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Bragantia

Print version ISSN 0006-8705

Abstract

CAMARGO, A. Pais de. Adubação da batata doce em São Paulo: Parte I - Efeito da adubação mineral. Bragantia [online]. 1951, vol.11, n.1-3, pp.55-79. ISSN 0006-8705.  https://doi.org/10.1590/S0006-87051951000100008.

Visando estudar a influência da adubação na cultura da batata doce para as condições do Estado de São Paulo, foram efetuadas várias séries de ensaios abrangendo diversos aspectos do problema. Neste trabalho, são apresentados apenas os resultados de 31 ensaios planejados para estudar o efeito dos elementos N, P e K, sôbre o desenvolvimento das ramas, produção, número de batatas por plantio e pêso médio das batatas, nos principais tipos de solo do Estado. Os resultados dos demais ensaios dêste plano serão objeto de outros artigos. Vários planos e delineamentos experimentais foram adotados. Como fonte de elementos minerais foram utilizados os seguintes adubos comerciais : salitre do Chile, sulfato de amônio, superfosfato de cálcio, farinha de ossos degelatinados, cloreto de potássio e sulfato de potássio. As fórmulas correspondentes a cada canteiro foram preparadas previamente, e as misturas assim obtidas aplicadas a lanço sôbre o solo antes do preparo dos camalhões. A fertilidade natural do solo e outros fatôres de ordem agrícola mostraram ter muito maior influência na produção da batata doce que a adubação. Geralmente, apenas se obtiveram aumentos substanciais de produção, determinados pela adubação, nos ensaios plantados em terras de fertilidade muito baixa. Nesses casos, apesar de se mostrarem bastante elevados os aumentos percentuais de produção, as diferenças ou aumentos absolutos foram muito pequenos, muitas vêzes, abaixo de 3 t/ha. Desta forma, os aumentos de produção não compensaram os gastos com adubos. Nos ensaios de produção normal (acima de 10 t/ha), foi verificado um único caso de efeito de nitrogênio na produção, que se deu em Mococa, em solo do arqueano. Efeitos de fósforo ou de potássio foram observados unicamente em solos de origem glacial, de Sorocaba. Um único caso de interação de nitrogênio e fósforo foi obtido em solo do arenito de Bauru, em Pindorama. Com relação ao desenvolvimento das ramas, sempre que houve influência significativa de algum elemento, êste foi o nitrogênio. Isto geralmente se verificou nos ensaios instalados nos solos de origem glacial. É de se ressaltar que não se verificou correlação alguma entre o desenvolvimento das ramas e a produção. Sôbre outros dados, como percentagem de falhas, número de batatas por planta, pêso médio das batatas, etc, foram insignificantes ou mesmo nulos os efeitos das adubações ou elementos estudados. Um fator que demonstrou grande influência na produção e desenvolvimento da batata doce foi a falta de rotação de cultura. Verificou-se que, nos ensaios onde se fêz o cultivo seguido dessa planta por mais de um ano no mesmo terreno, a produção caiu enormemente nos anos seguintes, muitas vezes para a terça ou quarta parte. Para as condições do Estado de São Paulo, os resultados obtidos indicaram que a adubação mineral direta para a batata doce não constitui, em geral, uma prática economicamente recomendável. Esta planta deve ser cultivada em rotação com outras culturas mais exigentes, que, necessitando de adubações pesadas, permitam à batata doce, no ano seguinte, aproveitar de modo mais vantajoso os restos dos adubos que ficaram retidos no solo.

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