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Revista do Hospital das Clínicas

On-line version ISSN 1678-9903

Abstract

SCREMIN, Luciano Henrique Gazoni et al. Mega bexiga na Doença de Chagas experimental. Caracteristicas patológicas da parede vesical. Rev. Hosp. Clin. [online]. 1999, vol.54, n.2, pp.43-46. ISSN 1678-9903.  http://dx.doi.org/10.1590/S0041-87811999000200003.

Os "mega-órgãos" na Doença de Chagas são bem conhecidos, especialmente os desenvolvidos no sistema digestivo. A infecção aguda apresenta parasitismo de diversas células, tecidos e órgãos, dentre eles a bexiga urinária. Camundongos Balb/c infectados com 100.000 formas sanguíneas de cepa Y de T. cruzi mostraram intenso parasitismo de todas camadas da bexiga urinária na fase aguda. Os parasitas foram encontrados na mucosa, submucosa, lâmina própria, muscular, adventícia e tecido adiposo, além das células descamadas para a luz do órgão. Para produzir a fase crônica, os animais foram inoculados com a mesma cepa, porém apenas inóculo com 50 formas sangüíneas. Após sessenta dias de infecção, detectamos dilatações da parede vesical, assim como infiltrado inflamatório e focos de fibrose substituindo áreas musculares lesadas. Este achado pode ser resultado da ação direta do T. cruzi sobre as fibras musculares levando a miosite, destruição das fibras e consequente reparo. Lesão das células paraganglionares secundário ao parasitismo deve também ser considerado como causa de distúrbio urodinâmico evoluindo com dilatação, lesão das fibras musculares e substituição das mesmas por tecido conectivo.

Keywords : T. cruzi; Bexiga urinária; Patologia.

        · abstract in English     · text in English

 

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