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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Abstract

FISCH, Ana Maria; OLIVEIRA, Clovis  and  FERNANDES, Ismar. Contribuição ao estudo da hipsarritmia. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 1966, vol.24, n.1, pp.15-27. ISSN 0004-282X.  https://doi.org/10.1590/S0004-282X1966000100004.

Resumindo as principais contribuições que resultaram na conceituação atual da hipsarritmia, destacam os autores a noção de que não constitui ela uma entidade clínica determinada, mas uma sindrome eletroclínica especial, própria da primeira infância, e cujo diagnóstico só pode ser firmado à luz do traçado eletrencefalográfico característico. Analisam a variedade de fatôres etiológicos à maneira do que ocorre com as encefalopatias infantis em geral, chamando a atenção para a importância do fator etário, das condições traumáticas e do problema da anóxia cerebral neonatorum. Necessária ênfase é conferida ao fenômeno da maturação encefálica que explica, segundo o consenso dos autores modernos, as características peculiares da síndrome. A hipsarritmia pode instalar-se em indivíduo previamente são ou em encefalopata, tendo evolução variável, pois tanto pode evolver favoràvelmente, o que é mais raro, como modificar-se, seja no sentido da epilepsia focal ou outra forma de epilepsia, o que é mais comum, ou, então, permanecer inalterada. Essa evolução - a história natural da hipsarritmia - é apreciada especialmente sob o aspecto eletrencefalográfico, o qual pode, ou não, ser acompanhado de correspondente evolução clínica. A sintomatologia é variável, sendo de notar a grande dominância das crises de espasmos em flexão. Sendo pobre o subsídio anátomo-patológico da condição, os autores, a êsse propósito, apenas acrescentam os dados referentes à necropsia de um dos seus casos, com achados inespecíficos. O prognóstico, na maioria das vêzes mau, pode variar, especialmente após o uso do ACTH. O tratamento é difícil, freqüentemente desapontador. As melhores respostas são obtidas com o ACTH e, algumas vêzes, com os antibióticos e medicação sintomática, porém, quase sempre reaparece a sintomatologia, se suprimida a medicação que, por outro lado, nem sempre pode ser continuada.

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