Open-access ESTUDOS DE ELEMENTOS MINERAIS DE INTERESSE PARA A BOVINOCULTURA DE CORTE, NOS SOLOS, FORRAGEIRAS E TECIDOS ANIMAIS, EM AREAS DA REGIÄO CENTRO-OESTE DO BRASIL

Studies of mineral levels in soil, forage and animal tissues important for livestock (beef cattle) on some areas of Central Western of Brazil (SUDECO)

RESUMO

No presente trabalho foram realizados estudos de elementos minerais de interesse para a pecuåria em regiöes da SUDECO (Superintendéncia do Desenvolvimento do Centro-Oeste)s onde, em Cinco empresas, em ambas estagöes (seca e åguas), o P foi o elemento mais defie citårio, tanto no solo, quanto nas forrageiras. Nas estagöes das åguas (novembro a fevereiro) e da seca (junho a setembro), foram colhidas 203 amostras, assim distribufdas 76 de solo, 67 de forrageiras, 9 de ffgado e 51 de soro sangüfneo. As amostras de solo foram analisadas pelo Instituto Agronömico de Campinas-SP, fornecendo resultados de matéria orgånica, pH, Al, Ca, Mg, K e P. Apresentam-se, também, resultados das anålises das forrageiras, de ffgado e de soro sangüfneo, onde foram analisados Ca, P, Cu, Co, Zn, Mn e protefnas totais. Os nfveis de Cu, Co e Zn nas forrageiras foram menores do que as necessidades nutricionais dos animais e os nfveis de Ca e Mn considerados suficientes. Embora os valores séricos de Ca nas empresas se enquadrem na normalidade, este elemento apresentou-se em nfvel inadequado no solo. Também o K e Mg do solo mostraram-se insuficientes, correspondendo a uma fertilidade baixa. Com relagäo ao Cu sérico, foram observados nfveis pr6ximos aos crfticos; entretanto, revelaram-se acima dos considerados normais no ffgado. Ainda no ffgado, foram observados nfveis deficitårios de Co e adequados de Zn. Os autores conclufram que hå necessidade da administragäo de suplementos minerais, contendo P, Cu, Zn e principalmente Co, em determinadas épocas do ano, pois as exigéncias nutricionais dos bovinos, em regime de pastejo, näo säo supridas pelas forrageiras.

PALAVRAS-CHAVE:
SUDECO; Deficiéncia mineral; macroelementos; microelementos; interrelagäo mineral; mineralizagäo bovina.

SUMMARY

The aim of this survey was to study several minerals important for cattle on 5 ranches located in the region of SUDECO (Central Western of Brazil). A determination of the contents of several elements in 203 samples collected during wet and dry seasons was made. The analyses of soil, forage, liver and serum for total protein, Ca, P, Cu, Mn, Zn and Co were performed. In addition, soil samples were also analysed for organic matter, pH, Al, Ca, Mg, K and P by Instituto Agronömico of Campinas. The levels of P, Co, Cu and Zn in the herbage were lower than the nutritional needs of the animals. The content of Ca and Mn in these forages was considered to be sufficient. The contents of Ca, Mg, P and K in soil were found to be inadequate. Phosphorus was the most deficient element in the soil and forage. The results and relationships presented among the mineral levels in the soil, forage and animal tissues (serum and liver) provide data for rational interpretation and conclusions for this study.

KEY-WORDS:
SUDECO; Mineral deficiency; macroelements; microelements; mineral relationship; cattle mineralizations.

INTRODUCÄO

A SUDECO (Superas do universo amazönico, contando, perintendéncia do Desenvolvimento do Cenportanto, com potencial promissor na partro-Oeste) compreende regiäo das mais pr6sticipagäo da economia nacional. Essas extensas áreas abrangidas pela SUDECO, apresentam clima tropical com duas estações definidas (seca e águas), índice pluviométrico variando de 1.800 a 2.200mm/ano (as chuvas caem entre dezembro e maio), solo com predominância dos tipos latossolos, fitografia representada por matas naturais com pequeno percentual de savana e vegetação nativa. A principal gramínea cultivada nestas áreas é o colonião (P. maximum), onde o sistema de criação de bovinos (azebuados) é do tipo extensivo. É justo, então, que mereça de governantes e pesquisadores toda atenção para que se possa obter, da mesma, maior produtividade.

No presente trabalho, procurou-se pesquisar elementos minerais de interesse pecuário, abrangendo 5 empresas da Amazônia Legal, compreendendo área aproximada de 283.000 hectares, com população bovina de 54.000 cabeças em regime de criação extensiva e exclusivo de pasto, onde ocorrem, naturalmente, problemas dos mais diversos, incluindo-se entre eles as carências minerais.

Nestas regiões, obviamente, os estudos sobre os elementos minerais inter-relacionados com as necessidades dos animais, no sentido de obter aumento da produção e uma maior produtividade dos rebanhos, ainda são escassos. Aliás, em todo o país, as pesquisas minerais das suas diferentes regiões agropecuárias são incipientes; mesmo assim, é fato conhecido que, em todo o território nacional, os níveis de fósforo são baixos, e a correção com os sais de fósforo permite recuperar extensas áreas (2, 4, 20, 25, 33), tal como sucede com os elementos cobre e cobalto em regiões onde a carência é conhecida como "mal do colete", ou "peste de secar" (9, 16, 31, 32).

A mineralização inadequada, portanto, acarreta inúmeros problemas como por exemplo: distúrbios do metabolismo mineral (perversão do apetite, paralisias, bócio, diarréias), distúrbios da esfera reprodutiva (esterilidade, baixa fertilidade), distúrbios ósseos (osteoporose, osteofibrose, raquitismo) e distúrbios gerais conseqüentes da baixa energia e proteínas agravadas pelas deficiências minerais, ocasionando menor resistência às moléstias infecto-contagiosas e parasitárias.

E, desta forma, este trabalho vem ampliar estudos anteriores (8), possibilitando fornecer subsídios para prevenir ou contornar situações desfavoráveis no adequado desfrute dos rebanhos da região em referência.

MATERIAL E MÉTODOS

Para a condução dos trabalhos, foram escolhidas empresas agropecuárias como: Frenova S/A; Codeara; Tamakavi S/A; Ouro Verde S/A e Macife S/A, que ofereciam adequada infra-estrutura. Desta forma foram selecionadas propriedades em 4 diferentes municípios, numeradas de 1 a 5:

Propriedade n. o1

  • - Município: Luciara (MT).

  • - Latitude: 10o30's.

  • - Longitude: 50o30'w.

  • - Temperatura média anual = 28,5°C.

  • - Pluviometria 1.947mm/ano.

  • - Cobertura vegetal natural = 84% matas; 10% campo cerrado e 6% varjão.

  • - Forrageiras cultivadas: 100% colonião.

  • - Tipo de solo: Latossolos vermelho-escuro, amarelo.

  • - Rebanho bovino: mestiços de Nelore e Gir.

  • - Efetivo do rebanho: 31.000 cabeças.

  • - Área total do projeto: 130.000ha,

  • - Área de pastagens: 20.000ha.

Propriedade n.o2

  • - Município: Luciara - MTS

  • - Latitude: 10o58's.

  • - Longitude: 51 o35'w.

  • - Temperatura média anual: 25°C.

  • - Pluviometria: 1.850mm/ano.

  • - Cobertura vegetal natural: 50% campo; 50% mata.

  • - Forrageiras cultivadas: 87% colonião; 12,5% Brachiaria e 0,5% leguminosàs.

  • - Tipo de solo: hidromórficos indiscriminados; latossolos amarelo, vermelho escuro.

  • - Rebanho bovino: Nelore.

  • - Efetivo do rebanho: 6.500 cabeças.

  • - Área total do projeto: 72.747ha.

  • - Área de pastagem: 6.31 lha.

Propriedade n. o3

  • - Município: São Félix do Araguaia - MT.

  • - Latitude: 51 o25's.

  • - Longitude: próximo ao rio São João do Muriaé.

  • -- Temperatura média anual: 25°C.

  • - Pluviometria: 1.800mm/ano.

  • - Cobertura natural: 100% matas.

  • - Forrageiras cultivadas: 100% colonião (P, maximum).

  • - Tipo de solo: sílico-argiloso, profundo permeável, avermelhadp.

  • - Rebanho bovino: mestiço Gir e Nelore.

  • - Efetivo do rebanho: 6.150 cabeças.

  • - Área total do projeto: 30.000ha.

  • - Área de pastagem: 5.300ha.

Propriedade n.o 4

  • - Município: Barra do Bugres - MT.

  • - Latitude: 14o07 's.

  • - Longitude: 57 o08'w.

  • - Temperatura média anual: 25 °C.

  • - Pluviometria: 2.200mm/ano.

  • - Cobertura vegetal natural: 100% matas.

  • - Forrageiras cultivadas: 90% colonião; 5% jaraguá e 5% B. decumbens.

  • - Tipo de solo: latossolos amarelo, vermelho.

  • - Rebanho bovino: Nelore.

  • - Efetivo do rebanho: 2.000 cabeças.

  • -Área total do projeto: 5.760ha.

  • - Área de pastagem: 1.200ha.

Propriedade n.o5

  • - Município: Barra do Garças - MT.

  • - Latitude: dados não fornecidos.

  • - Longitude: dados não fornecidos.

  • - Temperatura média anual; 32°C.

  • - Pluviometria: 2.100mm/ano.

  • - Cobertura vegetal natural: 70% matas e 30% varjão.

  • - Forrageiras cultivadas: 95% colonião; 2% B. decumbens; 2,5% Jaraguá e 0,5% leguminosas.

  • - Tipo de solo: latossolos vermelho, amarelo.

  • - Rebanho bovino: Nelore.

  • - Efetivo do rebanho: 8.800 cabeças.

  • - Área total do projeto: 44.000ha.

  • - Área de pastagem: 5.500ha.

A colheita de materiais seguiu as mesmas normas e cautelas de trabalhos anteriores (8) inclusive aquelas preconizadas por FICK et alii (10). Foram tomadas 2 amostras de cada empresa durante as estações das águas (novembro-fevereiro) e da seca (julho-setembro), procurando-se uma amostra representativa de cada solo, forrageira e animal ,

A quantidade dos materiais de cada propriedade variou de acordo com o tipo de solo e topografia, o número de pastos existentes: as variedades de forrageiras (CoIonião, Brachiaria, Jaraguá etc.); o estado geral do rebanho, bem como a faixa etária (bezerro, novilho e bovino adulto).

QUADRO 1
Materiais coletados em empresas da SUDECO

Nas 5 empresas foram colhidas 203 amostras, conforme discriminado no quadro 1.

A metodologia foi a mesma utilizada pela Seção de Doenças Carenciais e Metabólicas em trabalhos anteriores (3, 8) no soro sanguíneo, cálcio, fósforo, proteínas totais e cobre foram determinados, respectivamente, pelos métodos de permanganometria de Kramer-Tisdall, modificado por CLARK COLLIP (15), espectrofotometria de FISKE & SUBBAROW (11), pela técnica de refratometria (34) e pelo método de GUBLER et alii (14), modificado e adaptado por SAMPAIO et alii (26).

O cobre, zinco e manganês, no fígado e nas forrageiras, foram dosados por espectrofotometria de absorção atômica (1, 17). Na dosagem de cobalto, também em fígado e forrageiras, utilizaram-se os métodos de BECK (5) e MARSTON (19), após minerilização por via úmida. Para cálcio e fósforo nas forrageiras, foram utilizados os métodos de GIESEKING (13), adaptados por LASAR (6), após obtenção de cinzas, seguida de extração ácida.

Os métodos utilizados para a dosagem no solo foram os preconizados pelo Instituto Agronômico de Campinas e baseados nos trabalhos de WUTKE (35), SOUZA (30) e MONIZ (21). A interpretação dos resultados foi baseada nos padrões de fertilidade referidos na publicação da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), intitulada "Normas para manejo de pastagens" (27).

Todas as determinações de elementos minerais em fígado e forrageiras foram aferidas através de análises de padrões fornecidos pelo N.B.S. ("National Bureau of Standards"), com a finalidade de testar os métodos empregados.

Para os ensaios estatísticos, utilizou-se o teste "T", tendo como base de comparação os teores considerados adequados e oriundos de pesquisas realizadas pela Seção de Doenças Carenciais e Metabólicas do Instituto Biológico de São Paulo, bem como os valores considerados normais pela literatura mundial (20, 22, 23, 32), adotando-se o nível de significância de 5%.

RESULTADOS

Um total de 203 amostras, das cinco empresas, foi ensaiado em épocas distintas do ano: águas e seca.

Os resultados das análises de 76 amostras de solo, 67 de forrageiras, 51 de soro sanguíneo e 9 de fígado, encontram-se nas tabelas 1, 2, 3 e nas figuras 1 a 20.

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

À semelhança de trabalho anterior (8) os autores procederam levantamento mineral em áreas da Amazônia, SUDECO, levando em conta parâmetros como o solo (onde as plantas crescem e se desenvolvem), forrageiras (de onde os animais retiram suas necessidades nutricionais), soro sanguíneo (responsável pela distribuição desses nutrientes peIo organismo animal), fígado e ossos (órgãos armazenadores de alguns minerais), visando uma adequada e racional mineralização dos rebanhos bovinos.

De acordo com a tabela de fertilidade do solo (21), os teores de matéria orgânica das diferentes empresas estão acima da média, com exceção da empresa de número 4, e o pH em torno de 5,5. Segundo WUTKE (35), níveis acima de 0,5 e 1,0mg/100ml de alumínio são inaceitáveis para quaisquer culturas. Nas empresas, verificou-se que os níveis desse elemento são superiores ao valor acima mencionado, apesar de SERRÃO & FALASI (29) afirmarem que eles tendem a decrescer com o decorrer dos anos.

Nas análises de solo das cinco empresas, o teor de fósforo está sempre abaixo do seu nível crítico, evidenciando fertilidade baixa, resultando um desequilíbrio da relação Ca

Na empresa de n.o3, esse elemento se apresenta em nível extremamente baixo em ambas as épocas (1 ppm). BAHIA (4) afirma que valores abaixo de 10 ppm constituem problemas sérios na formação das pastagens. Observando a figura 6 e a tabela 1, verifica-se que os teores de fósforo em todas as empresas estão abaixo dos valores considerados por BRELAND (7) como insuficientes para quaisquer tipo de exploração agropecuária, salvo quando da incorporação desses elementos ao solo ou pastagens.

Os teores de fósforo nas forrageiras (Tab. 2) estão abaixo dos valores considerados suficientes, ou seja 0,18g%. Os níveis desse elemento, na época das águas, são maiores do que na seca, contrariando-se, de certa forma, estudos realizados em outras áreas da Amazônia Legal (8, 20, 30). LITTLE et alii (18), em seus experimentos, demonstra que as necessidades de fósforo em regiões tropicais podem ser menores do que aquelas dos bovinos de corte que são criados em clima frio.

Os resultados de fósforo sérico nas empresas estudadas não foram muito baixos, apenas alguns marginais, ou seja, menores que 6mg%. Entretanto, verificou-se que os bovinos das cinco empresas apresentam sinais clínicos de deficiência de fósforo, tais como: anorexia, "pica" ou malácia (ingestão de pedra, terra, madeira e pêlo) e, conseqüentemente, reduzindo seu ganho de peso, acompanhado de baixa fertilidade. O "Netherland Committee on Mineral Nutrition" (24) recomenda análises nas forrageiras e osso para determinação efetiva do "status" desse elemento em bovinos de corte.

Os teores de cálcio e magnésio são considerados em conjunto apesar de analisados em separado, pois este último está intimamente ligado ao P e Ca, através da sua distribuição e metabolismo (28). Em todas as empresas, esses elementos apresentam média abaixo das consideradas suficientes. Essas médias são maiores na época das águas, exceção feita à propriedade 1, conforme tabela 1 e figura 4.

A tabela 2 mostra que QS teores de cálcio em forrageiras excedem os valores populacionais e que esses excessos, como já relatado anteriormente (8), podem interferir em outros elementos, como zinco e fósforo.

Na tabela 3 e figura 14, verifica-se que os valores séricos de cálcio, nas cinco empresas, estão dentro da normalidade, não diferindo entre as épocas do ano.

Segundo a tabela de fertilidade do soIo (27), o potássio apresenta, nas cinco empresas, níveis considerados inadequados (Fig. 5), correspondendo a uma classe de fertilidade baixa. GALLO et alii (12), citando trabalho de Gomide, refere deficiência em pastagens maduras no Brasil Central cultivadas em solos originalmente pobres em potássio.

Ainda GALLO et alii (12) referem que pastagens consorciadas com leguminosas em latossolo vermelho escuro contiveram teores de potássio, magnésio e nitrogênio significativamente maiores do que os podzolizados. Comparando o solo das cinco empresas, verifica-se que os teores de cálcio, fósforo, magnésio e potássio também foram mais elévados no latossolo vermelho, fase arenosa, do que em outros tipos.

Os teores de cobre nas forrageiras destas empresas apresentam-se marginais, com exceção da empresa 5, onde o nível encontrado é considerado totalmente insuficiente (Tab. 2). Não houve diferença marcante entre os valores encontrados nas duas épocas excetuando-se igualmente a empresa 5, que apresentou maior teor nas águas (Fig. 9).

Essas mesmas observações poderão ser feitas com relação ao cobre sérico, ou seja, as análises mostram níveis próximos aos críticos (Fig. 15). Entretanto, os teores cúpricos no fígado mostram-se acima dos considerados adequados (Fig. 18).

O manganês das forrageiras e fígado, nas cinco empresas, apresentam níveis adequados ou superiores aos considerados normais (Fig. 11 e 19).

O zinco, nas forrageiras das empresas 2, 3, 4 e 5, mostrou-se deficiente nas duas estações, excetuando-se a empresa 1, onde foi considerado insuficiente apenas na época das águas (Fig. 12).

Os níveis de cobalto nas forrageiras mostraram-se inadequados em ambas as épocas, em todas as empresas (Fig. 10). No fígado, esse elemento foi deficitário na seca e nas águas para a empresa 5 (Fig. 17).

TABELA 1
e matéria orgânica (M.O.), ph, alumínio, cálcio, magnésio, potássio e fósforo em solo de 5 empresas da "SUDECO" (1976-77)
TABELA 2
Teores estacionais (seca e águas) de cálcio, fósforo, cobre, manganês, zinco e cobalto de forrageiras de 5 empresas da "SUDECO" (1976-77)
TABELA 3
Valores estacionais (seca e åguas) de cålcio, f6sforo, cobre, proteinas totais, cobalto, zinco e manganés no soro sangüineo e figado de 5 empresas da "SUDECO" (1976-77)

FIGURA 1
Análise de solo: matéria orgânica

FIGURA 2
Análise de solo: pH

FIGURA 3
Análise de so lo: alumínio

FIGURA 4
Análise de solo: cálcio + magnésio

FIGURA 5
Análise de solo: alumínio

FIGURA 6
Análise de solo: fósforo

FIGURA 7
Análise de forrageiras: cálcio

FIGURA 8
Análise de forrageiras: fósforo

FIGURA 9
Análise de forrageiras: cobre

FIGURA 10
Análise de forrageiras: cobalto

FIGURA 11
Análise de forrageiras : manganés

FIGURA 12
Análise de forrageiras: zinco

FIGURA 13
Análise de soro: fósforo Empresas

FIGURA 14
Análise de soro: cálcio

FIGURA 15
Análise de soro: cobre

FIGURA 16
Análise de soro: proteínas totais

FIGURA 17
Análise de fígado: cobalto 200

FIGURA 18
Análise de fígado: cobre

FIGURA 19
Análise de ligado: manganes

FIGURA 20
Análise de fígado: zinco

Decorrente das análises dos dados obtidos, é possível tirar as seguintes conclusões:

- Proteínas totais e cobre sanguíneo mostraram tendência a diminuir no período de escassez de alimentos, ou seja, na seca, embora apresentando-se em níveis adequados durante as duas estações do ano, o que poderia ser explicado pela constante administração de misturas minerais "ad libitum" nos cochos.

- O inverso ocorre com cálcio e fósforo sérico que, embora com tendência a diminuir, nas águas, apresentam-se em níveis adequados durante as duas estações. Curiosamente, cálcio e fósforo, nas forrageiras, apresentam-se em híveis mais elevados durante as águas, fazendo crer que algum fator intrínseco dificulte a absorção destes elementos, pelos animais. Quando houver crescimento rápido, haverá diluição do elemento mineral, ·o que coincide com estudos de MENDES (20) e SOUZA (30).

- Em relação ao cobalto, há necessidade premente de suplementação nas duas épocas do ano, pois existe deficiência nas forrageiras. Quanto ao zinco, mostrou-se deficiente em determinadas localidades.

- O solo é realmente pobre em cálcio, magnésio, potássio e fósforo, o que reforça a recomendação de suplementações adequadas destes elementos, associadas a um bom manejo, pois há indícios de que em determinadas épocas, embora as forrageiras se apresentem com bom valor nutritivo, os animais não conseguem incorporar certos elementos à sua economia.

- Ainda como conclusão, pode-se extrapolar que a suplementação mineral, em determinadas épocas do ano, pode prevenir com maior eficiência certos distúrbios como o da "cara inchada" dos bovinos.

AGRADECIMENTOS

Os autores reconhecem a colaboracão essencial dos Drs. Nélson dos Santos Fernandes e José Orlando Prúcoli, bem como dos técnicos da Seção de Doenças Carenciais e Metabólicas deste Instituto (Walter Bonno e João Simões).

A Associação dos Empresários da Amazônia agradece o apoio da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) e também às empresas agropecuárias e seus técnicos que participaram na realização deste trabalho.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    14 Fev 2024
  • Data do Fascículo
    Jan-Dec 1986

Histórico

  • Recebido
    20 Fev 1984
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