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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Abstract

SEIXAS, Valter. Calcification of the intracranial carotid artery and its relation to the clinical and angiographic picture: an angiographic classification of asteriosclerosis cerebri. Arq. Neuro-Psiquiatr. [online]. 1968, vol.26, n.1, pp.1-8. ISSN 0004-282X.  https://doi.org/10.1590/S0004-282X1968000100001.

Foram estudados, clínica e angiogràficamente, 56 pacientes com arte-riosclerose cerebral comprovada mediante visibilização radiológica de calcificações localizadas na porção intracraniana da artéria carótida interna. Calcificações da artéria carótida interna ocorrem com mais freqüência em indivíduos com idade entre 55 e 65 anos. Os homens são mais afetados do que as mulheres na proporção de 2,5:1. Os sintomas iniciam-se preferentemente com distúrbios motores. Posteriormente foram verificados, ao mesmo tempo e no mesmo paciente, vários distúrbios neurológicos e psíquicos. Nesses pacientes as alterações angiográficas do sistema carotídeo podem ser classificadas em 3 grupos: a) 1.° grau— percurso ondulado das artérias cerebrais, pobreza vascular na periferia, formação de acotovelamentos das artérias, aumento do tempo de circulação, artéria cerebral anterior com forma angulada; b) 2.° grau— oclusões parciais, irregularidades das paredes e do calibre das artérias e formações aneurismáticas; c) 3.° grau— oclusões totais de artérias do sistema carotídeo. As alterações de 2.° e 3.° grau foram observadas com maior freqüência nas proximidades do sifão carotídeo e junto à origem da carótida interna (zonas de predileção). Na maioria dos casos cuja sintomatologia evoluiu lenta e progressivamente foram encontradas alterações de 1.° grau. Entre os dois grupos de pacientes com oclusões parciais ou totais (2.° e 3.° grau) não foi verificada qualquer diferença na evolução clínica pois na maioria dos casos destes dois grupos, a sintomatologia começou de maneira abrupta. Podem ser encontradas degenerações arterioscleróticas (até placas ateromatosas) nas paredes arteriais, sem que ocorra diminuição da luz do vaso. Os doentes podem permanecer assintomáticos até que, por uma causa eventual, a circulação cerebral se descompense.

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