Resumo
Objetivo Este estudo tem como objetivo investigar a associação entre os atributos da Atenção Primária à Saúde (APS) e a capacidade funcional de pessoas idosas.
Método Delineamento transversal com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), incluindo pessoas idosas cujos domicílios estavam cadastrados em Unidades Básicas de Saúde. A capacidade funcional foi avaliada a partir do autorrelato sobre conseguir realizar, de forma independente, Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD) e Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD). Os atributos da APS considerados foram acesso ao primeiro contato, longitudinalidade, coordenação do cuidado e integralidade. As associações foram analisadas por meio de Análise de Correspondência Múltipla.
Resultados Quanto à capacidade funcional, não foi encontrada associação entre os atributos da APS e as ABVDs, sugerindo que a independência nas atividades básicas, como alimentação e higiene, pode não estar diretamente relacionada ao acesso ou continuidade do cuidado. No entanto, houve associação entre o acesso de primeiro contato, a longitudinalidade e a independência nas AIVDs, como realizar compras e administrar recursos financeiros, atividades mais complexas e relacionadas à autonomia, que geralmente são comprometidas antes das ABVDs.
Conclusão Conclui-se que o fortalecimento dos atributos da APS, como acesso e continuidade do cuidado, contribui para a manutenção da autonomia das pessoas idosas e deve ser uma prioridade nas estratégias de cuidado com essa população.
Palavras-chave
Atenção Primária à Saúde; Atividades Cotidianas; Idoso; Inquéritos epidemiológicos; Análise multivariada.
Abstract
Objective The objective of this study was to investigate the association between attributes of primary care and functional capacity of older adults.
Method A cross-sectional study was conducted of data from the 2019 National Health Survey on older adults whose domiciles were registered with Basic Health Units. Functional capacity was assessed by self-reported ability to independently perform Basic Activities of Daily Living (BADL) and Instrumental Activities of Daily Living (IADL). The primary care attributes assessed were first contact access, longitudinality, care coordination and completeness. Associations were analyzed using Multiple Correspondence Analysis.
Results For functional capacity, no association between primary care attributes and BADLs was found, suggesting that independence for basic activities such as feeding and bathing may not be directly associated with care access or continuity. However, an association was identified for first contact access and longitudinality with independence for IADLs, such as shopping, managing finances, and more complex activities related to autonomy - activities often impaired before BADLs.
Conclusion
Results revealed that strengthening attributes of primary care, such as access and care continuity can help maintain the autonomy of older adults, and should be a priority in care strategies involving this population.
Keywords
Primary Care; Daily Activities; Aged; Epidemiological Surveys; Multivariate Analysis.
INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional é um fenômeno global que, aliado ao aumento da expectativa de vida em diversos países, incluindo o Brasil, gera uma demanda crescente por serviços de saúde voltados à população idosa1,2. Esse contexto exige a criação de políticas públicas e estratégias específicas para atender às novas necessidades desse grupo, como aumento das doenças crônicas e necessidade de manutenção de sua capacidade funcional, independência e autonomia3,4.
A capacidade funcional representa a habilidade de realizar atividades básicas (ABVD) e instrumentais da vida diária (AIVD)5. A primeira refere-se a atividades cotidianas de cada indivíduo, sem grande esforço físico ou intensa função cognitiva, como alimentar-se e realizar tarefas de higiene pessoal. Já as AIVDs demandam uma maior complexidade para sua realização, quando o indivíduo precisa lidar com questões financeiras, cuidar da própria moradia e/ou medicamentos, preparar a própria comida6. É possível avaliar a capacidade funcional pelo relato da capacidade da pessoa idosa em realizar, sem ajuda, ABVDs ou AIVDs, reconhecendo padrões de dependência das pessoas idosas avaliadas7.
O declínio da capacidade funcional ao longo do processo de envelhecimento pode ser atribuído à fraqueza muscular, à sarcopenia, à perda de massa muscular, ao deficit de equilíbrio e/ou à redução do condicionamento cardiorrespiratório8. A perda da capacidade para realização independente das ABVDs e AIVDs está associada a uma maior morbidade e mortalidade, sendo, portanto, um foco central nas políticas de saúde pública voltadas ao envelhecimento saudável4,9. Assim, a manutenção da capacidade funcional é vital para assegurar a independência das pessoas idosas e reduzir o risco de institucionalização, além de diminuir custos com cuidados prolongados10.
Dentro das estratégias na busca pelo envelhecimento saudável, a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel estratégico, funcionando como a porta de entrada do sistema de saúde11. Oferece atendimento integral, contínuo e coordenado, facilitando o acompanhamento de condições crônicas prevalentes, como diabetes e hipertensão12. Além disso, a APS é fundamental para a prevenção de doenças e a promoção da saúde, contribuindo para a manutenção da capacidade funcional das pessoas idosas13. Adotar modelos organizados de atenção na APS e terapias assertivas possibilita prevenir a deterioração das condições crônicas, manejar eventos agudos de forma eficaz e reduzir a necessidade de internações hospitalares14.
A APS é estruturada com base em quatro atributos fundamentais: acesso ao primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado15. O primeiro contato facilita o acesso rápido ao sistema de saúde, permitindo a detecção precoce de problemas. A longitudinalidade garante a continuidade do cuidado, criando um vínculo duradouro entre usuário e equipe, o que melhora a personalização do atendimento. A integralidade aborda todas as necessidades de saúde da pessoa idosa, oferecendo cuidados preventivos, curativos e reabilitadores de forma abrangente. A coordenação do cuidado integra diferentes níveis de atenção e especialidades, garantindo um acompanhamento contínuo e adequado11,15,16.
Apesar da importância da APS, ainda há desafios significativos no cuidado às pessoas idosas. A desigualdade no acesso aos serviços de saúde, a capacitação inadequada dos profissionais para atender às necessidades geriátricas e gerontológicas e a fragmentação do sistema de saúde são problemas frequentes17. Entre idosos cadastrados na APS, a redução da capacidade para realização de AIVD foi associada a vulnerabilidade e inatividade física, além de insatisfação com a vida e hospitalização, o que justifica a necessidade de uma abordagem precoce desta condição na APS, evitando desfechos adversos entre as pessoas idosas18.
O aumento da demanda por serviços específicos para pessoas idosas exige uma maior integração da APS com os demais níveis de atenção, além de um foco prioritário na promoção da capacidade funcional e na prevenção de incapacidades19. Entretanto, a literatura traz poucos estudos sobre estratégias de cuidado na APS para manutenção da capacidade funcional, e não foram localizados estudos que associam diretamente a capacidade funcional com os atributos da APS.
Diante desse cenário, o presente estudo tem como objetivo investigar a associação entre os atributos da Atenção Primária à Saúde e a capacidade funcional de pessoas idosas cadastradas na Estratégia de Saúde da Família, utilizando dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 20.
MÉTODO
Este estudo foi realizado com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. A PNS foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), de acordo com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), sob o parecer número 3.529.376. Trata-se de uma pesquisa de delineamento transversal, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A PNS, que se caracteriza por uma amostragem complexa, aplicou pesos amostrais para assegurar a representatividade dos resultados em âmbito nacional. O questionário foi elaborado em módulos, permitindo uma análise abrangente de diversos aspectos da saúde da população brasileira.
No presente estudo, foi feito um recorte do banco de dados da PNS com indivíduos acima de 60 anos, que responderam afirmativamente à pergunta B1 do módulo B da PNS 2019, que indagava se o domicílio estava cadastrado em uma unidade de Atenção Primária à Saúde. As variáveis analisadas foram baseadas nos atributos da Atenção Primária à Saúde, conforme definido por Starfield15, retiradas do módulo H do questionário. Foram selecionadas as seguintes dimensões: 1) Primeiro contato, avaliado pela indagação “Quando você tem um novo problema de saúde, você consulta este(a) médico(a) antes de procurar outro serviço?”; 2) Longitudinalidade, medida pela pergunta “O mesmo médico(a) o(a) atende em todas as consultas?”; 3) Coordenação do cuidado, mensurada através da questão “Esse(a) médico(a) sugeriu que você consultasse um(a) especialista?”; e 4) Integralidade, avaliada com base em quatro perguntas: “Você recebe orientações sobre alimentação, higiene e sono adequados?”; “Você recebe orientações sobre exercícios físicos?”; “Os medicamentos são discutidos com o(a) médico(a)?”; e “Recebe orientações para prevenção de quedas?”. As respostas foram categorizadas como "presente" quando a pessoa idosa respondia “com certeza sim” ou “provavelmente sim”, e como "ausente" nos casos em que as respostas eram “com certeza não” ou “provavelmente não”.
A avaliação da capacidade funcional foi realizada por meio de perguntas diretas, considerando Atividades Básicas da Vida Diária (ABVD) e das Atividades Instrumentais da Vida Diária (AIVD), coletadas do módulo K. As possibilidades de resposta para as perguntas do módulo K são: 1) “Não consegue”; 2) “Tem grande dificuldade”; 3) “Tem pequena dificuldade”; 4) “Não tem dificuldade”. Para o presente estudo, foram operacionalizadas como “Incapaz”, quando a resposta foi “Não consegue” ou “Tem grande dificuldade”; e como “Funcional”, para as respostas “Tem pequena dificuldade” e “Não tem dificuldade”.
Para a análise das ABVDs, foram consideradas as seguintes questões: K1) “Em geral, que grau de dificuldade tem para comer sozinho(a) com um prato colocado à sua frente, incluindo segurar um garfo, cortar alimentos e beber em um copo?”; K4) “Que grau de dificuldade tem para tomar banho sozinho(a) incluindo entrar e sair do chuveiro ou banheira?”; K7) “Que grau de dificuldade tem para ir ao banheiro sozinho(a) incluindo sentar e levantar do vaso sanitário?”; K10) “Que grau de dificuldade tem para se vestir sozinho(a) incluindo calçar meias e sapatos, fechar o zíper e fechar e abrir botões”; K13) “Que grau de dificuldade tem para andar em casa sozinho(a) de um cômodo a outro, em um mesmo andar, como do quarto para a sala?”; K16) “Que grau de dificuldade tem para deitar-se ou levantar-se da cama sozinho(a)?”.
Por sua vez, as AIVDs foram examinadas com base no grau de dificuldade para realizar determinadas tarefas, como: K22) Fazer compras sozinho(a), por exemplo, de alimentos, roupas ou medicamentos; K25) Administrar as finanças sozinho(a); K28) Tomar os remédios sozinho(a)?”; K31) Ir ao médico sozinho(a)?”; K34) Sair sozinho(a) utilizando um transporte como ônibus, metrô, táxi, carro etc.?”.
As informações sociodemográficas para caracterização da amostra foram obtidas de dois módulos da PNS 2019: C e D. As opções de resposta foram adaptadas de forma dicotômica.
O primeiro, denominado módulo C, avaliou as características gerais dos moradores por meio das seguintes questões: C6) Sexo: Homem ou Mulher; C8) Idade: 60 a 75 anos, 76 ou mais anos; C9) Cor/raça autorrelatada: Branca ou Não branca, que inclui Preta, Amarela, Parda, Indígena; C11) Estado civil: Vive com companheiro/Casado ou não vive com companheiro, considerando divorciado, desquitado, separado judicialmente, viúvo, solteiro. O módulo D analisou as características educacionais dos moradores com base na seguinte pergunta: D9a) Qual foi o curso mais elevado que frequentou?, considerando menos de 4 anos de escolaridade ou Mais de 4 anos de escolaridade, que inclui ensino fundamental 1, ensino fundamental 2, ensino médio, superior, pós-graduação.
Para análise dos dados, a amostra foi caracterizada utilizando médias e desvios-padrão para as variáveis contínuas, com intervalos de confiança de 95%. Para as variáveis categóricas, os resultados foram apresentados em porcentagens, também acompanhados pelos intervalos de confiança correspondentes de 95%. O percentual de cada dimensão correspondente aos atributos da APS foi igualmente descrito em termos percentuais, incluindo os intervalos de confiança a 95%.
Para investigar as associações e analisar a estrutura das relações entre os Atributos da Atenção Primária à Saúde e a capacidade funcional, foi aplicada a Análise de Correspondência Múltipla (ACM)21,22. Essa técnica permite a projeção dos dados em um subespaço de menor dimensão, facilitando a visualização das interações entre as categorias das variáveis examinadas. O subespaço é delineado por eixos principais, que são responsáveis por capturar a variabilidade explicada pelas categorias.
As variáveis analisadas no estudo estão categorizadas conforme o Quadro 1.
Variáveis e suas categorizações para a análise de correspondência múltipla entre AVDs e os atributos da APS. (N= 28.638). Brasil, 2019.
Percentual de realização das Atividades Básicas e Instrumentais de Vida Diária e atividades relacionadas aos atributos da Atenção Primária à Saúde (N= 28.638). Brasil, 2019.
Neste trabalho, optou-se por considerar os dois primeiros eixos, tanto para facilitar a interpretação da nuvem de pontos quanto por juntos apresentarem a maior proporção de explicação da variabilidade dos dados. A variabilidade atribuída a cada eixo foi utilizada para determinar quanto da variabilidade de cada categoria foi incorporada nesses eixos. Além disso, foram avaliadas as contribuições das categorias para a inércia dos eixos, ou seja, quanto da variabilidade do eixo é atribuída a cada ponto, permitindo identificar quais aspectos devem ser considerados na interpretação de cada eixo. Quanto mais distantes os pontos estão da origem do eixo, maior é a contribuição das categorias para a variância do eixo. Um maior número de variáveis e categorias aumenta a dimensão do espaço, tornando a interpretação mais complexa e desafiadora22. Foram analisadas 18 variáveis categorizadas. A nuvem de pontos é ilustrada em gráficos denominados mapas perceptuais ou gráficos de correspondência múltipla.
DISPONIBILIDADE DE DADOS
Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponibilizado no site da PNS 2019 e pode ser acessado em https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/saude/29540-2013-pesquisa-nacional-de-saude.html?edicao=9177&t=microdados.
RESULTADOS
A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 inclui um total de 43.554 pessoas idosas. Dentre estes, 28.637 são pessoas cujos domicílios estão registrados na ESF, com uma média de idade aproximada de 70 anos (IC95% 69,9-70,2) e 56,3% (IC95% 55,6-56,9) são mulheres. Considerando as demais variáveis sociodemográficas, 54,1% (IC95% 52,9-55,1) identificaram-se como não brancos, 93,5% (IC95% 93,0-94,0) possuía mais de quatro anos de estudo e 51,6% (IC95% 50,6-52,8) vivem com companheiro.
A Tabela 1 apresenta a distribuição percentual das variáveis relacionadas a capacidade funcional para realização das ABVD e AIVD, e, também, das dimensões relacionadas aos atributos da APS.
Ao analisar os dados da Tabela 1, observa-se que, em relação às ABVDs, mais de 94% das pessoas idosas conseguem realizar de forma independente as seguintes atividades: comer (97,0% IC95%: 96,6-97,3), tomar banho (94,8% IC95%: 94,3-95,2), ir ao banheiro para sentar e levantar do vaso sanitário (94,5% IC95%: 94,1-95,0), vestir-se (94,0% IC95%: 93,6-94,5), deslocar-se dentro de casa (94,0% IC95%: 93,6-94,5) e deitar e levantar da cama (94,2% IC95%: 93,7-94,6). Em relação às AIVDs, mais de 80% das pessoas idosas são independentes para realizar atividades como fazer compras (85,5% IC95%: 84,8-86,2), administrar suas finanças (89,2% IC95%: 88,5 - 89,7), ir ao médico (82,5% IC95%: 81,8-83,2) e utilizar transporte coletivo (81,8% IC95%: 81,0-82,5). No entanto, 78,5% (IC95% 77,8-79,4) das pessoas idosas não conseguem tomar remédios de forma independente.
Em relação aos dados referentes aos atributos da APS, também apresentados na Tabela 1, observa-se que 80,5% (IC95% 78,0-83,0) das pessoas idosas consulta o mesmo médico antes de buscar outro serviço de saúde ao enfrentar um novo problema (acesso de primeiro contato), 77,7% (IC95% 75,2-80,2) relata que sempre é atendida pelo mesmo médico durante as consultas no “serviço de saúde” (longitudinalidade) e 78,8% (IC95% 74,5-83,2) confirma que o médico oferece sugestões, como indicações e encaminhamentos a especialistas. Em relação às orientações sobre diversos aspectos da saúde (integralidade), 81,7% (IC95% 79,2-84,2) das pessoas idosas afirmaram receber informações sobre alimentação, higiene e sono; 76,0% (IC95% 73,3-78,8) sobre a prática de exercícios físicos; 82,4% (IC95% 80,1-84,6) sobre o uso de medicamentos; e 67,3% (IC95% 64,1-70,5) sobre prevenção de quedas.
A relação entre as categorias dos atributos acesso de primeiro contato, coordenação, longitudinalidade e integralidade e as categorias referentes à capacidade para realização de ABVD e AIVD foi analisada. Não foi identificada nenhuma associação entre esses atributos e as ABVDs em suas respectivas categorias. As AIVDs não apresentaram associação com os atributos coordenação do cuidado e integralidade.
Foram observadas associações entre as AIVD e os atributos acesso de primeiro contato e longitudinalidade. A Tabela 2 apresenta as categorias e suas respectivas contribuições para os eixos das Figuras 1 e 2, que também representam essa associação.
Distribuição da contribuição relativa da análise de correspondência para os dois primeiros eixos, segundo os atributos Acesso de Primeiro Contato, Longitudinalidade e Atividades Instrumentais da Vida Diária. (N= 28.638). Brasil, 2019.
De acordo com as contribuições individuais das variáveis para cada eixo, na Figura 1, o primeiro eixo é predominantemente composto pelas categorias associadas às variáveis das atividades AIVDs. As categorias AIA:0, AIB:0, AIC:1, AID:0 e AIE:0 mostraram uma forte associação entre si. Já no segundo eixo, destacam-se como principais contribuintes as categorias do atributo acesso de primeiro contato. As categorias APC:1, AIA:1, AIB:1, AIC:0, AID:1 e AIE:1 também apresentaram uma associação entre si. O gráfico de correspondência da Figura 1 explica 94,5% da variabilidade da nuvem de dados, demonstrando uma excelente capacidade explicativa.
Associação entre o atributo Acesso de Primeiro Contato da APS e independência funcional da pessoa idosa para Atividades Instrumentais da Vida Diária.
Esses resultados destacam que ter grande dificuldade ou não conseguir fazer compras sozinho está associado a não conseguir ou ter grande dificuldade para administrar as finanças sozinho, ir ao médico sozinho, sair sozinho utilizando um transporte, que são consideradas AIVDs. Ter pouca dificuldade ou conseguir fazer as AIVDs se associa a não conseguir ou ter grande dificuldade para tomar os remédios sozinho. A incapacidade para as AIVDs também se associa a ir ao mesmo médico antes de ir a outro serviço de saúde quando apresenta um novo problema de saúde, característica relacionada ao acesso de primeiro contato.
Na Figura 2, o primeiro eixo também é predominantemente composto pelas categorias associadas às variáveis AIVDs. Observou-se uma associação entre as categorias AIA:0, AIB:0, AIC:1, AID:0 e AIE:0. Em contraste, as categorias AIA:1, AIB:1, AIC:0, AID:1, AIE:1 e LONG:1 mostraram uma associação distinta, formando um grupo coeso que se diferencia claramente do primeiro conjunto. Já no segundo eixo, destacam-se como principais contribuintes as categorias do atributo longitudinalidade. O gráfico de correspondência da Figura 2 explica 94,6% da variabilidade da nuvem de dados, indicando uma forte capacidade de discriminação entre as categorias analisadas.
Associação entre o atributo Longitudinalidade da APS e independência funcional da pessoa idosa para Atividades Instrumentais da Vida Diária.
Ser funcional para as AIVDs também foi associado a ser atendido sempre pelo mesmo médico quando vai ao serviço de saúde, ação relacionada à longitudinalidade, além da relação já explorada na Figura 1 das dificuldades de tomar os medicamentos sozinho e apresentar incapacidade para realizar as AIVDs.
DISCUSSÃO
O estudo investigou a relação entre os atributos da APS e a capacidade funcional de pessoas idosas nas Atividades Básicas (ABVD) e Instrumentais da Vida Diária (AIVD), por análise de correspondência múltipla. Observou-se que a independência para compras, administração de recursos, consultas médicas e uso de transporte (AIVD: AIA:1, AIB:1, AID:1, AIE:1) estava associada ao acesso de primeiro contato (APC:1). Já a dificuldade em tomar medicação sozinho (AIC:0) apresentou a mesma associação, indicando que, mesmo independentes para a maioria das atividades, as pessoas idosas enfrentam desafios com medicamentos. A longitudinalidade (LONG:1) mostrou associação com a dificuldade no uso de medicamentos e a independência em outras AIVDs, reforçando que pessoas idosas dependentes para medicação frequentemente recebem acompanhamento do mesmo profissional nas Unidades Básicas de Saúde.
O acesso de primeiro contato não foi associado à realização independente das ABVDs. Uma possível explicação para essa ausência de associação pode ser devido ao fato de que a dificuldade em realizar essas tarefas culmina em um elevado grau de dependência, que restringe o acesso23. Pessoas idosas com maior nível de dependência, que deveriam ser grandes usuárias dos serviços ofertados pela APS, em razão de sua condição mais vulnerável e da perda de funcionalidade, frequentemente enfrentam barreiras de acesso e acolhimento ao buscar atendimento na APS, isolando-se em suas residências23.
A abordagem da incapacidade na Atenção Primária à Saúde (APS) apresenta lacunas na identificação precoce e na compreensão das limitações funcionais em pessoas idosas. Nesse contexto, torna-se imperativo o desenvolvimento de estratégias eficazes para reorientar a força de trabalho das equipes de saúde, capacitando-as para atuar de forma mais ativa na busca por esses indivíduos e identificação precoce da incapacidade, evitando que atinjam altos graus de dependência e fiquem à margem do acesso completo aos serviços24.
Foi identificada uma associação com a presença do atributo acesso de primeiro contato e a capacidade para realização das AIVDs, indicando que pessoas idosas com menor dependência mantêm seu acesso e buscam os serviços, ao contrário dos mais dependentes. Essas atividades são consideradas mais elaboradas em sua realização em comparação às ABVDs, exigindo mais habilidades, e tendem a ser afetadas em etapas iniciais do processo de redução da capacidade funcional e por indivíduos mais jovens25. Dentro deste cenário, no momento que percebe a perda da capacidade em realizar atividades previamente executadas pode gerar desconforto, conforme relatado por Silva et al.26, o que frequentemente motiva pessoas idosas a buscarem atendimento na APS, atraídos pela facilidade de acesso, proximidade em relação ao domicílio e gratuidade do serviço. Considerando as ABVDs, os mesmos autores apontam que a maior fragilidade associada à dependência para as ABVDs implica em dificuldade de acesso às instalações de saúde e acolhimento inadequado, muitas vezes por profissionais não capacitados, o que prejudica a empregabilidade do acesso de primeiro contato26.
A dificuldade em administrar corretamente a medicação foi associada à longitudinalidade, e pode estar relacionada ao elevado número de consultas realizadas, resultando em medicalização excessiva e múltiplas prescrições. Esse contexto pode tornar difícil lembrar a dosagem correta, os horários e a forma de administração, mesmo em pessoas idosas independentes27. Segundo Albayrak et al.28, a idade avançada apresenta uma estreita relação com a polifarmácia, sendo o número de medicamentos utilizados um fator provocativo de confusão quanto à sua posologia. Uma justificativa plausível para a continuidade da medicalização excessiva é a predominância da abordagem biomédica, que considera exclusivamente a patologia pré-existente, negligenciando as condições biopsicossociais e a funcionalidade29.
A longitudinalidade não foi associada às ABVDs. Pessoas idosas com maior dependência funcional frequentemente não são acompanhadas de forma contínua pela APS, dificultando o vínculo, essencial à longitudinalidade23,26. Visitas domiciliares, apesar de desafiadoras devido à alta demanda e questões logísticas, são alternativas eficazes para garantir cuidado contínuo19. Quando realizadas, permitem atendimento individualizado, promovendo autonomia e qualidade de vida às pessoas idosas mais dependentes26.
Nesse sentido, consoante os resultados de Silva et al.26, e Kessler et al.23, a associação encontrada entre o atributo longitudinalidade presente (LONG:1) e a independência para a realização das AIVDs, exceto o uso de medicamentos, encontra respaldo em suas conclusões. Esses estudos23,26 indicam que pessoas idosas que frequentam mais a APS têm maior possibilidade de formação de vínculo, o que fortalece a percepção do atributo da longitudinalidade. No entanto, um desafio das UBSs é a alta rotatividade dos profissionais de saúde. Esse cenário dificulta que um mesmo profissional acompanhe e monitore os usuários ao longo do tempo, comprometendo a longitudinalidade30.
A relação entre os atributos da APS e a abordagem da capacidade funcional das pessoas idosas é bem abordada pela Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), que adota uma visão holística da saúde, levando em conta fatores como o ambiente, as atividades do indivíduo e os determinantes sociais31. Segundo Kessler et al.23, muitas pessoas idosas com múltiplas comorbidades são vistas apenas como doentes, o que agrava sua relação com a APS. Incorporar a CIF no planejamento do cuidado pode resultar em intervenções mais eficazes, melhorando a capacidade funcional, prevenindo complicações, reduzindo acidentes e otimizando os custos em outros níveis de atenção31.
A manutenção da capacidade funcional da pessoa idosa deve ser uma prioridade da APS, e pode ser alcançada pela incorporação de equipes multiprofissionais, como as do Núcleo Ampliado de Saúde da Família e Atenção Básica (NASF-AB) ou e-Multi. Essas equipes desempenham um papel central na prevenção de declínios funcionais, na reabilitação e na promoção da autonomia do idoso32. Equipes capacitadas são capazes de fomentar a implementação adequada dos atributos da APS, especialmente nas iniciativas direcionadas à população idosa. A implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa (PNSPI) e do Plano Nacional de Saúde da Pessoa Idosa é fundamental para promover um envelhecimento saudável, priorizando a manutenção da capacidade funcional, incentivando a prevenção de quedas e a manutenção da autonomia nas ABVDs e AIVDs33.
O estudo apresenta como limitação a dependência do autorrelato das pessoas idosas sobre suas capacidades, o que nem sempre reflete a realidade, mas esta é uma estratégia válida para grandes inquéritos, como a PNS 2019. A baixa prevalência de pessoas idosas dependentes em ABVDs, devido às características da comunidade, também limita a análise. Como a dependência para essas atividades representa um alto grau de restrição, essas pessoas idosas não são inseridas em pesquisas e acabam sendo institucionalizadas, não vivendo de forma independente na comunidade. Apesar dessas limitações, o estudo possui pontos relevantes, como a utilização de uma amostra representativa em nível nacional, que confere robustez aos resultados, permitindo uma visão abrangente sobre a APS e suas associações com a capacidade funcional da população idosa brasileira. O uso da Análise de Correspondência Múltipla também agrega valor ao estudo, pois possibilita uma compreensão detalhada das inter-relações entre as variáveis, destacando os atributos da APS que possuem maior impacto na promoção da funcionalidade em pessoas idosas.
CONCLUSÃO
Este estudo destaca a relação dos atributos da Atenção Primária à Saúde com a capacidade funcional da população idosa. A análise evidenciou uma associação entre o primeiro nível da Rede de Atenção e a capacidade funcional para a maioria das Atividades Instrumentais de Vida Diária e dificuldade no uso de medicamentos, demonstrando que os atributos de acesso ao primeiro contato e longitudinalidade, quando presentes, contribuem para a independência das pessoas idosas. No entanto, a ausência de associações com os atributos de integralidade e coordenação do cuidado aponta para lacunas significativas nesses atributos da Atenção Primária, indicando a necessidade de políticas de saúde mais integradas e adaptadas para essa população.
Estes resultados sugerem uma revisão nas práticas e estratégias de atenção a pessoa idosa para fortalecer a Atenção Primária, ampliando seu papel na prevenção de incapacidades e na promoção de um envelhecimento saudável. Essa relação pode ser mais bem explorada em estudos futuros que tragam propostas de intervenção das equipes multidisciplinares na funcionalidade das pessoas idosas, sendo aplicadas no contexto das Unidades Básicas de Saúde, alinhadas aos atributos, e que avaliem a capacidade funcional das pessoas idosas adscritas como desfechos pós-intervenção.
Referências bibliográficas
- 1 Miranda GMD, Mendes ACG, Silva AL. O envelhecimento populacional brasileiro: desafios e consequências sociais atuais e futuras. Rev Bras Geriatr Gerontol [Internet]. 2016;19(3):507-19. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1809-98232016019.150140.
- 2 Cardoso E, Dietrich TP, Souza AP. Envelhecimento da população e desigualdade. Braz J Polit Econ [Internet]. 2021;41(1):23-43. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0101-31572021-3068.
- 3 Oliveira JAD, Ribeiro JM, Emmerick ICM, Luiza VL. Longevidade e custo da assistência: o desafio de um plano de saúde de autogestão. Ciênc Saúde Coletiva [Internet]. 2020;25(10):4045-54. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-812320202510.15562018.
- 4 Francisco PMSB, Assumpção D, Borim FSA, Yassuda MS, Neri AL. Risco de mortalidade por todas as causas e sua relação com estado de saúde em uma coorte de idosos residentes na comunidade: Estudo FIBRA. Ciênc Saúde Coletiva [Internet]. 2021;26(12):6153-64. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-812320212612.32922020.
- 5 Aguiar VFF, Sousa AC, Cunha SR. Avaliação da capacidade funcional e qualidade de vida do idoso no Brasil residente em comunidade. Rev Enferm Ref [Internet]. 2019;4(21):59-65. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1980-220X2019021203651.
- 6 Jahouh M, González-Bernal JJ, González-Santos J, Fernández-Lázaro D, Soto-Cámara R, Mielgo-Ayuso J. Impact of an Intervention with Wii Video Games on the Autonomy of Activities of Daily Living and Psychological–Cognitive Components in the Institutionalized Elderly. Int J Environ Res Public Health [Internet]. 2021;184):1570. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph18041570
- 7 Zhang Y, Xiong Y, Yu Q, Shen S, Chen L, Lei X. The activity of daily living (ADL) subgroups and health impairments among Chinese elderly: a latent profile analysis. BMC Geriatr [Internet]. 2021;21(1):30. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12877-020-01986-x.
- 8 Tornero-Quiñones I, Sáez-Padilla J, Díaz AE, Robles MTA, Robles AS. Functional ability, frailty and risk of falls in the Elderly: Relations with autonomy in daily living. Int J Environ Res Public Health [Internet]. 2020;17(3):1006. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph17031006.
- 9 Passos VMA, Champs APS, Teixeira R, Lima-Costa MFF, Kirkwood R, Veras R, et al. The burden of disease among Brazilian older adults and the challenge for health policies: results of the Global Burden of Disease Study 2017. Popul Health Metr [Internet]. 2020;18(1):1-15. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12963-020-00206-3.
- 10 Lopes PO, Silva SR, Silva TC, Fragoso YD, Zanesco A. Age-friendly city: future perspectives for the Brazilian cities. Dement Neuropsychol [Internet]. 2021;15(3):295-8. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-57642021dn15-030001.
- 11 Oliveira MAC, Pereira IC. Atributos essenciais da Atenção Primária e a Estratégia Saúde da Família. Rev Bras Enferm [Internet]. 2013;66(1):158-64. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-71672013000700020.
- 12 Cesário VAC, Santos MM, Mendes TCO, Junior PRBS, Lima KC. Tendências de acesso e utilização dos serviços de saúde na APS entre idosos no Brasil nos anos 2008, 2013 e 2019. Ciênc Saúde Coletiva [Internet]. 2021;26(9):4033-44. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232021269.08962021.
- 13 Masochini RG, Farias SNP de, Sousa AI. Avaliação dos atributos da Atenção Primária à Saúde na perspectiva dos idosos. Esc Anna Nery [Internet]. 2022;26. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2020-0433.
- 14 Costa GMD, Shimizu HE, Sanchez MN. Mortalidade de idosos por causas sensíveis e cobertura da Atenção Primária à Saúde no Distrito Federal. Rev Bras Enferm [Internet]. 2022;76(1):e20220170. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2022-0170.
-
15 Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. UNESCO, Ministério da Saúde. 2002. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000130805
» https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000130805 - 16 Rocha VCLG, Pereira DS, Brito GEG, Pereira MJ, Silva SLA. Avaliação da integralidade na Atenção Primária à Saúde pelo usuário idoso: estudo transversal. Rev APS [Internet]. 2021;24(2). Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/aps/article/view/33312/23551.
- 17 Silva WLF, Gomes LC, Silvério MS, Cruz DT . Fatores associados à não adesão à farmacoterapia em pessoas idosas na atenção primária à saúde no Brasil: uma revisão sistemática. Rev Bras Geriatr Gerontol [Internet]. 2021;24(4): e210156. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.210156.
- 18 Cabral JF, Silva AGM, Andrade ACS, Lopes EG, Mettos IE. Vulnerabilidade e Declínio Funcional em pessoas idosas da Atenção Primária à Saúde: estudo longitudinal. Rev Bras Geriatr Gerontol [Internet]. 2021;24(1):e200302. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1981-22562021024.200302
- 19 Ceccon RF, Soares KG, Vieira LJES, Junior CASG, Matos CCSA, Pascoal MDHA. Atenção Primária em Saúde no cuidado ao idoso dependente e ao seu cuidador. Ciênc Saúde Coletiva [Internet]. 2021;26(1):99-108. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020261.30382020.
- 20 Malta DC, Silva AG, Gomes CS, Stopa SR, Oliveira MM, Sardinha LMV, Caixeta RB, Pereira CA, Rios-Neto ELG. Monitoramento das metas dos planos de enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde, 2013 e 2019. Epidemiol Serv Saúde [Internet]. 2022;31(spe1). Disponível em: https://doi.org/10.1590/SS2237-9622202200008.especial.
- 21 Moreira WEM, Giarola LTP, Butturi-Gomes D, Mello JLC, Souza DMST. Multidimensional analysis of frailty in older people of a Brazilian community: a cross-sectional study. Res Soc Devel [Internet]. 2022;11(8). Disponível em: https://doi.org/10.33448/rsd-v11i8.31182.
- 22 Greenacre M, Blasius J. Multiple correspondence analysis and related methods. London: Chapman & Hall; 2006. 880 p.
- 23 Kessler M, Lima SBS de, Weiller TH, Lopes LFD, Ferraz L, Eberhardt TD, Soares RSA, Trindade LL. Longitudinalidade do cuidado na atenção primária: avaliação na perspectiva dos usuários. Acta Paul Enferm [Internet]. 2019;32(2):186-93. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1982-0194201900026.
- 24 Kurita S, Doi T, Tsutsumimoto K, Nakakubo S, Kiuchi Y, Nishimoto K, Shimada H. Self-Monitoring of Physical, Cognitive, and Social Activities and 2-Year Disability Onset in Community-Dwelling Older Adults. J Am Med Dir Assoc [Internet]. 2023;24(10):1497-1502. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.jamda.2023.04.012.
- 25 Ikegami ÉM, Souza LA, Tavares DMS, Rodrigues LR. Capacidade funcional e desempenho físico de idosos comunitários: um estudo longitudinal. Cien Saude Colet [Internet]. 2020;25(3):1083-90. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232020253.18512018.
- 26 Silva AMM, Mambrini JVM, Andrade JM, Andrade FB, Lima-Costa MF. Fragilidade entre idosos e percepção de problemas em indicadores de atributos da atenção primária à saúde: resultados do ELSI-Brasil. Cad Saúde Pública [Internet]. 2021;37(9). Disponível em: https://doi.org/10.1590/0102-311X00255420.
- 27 Rodrigues MÊS, Nascimento GS, Medeiros LB, Nogueira MF, Pascoal FFS, Carvalho MAP. Polifarmácia e adesão medicamentosa em idosos no âmbito da atenção básica de saúde: estudo transversal. Online Braz J Nurs [Internet]. 2023;22:e20236633. Disponível em: https://doi.org/10.17665/1676-4285.20236633.
-
28 Albayrak A, Demirbaş H. Evaluation of potentially inappropriate medications use and medication complexity in elderly patients applying to community pharmacy in Turkey. BMC Geriatr [Internet]. 2023; 23:655. Disponível em: https://doi.org/10.1186/s12877-023-04381-4
» https://doi.org/10.1186/s12877-023-04381-4 - 29 Schenker M, Costa DH. Avanços e desafios da atenção à saúde da população idosa com doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde. Cienc Saude Colet [Internet]. 2019;24(4):1369-80. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1413-81232018244.01222019.
- 30 Oliveira LGF, Fracolli LA, Pina-Oliveira AA, Gryschek ALFPL, Campos DS, Silva LA, et al. Razões da rotatividade das equipes da ESF e seus impactos para a Longitudinalidade do cuidado. Rev Interface [Internet]. 2024;12(3):4441-9. Disponível em: https://doi.org/10.16891/2317-434X.v12.e3.a2024.pp4441-4449.
- 31 Veras RP, Caldas CP, Motta LB, Lima KC, Siqueira RC, Rodrigues RTSV, et al. Integração e continuidade do cuidado em modelos de rede de atenção à saúde para idosos frágeis. Rev Saude Publica [Internet]. 2014;48(2)357-65. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-8910.2014048004941.
- 32 Oliveira MRD, Veras RP, Cordeiro HDA. A importância da porta de entrada no sistema: o modelo integral de cuidado para o idoso. Physis [Internet]. 2018;28(4). Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-73312018280411.
-
33 BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria N° 2.528 de 19 de Outubro de 2006. Aprovada a Política Nacional da Pessoa Idosa [Internet] Diário Ofical da União, Brasília, DF, 2006. [citado em 20 Dez 2024] Disponível em:https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html.
» https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2006/prt2528_19_10_2006.html.
Editado por
-
Editado por
Andressa Coelho Gomes



Categorias :0 (ausente), :1 (presente). Categorias APC (Quando você tem um novo problema de saúde, você vai à “esse(a) médico(a)” antes de ir a outro serviço de saúde?), AIA (Em geral, que grau de dificuldade ___ tem para fazer compras sozinho(a), por exemplo de alimentos, roupas ou medicamentos?), AIB (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para administrar as finanças sozinho(a) (Cuidar do seu próprio dinheiro)?), AIC (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para tomar os remédios sozinho(a) (Engolir o remédio, organizar horário e capacidade de lembrar de tomar o remédio)?), AID (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para ir ao médico sozinho(a)?), AIE (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para sair sozinho(a) utilizando um transporte como ônibus, metrô, táxi, carro etc.?). Fonte: PNS, 2019.
Categorias :0 (ausente), :1 (presente). Categorias LONG (Quando você vai ao “serviço de saúde”, é o(a) mesmo(a) médico(a) que atende você todas as vezes?), AIA (Em geral, que grau de dificuldade ___ tem para fazer compras sozinho(a), por exemplo de alimentos, roupas ou medicamentos?), AIB (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para administrar as finanças sozinho(a) (Cuidar do seu próprio dinheiro)?), AIC (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para tomar os remédios sozinho(a) (Engolir o remédio, organizar horário e capacidade de lembrar de tomar o remédio)?), AID (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para ir ao médico sozinho(a)?), AIE (Em geral, que grau de dificuldade___ tem para sair sozinho(a) utilizando um transporte como ônibus, metrô, táxi, carro etc.?). Fonte: PNS, 2019.