Resumo
Objetivo Analisar a presença de polifarmácia e as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) associadas à polifarmácia na pessoa idosa brasileira com base na Pesquisa Nacional em Saúde (PNS).
Método Estudo observacional, transversal, quantitativo e exploratório, com fonte de dados secundários de domínio público, provenientes do último inquérito de base populacional, intitulado PNS, realizado em 2019. A população do estudo foi constituída por pessoas idosas, de todo território brasileiro, que foram entrevistados pela PNS. Foram usados como variável dependente a polifarmácia, e como independente DCNT. Foi considerado a totalidade de informações contida no banco (n=293.726), após aplicação dos critérios de exclusão, a amostra final resultou em 31.633.
Resultados A amostra foi composta em sua maioria pelo sexo masculino, com idade média de 70,8 anos, casados, brancos, alfabetizados, com ensino médio completo e renda mensal média de R$1.928,59. Das pessoas idosas, a prevalência da polifarmácia foi de 23,8% (n=7.534). Todas as DCNT avaliadas tiveram associação com a polifarmácia (p<0,05) e indivíduos que possuíam alguma DCNT, apresentaram maiores chances de fazer uso da polifarmácia, quando comparado aos indivíduos que não apresentaram DCNT (p<0,05).
Conclusão A prevalência da polifarmácia foi alta e apresentou relação com as DCNT de pessoas idosas nas cinco regiões do Brasil, com impacto negativo. Ressaltando a necessidade de políticas públicas, visando a redução ou a prevenção da polifarmácia, assim como seus riscos associados.
Palavras-Chave:
Polimedicação; Doenças Crônicas Não Transmissíveis; População; Inquérito Nacional de Saúde
Abstract
Objective To analyze the prevalence of polypharmacy and the chronic non-communicable diseases (NCDs) associated with polypharmacy among Brazilian elderly based on data from the National Health Survey (PNS).
Method This was an observational, cross-sectional, quantitative, and exploratory study utilizing secondary data from public domain sources, derived from the most recent population-based survey, the PNS, conducted in 2019. The study population comprised older adults from across Brazil who were interviewed in the PNS. Polypharmacy was used as the dependent variable, while NCDs were considered as independent variables. The entirety of the information contained in the database (n=293,726) was considered. After applying exclusion criteria, the final sample comprised 31,633 individuals.
Results The sample predominantly consisted of males, with a mean age of 70.8 years, who were married, White, literate, had completed high school, and reported a mean monthly income of R$1,928.59. Among the older adults, the prevalence of polypharmacy was 23.8% (n=7,534). All evaluated NCDs were associated with polypharmacy (p<0.05), and individuals with at least one NCDs were more likely to use polypharmacy compared to those without NCDs (p<0.05).
Conclusion The prevalence of polypharmacy was high and demonstrated an association with NCDs among older adults across the five regions of Brazil, with a negative impact. This highlights the need for public policies aimed at reducing or preventing polypharmacy and its associated risks.
Keywords
Polypharmacy; Non-Communicable Chronic Diseases; Population; National Health Survey
INTRODUÇÃO
O processo natural do envelhecimento, quando associado à forma como a pessoa vive e aos determinantes sociais de saúde a que está exposta ao longo da vida, provocam alterações fisiológicas, que podem levar ao aumento do consumo de medicamentos1,2.
O uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos com, ou sem prescrição, é chamado de polifarmácia3. Estudos internacionais e nacionais relataram valores de prevalências, como mostrou uma pesquisa realizada na Irlanda, com idosos com mais de 65 anos de idade, que comparou a prevalência da polifarmácia entre 1997 a 2012, que passou de 17,8% para 60,4%4. Na pesquisa realizada no Brasil com 227 pessoas idosas, a prevalência da polifarmácia foi de 57,7%4. Essas prevalências da polifarmácia geram impacto direto na qualidade de vida e nos gastos relacionados à saúde, pois levam a uma maior predisposição a reações adversas a medicamentos (RAM) e interações medicamentosas (IM)5.
A maioria dos medicamentos utilizados por pessoas idosas é resultado do tratamento das DCNT, entre elas cardiovasculares, pulmonares, do aparelho locomotor, endócrinas e metabólicas, neoplasias, diabetes e demências6,7.
A polimedicação apresenta-se como condição frequente entre as pessoas idosas, além de estar associada a maiores riscos de quedas, fragilidade, declínio funcional, aumento da dependência, hospitalização e mortes, contribui para expansão dos gastos em saúde, um exemplo disso se dá através da redução dos medicamentos disponíveis de forma gratuita, ocasionando um custo mensal de grande parte do salário mínimo da população com mais de 60 anos8,9.
A polifarmácia é uma das principais causas de complicações na saúde da pessoa idosa no mundo4. Ressalta-se a importância da investigação da polifarmácia e das doenças crônicas que afetam rotineiramente a pessoa idosa, em âmbito nacional, visando sua redução e consequentemente diminuição dos fatores de risco associadas a ela.
Contudo, pesquisas de âmbito nacional que abordam a polifarmácia e a relação das DCNT são escassas. Assim, esta investigação visou buscar informações sobre a ocorrência da polifarmácia e os fatores associados a ela na pessoa idosa brasileira, como a presença de DCNT em âmbito nacional. Tem-se como diferencial do presente estudo a utilização de dados da Pesquisa Nacional em Saúde (PNS) 2019, com metodologia detalhada e composta pelos dados consolidados mais recentes da base populacional ao nível nacional10,11. Dessa forma, os achados poderão colaborar com o aprimoramento da assistência ofertada nos serviços de saúde, principalmente com a pessoa idosa.
Este estudo visou analisar a presença das DCNT associadas à polifarmácia na pessoa idosa brasileira com base na PNS do ano de 2019.
MÉTODO
Trata-se de um estudo observacional, transversal, quantitativo e exploratório, com fonte de dados secundários de domínio público, provenientes do último inquérito de base populacional, intitulado PNS, realizado em 2019 em todo o território brasileiro. A PNS foi proposta pelo Ministério da Saúde e coordenada pela Fiocruz em parceria e condução da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)12. Destacou-se por ser o mais completo inquérito em saúde no Brasil, dispondo de uma ampla gama de temas abordados e indicadores mensurados12.
A PNS 2019 contou com uma amostra de 293.276 adultos entrevistados em 94.114 domicílios. O inquérito foi composto por três formulários: o domiciliar, referente às características do domicílio; o relativo a todos os moradores do domicílio, e o individual, respondido por um morador, sorteado, do domicílio com 18 anos ou mais de idade13. Para o presente estudo considerou-se apenas dados dos dois últimos formulários. A população do estudo foi composta pelas informações dos indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos de todo território brasileiro e que fizeram uso de medicamentos contínuos (n=31.633).
A coleta de dados do presente estudo foi realizada, no interstício de 2023-2024, a qual utilizou os dados da PNS, considerados dados primários, que foram extraídos de seu site, tendo como provedor o IBGE, através da última versão disponível. Nesse site, os dados são disponibilizados de forma compacta, em uma pasta zipada que contém as seguintes informações: banco de dados, contendo os dados brutos; dicionários, contendo arquivo de chaveamento, que armazena os códigos das bases de dados, que servem como legenda; input de pessoas, documentos importantes para o processo de decodificação da base de dados.
Previamente, foi feito o processo de decodificação da base de dados de formato txt para xls, sendo realizada a pré-exploração do questionário de entrevista da PNS e selecionadas as questões de interesse para a presente pesquisa, considerados dados secundários, que foram abordadas em seguida. No Excel, foram tratados e a base de dados limpa e criada para ser utilizada na presente pesquisa.
Em relação à seleção das variáveis do presente estudo, foram selecionadas as questões de interesse da PNS, através da coleta de dados. Assim foi utilizado como variável dependente a polifarmácia. Para caracterização da amostra foram consideradas variáveis dos módulos temáticos: as características gerais dos moradores e de educação. E como variável independente, doenças crônicas.
A variável dependente ‘polifarmácia’ resultou de duas questões: “faz uso de algum medicamento, que foi receitado por um médico, para uso regular ou contínuo” e “quantos medicamentos diferentes de uso regular ou contínuo, receitados pelo médico, usou nas duas últimas semanas”, tendo como respostas: para a primeira questão, sim e não, e para a segunda questão, o número de medicamentos utilizados no geral. Contudo, a variável desfecho polifarmácia foi categorizada em relação ao número de medicamentos contínuos usados pelos indivíduos, com as seguintes opções: Polifarmácia Não - entre um a quatro medicamentos (não é polifarmácia) e Polifarmácia Sim - cinco ou mais medicamentos (polifarmácia).
Características sociodemográficas: composta por oito variáveis, entre elas, sexo (feminino e masculino); idade (60 a 69 anos, 70 a 79 anos, 80 a 89 anos e 90 anos ou mais); cor da pele (branca, preta, amarela, parda ou indígena); estado civil [casado (a), separado(a)/divorciado(a), viúvo(a) e solteiro(a)]; alfabetizado (a) (sim e não); nível de educação (pré-escolar, alfabetização, nível fundamental, supletivo de ensino fundamental, nível médio, supletivo de ensino médio, graduação ou superior, especialização, mestrado e doutorado); renda até 998,00 (um salário mínimo), 999,00 a 1.995,00 (entre um e dois salários-mínimos), 1.996,00 a 2.993,00 (entre dois e três salários-mínimos), 2.994,00 ou mais (três salários-mínimos ou mais); região de residência (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).
Doenças crônicas não transmissíveis: foram analisadas as variáveis relacionadas à presença de doenças crônicas e forma individual, considerando cada doença disposta no instrumento a saber: diabetes, hipertensão, colesterol alto, doenças do coração, acidente vascular cerebral, doença respiratória, problema crônico na coluna, distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho, depressão, artrite ou reumatismo, depressão, doença mental, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer e problema renal crônico.
Para a análise, foi inicialmente realizada a análise descritiva, por meio de frequência absoluta e relativa, e razão de prevalência (RP). Na sequência, foi realizada a análise estatística, utilizando-se dos testes de associação não paramétricos para variáveis categóricas nominais. Para mensurar a magnitude das associações, a partir das Razões de Chances (RC) ou em inglês Odds Ratio (OR) foi realizada regressão logística binária considerando o nível de significância de 95%.
A RC configura-se um estimador que se utiliza como uma aproximação ao Risco Relativo (RR). Quando as proporções dos dois grupos forem iguais, o resultado da RC é um, indicando não haver associação entre a doença e a exposição ao fator que supostamente seria de risco14.
O inquérito da PNS foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos, do Ministério da Saúde, com CAAE 11713319.7.0000.0008, sob número do Parecer 3.529.376. Os dados são de livre acesso e estão disponíveis na página do IBGE e da PNS.
RESULTADOS
A amostra foi composta em sua maioria pessoas do sexo masculino, idade média de 70,8 anos, casados, brancos, alfabetizados, com ensino médio completo e com renda média de R$1.928,59 (Tabela 1).
Características sociodemográficas da amostra de pessoas idosas que fazem uso de medicamentos de uso contínuo, PNS-2019 (n=31633). Ponta Grossa, PR, 2023.
Em relação a presença de DCNT em pessoas idosas, todas têm associação com a polifarmácia (p<0,05) (Tabela 2).
Presença de DCNT em pessoas idosas brasileiras, segundo uso de polifarmácia, PNS -2019 (n= 13932). Ponta Grossa, PR, 2023.
Os resultados da análise de regressão logística evidenciaram que indivíduos que apresentaram alguma DCNT, dispuseram de maiores chances de fazer uso de polifarmácia, quando comparado aos indivíduos que não apresentavam DCNT (p<0,05) (Tabela 3).
Modelos explicativos da polifarmácia associada à presença de DCNT em pessoas idosas da comunidade brasileira, PNS-2019 (n=13932). Ponta Grossa, PR, 2023.
DISCUSSÃO
Os resultados mostraram que a prevalência da polifarmácia foi alta. Mas quando comparada com países desenvolvidos foi inferior, como se pode observar na pesquisa realizada em 2011 na Itália, com 12.301.537 indivíduos com mais de 65 anos de idade, cuja prevalência da polifarmácia foi de 49%15. Na pesquisa, realizada na Espanha, com 2.919 indivíduos, avaliou a prevalência da polifarmácia em pessoas com mais de 65 anos, com média de consumo de 8 medicamentos por pessoa idosa e prevalência da polifarmácia, próxima a 50%4.
As pesquisas nacionais apresentam prevalências da polifarmácia de forma heterogênea, variando segundo a região geográfica e isso pode ocorrer devido às condições socioeconômicas e dos modelos de saúde adotados em determinados locais15. Por exemplo, um estudo realizado com 23.416 pessoas idosas no Acre, a prevalência da polifarmácia foi de 14,6%15.
Outra pesquisa realizada com 537 pessoas idosas, em Minas Gerais, a prevalência da polifarmácia foi de 36,9%16. A investigação realizada com 189 pessoas idosas em uma comunidade do Paraná encontrou prevalência de 38% da polifarmácia17. Porém, no estudo realizado em Minas Gerais, com 686 pessoas idosas da comunidade, a prevalência da polifarmácia foi de 23,5%18, a mesma prevalência da presente pesquisa. Em relação às pesquisas nacionais, podemos notar maior proximidade quando se fala em prevalência da polifarmácia, o que pode ser justificado através da região geográfica em que se encontram.
A polifarmácia não se limita a farmacoterapia prescrita, mas também a automedicação e fármacos de uso esporádico3, porém no presente estudo (dados secundários), só foram considerados medicamentos prescritos, devido ao inquérito da PNS (dados primários), que em sua coleta de dados, avaliou somente medicamentos usados com prescrição médica, a partir disso, a prevalência da polifarmácia poderia ter sido diferente, se também tivessem sido avaliados os medicamentos não prescritos.
Dessa forma, a polifarmácia na pessoa idosa ocorre por diversos fatores, como citado anteriormente, um deles é pela alta prevalência das DCNT, onde os medicamentos são utilizados como principal forma de tratamento19. Além de que a presença de DCNT, exige uma necessidade de manejo terapêutico adequado, como o uso da polifarmácia, que predispõe a pessoa idosa a IM e RAM, tornando-a mais vulnerável20.
No presente estudo, indivíduos que apresentaram alguma DCNT, dispuseram de maiores chances de fazerem uso de polifarmácia, quando comparado aos indivíduos que não apresentavam DCNT. Em relação à presença de DCNT, todas apresentaram associação com a polifarmácia, sendo elas doenças do coração, acidente vascular cerebral, diabetes, depressão, insuficiência renal crônica, doença crônica no pulmão, câncer, artrite ou reumatismo, outras doenças mentais, hipertensão, doença respiratória, colesterol alto e problema crônico na coluna.
Em estudos realizados no Brasil, também foi encontrado relação das DCNT com a polifarmácia, como no estudo saúde, bem-estar e envelhecimento (SABE), a prevalência da polifarmácia foi observada em pessoas idosas que apresentavam diabetes, doenças do coração, reumatismo e hipertensão arterial21. Assim como na pesquisa nacional de acesso, utilização e promoção do uso racional de medicamentos (PNAUM), realizada com pessoas idosas, a prevalência da polifarmácia apresentou associação com hipertensão arterial, diabetes, doenças do coração, doença respiratória, colesterol alto, reumatismo e depressão21.
Ambas as pesquisas citadas anteriormente, corroboram com o presente estudo, indivíduos com DCNT, apresentam maiores chances de desenvolver a polifarmácia, isso pode ser justificado através do uso contínuo e inapropriado de medicamentos, ou seja, por tratamento farmacológico, que poderia ser conciliado com tratamento não farmacológico, para redução da mesma.
A DCNT que mais impactou em relação à presença de polifarmácia, foram as doenças do coração, como infarto, angina, insuficiência cardíaca, arritmia ou outra, que apresentaram maiores chances de uso de polifarmácia. No estudo realizado em Rio Branco, a hipertensão arterial e as doenças do coração, como arritmias e insuficiência cardíaca foram as mais encontradas, além de apresentarem associação com a polifarmácia15.
A prevalência de doenças do coração aumenta progressivamente com a idade20. As doenças cardíacas são complexas e podem evoluir de forma rápida, consideradas um problema de saúde pública, pois afetam mais de 37,7 milhões de indivíduos em todo o mundo, são responsáveis por 2,25% de todas a internações hospitalares do Brasil, com 73% dessas sendo indivíduos com mais de 60 anos20. Em um estudo realizado com 120 pessoas idosas, mostrou-se a presença de várias comorbidades, com destaque para as doenças do coração, com 54%, com altas chances de uso da polifarmácia20.
Dessa forma, as principais causas para as doenças do coração apresentarem mais chances do uso de polifarmácia são a inatividade física e o tabagismo, fatores de risco para o aumento do tratamento medicamentoso; a internação hospitalar, devido à gravidade da doença, pode vir a aumentar o consumo de fármacos; medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) para a pessoa idosa; automedicação; alterações fisiológicas do envelhecimento, como a função cardíaca; pela mudança no perfil da saúde, como a presença da própria patologia ou de outras DCNT associadas, como hipertensão arterial e diabetes22,23. Através destes, pode-se identificar o porquê, na presente pesquisa, as doenças do coração foram as que mais impactaram na polifarmácia.
Assim como as doenças do coração, o acidente vascular cerebral também apresentou altas chances de uso da polifarmácia. A prevalência do acidente vascular cerebral aumenta com a idade, sendo considerado uma causa prevalente de morte e que pode gerar sequelas incapacitantes em todo mundo24. Em uma pesquisa realizada no Reino Unido, com pacientes diagnosticados com acidente vascular cerebral, mostrou que cerca de 56% dos indivíduos faziam uso da polifarmácia21.
Em um estudo realizado em sete municípios brasileiros com 2.217 pessoas idosas, com mais de 65 anos, cerca de 30% apresentavam doenças do coração, diabetes e acidente vascular cerebral com relações superiores de polifarmácia21. Assim, pode-se observar nesses estudos, a afirmação da presente pesquisa, em que o acidente vascular cerebral apresenta elevadas chances de uso da polifarmácia.
A prevalência de polifarmácia em pacientes que sofreram acidente vascular cerebral pode ser explicada através de alguns fatores modificáveis, como sedentarismo, tratamentos inadequados ou incompletos, presença de outras DCNT associadas (como hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto), obesidade, tabagismo e etilismo, os quais anulam o efeito medicamentoso25. Através desses, pode-se identificar porque no presente trabalho, o acidente vascular cerebral foi a segunda DCNT que mais impactou a polifarmácia.
Os indivíduos com mais de 60 anos são o público que mais utiliza medicamentos, dessa forma, os mais suscetíveis a reações negativas em relação aos medicamentos26. O diabetes junto com a hipertensão arterial é considerado uma das principais doenças associadas ao aumento da polifarmácia e também aos seus riscos associados, um exemplo disso é o uso de anti-hipertensivos, classe de medicamentos mais utilizadas na pessoa idosa26.
Em estudo realizado no Brasil com 40 pessoas idosas, 75% dos pacientes diabéticos demonstraram fazer uso diário de 5 a 8 medicamentos e o restante da amostra, utilizava 8 ou mais medicamentos por dia26. Na pesquisa realizada com 189 pessoas idosas em uma comunidade brasileira, embora a maioria estivesse em uso de anti-hipertensivo, 38% faziam uso da polifarmácia17. Essas informações corroboram com o presente trabalho, em relação a presença da polifarmácia, foi encontrado maiores chances de uso da polifarmácia em pacientes diagnosticados com diabetes e hipertensão, em comparação aos não diagnosticados.
Em relação à saúde geral da pessoa idosa com hipertensão e diabetes, verifica-se aumento de outras DCNT, como o colesterol alto17. Um estudo realizado no Japão, identificou que a polifarmácia foi mais comum no tratamento de algumas DCNT, sendo elas, hipertensão, colesterol alto e diabetes27, essa informação corrobora com os dados do estudo, em que trouxe a relação da polifarmácia com essas DCNT. Como citado anteriormente, o colesterol alto apresenta chances de uso da polifarmácia, isso se justifica através de alguns fatores associados, como o sedentarismo, obesidade, comorbidades e dietas inadequadas27.
Em relação à depressão e as doenças mentais, observa-se um aumento no número de casos na pessoa idosa, decorrente do próprio envelhecimento, como mostra em uma pesquisa realizada em Brasília, com 226 pessoas idosas, descreveu que 18,71% dos indivíduos diagnosticados com depressão estavam em uso de polifarmácia28. Em outro estudo realizado no Brasil, com 496 indivíduos com mais de 60 anos, demonstra que 22% dos pacientes com polifarmácia possuem diagnóstico de depressão28, onde se nota associação entre a chance de polifarmácia em indivíduos diagnosticados com depressão, dado esse que corrobora com a presente pesquisa.
Pessoas idosas são predominantemente afetadas pela insuficiência renal crônica, assim como indivíduos que apresentam diversas comorbidades e que estão expostos à polifarmácia29. Doentes renais, usam em média 6 medicamentos por dia, trazendo chances de uso da polifarmácia em relação à doença29. Sabe-se das complicações da polifarmácia, porém ela é necessária para o retardo da progressão da doença renal, mas é encontrada em 66,5% dos pacientes renais29, assim como é encontrado o uso da polifarmácia em portadores de insuficiência renal no presente estudo.
Entre os principais fatores para presença da polifarmácia em pacientes com insuficiência renal crônica estão a presença de outras DCNT associadas, como hipertensão e diabetes, que geram o aumento no consumo de medicamentos, como se evidencia na pesquisa em questão; pessoas idosas, que acabam sendo afetadas pelo envelhecimento e a farmacodinâmica, quando ocorre associação de medicamentos e insuficiência renal, a qual gera excreção de fármacos, aumentando o uso de medicamentos devido fins terapêuticos29.
Em relação ao câncer, as pessoas idosas são consideradas as mais suscetíveis, por exposição de agentes cancerígenos ou presença de comorbidades associadas30. No tratamento do câncer, são utilizados antineoplásicos, que apresentam toxicidades, que exigem medicamentos para manejo, contribuindo para o aumento da polifarmácia30. Em uma investigação realizada com 20 pessoas idosas, diagnosticada com câncer, em um ambulatório no Maranhão, apresentaram uma média de 6,7 medicamentos por paciente a cada dia30, em comparação com o nosso estudo, podemos ver que a DCNT aumenta a chance de apresentar a polifarmácia, afirmando o mesmo que o presente trabalho.
Em relação à doença pulmonar, foi realizado uma pesquisa em Minas Gerais, com 197 indivíduos com mais de 60 anos, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica, a polifarmácia foi referida em 26,8% dos respondentes31, confirmando o presente estudo, através da doença pulmonar observa-se o aumento de chance da polifarmácia. A doença pulmonar obstrutiva crônica apresenta chances de uso da polifarmácia, isso se justifica através de alguns fatores como o tratamento da DCNT, com uso de algumas classes medicamentosas, como analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), corticosteroides, drogas modificadoras e agentes biológicos; hospitalização; idade avançada; tabagismo e outras DCNT associadas31,32.
Em relação à artrite reumatoide, uma pesquisa realizada em um ambulatório de reumatologia, com 190 pacientes diagnosticados com esse quadro, mostrou que a doença aumentava a chance do uso da polifarmácia32, afirmando o presente estudo. Dessa forma, a polifarmácia em reumatologia está associada a uma doença com maior atividade inflamatória, o que requer maior cuidado, assim maior adesão ao tratamento e consequentemente melhora da doença, através do uso de múltiplos medicamentos contínuos32.
Já o problema crônico de coluna, foi a DCNT que apresentou menor chance de uso da polifarmácia, quando comparada às demais DCNT analisadas. Em uma pesquisa realizada com 271 pessoas idosas no Distrito Federal, identificou que a prevalência da polifarmácia foi de 69,7% e a doença crônica de coluna foi identificada em 63,3% dos indivíduos33, isso mostra que a doença crônica de coluna apresenta chance de uso da polifarmácia, assim como no nosso estudo.
Segundo os estudos analisados na presente pesquisa, as DCNT podem sim trazer a polifarmácia, ou seja, podem ser sua causa, a maioria dos medicamentos utilizados por indivíduos com mais de 60 anos destinaram-se ao tratamento de doenças crônicas6,17, dessa forma sabe-se que o maior número de medicamentos em uso está relacionado diretamente ao tratamento do maior número de doenças17. Assim como, as DCNT também podem ser consequência da polifarmácia, que pode resultar em uma série de riscos ao paciente, como IM, RAM, iatrogenia, baixa adesão ao tratamento, como erros de administração, causando malefícios à saúde do paciente, como internações hospitalares e agravos de saúde, por exemplo, surgimento de novas DCNT8.
Os pontos fortes do presente estudo incluem a abordagem das DCNT associadas à polifarmácia, utilizando dados consolidados e relevantes, de nível nacional, como a PNS.
Caracterizam-se como limitações do estudo, em relação aos dados primários advindos da PNS, a inclusão de somente medicamentos prescritos, que podem ter alterado a prevalência da polifarmácia no presente estudo. Outra limitação em relação à PNS, foi a falta da coleta das classes dos medicamentos utilizados, como, por exemplo, uso de vitaminas ou minerais, dessa maneira, a prevalência da polifarmácia poderia ter sido maior ou menor. Por fim, em relação à presente pesquisa, trata-se de um estudo transversal, não sendo possível estabelecer uma relação de causa e consequência, porém foi demonstrado que há uma associação importante entre a polifarmácia e as DCNT de pessoas idosas.
CONCLUSÃO
Evidenciou-se que a prevalência de polifarmácia obtida no estudo mostrou que o uso de cinco ou mais medicamentos foi uma realidade entre as pessoas idosas ao nível nacional, avaliadas através da PNS. Foi observado associação entre todas as DCNT e a polifarmácia. Indivíduos que apresentaram alguma DCNT, dispuseram de maiores chances de fazerem uso de polifarmácia.
Os achados discutidos neste estudo favorecerão o trabalho da equipe de saúde, desde profissionais a gestores, na prevenção e assistência da polifarmácia em pessoas idosas, com incentivo de exercícios físicos, prescrição adequadas, alimentação equilibrada, eventos em saúde, elaboração de políticas públicas visando ações não farmacológicas, assim como novos estudos em relação à polifarmácia, além do aprimoramento ao inquérito da PNS para as próximas coletas de dados, como classes e prescrições medicamentosas.
Dessa forma, é de extrema importância o acompanhamento desse público pela equipe multiprofissional, avaliando a conciliação medicamentosa periodicamente, de modo a evitar possíveis interações medicamentosas, reações adversas a medicamentos e medicamentos potencialmente inapropriados a pessoa idosa, que podem agravar a situação de saúde desses indivíduos, além de aumentar os riscos ao desenvolvimento de novas doenças crônicas.
AGRADECIMENTOS
Agradecemos a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) por contribuir com seus dados para a realização desta pesquisa.
-
Não houve financiamento para a execução deste trabalho.
-
DISPONIBILIDADE DE DADOS
Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível e são de livre acesso na página do IBGE e da PNS https://www.pns.icict.fiocruz.br.
REFERÊNCIAS
-
1 Licoviski PT, Bordin D, Mazzo DM. Relação entre dependência para realização de atividades básicas de vida diária e risco de sarcopenia em idosos internados. Acta Fisiátrica. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 28(4):245-250. Disponível em: http://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v28i4a190859
» https://doi.org/10.11606/issn.2317-0190.v28i4a190859 -
2 Ferreira RP, Alves LM, Mangilli LD. Associação entre risco de disfagia e sinais sugestivos de sarcopenia, estado nutricional e frequência de higiene oral em idosos hospitalizados. CoDAS. [Internet] 2024 [acesso em: 16 mai 2024]; 36(1):1-8. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2317-1782/20232022232pt
» https://doi.org/10.1590/2317-1782/20232022232pt -
3 Andrade RC, Santos MM, Ribeiro EE, Santos JDO, Campos HLM, Leon EB. Polifarmácia, medicamentos potencialmente inapropriados e a vulnerabilidade de pessoas idosas. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2024 [acesso em: 16 mai 2024]; 27(1):1-10. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562024027.230191.pt
» https://doi.org/10.1590/1981-22562024027.230191.pt -
4 Oliveira PC, Silveira MR, Ceccato MGB, Reis AMM, Pinto IVL, Reis EA. Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos atendidos na atenção primária à saúde em Belo Horizonte-MG, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 26(4):1553-1564. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232021264.08472019
» https://doi.org/10.1590/1413-81232021264.08472019 -
5 Sousa CR, Coutinho JFV, Neto JBF, Barbosa RGB, Marques MB, Diniz JL. Fatores associados à vulnerabilidade e fragilidade em idosos: estudo transversal. Revista Brasileira de Enfermagem. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 75(2):1-8. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0399
» https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-0399 -
6 Tiguman GMB, Biase TMMA, Silva MT, Galvão TF. Prevalência e fatores associados à polifarmácia e potenciais interações medicamentosas em adultos na cidade de Manaus: estudo transversal de base populacional, 2019. Epidemiologia e Serviços de Saúde. [Internet] 2022 [acesso em: 16 mai 2024]; 31(2):1-17. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S2237-96222022000200003
» https://doi.org/10.1590/S2237-96222022000200003 -
7 Gontijo APS, Pujatti PB. Declínio cognitivo e uso de medicamentos na população de idosos institucionalizados de uma cidade do interior de Minas Gerais, Brasil. Cadernos Saúde Coletiva. [Internet] 2022 [acesso em: 16 mai 2024]; 30(2): 164-172. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1414-462X202230020408
» https://doi.org/10.1590/1414-462X202230020408 - 8 Spekalski MVS, Cabral LPA, Grden CRB, Bordin D, Bobato GR, Krum EA. Prevalência e fatores associados à polifarmácia em pessoas idosas de uma área rural. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 24(4): 1-11. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.210151
-
9 Ceccon RF, Vieira LJES, Brasil CCP, Soares KG, Portes VM, Júnior CASG, et al. Envelhecimento e dependência no Brasil: características sociodemográficas e assistenciais de idosos e cuidadores. Ciência & Saúde Coletiva. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 26(1): 17-26. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020261.30352020
» https://doi.org/10.1590/1413-81232020261.30352020 -
10 Minayo MCS, `Pinto LW, Silva CMF`.A violência nossa de cada dia, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019. Ciência & Saúde Coletiva. [Internet] 2022 [acesso em: 16 mai 2024]; 27(9): 3701-3714. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232022279.07532022
» https://doi.org/10.1590/1413-81232022279.07532022 -
11 Stopa SR, Szwarcwald CL, Oliveira MM, Gouvea ECDP, Vieira MLFP, Freitas MPS, et al.Pesquisa Nacional de Saúde 2019: histórico, métodos e perspectivas. Epidemiologia Serviços de Saúde. [Internet] 2020 [acesso em: 16 mai 2024]; 29(5): 1-12. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s1679-49742020000500004
» https://doi.org/10.1590/s1679-49742020000500004 -
12 Szwarcwald CL, Malta DC, Pereira CA, Vieira MLFP, Conde WL, Júnior PRBS, et al. Pesquisa Nacional de Saúde no Brasil: concepção e metodologia de aplicação. Ciência & Saúde Coletiva. [Internet] 2014 [acesso em: 16 mai 2024]; 19(1):333-342. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232014192.14072012
» https://doi.org/10.1590/1413-81232014192.14072012 -
13 Instituição Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE). [Internet]. Brasília; 2021. Pesquisa Nacional de Saúde 2019; [Data de acesso: 16/05/2024]. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=55569
» https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=55569 -
14 Angirolami-Raimundo J, Echeimber JO, Leone C. Tópicos de metodologia de pesquisa: Estudos de corte transversal. Journal of Human Growth and Development. [Internet] 2018 [acesso em: 16 mai 2024]; 28(3):356-360. Disponível em: http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.152198
» https://doi.org/10.7322/jhgd.152198 -
15 Rezende GR, Amaral TLM, Amaral CA, Vasconcellos MTL, Monteiro GTR. Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos residentes em Rio Branco, Acre, Brasil: estudo transversal de base populacional, 2014. Epidemiologia Serviços de Saúde. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 30(2):1-12. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/s1679-49742021000200013
» https://doi.org/10.1590/s1679-49742021000200013 -
16 Coelho CO, Silva SLA, Pereira DS, Campos EMS. Uso de medicamentos potencialmente inapropriados em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde: estudo transversal. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2023 [acesso em: 16 mai 2024]; 26(1):1-15. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562023026.230129.pt
» https://doi.org/10.1590/1981-22562023026.230129.pt -
17 Sangaleti CT, Lentsck MH, Silva DC, Machado A, Trincaus MR, Vieira MCU, et al. Polypharmacy, potentially inappropriate medications and associated factors among older adults with hypertension in primary care. Revista Brasileira de Enfermagem. [Internet] 2023 [acesso em: 16 mai 2024]; 76(1):1-9. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0785
» https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0785 -
18 Carneiro JA, Ramos GCF, Barbosa ATF, Medeiros SM, Lima CA, Costa FM, et al. Prevalência e fatores associados à polifarmácia em idosos comunitários: estudo epidemiológico de base populacional. Medicina. [Internet] 2018 [acesso em: 16 mai 2024]; 51(4):254-264. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v51i4p254-264
» https://doi.org/10.11606/issn.2176-7262.v51i4p254-264 -
19 Cabral JF, Silva AMC, Andrade ACS, Lopes EG, Mattos IE. Vulnerabilidade e declínio funcional em pessoas idosas da atenção primária à saúde: estudo longitudinal. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 24(1):94-105. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.200302
» https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.200302 -
20 Dos Santos JP, Souza TS, Souza BO, Santos FRSB, Marinho PS, Silva UD, et al. Prevalência e fatores associados ao uso de medicamentos potencialmente inapropriados por idosos com insuficiência cardíaca aguda. Revista Contexto & Saúde. [Internet] 2023 [acesso em: 16 mai 2024]; 23(47):1-18. Disponível em: https://doi.org/10.21527/2176-7114.2023.47.13565
» https://doi.org/10.21527/2176-7114.2023.47.13565 -
21 Marques PP, Assumpção D, Rezende R, Neri AL, Francisco PMSB. Polifarmácia em idosos comunitários: resultados do estudo Fibra. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2020 [acesso em: 16 mai 2024]; 22(5):1-13. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562019022.190118
» https://doi.org/10.1590/1981-22562019022.190118 -
22 Mascarelo A, Bortoluzzi EC, Hahn SR, Alves ALS, Doring M, Portella MR. Prevalência e fatores associados à polifarmácia excessiva em pessoas idosas institucionalizadas do Sul do Brasil. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 24(1):1-12. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.210027
» https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.210027 -
23 Gomes C, Gonçalves RPF, Silva AG, Sá ACMGN, Alves TA, Ribeiro ALP, et al. Fatores associados às doenças cardiovasculares na população adulta brasileira: Pesquisa Nacional de Saúde, 2019. Revista Brasileira de Epidemiologia. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 24(2):1-16. p. 1-16. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-549720210013.supl.2
» https://doi.org/10.1590/1980-549720210013.supl.2 -
24 Diegolli H, Oliveira RENN, Silva CF, Silva GF, Souza FF, Machado FRA, et al. Incidence of cardioembolic stroke related to atrial fibrillation in Joinville, Brazil. Arq. Neuropsiquiatra. [Internet] 2023 [acesso em: 16 mai 2024]; 81(4):329-333. Disponível em: https://doi.org/10.1055/S-0043-1767821
» https://doi.org/10.1055/S-0043-1767821 -
25 Henrique-Sanches BC, Caldana ML, Lauris JRP. Estudo dos hábitos de vida, doenças crônicas não transmissíveis, polifarmácia e interações medicamentosas em pacientes pós acidente vascular cerebral. Brazilian Journal of Development. [Internet] 2021 [acesso em: 16 mai 2024]; 7(12):111333-111348. Disponível em: http://doi.org/10.34117/bjdv7n12-084
» https://doi.org/10.34117/bjdv7n12-084 -
26 Da Silva Córralo V, Binotto VM, Bohnen LC, Santos GAG, Sá CA. Polifarmácia e fatores associados em idosos diabéticos. Revista de Salud Pública. [Internet] 2018 [acesso em: 16 mai 2024]; 20(3):366-372. Disponível em: https://doi.org/10.15446/rsap.V20n3.50304
» https://doi.org/10.15446/rsap.V20n3.50304 -
27 Almeida NA, Reiners AAO, Azevedo RCS, Silva AMC, Cardoso JDC, Souza LC. Prevalência e fatores associados à polifarmácia entre os idosos residentes na comunidade. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia. [Internet] 2017 [acesso em: 16 mai 2024]; 20(1): 138-148. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562017020.160086
» https://doi.org/10.1590/1981-22562017020.160086 -
28 Lima ALB, Espelt A, Lima KC, Bosque-Prous M. Limitação de atividade em idosos no contexto Europeu de desigualdade de gênero: uma abordagem multinível. Ciência & Saúde Coletiva. [Internet] 2018 [acesso em: 16 mai 2024]; 23(9):2991-3000. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232018239.20662016
» https://doi.org/10.1590/1413-81232018239.20662016 -
29 Marquito AB, Pinheiro HS, Paula RB. Cross-cultural adaptation of the PAIR instrument: Pharmacotherapy Assessment in Chronic Renal Disease for application in Brazil. Ciência & Saúde Coletiva. [Internet] 2020 [acesso em: 16 mai 2024]; 25(1):4021-4032. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-812320202510.35522018
» https://doi.org/10.1590/1413-812320202510.35522018 -
30 Alves BLP, Silva VGN, Caetano IBMOS, Livinalli A, Cruz ML. Polimedicação em Idosos Submetidos a Tratamento Oncológico. Revista Brasileira de Cancerologia. [Internet] 2020 [acesso em: 16 mai 2024]; 65(4):1-10. Disponível em: http://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2019v65n4.379
» https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2019v65n4.379 -
31 Nascimento RCRM, Alvares J, Junior AAG, Gomes IC, Silveira MR, Costa EA, et al. Polifarmácia: uma realidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde. Revista de Saúde Pública. [Internet] 2017 [acesso em: 16 mai 2024]; 51(2):1-12. Disponível em: https://doi.org/10.11606/S1518-8787.2017051007136
» https://doi.org/10.11606/S1518-8787.2017051007136 - 32 Zmijevski AF, Makiyama JS, Laurani LA, Skare TL. A polifarmácia e sua influência na adesão ao tratamento da artrite reumatóide. Rev. méd. Paraná. [Internet] 2020 [acesso em: 16 mai 2024]; 78(2):60-64. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1222695
-
33 Reis KMC, Jesus CAC. Relação da polifarmácia e polipatologia com a queda de idosos institucionalizados. Texto & Contexto-Enfermagem. [Internet] 2017 [acesso em: 16 mai 2024]; 26(2):1-9. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0104-07072017003040015
» https://doi.org/10.1590/0104-07072017003040015
Editado por
-
Editado por: Cristian Arnecke Schröder
Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível e são de livre acesso na página do IBGE e da PNS https://www.pns.icict.fiocruz.br.
