RESUMO
Objetivou-se avaliar o papel de seis espécies animais, portadoras intestinais de Campylobacter jejuni e/ou Campylobacter coli, como fonte de infecção para o homem; analisando-se a freqüência de isolamento como potencial de disseminação. Para tanto, foram processadas 1.643 amostras de fezes provenientes de: 1.126 bovinos, 251 suínos 140 frangos, 69 ovinos, 39 caninos e 18 felinos, isolando-se no total 179 (10,9%) estirpes de Campylobacter spp. Dentn; estas, 104 (6,3%) foram representadas pela espécie C. jejuni, isoladas dos seguintes animais: 47 (18,7%) de suínos, 25 (17,8%) de frangos, 23 (2,0%) de bovinos, 4 (22,2%) de gatos, 3 (7,7%) de cães, 2 (2,9%) de ovinos e 75 (4,5%) por C. coli, sendo 60 (23,9%) de suínos, 11 (7,8%) de frangos, 2 (11,1%) de gatos, 1 (0,1%) de bovino, e 1 (2,5%) de cão. Uma vez que, C. jejuni e C. coli são reconhecidos como causas freqüentes de diarréia em humanos, deve-se considerar os diversos aspectos envolvidos na disseminação destes microrganismos, principalmente, quando estes podem estar sendo transmitidos não somente por animais produtivos ou de estimação doentes como também por portadores saudáveis.
PALAVRAS-CHAVE:
Campylobacter jejuni; Campylobacter coli, diarréia; zoónose.
ABSTRACT
This paper has evaluated the role of six animal species, Campylobacter jejuni and/or Campylobacter coli intestinal carriers, as an infection source to the man; analysing the isolation rates as dissemination potencial. For that, 1,643 samples of faeces from six animal species were bacteriologically processed for Campylobacter spp: 1,126 from bovines, 251 from swines, 140 from chickens, 69 from sheep, 39 from dogs and 18 from cats. The results showed 179 (10.9%) Campylobacter spp strains isolated, of them 104 (6.3%) strains were positive to C. jejuni, distributed as folowing: 47 (18.7%) from the pigs, 25 (17.8%) from the chickens, 23 (2.0%) from the cows, 4 (22.2%) from the cats, 3 (7.6%) from the dogs, 2 (2.9%) from the sheep. Seventy five were positive to Campylobacter coli (4.5%), being: 60 (23.9%) from the pigs, 11 (7.8%) from the chickens, 2 (11.1%) from the cats and 1 (2.6%) from the dog. As C. jejuni and C. coli are recognized as a frequent cause of diarrhea to the man, the several aspects involved in the dissemination of these microorganisms shou1d be considered, mainly, when these are able to be transmitted by sick or healthy carriers whetter production animals and pets.
KEY WORDS:
Campylobacter jejuni; Campylobacter coli, diarrhea; zoonosis.
INTRODUÇÃO
Somente há duas décadas atrás, a campilobacteriose intestinal foi reconhecida como importante zoonose o que promoveu um grande desenvolvimento em seu estudo (PENNER, 1988; SMIBERT, 1984; BLASER, 1980). Atribui-se como fonte de infecção para o ser humano, o contato direto com animais portadores, o consumo de água e alimentos de origem animal contaminados, mormente a ingestão de leite não pasteurizado e carne de aves e suínos cruas ou mal processadas (BUTZLER & SKIRROW, 1979; BLASER et al., 1980; SKIRROW, 1991).
LEVY (1946) descreveu um surto de diarréia em humanos, verificando nas amostras de fezes e de sangue, a presença de formas curvas e espiraladas de vibriões. Este autor sugeriu que a ingestão de leite cru teria sido a provável fonte de contaminação, estabelecendo assim a primeira infecção humana relacionada a este grupo de bactérias. Os estudos de TAYLOR (1983) também permitiram responsabilizar a participação do leite de bovinos infectados na etiopatogenia de enterites humanas associadas ao Campylobacter jejuni.
No Brasil, LANGONI (1995) isolou 5 (1,64%) estirpes de Campylobacter spp provenientes devacas com mastite aguda ou crônica e ressaltou a importância do leite não pasteurizado como veículo destes agentes nos casos de gastroenterites humanas.
A relevância das aves como portadoras intestinais de C. jejuni e C. coli tem sido demonstrada através da elevada freqüência de isolamentos de material fecal e de carcaças de frangos (BLASER, 1990; SAKUMA etal., 1992; CASTRO etal., 1993; MACHADO et al., 1994).
Sem dúvida, Campylobacter jejuni se destaca como o principal, se não um dos principais agentes etiológicos dediarréia humana, especialmente em crianças (PENNER, 1988). Nos Estados Unidos, estimouse anualmente em mais de dois milhões de casos de enterite por Campylobacter jejuni, índice que só se assemelha aos casos de salmonelose e que supera em muito os de shigelose (PATTON et al., 1985).
No Brasil, diversos autores têm relatado a presença de Campylobacter spp em casos de diarréia aguda ou crônica e até em indivíduos assintomáticos. Nos quadros diarréicos a incidência tem alcançado índice próximo a 17% (CAUDURO et al., 1987; RICCIARDI et al., 1979).
JARAMILLO (1983) obteve 7,6% de amostras positivas para Campylobacter jejuni e C. coli a partir de fezes de crianças de até 6 anos de idade, com e sem sintomatologia diarréica, num total de 706 crianças examinadas, em São Paulo, SP. Também na cidade de São Paulo, ESCOBAR (1993) estudou a doença diarréica aguda em crianças menores de 5 anos e observou a freqüência de 10,1 % para C. jejuni.
CALZADA et al. (1994) pesquisaram durante 7 anos, 7.652 amostras de fezes, obtendo o isolamento de 285 (3,72%) estirpes de Campylobacter spp, sendo 83,86% da espécie C. jejuni, provenientes especialmente de crianças com idade inferior a 4 anos de idade e 14,38% de adultos acima de 20 anos.
Relatos de isolamentos de C. jejuni associados a casos de diarréias em animais são constantemente apresentados como descrevem CARVALHO et al. (1993) e SCARCELLI etal. (1991) de suínos; LAGE (1992) de bovinos; PINHEIRO et al. (1993) de primatas; e MAMIZUKA et al. (1993) de cães.
O aumento das taxas de isolamento desse microrganismo de animais aparentemente sadios, enfatiza a necessidade de um melhor conhecimento das campilobacterioses nas suas várias formas (LANDER, 1985) e da participação de cada espécie como reponsável por surtos humanos.
Objetivou-se avaliar o papel de seis espécies animais, portadoras intestinais de Campylobacter jejuni e/ou Campylobacter coli, como fonte de infecção para o homem; analisando-se a freqüência de isolamento como potencial de disseminação.
MATERIAL E MÉTODOS
Foram processadas para pesquisa de Campylobacter spp, 1.643 amostras de fezes provenientes de dois grupos de animais. O grupo 1 composto por animais produtivos (1.126 bovinos, 251 suínos, 140 frangos e 69 ovinos) e o grupo 2, por animais de estimação (39 caninos e 18 felinos), como mostra a Tabela 1.
Procedimento bacteriológico para isolamento e identificação de Campylobacter jejuni de amostras de fezes de origem animal
Um total de 1.643 amostras de fezes foram submetidas ao·seguinte processamento bacteriológico, segundo SCARCELLI et al. (1991):
a) Um grama foi pesado e preparada suspensão em 10 mL de solução salina esterilizada (0,9%) e deixada decantar por cerca de 5 minutos.
b) Cem µL (2 gotas) do sobrenadante foram semeados em meio de Brucella Ágar (DIFCO) acrescido de 10% de sangue desfibrinado de carneiro (meio ABS) e suplementado com mistura antibiótica (GENOVEZ et al., 1986) composta por Polimixina B (1.000 UI/L), Cicloheximide (20 mg/L), Novobiociría (5 mg/L) e Bacitracina (15.000 UI/L).
c) Dois mL da suspensão foram filtrados em membrana de poliestireno (MILLIPORE) com poro de 0,65 µm utilizando suporte plástico ("swinex" - MILLIPORE) e seringas esterilizadas e 100 µL semeadas em meio ABS e em meio semi-sólido constituído de meio de Tioglicolato (DIFCO) acrescido de 0,16% de Bacto Ágar (DIFCO).
d) As placas foram incubadas por 48-72 horas a 37ºC em jarra de microaerofilia adaptada* (GENOVEZ et al., 1989), sob atmosfera de 95% N2 + 5% CO2 (WHITE-MARTINS) e0 2 residual, apóster sido retirado o ar do interior da jarra (-600mmHg) empregando-se bomba de vácuo (FABBE-PRIMAR). Os tubos foram incubados por 48-72 horas a 37º Cem aerobiose.
O meio de Tioglicolato semi-sólido foi também utilizado para manutenção das estirpes de C. jejuni isoladas.
Identificação Bioquímica
As colônias suspeitas foram identificadas através de métodos presuntivos, como coloração de Gram, observação de motilidade em microscópio de campo escuro e teste de oxidase.
Uma vez caracterizado o gênero Campylobacter (bactérias curvas, móveis, microaerófilas e positivas para a reação de oxidase), para determinação de espécie e subespécie, cada estirpe isolada foi então submetida às provas bioquímicas (HOLT et al.,1994): catalase, formação de H2 S em TSI (meio de Tríplice Açúcar Ferro), hidrólise do hipurato, tolerância a 1% de glicina e a 3,5 % de NaCl, crescimento à temperatura de 25 e 42ºC, sensibilidade ao ácido nalidíxico (30 µg) e à cefalotina (30 µg).
Número e procedência das amostras de fezes oriundas de seis espécies animais, processadas para isolamento de Campylobacter spp.
RESULTADOS
Do total de 1.643 amostras de fezes avaliadas bacteriologicamente, 179 (10,7 %) foram positivas para Campylobacter spp, sendo 104 (6,3%) para C.jejuni, cujo perfil bioquímico foi: oxidase positivo, catalase positivo, tolerante a 1% de glicina e a 3,5% de NaCl, presença de crescimento a temperaturas de 25 ºC e 42 ºC, sensível ao ácido nalidíxico (30µg) e resistente à cefalotina (30µg), hidrólise do hipurato positivo e ausência de produção de H2 S em meio TSI. Setenta e cinco amostras (4,3%) foram positivas para C. coli, cujo bioquimismo foi o mesmo observado para C. jejuni, com exceção de reação negativa para prova hidrólise do hipurato.
DISCUSSÃO
A campilobacteriose é uma zoonose de distribuição mundial, sendo Campylobacter jejuni e Campylobacter coli considerados microrganismos extremamente ubiqüit-ários, encontrando-se dispersos no ambiente, como também comportando-se como agentes patogênicos ou comensais do trato gastrointestinal de animais domésticos e selvagens. (BLASER et al., 1980; SMIBERT, 1984; CARTER et al., 1987).
Como mostra a Tabela 2, Campylobacter spp foi isolado de todas as espécies animais pesquisadas; ressaltando-se no entanto a elevada freqüência a partir de fezes de suínos (42,6%) e frangos de corte (25,7%).
Freqüência de isolamentos de Campylobacter spp em relação aos dois grupos de animais estudados.
C. jejuni foi mais prevalente que C. coli, exc - ção feita à espécie suína, onde a freqüência de isolamento de C. coli (23,9%) foi praticamente igual a de C.jejuni (18,7%). Segundo SCARCELLI etal. (1991) não há diferença significativa entre a freqüência de isolamento de C. jejuni e C. coli, tanto de animais doentes quanto sadios, o que constiue a espécie suína em importante reservatório (PRESCOTT, 1981; COLLINS et al., 1990).
Embora a freqüência de positividade de amostras de fezes de suínos seja comumente mais elevada que a de frangos, sua importância como fonte de infecção para o homem nos inquéritos epidemiológicos de casos de surtos de diarréias tem sido questionável. Durante o resfriamento e secagem da carcaça de suínos ocorre drástica diminuição do número de células viáveis de Campylobacter spp, o que não se verifica na carcaça de frango. Isto poderia ser explicado pelo fato do processo de resfriamento de carcaça de frango ser mais rápido, cerca de uma hora contra até 24 horas em suínos. Além disto, deve ser considerada a diferença de textura da pele de frango, que apresenta poros que impedem a secagem total; enquanto a de suínos sendo lisa, provavelmente fornece menor proteção à dessecação (LANDER, 1995). Talvez o papel da espécie suína como potencial transmissora das campilobacterioses intestinais esteja mais restrito a hábitos alimentares regionais, onde se pratica a ingestão de embutidos suínos fabricados a partir de intestinos submetidos à salga; ou ainda de carne suína crua ou mal cozida. Estes aspectos são também válidos para carne bovina(STICH-GROH, 1982).
Nos Estados Unidos, o isolamento de C jejuni e C. colide carcaças de frango é aproximadamente 6 vezes maior que de suínos e bovinos, variando entre 30 a 100% de positividade (STERN et al., 1985).
Assim sendo, os frangos despontam como o reservatório primário para campilobacteres termofílicos e portanto principal fonte de infecção. Diversos autores, no Brasil e em outros países, observaram altos percentuais de isolamentos de C. jejuni e C. coli a partir de fezes de frangos sadios, que variavam entre 55% (CASTRO et al., 1993; MACHADO et al., 1994), 83% (GRANT et al., 1980), 86,8% (JARAMILLO et al., 1983) e 90% (BLASER et al., 1980).
Como se verifica na Tabela 2, 25,7% das amostras de fezes de frangos foram positivas para Campylobacter jejuni (17,8%) e Campylobacter coli (7,8%).
Num estudo realizado em frangos de abatedouros, CASTRO et al. (1993) destacaram o processo de evisceração como ponto crítico da linha de abate para a contaminação de carcaças, tendo detectado Campylobacter spp em 55% das fezes e 66,6% das amostras de água de evisceração pelo exame bacteriológico, resultando na contaminação de 23,3% das amostras de fígado e 45% das de carcaças analisadas.
A presença de C. jejuni e C. coli em carcaças e miúdos de frango, foi observada entre 13,5% (SAKUMA et al., 1992) e 23,3% (CASTRO et al., 1993) no Estado de São Paulo e 50% em Santa Catarina (MACHADO et al., 1994). CARVALHO et al. (1997) isolaram 54,79% de C. jejuni de amostras de fígado, 35,29% de baço e 6,89% de vesícula biliar, de frangos com diarréia procedentes de granjas da região de Ribeirão Preto, SP.
A importância da espécie ovina na transmissão da campilobacteriose se assemelha aos demais grupos de animais, que se destinam à produção de carne, incluindo-se os bovinos. Campylobacter spp pode ser isolado em proporções elevadas das carcaças destas espécies logo após o abate, noqual a evisceração se constitui no ponto de contaminação; mas o resfriamento na forma convencional reduz significativamente a carga bacteriana (SKIRROW, 1991). Como observado na Tabela 2, somente 2,9% e 2,1% das amostras de fezes de ovinos e de bovinos, respectivamente, foram positivas para Campylobacter jejuni.
Talvez a forma mais importante para o alimento carneo tornar-se veículo de infecção da campilobacteriose intestinal, seja através da transferência passiva do agente para outros alimentos durante o descongelamento e o processamento em locais comuns (SKIRROW, 1991). Neste aspecto, a carcaça de frango assume capital importância, pois a água de degêlo em contato com alimentos ingeridos in natura poderia explicar a origem dos freqüentes surtos.
Ao lado dos frangos de corte, a ingestão de leite não pasteurizado, tem sido responsabilizada por grandes surtos de campilobacteriose intestinal, na Inglaterra e Estados Unidos (LANDER, 1985; BLASER et al., 1979).
Uma vez que seja aceita a contaminação do leite como sendo de origem fecal; ao se analisar o percentual de positividade (2,1%) frente ao número bastante significativo de amostras de fezes investigadas na espécie bovina, poderia se inferir baixo potencial de risco de disseminação do agente, por este tipo de alimento. Além disto, a pasteurização é eficaz na destruição de Campylobacter spp. Entretanto, para os bovinos, a ação do C. jejuni não se restringe somente aos casos de enterite muco hemorrágica, mas também às mastites, embora difíceis de serem detectadas (SKIRROW, 1991). LANGONI (1995) isolou 1,64% de Campylobacter spp do leite de vacas com mastite clínica e subclínica, enquanto DE CASTELLI et al. (1991) não observaram isolamento de C. jejuni de amostras de leite, apenas em 3,1% das 160 amostras de fezes de bovinos pesquisadas. Diante destes valores fica difícil explicar a responsabilidade do leite em vários epizódios humanos. LANDER, 1985, sugere que se o leite for realmente responsável pelo grande número de surtos entéricos, poderia se concluir que a dose infectante de Campylobacter nestes casos tenha sido mais baixa.
Enterites por Campylobacter spp têm sido reportadas em crianças e adultos que tiveram contacto com animais de estimação, principalmente filhotes apresentando diarréia (LANDER, 1985). Segundo SKJRROW et al. (1980) essa fonte de transmissão representa cerca de 5% dos casos. Como mostra a Tabela 2, verifica-se que os felinos posicionaram-se como a terceira maior freqüência de isolamentos de Campylobacter spp (33,3%). Deve-se ressaltar que as amostras de fezes de ambas as espécies de estimação foram provenientes de clínicas particulares, onde os animais apresentavam quadro de diarréia e portanto, constituindo-se em grupo de maior risco para disseminação deste agente. Resultado semelhante foi observado por JARAMILLO (1983) que obteve 31,7%, embora analisando fezes de gatos errantes aparentemente sadios.
Com relação aos cães, a freqüência de isolamento (10,2%) foi inferior à relatada por JARAMILLO (1983) em cães errantes sem diarréia (42,8%) e também a observada por MAMIZUKA et al. (1993), que obtiveram 18,6% de isolamentos de C. jejuni e C. coli de cães com diarréia e 14,6% de animais normais. BLASER et al, 1978 demonstraram que 55,5% dos filhotes de cães pertencentes a indivíduos portadores de diarréia por C. jejuni foram também positivos para este agente. GRUBER et al, 1985 estudaram a prevalência de C. jejuni e C.coli em fezes normais e diarréicas de cães, encontrando 29,6 e 8,2% de positividade, respectivamente.
Esta maior freqüência de isolamento de Campylobacter spp nos gatos em relação aos cães examinados, talvez possa ser atribuída ao hábito noturno dos felinos, mesmo quando os dois grupos são animais domiciliados. A incidência em gatos parece depender da população examinada, variando e"l geral entre 2 a 45% (BLASER et al., 1987). Desta forma animais de companhia têm demonstrado atuar mair freqüentemente na cadeia de transmissão das campilobacterioses intestinais do que alguns alimentos de origem animal.
Uma vez que, C. jejuni e C. coli são reconhecidos como causas freqüentes de diarréia em humanos, deve-se considerar os diversos aspectos envolvidos na disseminação destes microrganismos, principalmente, quando estes podem estar sendo transmitidos não somente por animais produtivos ou de estimação doentes como também por portadores saudáveis.
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