Open-access Parâmetros de capacidade funcional para predizer desfecho hospitalar em pessoas idosas frágeis

Resumo

Objetivo  Analisar a aplicabilidade de parâmetros de capacidade funcional na predição do desfecho hospitalar em pessoas idosas frágeis.

Método  Trata-se de um estudo de coorte prospectivo que acompanhou 27 pessoas idosas com fragilidade, hospitalizadas em serviço de saúde público localizado em Bauru, São Paulo. Os participantes foram separados em três grupos: hospitalização de curta duração (<10 dias; n=10 participantes), internação de longa duração (>10 dias; n=11 participantes) e óbito (n=6 participantes). A coleta de dados incluiu: a escala do <italic>Medical Research Council</italic> (MRC), para avaliação da função muscular; a <italic>Short Physical Performance Battery</italic> (SPPB), para avaliação da mobilidade; a cinemática da marcha; e a força muscular inspiratória. A análise de variância multivariada (MANOVA) discriminativa por stepwise foi usada para comparar as variáveis entre grupos e encontrar os possíveis parâmetros de predição entre as variáveis. A curva ROC foi utilizada para identificar o valor do ponto de corte, sensibilidade e especificidade das variáveis de predição.

Resultados  MANOVA encontrou que a força muscular inspiratória foi, respectivamente, 39,18 e 31,82% menor no grupo que foi a óbito, em comparação aos grupos de longa e curta internação (p<0,001). O único parâmetro capaz de predizer o desfecho hospitalar foi a força muscular inspiratória, sendo que o ponto de corte de deficit de 53.23 cmH2O apresentou 92,85% de sensibilidade e 78,57% de especificidade.

Conclusão  Os dados do presente estudo indicam que a força muscular inspiratória pode ser um parâmetro de capacidade funcional com habilidade de predizer desfecho hospitalar em pessoas idosas com fragilidade.

Palavras-chave
Envelhecimento; Reabilitação; Serviço Hospitalar de Fisioterapia; Estado Funcional; Fragilidade.

Abstract

Objective  To analyze the applicability of physical capacity measures to predict in-hospital outcomes in older frail adults.

Method  This is a prospective cohort study that followed 27 frail older adults hospitalized in public healthcare services in Bauru, São Paulo. Participants were divided into three groups: short-term hospitalization (< 10 days, n=10 participants), long-term hospitalization (> 10 days, n=11 participants), and death (n=6 participants). Data collection included personal characteristics, physical capacity measures (muscles function, mobility and gait kinematics) and inspiratory muscle strength. MANOVA was used to compare the variables between the groups. ROC curve was used to identify the cutoff point, sensitivity, and specificity.

Results  MANOVA found that the inspiratory muscle strength of the death group was, respectively, 39,18% and 31,82% weaker than short-term and long-term hospitalization groups (p<0.01). Considering a threshold of inspiratory muscle strength of -53.23 cmH2O to predict death outcome, the sensitivity was 92.85% and the specificity was 78.57%.

Conclusion  The present study demonstrated that inspiratory muscle strength may be a physical capacity parameter able to predict hospitalization outcome in older frail adults.

Keywords
Aging; Rehabilitation; Physical Therapy Department, Hospital; Functional Status; Frailty.

INTRODUÇÃO

Fragilidade é uma síndrome multidimensional que reduz a reserva fisiológica do organismo e aumenta a vulnerabilidade a estressores intrínsecos e extrínsecos1,2. Essa síndrome compromete a independência, a funcionalidade e a qualidade de vida das pessoas idosas, além de estar associada ao aumento do risco de morbidade e mortalidade nessa população3,4.

As manifestações clínicas da síndrome da fragilidade incluem perda de peso não intencional, redução da velocidade da marcha, baixo nível de atividade física e redução da força palmar2. Estudos anteriores relacionaram a síndrome da fragilidade à coexistência da sarcopenia, que é descrita como a perda progressiva de massa e força muscular5,6. A sarcopenia em pessoas idosas frágeis resulta em inflamação sistêmica, o que afeta as respostas fisiológicas dos sistemas, como as respostas hormonais e autoimunes5,6.

Além das consequências amplamente conhecidas da fragilidade, como redução da força muscular, do desempenho funcional e da velocidade da marcha, a força dos músculos inspiratórios também pode desempenhar um papel crucial nos desfechos clínicos das pessoas idosas frágeis7,8. Estudos anteriores demonstraram que a perda de força do diafragma e dos músculos intercostais está relacionada ao comprometimento da capacidade respiratória, aumentando o risco de complicações pulmonares em idosos frágeis7,8. Durante a hospitalização, a imobilidade prolongada e a redução da atividade física podem agravar a fraqueza muscular esquelética e respiratória nesses pacientes. Assim, o tempo de internação e as restrições ao leito podem tornar o processo de recuperação de doenças infecciosas ou inflamatórias mais desafiador em pessoas idosas frágeis do que em seus pares saudáveis9,10.

Embora existam estudos sobre a fragilidade e suas consequências clínicas em idosos, poucos investigaram a relação entre a força muscular inspiratória, a força muscular geral e a marcha em pessoas idosas frágeis hospitalizadas, especialmente no contexto de desfechos hospitalares como internações prolongadas e óbito. A maioria das pesquisas11,12 foca em parâmetros isolados, como a força muscular geral ou a mobilidade, mas não em uma abordagem integrada que considere a força respiratória em conjunto com a funcionalidade física. Além disso, a literatura ainda carece de dados robustos sobre a aplicabilidade clínica desses parâmetros para prever resultados hospitalares em uma população tão vulnerável como os idosos frágeis. Deste modo, as lacunas nos estudos atuais indicam a necessidade de mais pesquisas que explorem a interação entre esses fatores, oferecendo uma melhor compreensão do impacto desses parâmetros na recuperação de pessoas idosas frágeis durante a hospitalização.

Portanto, compreender os fatores que produzem desfechos negativos em pessoas idosas frágeis hospitalizadas é importante para intervenções precoces e prevenção da mortalidade, especialmente para os serviços de saúde pública. Assim, este estudo teve como objetivo analisar a aplicabilidade de parâmetros de capacidade funcional na predição do desfecho hospitalar em pessoas idosas frágeis. Nossa hipótese é de que a redução da força muscular inspiratória, a diminuição da força muscular geral e a marcha mais lenta resultariam em piores desfechos hospitalares, como internações prolongadas ou óbito.

MÉTODO

Este foi um estudo de coorte prospectivo. A amostra foi composta por 27 voluntários recrutados entre pacientes internados no Hospital Manoel de Abreu, na cidade de Bauru, São Paulo, entre os meses de abril e julho de 2023. As coletas ocorriam das 14h às 17h, com base em uma lista de possíveis participantes fornecida pelos funcionários do hospital. A seleção seguia a ordem definida pela equipe responsável no plantão respeitando a rotina hospitalar. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética local (nº 5.945.598), e todos os voluntários assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A pesquisa respeitou todos os preceitos éticos e legais estabelecidos pela Resolução nº 466/12 do Conselho Nacional de Saúde, que trata das diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos, bem como pela Resolução nº 510/2016, que dispõe sobre as especificidades éticas das pesquisas nas ciências humanas e sociais.

Os critérios de elegibilidade foram: idade ≥60 anos de idade, capacidade de compreender e responder aos comandos verbais necessários para cada teste, apresentar o fenótipo de fragilidade segundo os critérios de Fried et al.2, estar respirando espontaneamente sem o uso de ventilação mecânica invasiva e não apresentar condições cardíacas, respiratórias ou hemodinâmicas não controladas que impossibilitassem a realização segura dos testes.

O tamanho da amostra foi determinado com base em dados de um estudo piloto com 12 voluntários. Para o cálculo da amostra, considerou-se como variável de desfecho o índice S da força muscular inspiratória. Utilizou-se o software G*Power (Universidade de Düsseldorf, Alemanha), considerando um tamanho de efeito de 1,95, poder estatístico >80% e erro alfa de 5%. Com isso, foi determinada uma amostra de 24 voluntários (oito por grupo).

Os dados foram coletados em uma primeira visita com a pessoa idosa no ambiente hospitalar e, posteriormente, com a autorização da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (FAMESP), os desfechos foram coletados por meio dos prontuários eletrônicos. Foram registrados dados pessoais, de desempenho funcional e antropométricos, coletados na ficha hospitalar da pessoa idosa. Em seguida, foram avaliadas a força muscular inspiratória e a cinemática da marcha. Trinta dias após a coleta, os prontuários dos pacientes foram revisados para obtenção dos desfechos hospitalares.

A coleta foi realizada em um hospital público brasileiro, que atende gratuitamente à população e segue as diretrizes do Ministério da Saúde (MS)13. Segundo o MS, internações prolongadas são aquelas com duração superior a 10 dias. Assim, os participantes foram divididos em três grupos: internação de curta duração (menos de 10 dias), longa duração (10 dias ou mais) e óbito.

As características pessoais foram obtidas por meio de anamnese e consulta aos prontuários. Os voluntários responderam sobre idade, hábitos (tabagismo, consumo de álcool e uso de drogas), queixas musculoesqueléticas (como doenças articulares ou reumáticas e dor crônica) e prática de atividade física. Os registros hospitalares forneceram informações sobre o diagnóstico de internação, comorbidades, uso de medicamentos e tempo de internação.

Os testes de capacidade funcional realizados incluíram: teste de força muscular manual do Medical Research Council (MRC), Short Physical Performance Battery (SPPB), cinemática da marcha e força muscular inspiratória.

O MRC avalia a força muscular de 0 (sem contração visível) a 5 (força normal), com base na capacidade do paciente gerar contração contra a gravidade (0-3) ou contra resistência manual do examinador (4-5). O MRC testa seis grupos musculares (abdutores dos ombros, flexores do cotovelo, extensores do punho, flexores do quadril, extensores do joelho e dorsiflexores do pé), bilateralmente. A pontuação máxima é 60 14.

O SPPB é uma bateria de testes de capacidade funcional que avalia a mobilidade em pessoas idosas. Inclui testes de equilíbrio, marcha e sentar-levantar da cadeira. Cada teste é pontuado de 0 a 4, totalizando até 12 pontos15.

A cinemática da marcha foi avaliada com um acelerômetro 3D (Noraxon®, Phoenix, EUA) fixado no maléolo lateral da perna dominante, conectado a um sistema de registro de dados biomecânicos com frequência de amostragem de 1000Hz. Os participantes caminhavam em ritmo de preferência, por uma pista de 14 metros, entre 5 e 10 vezes, até completar 50 passadas consecutivas16-18. Os dados de cinemática foram analisados apenas no trecho central de 10 metros, excluindo os 2 metros iniciais e finais, período de aceleração e desaceleração16-18.

Os dados foram processados em rotinas específicas no ambiente Matlab (Mathworks, Natick, EUA), e foram analisados os seguintes parâmetros: velocidade da marcha, comprimento do passo e cadência, calculados pela média das 50 passadas16-18.

A força muscular inspiratória foi avaliada com um dispositivo digital Powerbreathe K5 (Southam, Reino Unido), que fornece feedback em tempo real da força gerada a cada inspiração. A força foi medida como a pressão inspiratória máxima gerada até a capacidade pulmonar total. O voluntário realizava uma expiração total e, em seguida, de 15 a 30 inspirações fortes e sustentadas. Foi usado um clipe nasal para evitar escape de ar. Cada inspiração era registrada por 2 segundos ou mais19.

Durante o teste, foi medido o S-index, em CmH2O, que representa a pressão gerada em cada inspiração, sendo esse o melhor parâmetro para medir a força dinâmica dos músculos inspiratórios19. Para análise, foi usada a seguinte fórmula20: Força muscular inspiratória = S-index alcançado - S-index estimado.

O S-index estimado foi calculado com base na idade, massa e altura do voluntário.

As características dos participantes foram resumidas com média e desvio padrão. O teste de Shapiro-Wilk foi usado para verificar normalidade. O teste MANOVA comparou as variáveis entre os grupos, considerando como variáveis independentes: tempo de internação, estatura, peso, IMC, força de preensão palmar, velocidade da marcha e a idade. Não houve diferença significativa entra as variáveis de caracterização da amostra, portanto, não foi utilizado nenhuma covariável para análise. A análise discriminante stepwise e curvas ROC foram usadas para identificar os parâmetros discriminantes e preditivos dos desfechos hospitalares (curta duração, longa duração e óbito), com ponto de corte, sensibilidade e especificidade. O nível de significância adotado foi p<0,05.

DISPONIBILIDADE DE DADOS

Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível mediante solicitação ao autor correspondente.

RESULTADOS

A MANOVA mostrou que não houve diferenças significativas entre os grupos quanto às características antropométricas (IMC e altura) ou idade (Tabela 1). A maioria dos voluntários foi hospitalizada por doenças infecciosas ou inflamatórias. Além disso, a maioria apresentava comorbidades crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, obesidade e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Os resultados estão resumidos na Tabela 2.

Tabela 1
Caracterização etária e antropométrica da amostra (N=27). Bauru, SP, 2023.
Tabela 2
Registros de informações sobre as internações da amostra (N=27). Bauru, SP, 2023.

Não houve diferenças significativas entre os grupos em relação aos parâmetros de fragilidade, como velocidade da marcha e força palmar (Tabela 1). Também não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos nos testes de capacidade funcional, medidos por MRC, SPPB e cinemática da marcha (Tabela 3). No entanto, houve diferença significativa na força muscular inspiratória entre os grupos (F=16,11; p<0,01). O S-INDEX foi de -38,42 (±7,24) no grupo de internação de curta duração, -43,07 (±2,61) no grupo de longa duração e -63,17 (±8,46) no grupo que evoluiu para óbito, valores expressos em média e desvio padrão. A força muscular inspiratória do grupo que foi a óbito foi 39,18% e 31,82% menor do que nos grupos de internação de curta e longa duração, respectivamente (p<0,01 para ambos; Figura 1).

Tabela 3
Comparações entre os grupos quanto à capacidade funcional. Bauru, SP, 2023.
Figura 1
Comparação da força muscular inspiratória entre os grupos. Bauru, SP, 2023.

De acordo com a análise discriminante stepwise, a força muscular inspiratória foi capaz de discriminar entre os grupos (p<0,001). Considerando um limite de força muscular inspiratória de -53,23 cmH2O para prever o desfecho de óbito, a sensibilidade foi de 92,85% e a especificidade foi de 78,57% (Figura 2).

Figura 2
Curva ROC. Bauru, SP, 2023.

DISCUSSÃO

Este estudo teve como objetivo determinar a capacidade de medidas de capacidade funcional (mobilidade, cinemática da marcha, função muscular e força muscular inspiratória) em prever desfechos hospitalares em pessoas idosas frágeis. De acordo com nossos resultados, a fraqueza muscular inspiratória inferior a -53 cmH2O do valor esperado, considerando sexo, peso e altura, pode prever o óbito como desfecho hospitalar com sensibilidade superior a 90% em idosos com fragilidade. Com isso, os resultados do presente estudo corroboram a hipótese inicial de que a redução da força muscular inspiratória seria um preditor de mortalidade hospitalar em pessoas idosas frágeis.

Este estudo analisou a força muscular inspiratória por meio de um teste dinâmico, de baixo custo e não invasivo. Além disso, o uso do dispositivo digital de treinamento muscular inspiratório (Powerbreathe K5, Southam, Reino Unido) pode representar de forma mais precisa o desempenho funcional dos músculos inspiratórios do que o teste de manovacuometria. Essa afirmação baseia-se no procedimento da manovacuometria, que coleta três inspirações máximas separadas, em contraste com o teste utilizando o dispositivo digital, que analisa o desempenho inspiratório do sujeito por meio de várias inspirações consecutivas, o que pode fornecer informações sobre a capacidade de resistência à fadiga inspiratória21,22.

Neste estudo, os autores utilizaram o delta entre o S-index esperado e o S-index alcançado durante o teste para identificar o quanto de declínio poderia ser potencialmente perigoso para os desfechos hospitalares em pessoas idosas frágeis. Assim, considerando que o S-index reflete a força muscular inspiratória, um valor mais baixo desse parâmetro demonstra maior fraqueza dos músculos inspiratórios. De acordo com esse raciocínio, nossos resultados corroboram estudos anteriores que indicam que a fraqueza muscular inspiratória está correlacionada com piores desfechos (por exemplo, tempo de internação) em adultos e em pessoas idosas23.

A relação entre a fraqueza dos músculos inspiratórios e piores desfechos hospitalares pode estar ligada ao fato de que a redução na capacidade de oxigenação dos tecidos afeta as funções cardíacas e metabólicas, resultando em maior estresse oxidativo e inflamação24. Estudos anteriores demonstraram que a força muscular inspiratória reduzida está associada à ventilação pulmonar diminuída e, consequentemente, à menor eficiência na troca gasosa nos alvéolos pulmonares, levando à redução da oxigenação dos tecidos periféricos24,25. Além disso, a redução da força muscular inspiratória pode causar prejuízos no volume sistólico e no débito cardíaco, resultando em menor perfusão tecidual e fornecimento de oxigênio aos órgãos vitais26.

Alterações estruturais relacionadas à idade no sistema respiratório, como o enrijecimento da caixa torácica, a diminuição da elasticidade pulmonar, a redução da capacidade vital e o aumento do volume residual, são fatores que reduzem a força inspiratória por meio da diminuição da ventilação pulmonar e da elasticidade alveolar24.

O metaborreflexo respiratório é um mecanismo que regula a ventilação pulmonar durante o exercício e pode ser influenciado pelo envelhecimento e pela síndrome da fragilidade27. Estudos recentes sugerem que a síndrome da fragilidade provoca uma redução na capacidade dos sistemas cardiovascular, respiratório e metabólico, os quais apresentam declínio em resposta ao estresse metabólico induzido por exercício físico28,29. Isso pode resultar em prejuízo do metaborreflexo respiratório, prejudicando a resposta ventilatória adequada durante atividades físicas intensas. Consequentemente, pessoas idosas com fragilidade podem ter uma menor capacidade de ajustar a ventilação pulmonar às suas demandas metabólicas, levando menor tolerância ao exercício, fadiga precoce e maior risco de complicações cardiovasculares durante o esforço físico30.

Segundo o conhecimento dos autores, este é o único estudo até o momento que analisou a capacidade da força muscular inspiratória em prever desfechos hospitalares em pessoas idosas frágeis. Apesar de o tamanho da amostra ter sido calculado previamente, o número de participantes limita a extrapolação dos resultados. Assim, é importante que futuras investigações sejam conduzidas com amostras maiores, a fim de identificar o conjunto de características clínicas que podem prever piores desfechos hospitalares em pessoas idosas frágeis. Além disso, estudos futuros também podem focar no impacto do treinamento muscular inspiratório sobre os desfechos hospitalares desses pacientes.

CONCLUSÃO

Este estudo demonstrou que a força muscular inspiratória pode prever os desfechos hospitalares em pessoas idosas frágeis, especialmente o risco de óbito. A fraqueza muscular inspiratória pode afetar funções cardíacas e metabólicas, o que, somado a outros comprometimentos clínicos da síndrome da fragilidade, pode aumentar o risco de morte nessa população. Como implicação clínica, a avaliação da força muscular inspiratória pode ser uma ferramenta útil na organização dos atendimentos hospitalares, permitindo a definição de prioridades, melhorando o fluxo de internação e tratamento, e potencialmente aumentando as chances de recuperação e sucesso terapêutico. Além disso, pode auxiliar os profissionais de saúde a tomarem decisões mais rápidas e direcionadas. Investigações futuras devem ser conduzidas para identificar o papel de outras características clínicas, como comorbidades, idade ou estado de mobilidade, nos desfechos hospitalares de pessoas idosas frágeis.

  • Financiamento
    Financiamento da pesquisa: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.

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Editado por

  • Editado por
    Andressa Coelho Gomes

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    01 Set 2025
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    03 Fev 2025
  • Aceito
    13 Jun 2025
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