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Revista de Saúde Pública

versão impressa ISSN 0034-8910

Resumo

ALEXANDRE, Tiago da Silva et al. Incapacidade em atividades instrumentais de vida diária em idosos: diferenças de gênero. Rev. Saúde Pública [online]. 2014, vol.48, n.3, pp.379-389. ISSN 0034-8910.  https://doi.org/10.1590/S0034-8910.2014048004754.

OBJETIVO

Analisar diferenças de gênero na incidência e determinantes de incapacidade em atividades instrumentais de vida diária em idosos.

MÉTODOS

Os dados são provenientes do Estudo Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento. Em 2000, 1.034 idosos sem dificuldades nas atividades instrumentais de vida diária foram selecionados. As características verificadas na linha de base foram: sociodemográficas, comportamentais, estado de saúde, quedas e fraturas, internações, sintomas depressivos, cognição, força, mobilidade, equilíbrio e percepção de visão e audição. Atividades instrumentais, como fazer compras, cuidar do próprio dinheiro e da própria medicação, utilizar meios de transporte e telefone, foram reavaliadas em 2006 e os casos incidentes de incapacidade foram considerados como desfecho.

RESULTADOS

A densidade de incidência de incapacidade em atividades instrumentais de vida diária foi de 44,7/1.000 pessoas/ano para mulheres e 25,2/1.000 pessoas/ano para homens. A razão da densidade de incidência entre mulheres e homens foi 1,77 (IC95% 1,75;1,80). Após ajuste por condições socioeconômicas e clínicas, a razão da densidade de incidência foi 1,81 (IC95% 1,77;1,80), mostrando que mulheres com doenças crônicas e maior vulnerabilidade social apresentaram maior densidade de incidência de incapacidade em atividades instrumentais de vida diária. Foram determinantes da incidência de incapacidade: idade ≥ 80 anos e pior percepção de audição em ambos os sexos; acidente vascular encefálico entre homens e idade entre 70-79 anos entre mulheres. Melhor desempenho cognitivo foi fator protetor em ambos os sexos e melhor equilíbrio para mulheres.

CONCLUSÕES

A maior densidade de incidência de incapacidade em mulheres foi mantida mesmo após ajuste por condições clínicas e sociais adversas. Além da idade, o pior desempenho cognitivo e condições que adversamente afetam a comunicação incapacitam ambos os gêneros. Eventos agudos, como o acidente vascular cerebral, incapacitam mais os homens, enquanto déficit precoce no equilíbrio incapacita mais as mulheres.

Palavras-chave : Idoso; Pessoas com Deficiência; Autonomia Pessoal; Atividades Cotidianas; Gênero e Saúde.

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