Open-access Possíveis tratamentos para a microstomia em pacientes com esclerose sistêmica: revisão de escopo

RESUMO

Objetivo  mapear, por meio de revisão de escopo, as intervenções disponíveis para o tratamento da microstomia na esclerose sistêmica, descrevendo suas características e principais resultados clínicos.

Estratégia de pesquisa  a revisão seguiu as diretrizes PRISMA Extension for Scoping Reviews, utilizando a estratégia População (pacientes com esclerose sistêmica); Conceito (intervenções terapêuticas para microstomia) e Contexto (estudos clínicos e experimentais). A busca foi realizada em sete bases de dados, em maio de 2025, utilizando descritores controlados e não controlados, combinados por operadores booleanos. Dois revisores independentes conduziram a triagem e seleção dos estudos, sendo um terceiro acionado em caso de divergências.

Critérios de seleção  foram incluídos estudos clínicos realizados em pacientes adultos ou idosos com diagnóstico confirmado de esclerose sistêmica e excluídos artigos de revisão, comentários, monografias, diretrizes, livros, recomendações e estudos com duas ou mais comorbidades. Não houve restrições quanto ao ano de publicação, idioma ou tipo de estudo. A análise dos resultados foi qualitativa.

Resultados  foram recuperados 263 artigos e 24 incluídos na amostra. As intervenções descritas incluíram: mioterapia orofacial (exercícios de alongamento, de contração isotônica e isométrica), radiação eletromagnética (luz ultravioleta, luz intensa pulsada e laser de CO2 fracionado), procedimentos cirúrgicos (como comissuroplastia e enxertos) e aplicações de toxina botulínica, ácido hialurônico e enzimas.

Conclusão  a revisão de escopo mostrou que existem diferentes estratégias terapêuticas para a microstomia em pacientes com esclerose sistêmica, variando desde exercícios miofuncionais até procedimentos invasivos. Apesar da diversidade de estudos, a evidência científica ainda é limitada e heterogênea, ressaltando a necessidade de estudos clínicos robustos que avaliem a efetividade comparativa dessas intervenções e apoiem protocolos baseados em evidências.

Palavras-chave:
Esclerose sistêmica; Sistema estomatognático; Microstomia; Doenças autoimunes; Fonoaudiologia

ABSTRACT

Purpose  This scoping review systematically mapped the available interventions for the management of microstomia in systemic sclerosis, characterizing their features and reported clinical outcomes.

Search strategy  The review followed PRISMA-ScR guidelines, using the Population (patients with systemic sclerosis), Concept (therapeutic interventions for microstomia), and Context (clinical and experimental studies) strategy. The search was conducted in seven databases in May 2025, utilizing both controlled and uncontrolled descriptors combined with Boolean operators. Two independent reviewers performed the screening and selection of studies, with a third reviewer consulted in case of disagreements.

Selection criteria  Clinical studies involving adult or older adults patients with a confirmed diagnosis of systemic sclerosis were included. Review articles, commentaries, monographs, guidelines, books, recommendations, and studies involving two or more comorbidities were excluded. No restrictions were applied regarding year, language, or study type. The analysis of results was qualitative.

Results  A total of 263 articles were retrieved, of which 24 were included in the final sample. The described interventions included orofacial myotherapy (stretching, isotonic, and isometric contraction exercises), electromagnetic radiation (ultraviolet light, intense pulsed light, and fractional CO2 laser), surgical procedures (such as commissuroplasty and grafts), and applications of botulinum toxin, hyaluronic acid, and enzymes.

Conclusion  The review identified a range of therapeutic approaches for microstomia in systemic sclerosis, from myofunctional exercises to invasive procedures. Despite this variety, the current scientific evidence is limited and heterogeneous, underscoring the need for well-designed clinical studies to assess the comparative effectiveness of these interventions and to inform evidence-based clinical protocols.

Keywords:
Systemic sclerosis; Stomatognathic system; Microstomy; Autoimmune diseases; Speech-language pathology

INTRODUÇÃO

A esclerose sistêmica (ES) é uma doença reumática rara, de origem autoimune, com patogênese desconhecida até o momento, sendo caracterizada por alterações imunológicas, vasculares e fibróticas, tanto da pele quanto dos órgãos internos, acarretando múltiplos sintomas e incapacidades relevantes para os pacientes acometidos(1).

Geralmente, vem acompanhada de escleroderma, que é o espessamento e o endurecimento da pele, porém, nem toda pessoa com ES apresenta a forma cutânea clássica(2). As alterações no tecido conjuntivo iniciam-se por vasoconstrições microvasculares que provocam respostas autoimunes, seguidas de isquemia, perda tecidual e de colágeno e desenvolvimento de fibrose dérmica devido à resistência dos miofibroblastos à apoptose(3).

Dentre suas manifestações clínicas, o trato gastrointestinal é o órgão interno mais comumente envolvido, sendo que, em sua porção superior, pode afetar a cavidade oral entre 30% e 70% dos casos(4). Assim, salienta-se que as características orofaríngeas são comuns e ocasionalmente subestimadas no tratamento, a despeito do conforto, das implicações estéticas, nutricionais e da qualidade de vida desses pacientes(5).

Importante destacar que, de interesse particular para a área de motricidade orofacial da Fonoaudiologia, está a limitação de abertura de boca (LAB) ou microstomia, afetando a maioria dos casos(6). Essa limitação é explicada por diferentes razões que podem estar, ou não, associadas, como à fibrose do tecido mole perioral a processos degenerativos mandibulares(7,8) e processos isquêmicos e vasculopáticos, reduzindo o fluxo sanguíneo local, causando fibrose muscular, degeneração progressiva e, consequentemente, agravando a limitação funcional para a abertura da boca(9).

Considerando a importância das manifestações orofaciais na qualidade de vida dos pacientes com ES, em especial pelo fato de a microstomia contribuir em dificuldades na alimentação, na fala e na higiene oral, além de poder gerar ansiedade e baixa autoestima(10), intervenções interdisciplinares precisam ser instituídas nessas situações. Assim, o manejo clínico fonoaudiológico na microstomia requer acompanhamento contínuo e especializado, dada a natureza progressiva da doença(11).

Frente ao exposto, o fonoaudiólogo precisa conhecer quais são as possíveis intervenções terapêuticas para discussão clínica interdisciplinar e para planejar objetivos e estratégias com evidências científicas. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo mapear, por meio de revisão de escopo, as intervenções disponíveis para o tratamento da microstomia na esclerose sistêmica, descrevendo suas características e principais resultados clínicos.

ESTRATÉGIAS DE PESQUISA

Para a realização da presente pesquisa, foram seguidas as instruções PRISMA para revisões de escopo – PRISMA Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR)(12). Cabe ressaltar que foi realizada pesquisa prévia nas bases de registros PROSPERO e Cochrane, a fim de verificar se existia revisão sistemática sobre o assunto e, após a constatação de inexistência, deu-se início aos demais processos. O projeto foi registrado no Open Science Framework (osf.io/g965u).

A seguir, foi elaborada a pergunta clínica da pesquisa, delineada a partir da estratégia P.C.C. (P de participante, C de conceito e C de contexto) para o seu delineamento, sendo assim estruturada: “Quais são as intervenções terapêuticas para microstomia (C – conceito) em pacientes com diagnóstico confirmado de esclerose sistêmica (P – pacientes com esclerose sistêmica)?”. O contexto (C) seriam os estudos clínicos e experimentais.

Fontes de informação e busca

O Quadro 1 apresenta as estratégias de busca utilizadas nas bases de dados. As palavras-chave ou sinônimos foram selecionadas dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). As bases de dados eletrônicas SciELO, PubMed (incluindo MEDLINE), Latin American and Caribbean Health Sciences (LILACS) e Scopus (pela plataforma CAPES) foram utilizadas como fontes de estudo primárias. Para evitar viés de seleção e publicação, os bancos de dados de captura de literatura cinzenta Open Theses and Dissertantions (OATD) e Open Grey também foram consultados. Os seguintes termos foram utilizados em inglês: “systemic sclerosis”, “mouth opening”, “therapy”, “adult”, “elderly”, “children”. Para potencializar a estratégia de busca, os operadores booleanos (OR, AND e NOT) foram utilizados, de modo a criar combinações entre os descritores. A pesquisa nos bancos virtuais de dados foi realizada no período de 5 a 9 de maio de 2025.

Quadro 1
Estratégias de busca nos bancos virtuais de dados consultados

A metodologia adotada teve como base estratégica a busca de artigos de acordo com os critérios de elegibilidade, sem restrição de status, idioma e ano da publicação.

Critérios de seleção

Foram incluídos estudos observacionais (como relatos e séries de casos, estudos longitudinais, fossem prospectivos ou retrospectivos) e experimentais (ensaios clínicos randomizados ou não randomizados, estudos experimentais com ou sem grupo controle), realizados em pacientes adultos ou idosos com diagnóstico confirmado de esclerose sistêmica e que respondessem à pergunta clínica delineada.

Foram excluídos os estudos duplicados identificados a partir da busca em diferentes bancos de dados, artigos de revisão, comentários, monografias de graduação, diretrizes, livros, capítulos, recomendações ou protocolos, estudos com duas ou mais comorbidades associadas à ES, estudos com crianças, além de estudos fora do escopo da pesquisa e aqueles que não dispusessem, em seus resultados, medidas quantitativas da abertura de boca antes e após a intervenção.

Pela consulta do acervo disponível nos bancos virtuais de dados, realizou-se a leitura do título e do resumo por dois revisores de elegibilidade não cegos para os autores e revistas. Os revisores executaram o levantamento de forma autônoma e no mesmo dia e horário de busca.

Os estudos que não possuíam resumos disponíveis, mas possuíam título que atendiam aos objetivos da revisão de escopo, foram analisados pela leitura na íntegra. As discordâncias quanto à seleção dos estudos foram resolvidas por um terceiro juiz.

Análise dos dados

Após a análise inicial, os artigos selecionados foram lidos na íntegra, para uma nova análise seletiva, e aqueles que atenderam aos objetivos do estudo foram incluídos para que os dados pudessem ser extraídos de forma qualitativa. As referências do acervo final obtido também foram consultadas, permitindo o acréscimo de mais dois títulos.

Os dados dos estudos elegíveis foram extraídos, sintetizados e organizados em um quadro, com as seguintes informações: identificação do estudo (autor, ano e local do estudo), caracterização da amostra (quantidade de participantes, gênero e idade), descrições da avaliação da microstomia e da proposta de tratamento, sendo disponibilizados no capítulo de resultados, de forma qualitativa.

RESULTADOS

A partir do projeto de pesquisa e da adoção das buscas nos bancos de dados eleitos, inicialmente foram identificados 263 artigos e, ao final, 24 estudos atenderam aos critérios pré-estabelecidos(11,13-35). O fluxograma do percurso da pesquisa encontra-se disponível na Figura 1.

Figura 1
Fluxograma do processo de seleção dos estudos baseado nas recomendações PRISMA Extension for Scoping Reviews

Foi possível constatar que, dentre as possibilidades terapêuticas sugeridas na literatura, encontraram-se os procedimentos cirúrgicos(13-16) (4 estudos – 16,67%, como a comissuroplastia e os enxertos), a aplicação de radiação eletromagnética(17-21) (5 estudos – 20,83%, com o uso da luz intensa pulsada, de luz ultravioleta e do laser de dióxido de carbono fracionado) e de substâncias(22-24) (3 estudos – 12,5% da amostra, como a toxina botulínica, ácido hialurônico e enzimas); mioterapia orofacial11,25-35 (12 estudos - 50%, com exercícios de alongamento, de contração isotônica e isométrica). No Quadro 2 estão disponibilizadas as sínteses dos estudos obtidos.

Quadro 2
Síntese dos 24 estudos incluídos por tipo de tratamento para a microstomia na esclerose sistêmica

A Tabela 1 demonstra a comparação entre os estudos quanto ao ganho médio de abertura de boca e faixa de melhora. A Figura 2 apresenta os possíveis tratamentos para a microstomia na esclerose sistêmica, explicitando o ganho médio (em milímetros), suas possibilidades, potencialidades e limitações.

Tabela 1
Comparação entre os estudos quanto ao ganho médio de abertura de boca e faixa de melhora
Figura 2
Esquema contendo os possíveis tratamentos para a microstomia na esclerose sistêmica, explicitando o ganho médio (em milímetros), suas possibilidades, potencialidades e limitações

DISCUSSÃO

O objetivo do presente estudo foi caracterizar, por meio de revisão de escopo, os tratamentos para a microstomia de indivíduos com esclerose sistêmica, sendo importante reconhecer que a abertura da boca se faz necessária para a execução de diferentes funções orais primordiais para a sobrevivência, como a mastigação e a deglutição, além de outras funções como a fala e a higienização oral, por exemplo. Tais funções podem estar comprometidas em razão da limitação de abertura de boca (LAB) em pacientes com esclerose sistêmica(36).

Na prática clínica, há divergências quanto aos valores adotados para normalidade de abertura da boca, variando entre 45 e 60 mm para alguns autores(37), enquanto para outros(14), medidas abaixo de 55 mm em adultos podem representar LAB. Pesquisadores(25) consideram microstomia quando os valores se apresentam abaixo de 51 mm, classificando-a como leve ou Classe I entre 41 e 50 mm, moderada ou Classe II entre 31 e 40 mm e severa ou Classe III com valores iguais ou inferiores a 30 mm. Dessa forma, discrepâncias quanto aos valores de referência podem interferir na inclusão da manifestação (ou não) da microstomia em pacientes com esclerose sistêmica (ES).

São elencadas diferentes hipóteses para tal ocorrência, como as alterações no tecido conjuntivo, a possibilidade de reabsorção óssea, a rigidez na musculatura orofacial e a presença de fibrose no líquido sinovial da articulação temporomandibular, muito provavelmente devido aos níveis aumentados de autoanticorpos, citocinas pró-fibróticas e enzimas de remodelamento da matriz extracelular, como a metaloproteinase de matriz 9 (MMP-9), a quimiocina (como o CXC4) e a interleucina (IL-6)(38). Certamente, a LAB acarreta impactos negativos na qualidade de vida e saúde dos pacientes com ES, sendo necessário o conhecimento, por parte dos profissionais da saúde que os acompanham, de técnicas e estratégias para sua minimização, uma vez que a doença é progressiva.

Dentre as possibilidades de tratamento para a LAB em pacientes com ES, foram descritos os procedimentos cirúrgicos(13-16), a aplicação de radiação eletromagnética(17-21) e de substâncias(22-24) e a mioterapia orofacial(11,25-35). Os quatro estudos(13-16) que indicaram a cirurgia para pacientes com ES e com microstomia foram internacionais, sendo dois italianos(14,15), um inglês(16) e o outro, turco(13). A cirurgia consistia na retirada de tecido cutâneo do abdômen para enxertia em região perioral(14) ou lábios(13,15,16). Os resultados dos quatro estudos indicaram ganho médio de abertura de boca de 5,4 mm. As limitações dos procedimentos cirúrgicos estão nos seus custos e nos riscos inerentes a qualquer procedimento dessa natureza.

A radiação eletromagnética pode ser utilizada como recurso terapêutico, por meio da terapia com luz intensa pulsada (IPL), ondas de rádio, micro-ondas, radiação infravermelha (próxima, média e distante), ultravioleta, luz visível, raios X e gama(39), apresentando finalidades terapêuticas distintas. Pode ser aplicada em tempos diferentes, podendo ser emitida de forma contínua ou pulsátil; com densidades de energia (medida em joules – J) e da potência ou irradiância (medida em mW/cm2) distintas. A aplicação da radiação eletromagnética foi utilizada em cinco estudos(17-21), sendo um italiano(17), um indiano(20), um iraniano(21) e dois suecos(18,19). A quantidade de sessões variou entre três e 40 (média: 17,33).

A aplicação da radiação ultravioleta (UV) pode ocorrer em três faixas distintas: A (entre 320 a 400 nanômetros – nm), B (entre 280 e 320 nm) e C (entre 100 e 280 nm)(40). Na amostra da presente revisão de escopo, um estudo(17) fez uso da UVA 1 (entre 340 e 400 nm, já que a UVA 2 apresenta comprimento de onda de luz entre 320 e 340 nm). Em razão de seu maior comprimento de onda, a radiação UVA1 apresenta maior capacidade de penetração cutânea em comparação à UVA2, alcançando não apenas as estruturas epidérmicas, mas também as camadas médias e profundas da derme, com ênfase nos componentes vasculares(40). No caso clínico apresentado pela literatura(17), o aumento obtido foi de 10 mm, passando de uma limitação na abertura da boca (início com 40 mm) para um valor considerado dentro da normalidade. No entanto, cabe salientar que a distância interincisiva máxima (DIMA) tende a ser maior a depender do gênero (masculino), peso (pessoas com maior peso), idade (jovens) e altura (mais altos), devendo o clínico levar essas variáveis em consideração a fim de evitar erros diagnósticos(41).

Dois estudos(18,19) utilizaram a Intense Pulsed Light (IPL) como recurso terapêutico. Esse tipo de radiação, segundo a literatura(42), utiliza luz policromática e pulsada para tratar diversas doenças dermatológicas, atuando principalmente por meio de fototermólise seletiva. Conforme demonstrado em uma revisão sistemática(42), a IPL apresenta eficácia significativa no manejo de diferentes condições dermatológicas (como rosácea, telangiectasias, fotodanos e hiperqueratoses), é segura e os efeitos adversos são transitórios e mínimos. Os ganhos médios para o aumento da DIMA ficaram entre 3,1 mm(18) e 4,18 mm(19) (média: 3,64 mm), podendo ser uma alternativa para o tratamento da microstomia na ES.

Já o laser com radiação infravermelha distante, aplicado com dióxido de carbono (CO2), aquece a água existente nos tecidos biológicos, podendo ser utilizado de forma contínua ou pulsátil/fracionado, geralmente para fins de vaporização, coagulação e ablação. Dentre suas ações, está a estimulação para a produção de colágeno, o aumento da elasticidade tecidual e a redução de fibroses e aderências(43), justificando-se sua aplicação em pacientes com microstomia devido a ES. Seus benefícios foram citados pela literatura(20,21), embora sem relevância estatística, com ganho médio final entre 2,59(21) e 10,7(20) mm (média dos dois estudos: 6,64 mm), evidenciando melhoras nesse sentido.

Cabe aqui um destaque relevante sobre o uso da radiação eletromagnética na Fonoaudiologia. O fonoaudiólogo tem o direito, desde que devidamente capacitado, a fazer uso da fotobiomodução (no caso, radiação de luz de baixa intensidade ou potência: Low-Level Laser Therapy – LLLT e da luz com emissão de diodo: Light Emitting Diode – LED), de acordo com resolução do Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa)(44). Sendo assim, não é possível a essa categoria profissional o uso do IPL, radiação ultravioleta de faixa A (UVA) e do laser com CO2, até o momento.

O uso de substâncias (toxina botulínica - TB e ácido hialurônico - AH) foi utilizado em três estudos(22-24), sendo dois americanos(22,24) e um italiano(23). Dentre todas as possibilidades, foi o tratamento que, em média, obteve o maior ganho de abertura de boca (6,83 mm). Porém, há o inconveniente do efeito da toxina botulínica (TB) ser transitório, havendo a necessidade de reaplicação periódica. Já o efeito do ácido hialurônico foi o mais eficaz, com maior durabilidade.

A TB, substância produzida pela bactéria clostridium botulinum, tem o poder de controlar ou inibir os neurotransmissores, uma vez que impede a liberação da acetilcolina no terminal pré-sináptico, acarretando bloqueio da contração muscular e, consequentemente, a paralisia do músculo. A dosagem adotada depende da força e da extensão muscular, sendo importante ressaltar que sua aplicação pode não surtir o efeito desejado, principalmente nas suas reaplicações, tendo em vista que o organismo pode reagir com resposta imunológica, impedindo a ação tóxica da bactéria(45). Seu uso na musculatura facial em pacientes com ES tem a finalidade de eliminar a rigidez da musculatura, permitindo a abertura da boca com maior facilidade.

O AH é um polissacarídeo existente no corpo humano e tem sido utilizado na Odontologia por ser biocompatível, antioxidante, antiedematoso, bacteriostático, anti-inflamatório e regenerador tecidular. Apesar das inúmeras vantagens apontadas para o tratamento das periodontites, a heterogeneidade dos estudos não permite, até o momento, afirmar com segurança suas vantagens(46). Quando aplicado no tecido conjuntivo da face, proporciona à pele, dentre diferentes aspectos, a manutenção da elasticidade(47), efeito desejado para os pacientes com ES. No entanto, os autores(47) esclareceram, ainda, que seu uso também não está livre de efeitos colaterais indesejáveis, sendo contraindicado para pacientes com hipersensibilidade à estreptococos ou bactérias Gram-positivas, lidocaína e proteína de aves. Além disso, não deve ser aplicado em peles com lesões ou inflamações e em gestantes e nutrizes que estejam amamentando. Cabe ressaltar que seus efeitos também são transitórios, com duração mínima de onze meses e máxima de 24 meses, a depender da marca escolhida, segundo a literatura(48).

A mioterapia orofacial foi proposta pela metade da amostra do presente estudo, ou seja, por doze estudos(11,25-36), sendo a maior concentração de estudos italianos na área(26-28,32,34,35), com seis estudos; três americanos(25,29,30); dois brasileiros(11,31) e um francês(33). Pode ser considerada a proposta menos invasiva e com maior número de publicações sobre o assunto. O ganho da abertura da boca variou entre -2,7 mm e 14 mm e o ganho médio obtido na reabilitação oromotora foi de 4,06 mm. No entanto, alguns exercícios propostos ou não foram detalhados minuciosamente, ou não eram específicos para a abertura de boca em razão de objetivos combinados (como, por exemplo, ampliar abertura de boca e promover aumento da mímica facial), dificultando a menção de quais foram os exercícios eficazes para tal finalidade. Cabe ainda ressaltar que, em um dos estudos, o resultado foi pior ao final do tratamento em virtude da falta de adesão dos pacientes(30).

A promoção da mobilização das articulações temporomandibulares de forma passiva e/ou ativa foi citada por todos os autores que propuseram a mioterapia oromotora(11,25-35), avaliando a mandíbula com o auxílio de régua ou paquímetro (de plástico ou digital). A função de mastigação alterada pode estar relacionada à desordem da articulação temporomandibular e de limitações dos movimentos mandibulares. Além disso, a literatura(11) justificou tal limitação ao enrijecimento da pele devido à deposição de colágeno nos tecidos periorais.

A manipulação e o alongamento dos músculos do complexo crânio-oro-cervical (como orbicular da boca, esternocleidomastoideo e trapézio, por exemplo) também foi uma estratégia adotada pelos autores(11,25,27,28,30-32,34,35). Geralmente, o alongamento muscular é uma atividade prévia e preparatória para os exercícios que serão feitos subsequentemente, podendo ser passivos ou ativos e com diferentes tempos de execução(49). O aumento da flexibilidade, tanto dos músculos envolvidos, quanto dos tendões, ligamentos e fáscias musculares tendem a diminuir a sensibilidade dolorosa(50), justificando a sua execução na prática clínica.

Foram propostos exercícios isométricos, em especial, da musculatura supra-hióidea por alguns pesquisadores(11,27,28,31-34), uma vez que objetivam aumentar a força da musculatura orofacial(51), responsável, entre outras funções, pela abertura da boca. Exercícios combinados entre alongamento muscular e isométricos são interessantes para propiciar um trabalho conjugado entre músculos agonistas (em que se deseja o aumento da contração) e antagonistas (potencializando, ao máximo, o relaxamento da musculatura).

Ainda em relação aos exercícios miofuncionais orofaciais, ratifica-se o exposto pela literatura(52), quando expõe a necessidade do uso de instrumentos objetivos para a avaliação de pacientes com esclerose sistêmica. Dessa forma, dados quantitativos poderiam auxiliar na comprovação da eficácia do tratamento miofuncional orofacial dirigido para a microstomia em pacientes com ES.

A quantidade de sessões variou entre um mês (quatro semanas) e dezoito meses (média de 20,83 semanas) na mioterapia/terapia miofuncional orofacial de responsabilidade do fonoaudiólogo. Já os demais procedimentos, que não são de responsabilidade desse profissional, foram obtidos nos seguintes tempos médios: na aplicação de substâncias, 30 semanas; na radiação eletromagnética 12,6 aplicações e o tempo cirúrgico foi único. Assim, tem-se uma estimativa dos tempos médios dos procedimentos para decisão da equipe multiprofissional ou interdisciplinar, bem como para decisão do paciente e/ou família.

Cabe salientar que novas modalidades ainda não foram publicadas por pesquisadores da área, como a fotobiomodulação. Relato clínico utilizando fotobiomodulação (quatro pontos nas glândulas sublinguais com 660 nm, 100 mW e 0,8 J/cm2 em cada ponto; oito pontos nas glândulas parótidas e seis pontos nas glândulas submandibulares com 808 nm, 100 mW e 0,8 J/cm2 por oito segundos em cada ponto) foi descrito, com o objetivo de diminuição da xerostomia, em uma menina de 7 anos com ES, evidenciando resultados satisfatórios(53). No caso apresentado pelos autores, além da redução do fluxo salivar e do estado precário da conservação dos dentes, constatou-se a menção das queixas de LAB, dificuldades de mastigação e deglutição. Se houvesse um fonoaudiólogo na equipe de trabalho, outras possibilidades poderiam ter sido conduzidas, além de uma descrição objetiva dos resultados obtidos em relação às funções estomatognáticas.

Nenhuma pesquisa propôs terapias combinadas, ou seja, aplicação de radiação eletromagnética com mioterapia orofacial ou com aplicação de substâncias (TB ou AH), por exemplo, para maiores ganhos de abertura de boca. Apenas foram indicados tratamentos fisioterapêuticos associados à atividade física - mas sua eficácia foi mínima(29) - e a realização de mioterapia orofacial com exercícios domiciliares(28-35).

Há controvérsias na literatura a respeito do oferecimento de atividades terapêuticas no domicílio, pois nem sempre há a adesão do paciente para o êxito almejado. Nesse sentido, recomenda-se que o fonoaudiólogo selecione os exercícios mais eficazes e que o paciente apresente, tanto familiaridade, quanto facilidade em sua execução, de forma que haja a perfeita compreensão dos objetivos terapêuticos a serem alcançados quando realizar as atividades no domicílio. O uso de ilustrações e vídeos instrucionais também podem ser úteis. Além disso, a literatura(54) sugere que sejam os mais funcionais possíveis, a fim de viabilizá-los no contexto de vida diária dos pacientes.

Pesquisadores(55) utilizaram uma fórmula para predizer a abertura máxima da boca do paciente com esclerose sistêmica, verificando que, com a fórmula, o gênero masculino prediz aumento (em torno de 6 mm), enquanto algumas variáveis associaram-se à diminuição, tais como a presença de doença pulmonar intersticial (aproximadamente 3 mm); a cada 10 mm de incremento no escore de pele de Rodnan modificado (mRSS –3,7mm a menos) e a distância da ponta do dedo à palma da mão maior do que 0 mm (ao redor de 5 mm). Tais resultados evidenciam a importância da avaliação da abertura máxima da boca em pacientes com esclerose sistêmica e a importância da intervenção precoce.

Ademais, conhecer as possibilidades de tratamento para a microstomia permite, ao especialista que acompanha o caso clínico, a melhor decisão para seu paciente. O ideal seria a formação de equipes multidisciplinares (reumatologistas, cirurgiões plásticos, dermatologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas entre outros) para a decisão do melhor planejamento terapêutico para cada situação, porém, como declarado pela literatura(16), essa realidade parece distante. Além disso, em virtude de algumas condições (falta de adesão aos exercícios orofaciais, inexistência de especialistas na equipe clínica, além da progressão da doença), alternativas devem ser buscadas para que as funções estomatognáticas possam ser executadas da melhor forma possível.

Algumas limitações nesta revisão de escopo precisam ser salientadas, tais como falta de citação, por parte da maioria dos estudos, sobre a doença (estadiamento, tempo de duração e/ou classificação), da menção do procedimento detalhado da aferição das medidas de abertura de boca, amostras reduzidas, de maiores detalhamentos sobre os exercícios realizados, protocolos adotados, além das diferenças de critérios de normalidade para abertura de boca, impedindo a generalização de dados. A inclusão de relatos de casos também foi um fator limitador nesse aspecto, evidenciando a necessidade de estudos clínicos mais robustos na área.

CONCLUSÃO

A revisão de escopo identificou múltiplas estratégias terapêuticas para microstomia em pacientes com esclerose sistêmica, incluindo exercícios miofuncionais orofaciais, intervenções farmacológicas, procedimentos cirúrgicos e radiação eletromagnética. Apesar dessa diversidade, a evidência científica permanece limitada e heterogênea, indicando a necessidade de ensaios clínicos robustos que avaliem, de forma comparativa, a efetividade das intervenções nesse quadro clínico.

Os achados reforçam a relevância de uma abordagem interdisciplinar e personalizada, considerando as condições clínicas, funcionais e socioeconômicas de cada paciente.

  • Trabalho realizado na Universidade Federal de Sergipe – UFS – São Cristóvão (SE), Brasil.
  • Declaração de Disponibilidade de Dados:
    Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo.
  • Financiamento:
    Nada a declarar.

REFERÊNCIAS

  • 1 Sobolewski P, Maślińska M, Wieczorek M, Łagun Z, Malewska A, Roszkiewicz M, et al. Systemic sclerosis – multidisciplinary disease: clinical features and treatment. Reumatologia. 2019;57(4):221-33. https://doi.org/10.5114/reum.2019.87619 PMid:31548749.
    » https://doi.org/10.5114/reum.2019.87619
  • 2 Makris A, Panagiotopoulos A, Distler O, Sfikakis PP. Systemic sclerosis sine scleroderma: a time of reappraisal. J Rheumatol. 2024;51(11):1060-8. https://doi.org/10.3899/jrheum.2023-1113 PMid:38950948.
    » https://doi.org/10.3899/jrheum.2023-1113
  • 3 Cutolo M, Soldano S, Smith V. Pathophysiology of systemic sclerosis: current understanding and new insights. Expert Rev Clin Immunol. 2019;15(7):753-64. https://doi.org/10.1080/1744666X.2019.1614915 PMid:31046487.
    » https://doi.org/10.1080/1744666X.2019.1614915
  • 4 Luquez-Mindiola A, Atuesta AJ, Gómez-Aldana AJ. Gastrointestinal manifestations of systemic sclerosis: an updated review. World J Clin Cases. 2021;9(22):6201-17. https://doi.org/10.12998/wjcc.v9.i22.6201 PMid:34434988.
    » https://doi.org/10.12998/wjcc.v9.i22.6201
  • 5 Smirani R, Truchetet M-E, Poursac N, Naveau A, Schaeverbeke T, Devillard R. Impact of systemic sclerosis oral manifestations on patients’ health-related quality of life: a systematic review. J Oral Pathol Med. 2018;47(9):808-15. https://doi.org/10.1111/jop.12739 PMid:29855076.
    » https://doi.org/10.1111/jop.12739
  • 6 Burchfield C, Vorrasi J. Maxillofacial implications of scleroderma and systemic sclerosis: a case report and literature review. J Oral Maxillofac Surg. 2019;77(6):1203-8. https://doi.org/10.1016/j.joms.2019.01.027 PMid:30794809.
    » https://doi.org/10.1016/j.joms.2019.01.027
  • 7 Torquato LC, Maciel CCM, Almeida ND, Oliveira W, Jardini MAN, Melo ABF, et al. Systemic scleroderma: imaging findings of diagnosis and clinical management of temporomandibular joint disorders. Braz Dent Sci. 2023;26(4):e3998. https://doi.org/10.4322/bds.2023.e3998
    » https://doi.org/10.4322/bds.2023.e3998
  • 8 Almeida MSTM, Fernandes MLM, Moreira TCA. Temporomandibular joint disorder in systemic sclerosis: a case report. OAlib. 2022;9(11):e9434. https://doi.org/10.4236/oalib.1109434
    » https://doi.org/10.4236/oalib.1109434
  • 9 Türk İ, Cüzdan N, Çiftçi V, Arslan D, Ünal İ. Correlations between clinical features and mouth opening in patients with systemic sclerosis. Arch Rheumatol. 2020;35(2):196-204. https://doi.org/10.46497/ArchRheumatol.2020.7434 PMid:32851368.
    » https://doi.org/10.46497/ArchRheumatol.2020.7434
  • 10 Beaty KL, Gurenlian JR, Rogo EJ. Oral health experiences of the limited scleroderma patient. J Dent Hyg. 2021;95(4):59-69. PMid:34376545.
  • 11 Almeida LF, Lima MC, Macieira JC, César CPHAR, Baldrighi SEZM. Speech therapy in systemic sclerosis: a case report. Rev CEFAC. 2016;18(1):273-85. https://doi.org/10.1590/1982-0216201618117715
    » https://doi.org/10.1590/1982-0216201618117715
  • 12 Tricco AC, Lillie E, Zarin W, O’Brien KK, Colquhoun H, Levac D, et al. PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR): checklist and explanation. Ann Intern Med. 2018;169(7):467-73. https://doi.org/10.7326/M18-0850 PMid:30178033.
    » https://doi.org/10.7326/M18-0850
  • 13 Koymen R, Gulses A, Karacayli U, Aydintug YS. Treatment of microstomia with commissuroplasties and semidynamic acrylic splints. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2009;107(4):503-7. https://doi.org/10.1016/j.tripleo.2008.10.008 PMid:19138538.
    » https://doi.org/10.1016/j.tripleo.2008.10.008
  • 14 Del Papa N, Caviggioli F, Sambataro D, Zaccara E, Vinci V, Di Luca G, et al. Autologous fat grafting in the treatment of fibrotic perioral changes in patients with systemic sclerosis. Cell Transplant. 2015;24(1):63-72. https://doi.org/10.3727/096368914X674062 PMid:25606975.
    » https://doi.org/10.3727/096368914X674062
  • 15 Blezien O, D’Andrea F, Nicoletti GF, Ferraro GA. Effects of fat grafting containing stem cells in microstomia and microcheilia derived from systemic sclerosis. Aesthetic Plast Surg. 2017;41(4):839-44. https://doi.org/10.1007/s00266-017-0904-1 PMid:28597066.
    » https://doi.org/10.1007/s00266-017-0904-1
  • 16 Jeon FHK, Griffin M, Varghese J, Butler PEM. Oro-facial fibrosis in systemic sclerosis: a reconstructive journey. BMJ Case Rep. 2020;13(10):e236663. https://doi.org/10.1136/bcr-2020-236663 PMid:33040038.
    » https://doi.org/10.1136/bcr-2020-236663
  • 17 Tewari A, Garibaldinos T, Lai-Cheong J, Groves R, Sarkany R, Novakovic LB. Successful treatment of microstomia with UVA1 phototherapy in systemic sclerosis. Photodermatol Photoimmunol Photomed. 2011;27(2):113-4. https://doi.org/10.1111/j.1600-0781.2011.00570.x PMid:21392116.
    » https://doi.org/10.1111/j.1600-0781.2011.00570.x
  • 18 Comstedt LR, Svensson Å, Troilius A. Improvement of microstomia in scleroderma after intense pulsed light: a case series of four patients. J Cosmet Laser Ther. 2012 Apr;14(2):102-6. https://doi.org/10.3109/14764172.2012.672744 PMid:22401663.
    » https://doi.org/10.3109/14764172.2012.672744
  • 19 Comstedt LR, Svensson Å, Hesselstrand R, Lehti L, Troilius Rubin A. Effects of intense pulsed light in microstomia in patients with systemic sclerosis: a pilot study. J Cosmet Laser Ther. 2017;19(3):143-8. https://doi.org/10.1080/14764172.2016.1262961 PMid:27911118.
    » https://doi.org/10.1080/14764172.2016.1262961
  • 20 Bhat YJ, Bashir Y, Latif I, Daing A, Devi R, Shah IH, et al. Efficacy of fractional CO2 laser for improvement of limited mouth opening in systemic sclerosis. J Cutan Aesthet Surg. 2022;15(4):387-93. https://doi.org/10.4103/JCAS.JCAS_29_21 PMid:37035592.
    » https://doi.org/10.4103/JCAS.JCAS_29_21
  • 21 Salimi E, Assar S, Salimi A, Mohamadzadeh D. Fractional carbon dioxide laser for treatment of microstomia and rhytids in systemic sclerosis patients. Mediterr J Rheumatol. 2024;35(3):459-63. https://doi.org/10.31138/mjr.101223.fcd PMid:39463866.
    » https://doi.org/10.31138/mjr.101223.fcd
  • 22 Hoverson K, Love T, Lam TK, Marquart JD. A novel treatment for limited mouth opening due to facial fibrosis: a case series. J Am Acad Dermatol. 2018;78(1):190-2. https://doi.org/10.1016/j.jaad.2017.07.006 PMid:29241782.
    » https://doi.org/10.1016/j.jaad.2017.07.006
  • 23 Pirrello R, Verro B, Grasso G, Ruscitti P, Cordova A, Giacomelli R, et al. Hyaluronic acid and platelet-rich plasma, a new therapeutic alternative for scleroderma patients: a prospective open-label study. Arthritis Res Ther. 2019;21(1):286. https://doi.org/10.1186/s13075-019-2062-0 PMid:31836018.
    » https://doi.org/10.1186/s13075-019-2062-0
  • 24 Min MS, Goldman N, Mazori DR, Guo LN, Vleugels RA, LaChance AH. Hyaluronidase injections for oral microstomia in systemic sclerosis and mixed connective tissue disease. JAMA Dermatol. 2023;159(12):1393-5. https://doi.org/10.1001/jamadermatol.2023.3893 PMid:37851438.
    » https://doi.org/10.1001/jamadermatol.2023.3893
  • 25 Naylor WP, Douglass CW, Mix E. The nonsurgical treatment of microstomia in scleroderma: a pilot study. Oral Surg Oral Med Oral Pathol. 1984;57(5):508-11. https://doi.org/10.1016/0030-4220(84)90309-8 PMid:6587299.
    » https://doi.org/10.1016/0030-4220(84)90309-8
  • 26 Pizzo G, Scardina GA, Messina P. Effects of a nonsurgical exercise program on the decreased mouth opening in patients with systemic scleroderma. Clin Oral Investig. 2003;7(3):175-8. https://doi.org/10.1007/s00784-003-0216-5 PMid:14513305.
    » https://doi.org/10.1007/s00784-003-0216-5
  • 27 Maddali Bongi S, Del Rosso A, Galluccio F, Tai G, Sigismondi F, Passalacqua M, et al. Efficacy of a tailored rehabilitation program for systemic sclerosis. Clin Exp Rheumatol. 2009;27(3, Suppl 54):S44-50. PMid:19796561.
  • 28 Maddali Bongi S, Landi G, Galluccio F, Del Rosso A, Sigismondi F, Miniati I, et al. The rehabilitation of facial involvement in systemic sclerosis: efficacy of the combination of connective tissue massage, Kabat’s technique and kinesitherapy: a randomized controlled trial. Rheumatol Int. 2011;31(7):895-901. https://doi.org/10.1007/s00296-010-1382-9 PMid:20238221.
    » https://doi.org/10.1007/s00296-010-1382-9
  • 29 Schouffoer AA, Ninaber MK, Beaart-van de Voorde LJJ, van der Giesen FJ, de Jong Z, Stolk J, et al. Randomized comparison of a multidisciplinary team care program with usual care in patients with systemic sclerosis. Arthritis Care Res (Hoboken). 2011;63(6):909-17. https://doi.org/10.1002/acr.20448 PMid:21312348.
    » https://doi.org/10.1002/acr.20448
  • 30 Yuen HK, Marlow NM, Reed SG, Mahoney S, Summerlin LM, Leite R, et al. Effect of orofacial exercises on oral aperture in adults with systemic sclerosis. Disabil Rehabil. 2012;34(1):84-9. https://doi.org/10.3109/09638288.2011.587589 PMid:21951278.
    » https://doi.org/10.3109/09638288.2011.587589
  • 31 Baldrighi SEZM, Almeida LF, Lima MC, César CPHAR, Macieira JC. Impacto da intervenção fonoaudiológica na esclerose sistêmica. Distúrb Comum. [Internet]. 2014 [citado em 2025 Maio 28];26(3):596-605. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/17183/15232
    » https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/17183/15232
  • 32 Maddali Bongi S, Landi G, Galluccio F, Del Rosso A, Sigismondi F, Miniati I, et al. Rehabilitation of temporomandibular joint (TMJ) in patients with systemic sclerosis (SSC). A comparison between two protocols: preliminary results. Ann Rheum Dis. 2014;73(Suppl 2):1172-3. https://doi.org/10.1136/annrheumdis-2014-eular.4505
    » https://doi.org/10.1136/annrheumdis-2014-eular.4505
  • 33 Rannou F, Boutron I, Mouthon L, Sanchez K, Tiffreau V, Hachulla E, et al. Personalized physical therapy versus usual care for patients with systemic sclerosis: a randomized controlled trial. Arthritis Care Res (Hoboken). 2017;69(7):1050-9. https://doi.org/10.1002/acr.23098 PMid:27696703.
    » https://doi.org/10.1002/acr.23098
  • 34 Uras C, Mastroeni S, Tabolli S, Masini C, Pallotta S, Teofoli P, et al. A comparison between two educational methods in the rehabilitation of the microstomia in systemic sclerosis: a randomized controlled trial. Clin Rehabil. 2019;33(11):1747-56. https://doi.org/10.1177/0269215519858395 PMid:31216880.
    » https://doi.org/10.1177/0269215519858395
  • 35 Melchiorre D, Passalacqua M, Maresca M, Landi G, Bagni MA, El Aoufy K, et al. The effect of a combined rehabilitation program on the temporomandibular joint in systemic sclerosis evaluated by ultrasound exam. J Ultrasound. 2024;27(2):297-302. https://doi.org/10.1007/s40477-023-00839-8 PMid:38097897.
    » https://doi.org/10.1007/s40477-023-00839-8
  • 36 Baldrighi SEZM, Almeida LF, Alves CS, Silva AKA, Barros L Fo, Macieira JC, et al. Amplitude máxima da abertura de boca na esclerose sistêmica. Distúrb Comun. 2016 [citado em 2025 Maio 28];28(1):162-70. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/23832
    » https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/23832
  • 37 Bianchini EMG. Mastigação e ATM: avaliação e terapia. In: Marchesan IQ, organizador. Fundamentos em fonoaudiologia – aspectos clínicos da motricidade oral. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2005. p. 37-49.
  • 38 Sharma M, Fadl A, Leask A. Orofacial complications of the connective tissue disease systemic sclerosis. J Dent Res. 2024;103(7):689-96. https://doi.org/10.1177/00220345241249408 PMid:38779873.
    » https://doi.org/10.1177/00220345241249408
  • 39 Sabino CP, Silva DFT, Ribeiro MS. Conceitos físicos aplicados à fotobiomodulação. In: Mouffron V, Alves GÂ, Motta AR, Silva HJ, editores. Fotobiomodulação aplicada à Fonoaudiologia. Carapicuíba: Pró-Fono; 2022. p. 3-22.
  • 40 Vangipuram R, Feldman SR. Ultraviolet phototherapy for cutaneous diseases: a concise review. Oral Dis. 2016;22(4):253-9. https://doi.org/10.1111/odi.12366 PMid:26464123.
    » https://doi.org/10.1111/odi.12366
  • 41 Demir MG. Investigation of maximum mouth opening in terms of age, weight, height and body mass index in Turkish adult population. Cranio. 2025;43(4):571-6. PMid:37343049.
  • 42 Wat H, Wu DC, Rao J, Goldman MP. Application of intense pulsed light in the treatment of dermatologic disease: a systematic review. Dermatol Surg. 2014;40(4):359-77. https://doi.org/10.1111/dsu.12424 PMid:24495252.
    » https://doi.org/10.1111/dsu.12424
  • 43 Sutter E, Giacomelli-Hiestand B, Rücker M, Valdec S. CO2 laser application in stomatology. Swiss Dent J. 2019;129(3):214-5. https://doi.org/10.61872/sdj-2019-03-03 PMid:30932397.
    » https://doi.org/10.61872/sdj-2019-03-03
  • 44 Brasil. CFFa: Conselho Federal de Fonoaudiologia. Resolução CFFa nº 606, de 17 de março de 2021. Dispõe sobre o uso da terapia por fotobiomodulação como recurso terapêutico por fonoaudiólogos. Diário Oficial da União [Internet]; Brasília; 2021 [acesso em 2025 Maio 23]. Disponível em: https://www.fonoaudiologia.org.br/resolucoes/resolucoes_html/CFFa_N_606_21.htm
    » https://www.fonoaudiologia.org.br/resolucoes/resolucoes_html/CFFa_N_606_21.htm
  • 45 Fujita RLR, Hurtado CCN. Aspectos relevantes do uso da toxina botulínica no tratamento estético e seus diversos mecanismos de ação. Saber Cient. 2021;8(1):120-33. https://doi.org/10.22614/resc-v8-n1-1069
    » https://doi.org/10.22614/resc-v8-n1-1069
  • 46 Floris P. Utilização do ácido hialurónico como coadjuvante ao tratamento periodontal não cirúrgico [dissertação]. Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2019 [citado em 2025 Maio 28]. Disponível em: https://www.proquest.com/openview/34e5a77265c215a1694eae4bddfa1adb/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2026366&diss=y
    » https://www.proquest.com/openview/34e5a77265c215a1694eae4bddfa1adb/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2026366&diss=y
  • 47 Vasconcelos SCB, Nascente FM, Souza CMD, Rocha Sobrinho HM. O uso do ácido hialurônico no rejuvenescimento facial. Rev Bras Mil Cienc. 2020;6(14):8-15. https://doi.org/10.36414/rbmc.v6i14.28
    » https://doi.org/10.36414/rbmc.v6i14.28
  • 48 Dantas SFIM, Lopes FP, Pinto ISVN, Lira MR. As eficácias a curto e longo prazo do preenchimento com ácido hialurônico no rejuvenescimento facial. Saúde Ciênc Ação. [Internet]. 2019 [citado em 2025 Maio 28];5(1):63-81. Disponível em: https://unifan.edu.br/revistas/index.php/RevistaICS/article/view/516
    » https://unifan.edu.br/revistas/index.php/RevistaICS/article/view/516
  • 49 Santos GA, Moreira SR, Santos DFC, Santos FR, Teixeira-Coelho F. Efeito do alongamento estático pré-exercício pliométrico sobre marcadores indiretos de danos musculares. Rev Bras Fisiol Exerc. 2021;20(2):165-76. https://doi.org/10.33233/rbfex.v20i2.4146
    » https://doi.org/10.33233/rbfex.v20i2.4146
  • 50 Câmara-Gomes LF, Dibai Filho AV, Diniz RR, Alvares PD, Veneroso CE, Cabido CET. Mecanismos de exercícios de alongamento muscular para redução de dor lombar: revisão narrativa. BrJP. 2022;5(1):52-5. https://doi.org/10.5935/2595-0118.20220001
    » https://doi.org/10.5935/2595-0118.20220001
  • 51 Torres GMX, César CPHAR. Fisiologia do exercício na motricidade orofacial: conhecimento sobre o assunto. Rev CEFAC. 2019;21(1):e14318. https://doi.org/10.1590/1982-0216/201921114318
    » https://doi.org/10.1590/1982-0216/201921114318
  • 52 Vitali C, Baldanzi C, Polini F, Montesano A, Ammenti P, Cattaneo D. Instrumented assessment of oral motor function in healthy subjects and people with systemic sclerosis. Dysphagia. 2015 Jun;30(3):286-95. https://doi.org/10.1007/s00455-015-9597-2 PMid:25687967.
    » https://doi.org/10.1007/s00455-015-9597-2
  • 53 Oliveira AB, Ferrisse TM, Salomão KB, Miranda ML, Bufalino A, Brighenti FL. Photobiomodulation in the treatment of xerostomia associated with hyposalivation in a pediatric patient with systemic scleroderma. Autops Case Rep. 2021;11:e2020220. https://doi.org/10.4322/acr.2020.220 PMid:34277488.
    » https://doi.org/10.4322/acr.2020.220
  • 54 Dimer NA, Rasquinha GN, Goulart BNGR. Roteiro pré, durante e pós teleconsulta fonoaudiológica – o que aprendemos com a pandemia da COVID-19. Rev CEFAC. 2022;24(4):e3722. https://doi.org/10.1590/1982-0216/20222443722s
    » https://doi.org/10.1590/1982-0216/20222443722s
  • 55 Türk İ, Cüzdan N, Çiftçi V, Arslan D, Ünal İ. Correlations between clinical features and mouth opening in patients with systemic sclerosis. Arch Rheumatol. 2020;35(2):196-204. https://doi.org/10.46497/ArchRheumatol.2020.7434 PMid:32851368.
    » https://doi.org/10.46497/ArchRheumatol.2020.7434

Editado por

  • Editor-Chefe :
    Maria Cecilia Martinelli Iorio.
  • Editor Associado:
    Stela Maris Aguiar Lemos.

Disponibilidade de dados

Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do artigo.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    30 Jan 2026
  • Data do Fascículo
    2025

Histórico

  • Recebido
    04 Jun 2025
  • Aceito
    19 Out 2025
Creative Common - by 4.0
Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access) sob a licença Creative Commons Attribution (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/), que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.
location_on
Academia Brasileira de Audiologia Rua Itapeva, 202, conjunto 61, CEP 01332-000, Tel.: (11) 3253-8711 - São Paulo - SP - Brazil
E-mail: revista@audiologiabrasil.org.br
rss_feed Stay informed of issues for this journal through your RSS reader
Go to top Report error