RESUMO:
Objetivo: identificar as alterações cognitivas e funcionais mais frequentes em pessoas idosas após a fase aguda da COVID-19.
Método: revisão integrativa da literatura com busca de artigos nas bases de dados LILACS, MEDLINE, PubMed e Scopus, entre junho e julho de 2024. A seleção foi realizada independentemente por dois revisores e validada por um terceiro revisor. Foram incluídos os estudos originais primários que envolveram participantes com maioria ou mediana de idade superior a 60 anos, com alterações cognitivas e funcionais pós-COVID-19.
Resultados: observou-se a heterogeneidade nas amostras, com vasto espectro de características clínicas, sendo as mais prevalentes: dispneia, fadiga, alterações no padrão de sono e déficit cognitivo.
Conclusão: os resultados contribuem para uma melhor avaliação e conduta. Apontam a necessidade de criação de protocolos específicos de atendimento às pessoas idosas com síndrome pós-COVID-19 e desenvolvimento de intervenções mais adequadas e direcionadas à prevenção, redução ou minimização dos sintomas persistentes.
DESCRITORES:
Síndrome de COVID-19 pós-aguda; COVID longa; Idoso; Revisão.
HIGHLIGHTS
A literatura apresenta ampla variedade de sintomas pós-COVID-19.
Alta prevalência de distúrbios de sono, memória, atenção e fadiga.
Menor persistência de sintomas em homens.
Necessárias definições mais claras de critérios diagnósticos e condução.
ABSTRACT
Objective: To identify the most frequent cognitive and functional changes in elderly people after the acute phase of COVID-19.
Method: Integrative literature review with a search for articles in the LILACS, MEDLINE, PubMed, and Scopus databases, between June and July 2024. The selection was conducted independently by two reviewers and validated by a third reviewer. Original primary studies were included that involved participants with a majority or median age over 60 years, with post-COVID-19 cognitive and functional changes.
Results: Heterogeneity was observed in the samples, with a wide range of clinical characteristics, the most prevalent being: dyspnea, fatigue, changes in sleep patterns, and cognitive deficit.
Conclusion: The results contribute to a better assessment and conduct. They point to the need to create specific care protocols for elderly people with post-COVID-19 syndrome and to develop more appropriate and targeted interventions for the prevention, reduction, or minimization of persistent symptoms.
KEYWORDS:
Post-acute COVID-19 syndrome; Long COVID; Aged; Review.
HIGHLIGHTS
The literature presents a wide variety of post-COVID-19 symptoms.
High prevalence of sleep disorders, memory, attention, and fatigue.
Less persistence of symptoms in men.
Clearer definitions of diagnostic criteria and management are needed.
RESUMEN
Objetivo: identificar los cambios cognitivos y funcionales más frecuentes en personas mayores después de la fase aguda de COVID-19.
Método: revisión integrativa de la literatura con búsqueda de artículos en las bases de datos LILACS, MEDLINE, PubMed y Scopus, entre junio y julio de 2024. La selección fue realizada independientemente por dos revisores y validada por un tercer revisor. Se incluyeron los estudios originales primarios que involucraron participantes con mayoría o mediana de edad superior a 60 años, con alteraciones cognitivas y funcionales post-COVID-19.
Resultados: se observó la heterogeneidad en las muestras, con un amplio espectro de características clínicas, siendo las más prevalentes: disnea, fatiga, alteraciones en el patrón de sueño y déficit cognitivo.
Conclusión: los resultados contribuyen a una mejor evaluación y conducta. Señalan la necesidad de crear protocolos específicos de atención para las personas mayores con síndrome post-COVID-19 y desarrollar intervenciones más adecuadas y dirigidas a la prevención, reducción o minimización de los síntomas persistentes.
DESCRIPTORES:
Síndrome de COVID-19 post-aguda; COVID larga; Anciano; Revisión.
HIGHLIGHTS
La literatura presenta una amplia variedad de síntomas post-COVID-19.
Alta prevalencia de trastornos del sueño, memoria, atención y fatiga.
Menor persistencia de síntomas en hombres.
Necesarias definiciones más claras de criterios diagnósticos y conducción.
INTRODUÇÃO
A pandemia da COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, tem causado um impacto global significativo. Até meados de julho de 2023, foram registrados mais de 767 milhões de casos confirmados e mais de seis milhões de mortes em todo o mundo1. Esta enfermidade foi classificada como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) de 30 de janeiro de 2020 a 5 de maio de 2023, conforme declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)2.
Apesar da tendência de queda nas taxas de mortalidade, hospitalizações e internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) devido à COVID-19, a OMS recomenda a formulação de estratégias de longo prazo para enfrentar a doença2. A alta transmissibilidade do vírus continua sendo um desafio significativo, com repercussões relevantes na saúde pública, na sociedade e na economia mundial3-4.
A infecção pelo SARS-CoV-2 pode resultar em uma variedade de sintomas e consequências clínicas. Cerca de metade das pessoas infectadas pode desenvolver sequelas pós-agudas, conhecidas como Síndrome Pós-Aguda da COVID-19 (PACS) ou COVID-19 longa, apresentando sintomas persistentes que podem durar meses5-6. A OMS estabeleceu o código RA02 para a COVID-19 longa na Classificação Internacional de Doenças, versão 111.
A PACS manifesta-se por meio de diversos sintomas, como fadiga crônica, cefaleia, alterações neurocognitivas, depressão, irritabilidade, insônia, distúrbios cardíacos, dermatológicos e modificações no músculo esquelético. Esses sintomas podem dificultar a avaliação precisa da síndrome e sua prevalência na população7-11.
No caso de pessoas idosas infectadas pelo SARS-CoV-2, a idade avançada emerge como um fator predominante de risco para a gravidade e morbidade da doença. A imunossenescência, característica inerente ao envelhecimento, torna esses indivíduos mais suscetíveis às complicações graves decorrentes da COVID-1912. Alguns estudos recentes13-14 demonstraram que mais de um quarto das pessoas idosas desenvolveram novas condições após a infecção pela COVID-19, incluindo fragilidade, maior propensão à sarcopenia e desempenho físico inferior, quando comparados aos indivíduos adultos.
A PACS em pessoas idosas apresenta um espectro clínico heterogêneo, manifestando-se por meio de sintomas variados, como o comprometimento cognitivo, delírio e deterioração do estado geral, o que dificulta sua identificação11. Além disso, as comorbidades pré-existentes nesses indivíduos podem agravar a infecção, resultando em desfechos desfavoráveis devido às alterações fisiopatológicas associadas ao envelhecimento15-16.
Diante dessas considerações, o propósito deste estudo consistiu em identificar as alterações cognitivas e funcionais mais frequentes em pessoas idosas após a fase aguda da COVID-19. O estudo objetivou analisar a prevalência e a sintomatologia associadas às PACS, além de identificar os possíveis fatores de risco que impactam a qualidade de vida e a capacidade funcional desses indivíduos.
MÉTODO
Trata-se de uma revisão integrativa da literatura17-18, conduzida a partir de seis etapas metodológicas, conforme descritas a seguir: 1) identificação do tema e seleção da questão norteadora; 2) estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão dos estudos; 3) definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados e categorização destas; 4) avaliação metodológica dos estudos incluídos; 5) interpretação dos resultados; e 6) apresentação da revisão e síntese do conhecimento19.
Para a formulação da questão norteadora, adotou-se a estratégia PICo, em que “P” representa a população do estudo (indivíduos idosos), “I” refere-se ao fenômeno de interesse (alterações cognitivas e funcionais), e “Co” denota o contexto (PACS).
Na etapa inicial da pesquisa, desenvolveu-se a seguinte questão norteadora: quais são as alterações cognitivas e funcionais na PACS em pessoas idosas?
Ao longo dos meses de junho a julho de 2024, realizou-se uma busca nas bases de dados científicas, incluindo a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE), U.S. National Library of Medicine (PubMed) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Também foi consultada a base de dados Scopus, a qual possui acesso restrito, sendo acessada gratuitamente por meio de credenciais disponibilizadas para estudantes pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Para a pesquisa de artigos, empregaram-se palavras-chave e os termos indexados nos Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) e Medical Subject Headings (MeSH): post-acute covid-19 syndrome, long covid-19, long covid-19 syndrome, persistent covid-19 symptoms, aged, older adults, signs and symptoms e complications.
Foram estabelecidos os critérios de elegibilidade, que abrangem artigos originais primários, tais como estudos transversais, de coorte e caso-controle, sendo estes publicados em português, inglês ou espanhol. Não houve restrição quanto ao desenho do estudo ou ao tempo de publicação. Incluíram-se, também, estudos que envolviam participantes com idade igual ou superior a 50 anos, sendo que a mediana de idade fosse superior a 60 anos.
Excluíram-se os artigos que não abordavam o tema proposto, os que não apresentavam definição da faixa etária dos participantes, bem como aqueles que incluíam sujeitos com idade inferior a 50 anos. Além disso, foram excluídos os estudos repetidos em bases de dados, publicações cujos resultados ainda não haviam sido divulgados, revisões, cartas ao editor, relatos de experiência e casos clínicos.
O cruzamento desses descritores foi realizado por meio dos operadores booleanos AND e OR, conforme apresentado no quadro 1.
Bases de dados consultadas para a composição da amostra no estudo. Brasília, DF, Brasil, 2024
Esta revisão integrativa foi registrada no sistema Center of Open Science registered (OSF), com o protocolo de registro DOI:10.17605/OSF.IO/GFC8M, e pode ser acessada por meio do link: https://osf.io/gfc8m/.
Para minimizar o risco de viés foram adotadas as seguintes medidas: (i) a seleção dos estudos foi realizada de maneira independente por dois pesquisadores, com um terceiro pesquisador consultado para resolver qualquer divergência, assegurando a imparcialidade na inclusão dos estudos; (ii) os critérios de elegibilidade foram estabelecidos para garantir a relevância e a qualidade dos artigos selecionados, incluindo a definição clara da faixa etária dos participantes e a exclusão de estudos repetidos, ou com os dados incompletos; (iii) a extração de dados foi padronizada e documentada minuciosamente, assegurando a consistência e a precisão das informações coletadas.
Foram utilizados os instrumentos para a avaliação metodológica dos estudos, permitindo identificar potenciais fontes de viés, como a falta de cegamento ou o controle inadequado de fatores de confusão. As etapas de seleção dos artigos estão apresentadas na figura 1.
Fluxograma do processo de busca, etapas de seleção e motivos de exclusão dos estudos selecionados para a revisão integrativa. Brasília (DF), Brasil, 2024.
RESULTADOS
Foram analisados 11 artigos que atenderam aos critérios de seleção previamente estabelecidos, identificados no quadro 2. O tipo de estudo, objetivo, instrumentos e resultados são resumidos no quadro 3.
Apresentação da síntese dos artigos incluídos na revisão integrativa. Brasília, DF, Brasil, 2024
Das pesquisas conduzidas sobre a COVID-19, três foram realizadas na Itália22-23,26 e uma em cada um dos países: França21, Reino Unido20, China24, Egito25, Brasil27, Estados Unidos28, Equador29 e Suécia30. O maior número de estudos originados do continente europeu pode estar relacionado à incidência mais elevada de casos da COVID-19, conforme evidenciado por dados atualizados disponíveis no painel da OMS1. Até a primeira semana de julho de 2023, o registro ultrapassava 275 milhões de casos.
Quanto ao número de óbitos, as Américas já contabilizavam, no mesmo período, quase três milhões, destacando-se como líderes em mortalidade geral pela doença1. No entanto, mediante os mecanismos de busca utilizados, foram encontradas apenas três pesquisas publicadas27-29 em países americanos para a faixa etária analisada.
Em relação à tipologia da população estudada, embora os estudos tenham se voltado para a população idosa, houve variações nos limites de idade e nas proporções entre os homens e as mulheres. Destaca-se também a utilização de diferentes instrumentos de coleta, análise de dados e histórico clínico. Os estudos abrangeram tanto participantes com COVID-19 acompanhados ambulatorialmente, quanto aqueles que enfrentaram os casos mais graves, exigindo internação hospitalar.
DISCUSSÃO
Esta revisão integrativa da literatura sobre a PACS em pessoas idosas evidenciou um cenário complexo que ressalta a vulnerabilidade singular desta população, no contexto pandêmico. A susceptibilidade de pessoas idosas à COVID-19 e suas complicações de longo prazo é multifatorial, abrange os aspectos biológicos, sociais e ambientais, intrinsecamente ligados ao processo de envelhecimento.
O processo de envelhecimento caracteriza-se por uma diminuição gradual da reserva fisiológica, e um aumento da vulnerabilidade aos estressores, denominado imunossenescência31. Este declínio na função imunológica, associado à maior prevalência de comorbidades, expõe esse estrato populacional a um risco elevado, não apenas para a infecção grave por SARS-CoV-2, mas também para o desenvolvimento de complicações de longo prazo32-33. Os estudos analisados corroboram essa vulnerabilidade, demonstrando consistentemente que a idade avançada constitui um fator de risco significativo para a PACS29.
A fragilidade, caracterizada pela vulnerabilidade aumentada aos estressores, pode ser exacerbada pela COVID longa34. Os sintomas persistentes da infecção, como fadiga crônica e fraqueza muscular, podem precipitar a progressão de um estado pré-frágil para frágil35.
Em estado de fragilidade, as pessoas acometidas, podem apresentar uma recuperação mais lenta e incompleta da COVID-19, perpetuando um ciclo de declínio funcional. A inflamação crônica associada à COVID longa pode potencializar o estado inflamatório já presente na fragilidade, agravando os desfechos negativos36-37.
A heterogeneidade metodológica dos estudos, embora represente um desafio para a síntese de evidências, reflete a natureza complexa e multissistêmica da PACS. A diversidade geográfica dos estudos - contemplando diversos países é um fenômeno global, levantando questões sobre como os diferentes sistemas de saúde e os contextos sociodemográficos influenciam sua manifestação e seu manejo.
Alguns estudos foram realizados com pacientes hospitalizados em cuidados intensivos,20-21,23,26 ou que necessitaram de suporte ventilatório, enquanto outros, acompanharam os participantes ambulatorialmente22,24-25.
Foram observadas as associações significativas relacionadas ao sexo feminino e maior incidência de PACS21, maior persistência de sintomas22, sequelas27 e piora mais acentuada no escore qualidade de vida 27, corroborando com um estudo realizado em uma população acima de 18 anos, que evidenciou maior frequência de fadiga, tosse e dispneia em mulheres31.
Esta consistência entre as diferentes faixas etárias sugere que os fatores biológicos relacionados ao sexo, como diferenças hormonais e imunológicas, podem desempenhar um papel significativo na resposta ao SARS-CoV-2 e no desenvolvimento de PACS38. Além disso, fatores socioculturais, como diferenças nos padrões de busca por cuidados de saúde entre os homens e as mulheres, foram citados como possíveis contribuintes para essas disparidades observadas39.
Alguns estudos prévios sugeriram que a PACS pode potencialmente acelerar a progressão do comprometimento cognitivo leve para a demência em alguns pacientes, possivelmente por meio de mecanismos como neuroinflamação persistente, dano microvascular cerebral ou exacerbação dos processos neurodegenerativos subjacentes40-42.
Os sintomas neurológicos persistentes da COVID-19, como os déficits de memória, podem mascarar ou se sobrepor aos sintomas do comprometimento cognitivo40. Nesse contexto, os quadros graves da doença estiveram relacionados ao desempenho cognitivo inferior em comparação aos pacientes não graves e aos grupos de controle43-44.
Os fatores de risco identificados, como a idade avançada, o baixo nível educacional, a presença de comorbidades, a gravidade da COVID-19, a internação em UTI e a ocorrência de delirium24, destacaram a interação complexa entre as vulnerabilidades pré-existentes e o impacto da infecção aguda44-46.
A maior gravidade e necessidade de hospitalização estiveram mais prevalentes diante da presença de comorbidades e estiveram mais associadas aos riscos aumentados para a maioria das complicações clínicas pós-COVID-1927-28.
A relevância dos determinantes sociais na suscetibilidade à COVID-19 e no desenvolvimento da PACS em pessoas idosas30, adiciona outra camada importante à discussão. Os fatores como residir em instituições de longa permanência para os idosos47, a frequência de contatos sociais, o estado civil48 e o nível educacional influenciam não apenas no risco de infecção, mas potencialmente, no curso e na gravidade da PACS49.
A combinação de fragilidade, sarcopenia e declínio cognitivo pode se tornar ainda mais complexa com a adição dos sintomas persistentes da COVID-19, resultando em uma apresentação clínica ainda mais heterogênea36.
A sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e função muscular, pode ser significativamente agravada pela PACS. A inatividade física forçada durante a fase aguda da doença, somada à fadiga persistente e à possível desnutrição, pode acelerar a perda muscular, e evidenciar a partir do declínio na força de preensão manual em idosos pós-COVID-1929.
As limitações desta revisão, incluindo a heterogeneidade dos estudos e os possíveis vieses de seleção e idioma, apontaram para a necessidade de padronização metodológica em futuras pesquisas sobre a PACS em idosos. A ausência de definições consistentes e de instrumentos de avaliação padronizados dificulta a comparação entre os estudos e a generalização dos resultados, um desafio que deve ser abordado para avançar a compreensão e o manejo da PACS nessa população vulnerável.
CONCLUSÃO
Os resultados desta revisão destacam a identificação de sintomas amplamente prevalentes e comuns em pessoas idosas, manifestando-se em diversas progressões clínicas da COVID-19, o que apresenta um significativo potencial de impacto na qualidade de vida. Os sintomas mais frequentes incluem dispneia, fadiga, alterações no padrão de sono e déficit cognitivo.
Além disso, ressalta-se a urgência de conduzir novos estudos clínicos robustos relacionados a essa nova condição de saúde. Esses estudos visam estabelecer as definições mais precisas de critérios diagnósticos, proporcionando uma melhor caracterização dos sintomas e uma estratificação de riscos mais precisa. Essa abordagem contribuirá para uma orientação mais eficaz na conduta clínica.
As contribuições para a prática incluem o desenvolvimento de protocolos específicos de atendimento às pessoas idosas com síndrome pós-COVID-19, garantindo um cuidado mais direcionado e eficaz. A necessidade de desenvolver estratégias de intervenção personalizadas é evidente, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e reduzir os sintomas persistentes. As intervenções personalizadas podem incluir programas de reabilitação física, suporte psicológico e manejo de sintomas cognitivos. Além disso, os resultados podem informar as políticas de saúde pública voltadas à prevenção e ao manejo da síndrome pós-COVID-19 em pessoas idosas, promovendo a alocação de recursos e o desenvolvimento de serviços especializados.
AGRADECIMENTOS
Este estudo foi realizado com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq (bolsista de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do CNPq - Nível B e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001.
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COMO REFERENCIAR ESTE ARTIGO:Rodrigues IFA, Silva KHCV e, Stephanus AD, Carvalho LSF de. Cognitive and functional changes found in post-COVID-19 syndrome in elderly people: integrative review. Cogitare Enferm. [Internet]. 2024 [cited “insert year, month and day”]; 29. Available from: https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.96896.
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Editora associada:
Dra. Susanne Betiolli


Fonte: Autores (2024).