabilitação. Dessa maneira, será possível maximizar os benefícios do exercício físico, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reduzir os riscos associados à DAOP.
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Como citar:
Perdigão KFA, Costa LP, Freitas AL, Lima JHM, França EET, Pedrosa R. Intervenções para reabilitação vascular em pessoas com doenças arteriais obstrutivas periféricas: uma revisão integrativa. J Vasc Bras. 2025;24:e20240088. https://doi.org/10.1590/1677-5449.202400881
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Fonte de financiamento: Nenhuma.
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O estudo foi realizado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), João Pessoa, PB, Brasil.
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Aprovação do comitê de ética: Este estudo não exigiu aprovação do Comitê de Ética, pois não envolveu a coleta de dados pessoais, interação direta com participantes humanos, ou qualquer procedimento que pudesse causar riscos à saúde e segurança dos envolvidos.
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