Open-access TRIGO DURO, TRIGO COMUM E TRITICALE: AVALIAÇÃO DE LINHAGENS EM CONDIÇÕES DE IRRIGAÇÃO E DE SOLUÇÕES NUTRITIVAS*

DURUM WHEAT, BREAD WHEAT ANO TRITICALE: EVALUATION OF GENOTYPES UNDER IRRIGATION CONDITIONS ANO NUTRIENT SOLUTIONS

RESUMO

Para avaliar linhagens de trigo duro (Triticum durum L.), cultivares de trigo comum (T. aestivum L.) e de triticale (X. triticosecale W.) foram instalados em campo nove experimentos em condições de irrigação, no período 1985-89. Estudos da tolerância ao alumínio foram feitos em soluções nutritivas, em laboratório. O cultivar de triticale Chiva; os cultivares de trigo BH 1146, IAC 24 e IAC 60 e a linhagem de trigo duro 15 (Gallareta "S") foram os mais produtivos considerando-se a média dos experimentos. A linhagem de trigo duro 23 [Gerardovz 578-Teal "S" (Flamingo "S" -Canard261/QuilafenxRuff"S" - Flamingo "S")] mostrou ao mesmo tempo resistência à ferrugem da folha (Puccinia recondita) e ao oídio (Erysiphe graminis tritici). Todos os genótipos de trigo duro, trigo e triticale estudados mostraram plantas mais baixas que o trigo BH 1146, de porte alto. As linhagens de trigo duro 1 (Tildillo 67), 2 (Yavaros "S"), 6 (Avetoro "S "x Anhinga "S" - Pelicano "S"/D.67.2) e 21 (Boohai), o triticale Chiva e os trigos BH 1146, IAC 24, IAC 60, Anahuac e Siete Cerros exibiram cinco precoce. Os trigos BH 1146, IAC 24 e IAC 60 e o triticale exibiram tolerância à presença de 6mg/litro de Al3+ na solução nutritiva. Todas as linhagens de trigo duro, e os trigos Anahuac e Siete Cerros foram sensíveis à presença de lml/litro de Al3+ nas soluções.

PALAVRAS-CHAVE:
Resistência a doenças; tolerância a alumínio; características agronômicas; Triticum durum L.; Triticum aestivum L.; X; triticosecale W.

ABSTRACT

To evaluate durum wheat (Triticum durumL.) lines, bread wheat(T. aestivumL.) and triticale(X. triticosecale W.) cultivars were carried out nine experiments under field conditions with irrigation. Aluminun tolerance was studied using nutrient solutions, in laboratory. The triticale cultivar Chiva, the bread wheat cultivars BH 1146, IAC 24 ànd IAC 60 and the durum inbred line 5 (Gallareta "S") were the most productive considering the means of the experiments. The durum wheàt inbred line 23 [Gerardovz 578 - Teal "S" - Canard 261/ Quilafen x Ruff "S"- Flamingo "S")] presented at the sarne time resistance to leaf rust (Puccinia recondita) and mildew (Erysiphe graminis tritici). AH durum and bread wheat, and triticale genotypes exhibited short r plants than the bread wheat BH 1146. The durum inbred lines 1 (Tildillo 67), 2 (Yavaros "S"), 6 (Avetoro "S"- Pelicano "S"/D. 67.2) and 21 (Boohai), the triticale Chiva and the bread wheat BH 1146, IAC 24, IAC 60, Anahuac and Siete Cerros were considered early. The bread BH 1146, IAC 24 and IAC 60 and the triticale Chivaexhibited tolerance to the presence of 6 ml/liter of Al3+ in the nutrient solution. Ali durum wheat inbred lines and the bread wheatAnahuac and Siete Cerros were sensitive to lml/liter of Al3+.

KEY WORDS:
Disease resistance; aluminun tolerance; agronomic caracteristics; Triticum durum L.; Triticum aestivum L.; X; triticosecale W.

INTRODUÇÃO

O trigo comum (Triticum aestivum L.), também chamado de trigo para panificação apresenta três genomas A, B e D, sendo que cada um deles é representado por sete pares de cromossomas. Os fatores genóticos responsáveis pela qualidade de panificação estão localizados nos cromossomas do genoma D. Por outro lado, o trigo duro (Triticum durum L. ), chamado de trigo para macarrão, tem somente os genomas A e B e portanto não apresenta qualidade panificável (6). Variedades de trigo duro são melhor adaptadas às áreas de baixa precipitação pluvial do que as de trigo para panificação. Devido a tendência dos duros serem cultivados em climas semiáridos, a sua produção média tem sido menor doquedos trigos panificáveis. Sob irrigação, entretanto, as modernas variedades de trigo duro produzem tão bem quanto as melhores de trigo para panificação e os duros de boa qualidade geralmente alcançam preços mais altos que os trigos comuns (8). O Brasil não produz e não importa o trigo duro, sendo portanto usado o T. aestivum, inadequadamente, para a produção de massas. Para atender a demanda da indústria de pastas alimentares, que representam um alimento de grande consumo em nosso país pela população de baixa renda, foram iniciados em 1984 trabalhos com trigo duro, introduzindo coleções e ensaios de variedades, com a finalidade de avaliar as características agronômicas bem como a resistência aos principais patógenos como Puccinia graminis Pers. f. sp. tritici Erilçs & Henn., e P. recondita Rob. ex. Desm., Bipolaris sorokiniana Sacc. ex. Sorok. (sin. Helminthosporium sativum Pamm. King. & Bakke) eErysiphe graminis D.C. f. sp. tritici Marchal. Trabalhos já realizados em condição de irrigação e de solo de alta fertilidade mostraram bom potencial de produção de alguns genótipos de trigo duro (4). Este trabalho tem por objetivo avaliar 23 genótipos de trigo duro em comparaç_ão com seis cultivares de trigo comum e um de triticale, em condições de campo e de laboratório visando a escolha dos mais promissores para multiplicação e posterior lançamento aos triticultores.

MATERIAL E MÉTODOS

a) Experimentos de campo

Utilizou-se o delineamento estatístico de blocos ao acaso, com 30 genótipos (Tabela 1) e três repetições por local. Cada ensaio foi constituído de 90 parcelas, cada uma formada de seis linhas de 3m de comprimento. espaçadas de 0,20m. Deixou-se uma separação lateral de 0,60m entre as parcelas. A semeadura foi feita com 80 sementes viáveis por metro de sulco, equivalendo a 1440 por parcela, com uma área útil de colheita de 3,6m2• Em 1985, foram semeados um ensaio na Estação Experimental de Monte Alegre do Sul, cinco na Estação Experimental de Tatuí no período 1985-89 e três no Centro Experimental de Campinas nos anos de 1985, 1987 e 1988, todos sob irrigação por aspersão. A adubação mineral foi feita à lanço antes da semeadura, e posteriormente incorporada ao solo. As quantidades de fertilizantes aplicadas nos diferentes locais basearam-se nas tabelas de adubação e calagem do Instituto Agronômico (12). Dos experimentos coletaram-se os seguintes dados:

Ferrugem do colmo e da folha: Efetuou-se a avaliação das doenças causadas, respectivamente, por P. graminis tritici e P. recondita, através de observação, em cada parcela, no colmo e nas folhas superiores das plantas, no estádio de início de maturação em condições naturais de infecção. Utilizou-se a escala modificada de Cobb citada por MEHTA (10). Essa escala vai de O a 99% de severidade da doença na folha, complementada pelo tipo de reação: S= suscetível (uredossoro grande, coalescente, sem necrose e sem clorose); MS= moderadamente suscetível (uredossoro médio); M= intermediário (diversos tipos de reação); MR= moderadamente resistente (uredossoro pequeno); R= resistente (uredossoro minúsculo, rodeado de áreas necróticas).

Mancha Foliar: Procedeu-se a avaliação dessa doença, causada por B. sorokiniana, em cada parcela no estádio de planta adulta, em condições naturais de infecção, empregando-se escala (10), de O a 99% de área infectada; zero é considerado imune; 1 a 5% resistente; 6 a 25% moderadamente resistente; 26 a 50% suscetível e 51 a 99% altamente suscetível.

Oídio: Causado por E. graminis tritici, foi avaliado de maneira semelhante a da mancha foliar, conforme escala apropriada.

Ciclo da emergência ao florescimento: Fazendo-se anotações por parcela individual do número de dias decorridos da emergência das plântulas até o pleno florescimento. Os genótipos que exibiram ciclo da emergência ao florescimento de 61 a 70, 71 a 80, 81 a 90 e 91 a 100 dias foram considerados de ciclo precoce, médio, tardio e muito tardio, respectivamente.

Acamamento: Atribuindo-se notas de O (nenhuma planta acamada) a5 (100% deplantas acamadas) em cada parcela, por avaliação visual próxima a época de maturação.

Altura das plantas: medindo-se no campo, na época de maturação, a distância, em centímetros, do nível do solo ao ápice da espiga, excluindo as aristas, estimando amédia dediferentes pontos decada parcela.

Produção de grãos: Pesando, em gramas, a produção total de grãos de cada parcela, a qual foi transformada·em kg/ha. As produções degrãos.de cada experimento foram submetidas a análise de variância, utilizando-se o teste F ao nível de 5% para detectar efeitos significativos de genótipos e repetições. Foram feitas análises de variância, conjuntas para os cinco experimentos conduzidos em Tatuí, para os três ensaios semeados em Campinas, e para os nove experimentos, independentemente, dos locais onde foram instalados, para produção de grãos, visando detectar pelo teste F ao nível de 5%, as significâncias dos efeitos de experimentos, genótipos e interação genótipos x experimentos. Foi feita a análise de variância conjunta para a característica altura da planta considerando a média dessa característica em cada um dos nove experimentos, para detectar pelo teste de F, ao nível de 5% de significância dos efeitos de experimentos e genótipos. A comparação das médias dos genótipos para as características estudadas nos experimentos ou grupo de experimentos foi feita pelo teste de Tukey ao nível de 5% (7).

b) Experimentos de laboratório

As plântulas dos genótipos foram testadas em condições.de laboratório, para tolerância a O, 1, 2, 3, 4 e 6 mg/litro de Al3+ em soluções nutritivas, conforme CAMARGO & OLIVEIRA (5); CAMARGO et ai. (3) e MOORE et ai. (11). O delineamento estatístico empregado foi o de blocos ao acaso com parcelas subdivididas, sendo as parcelas compostas por seis concentrações de alumínio e as sub-parcelas, pelos genótipos estudados. Foram feitas duas repetições para ·cada solução de tratamento. Os dados foram analisados, considerando-se a média de comprimento da raiz primária central dasdez plântulas de cada genótipo, em 72 horas de crescimento nas soluções nutritivas completas sem alumínio, que se seguiu a 48 horas de crescimento nas soluções tratamento contendo seis diferentes concentrações de alumínio.

RESULTADOS

Os quadrados médios das análises de variância individuais das produções de grãos, em quilograma/ hectare, das linhagens de trigo duro em comparação com cultivares de trigo comum ede triticale nos ensaios instalados, em condições de irrigação, nas Estações Experimentais de Monte Alegre do Sul e de Tatuí, e no Centro Experimental deCampinas, noperíodo 1985-89

mostraram efeitos significativos para genótipos e repetições nos nove experimentos considerados com exceção dos efeitos de repetição nos ensaios semeados em Tatuí (1989) e Campinas (1985) que não foram significativos. Os quadrados médios da análise de variância conjunta das produções médias, dos genótipos estudados nos experimentos instalados em Tatuí (1985-89), emCampinas(1985,1987 e 1988)enos9experimentos exibiram efeitos significativos para experimentos, genótipos e interação genótipos x experimentos. As pro duções médias de grãos dos genótipos avaliados nos ensaios deTatuí, Campinas e Monte Alegre doSul, bem como a média geral dos 9 experimentos, encontram-se na Tabela 2. A severidade da ferrugem da folha e do colmo, de oídio e de mancha foliar, nos genótipos estudados, no período 1985-89, encontram-se na Tabela 3. A altura das plantas, a porcentagem de plantas acamadas eo ciclo da emergência aoflorescimento dos genótipos, considerando a média dos nove ensaios, encontram-se na Tabela 4. O comprimento médio das raízes de todos os genótipos, medido após 72 horas de crescimento nas soluções nutritivas completas sem alumínio que se seguiu a 48 horas de crescimento nas soluções de tratamento contendo seis diferentes concentrações de alumínio, encontram-se na Tabela 5.

DISCUSSÃO

No ensaio instalado em solo ácido, de Monte Alegre do Sul, com porcentagem de saturação porbases de 14 destacaram-se quanto à produção de grãos os cultivares de triticale Chiva e de trigo BH 1146 e IAC 24, que confirmaram a sua tolerância a toxicidade de alumínio e portanto foram bem adaptados a essas condições desolo. Esses resultados estão deacordo com os obtidos por CAMARGO & FELÍCIO (1 e 2). Esses genótipos diferiram, quanto à produção de grãos, de todas as linhagens de trigo duro avaliados que não se adaptaram aessas condições. Os trigos Anahuac eSiete Cerros, sensíveis e Alondra-SA6 moderadamente tolerante a toxicidade de Al3+ foram os cultivares de trigo menos produtivos confirmando a sua não adaptação a solos ácidos (2 e 5). O potencial produtivo do triticale Chiva foi bom nos ensaios instalados em Tatuí e Campinas, em solos corrigidos. Nessas condições sua produtividade foi semelhante as linhagens mais produtivas de trigo duro e de trigo comum independentemente do nível de tolerância à toxicidade de Al3+ desses genótipos. Considerando em conjunto, a produção média de grãos, dos experimentos conduzidos nos diferentes locais, emcondições de irrigação, observouse que o triticale Chiva foi o mais produtivo não diferindo apenas dos trigos IAC 24, IAC 60 e BH 1146 e da linhagem de trigo duro 15, mostrando portanto a viabilidade de cultivo dessa nova espécie de arigo no Estado de São Paulo. Em relação à ferrugem da folha, evidenciaram-se quanto a resistência em planta adulta, as linhagens de trigo duro, 9, 11, 12, 14, 16, 17, 22 e 23 e o trigo Anahuac. Nas mesmas condições, as linhagens de trigo duro 1 e 18 e os cultivares de trigo IAC 24, IAC 60 e Siete Cerros foram os mais suscetíveis. Somente, no ensaio conduzido em Campinas (1987) houve incidência de ferrugem do colmo, sendo que a linhagem de trigo duro 7 e o trigo BH 1146 foram os mais suscetíveis. Nesse mesmo ensaio as linhagens de trigo duro 2, 3, 9, 11, 20, 21, 22 e 23, o triticaleChivae os trigos IAC 24, IAC 60 e Anahuac apresentaram-se irhunes a essa ferrugem. Para o oídio, destacaram-se o triticale Chiva que se mostrou imune ao patógeno e a linhagem de trigo duro 23 e o trigo IAC 60. As linhagens de trigo duro 1, 2, 10, 12, 16, 17 e 21, e os trigos BH 1146, IAC 24,

Anahuac, Alondra S-46 e Siete Cerros foram os mais suscetíveis. Foram menos suscetíveis à mancha foliar as linhagens de 9, 13, 18, 19, 22 e 23 e o triticale Chiva. Portanto, grande variabilidade genética para reações aos principais patógenos permitiu selecionar genótipos de trigo duro com boa resistência, mostrando a possibilidade de cultivo dessa espécie com reduzido uso de fungicidas. No que se refere à altura das plantas, todas as linhagens de trigo duro, o triticale Chiva e os trigos IAC 24, IAC 60, Anahuac, Alondra-S-46 e Siete Cerrros mostraram-se significativamente, mais baixas que as do BH 1146. Considerando que esses germoplasmas exibiram uma porcentagem máxima de acamamento de 20%, com exceção do cultivar de triticale Chiva que apresentou 27% de acamamento, estariam, portanto, entre aqueles com potencial de cultivo em condições de irrigação. O trigo BH 1146 apresentou acamamento de 57%, estando associado a uma estatura de planta alta. Tal germoplasma não seria indicado para condições irrigadas, pois suas produções poderiam ser prejudicadas pelo acamamento. Quanto ao ciclo, as linhagens de trigo duro 1, 2, 6 e 21 foram tão precoces quanto o triticale Chiva e os trigos BH 1146, IAC 24, IAC 60, Anahuac e Siete Cerros por mostrarem um ciclo de 61 a 70 dias da emergência ao florescimento. As linhagens de trigo duro 3, 4, 7, 10, 13, 14, 16, 17 e 20 apresentaram-se de ciclo médio (71 a 80 dias da emergência ao florescimento) semelhante ao trigo Alondra-S-46. As demais linhagens de trigo duro foram tardias ou muito tardias exibindo um ciclo da emergência ao florescimento superior a 81 dias.+ concentração de lmg/litro de Al3+ todas as 23 linhagens de trigo duro e os trigos Anahuac e Siete Cerros foram suscetíveis, isto é, apresentaram uma paralisação irreversível do crescimento

do meristema apical das raízes após a permanência de 48 horas em soluções nutritivas contendo essa concentração de Al3+. Nessas condições o triticale Chiva e trigos BH 1146, IAC 24, IAC 60 e Alondra-S-46 foram tolerantes. O fato das linhagens de trigo duro serem altamente sensíveis ao Al3+ concordam com os resultados de CAMARGO et ai. (4) e confirmam que os genes para tolerância ao Al3+ não são encontrados nos genomas A e B que compõem a espécie T. durum L. (AABB) e sim no genoma D que faz parte da espécie T. aestivum L. (AABBDD) (9). Alondra-S-46 mostrou sensibilidade à presença de 4mg/litro de Al3+ nas soluções nutritivas, sendo, portanto, considerado moderadamente tolerante. O triticale Chiva e os trigos BH 1146, IAC 24 e IAC 60 foram tolerantes, isto é, exibiram crescimento radicular após permanecerem nas soluções contendo 6mg/litro de Al3+. A sensibilidade ao Al3+ exibida pelas linhagens de trigo duro em soluções nutritivas foram confirmadas no ensaio instalado em condições de campo, em Monte Alegre do Sul (1985) em solo com porcentagem de saturação por bases (V%) de 14 e com 8,9 m. eq/100 cm2 de solo de H + Al onde essas linhagens foram significativamente menos produtivas que triticale Chiva e os trigos BH 1146 e IAC 24 que por sua vez foram também os mais tolerantes ao Al3+, em soluções nutritivas. No ensaio

instalado em Tatuí, em 1989, em solo corrigido com V% = 87 e 1,5 m. eq/100 cm2 de solo de H + AI verificou-se que as linhagens de trigo duro 2, 15 e 16

e o triticale Chiva foram os mais produtivos.

CONCLUSÕES

1) O triticale Chiva, os trigos BH 1146, IAC 24 e IAC60ealinhagemdetrigoduro15(Gallareta "S") foram os mais produtivos considerando-se a média dos nove experimentos.

2) Em solo ácido, de Monte Alegre do Sul, com porcentagem de saturação por bases de 14 as linhagens de trigo duro foram menos produtivas que o triticale Chiva e os trigos BH 1146 e IAC 24, tolerantes à toxicidade de Al3+.

3) Em solos corrigidos de Tatuí destacaram-se pela produtividade, não diferindo dos genótipos de triticale e trigo mais produtivos, as linhagens de trigo duro 7 (Avetoro "S" x Anhinga "S"- Pelicano "S"/D. 67.2), 15 e 16 (Yavaros "S") e nos de Campinas as linhagens de trigo duro mais produtivas foram: 7, 11 [(A 63040 - Sentry x Leeds//Winged "S") Erpel-Ruso], 15, 16 e 17 (Yavaros 79).

4) As linhagens de trigo duro 9 (Guillemot "S"- Mexicali 75 x USA 575), 11, 12 (Shearwatwer "S"- Yavaros "S"), 14 (Mexicali "S"x Chapala "S"- Joric "S"), 16, 17, 22 (Memo "S"- Goose "S") e 23 [Gerardovz 578 - Teal "S"(Flamingo "S"- Canard 261/261/Quilafen x Ruff "S")] e o trigo Anahuac foram os mais resistentes à ferrugem da folha. A linhagem de trigo duro 23, o trigo IAC 60 e o triticale Chiva foram os mais resistentes ao oídio.

TABELA 1
Relação e genealogia dos genótipos de trigo duro, trigo comum e triticale.
TABELA 2
Produção média (1) degrãos em kg/ha das linhagens de trigo duro em comparação com cultivares de trigo e de triticale em ensaios conduzidos em condição de irrigação nas Estações Experimentais de Monte Alegre do Sul e de Tatuí e no Centro Experimental de Campinas, no período de 1985-89.
TABELA 3
Severidade (porcentagem de área infectada e tipo de pústula) de ferrugem-da-folha e do-colmo, de oídio e de mancha das folhas das linhagens de trigo duro em comparação com cultivares de trigo e de triticale, em ensaios conduzidos em condição de irrigação, nas Estações Experimentais de Monte Alegre do Sul e de Tatuí e no Centro Experimental de Campinas, no período 1985-89.
TABELA 4
Altura média (1) das plantas, porcentagens médias de acamamento e ciclo da emergência ao florescimento das linhagens de trigo duro em comparação com cultivares de trigo e de triticale, em ensaios conduzidos em condição de irrigação nas Estações Experimentais de Monte Alegre do Sul e de Tatuí, e no Centro Experimental de Campinas, no período 1985-89.
TABELA 5
Comprimento médio (mm) das raízes dos genótipos de trigo duro em comparação com cultivares de trigo e de triticale medido após 72 horas de crescimento na solução nutritiva completa, que se seguiu de crescimento na solução de tratamento contendo seis concentrações de alumínio.

5) Todos os genótipos de trigo duro, trigo e triticale mostraram plantas mais baixas que o trigo BH 1146. Por esse motivo e por apresentar elevada sensibilidade ao acamamento esse trigo não se mostrou adequado para cultivo com irrigação.

6) As linhagens de trigo duro 1 (Tildillo 67), 2 (Yavaros "S"), 6 (Avetoro "S"x Anhinga "S"- Pelicano "S"/D. 67.2) e 21 (Boohai), o tríticale Chiva e os trigos BH 1146, IAC 24, IAC 60, Anahuac e Siete Cerros foram considerados precoces. 7) Todas as linhagens de trigo duro avaliadas e os trigos Anahuac e Siete / cerros foram sensíveis e os trigos BH 1146, IAC 24 e IAC 60 e o triticale Chiva foram considerados tolerantes à toxicidade de Al3+, em soluções nutritivas.

  • *
    Com recursos complementares do Acordo do Trigo entre as Cooperativas de Produtores Rurais do Vale do Paranapanema e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto· Agronômico e Instituto Biológico.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    14 Fev 2025
  • Data do Fascículo
    Jan-Dec 1993

Histórico

  • Recebido
    Jun 1991
  • Revisado
    Mar 1995
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