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Iheringia. Série Zoologia

versão impressa ISSN 0073-4721versão On-line ISSN 1678-4766

Resumo

QUINTELA, Fernando Marques  e  LOEBMANN, Daniel. Aspectos da reprodução e dimorfismo sexual de Lygophis flavifrenatus (Dipsadidae: Xenodontinae). Iheringia, Sér. Zool. [online]. 2019, vol.109, e2019010.  Epub 28-Mar-2019. ISSN 1678-4766.  https://doi.org/10.1590/1678-4766e2019010.

Lygophis flavifrenatus Cope, 1862 é um dipsadídeo terrestre distribuído pelo Brasil subtropical, Paraguai, Uruguai e Argentina. Apresentamos aqui dados sobre dimorfismo sexual e biologia reprodutiva desta espécie muito pouca estudada. Um total de 108 espécimes (55 fêmeas, 50 machos, três filhotes com sexo não identificado) procedentes dos estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul foram analisados. Dimorfismo sexual por tamanho, dimensões corporais (tamanho da cauda, tamanho da cabeça, largura da cabeça) e número de escamas ventrais e subcaudais não é bem marcado na espécie. Fêmeas maduras atingem tamanhos maiores e possuem maior número de escamas ventrais do que os machos maduros. Machos maduros, por sua vez, apresentaram maior cauda, maior comprimento e largura de cabeça e maior número de escamas subcaudais. Entretanto, marcada sobreposição foi observada para os intervalos de todas as dimensões corporais e número de escamas ventrais e subcaudais. Fêmeas atingem a maturidade sexual com maior tamanho do que machos. A menor fêmea madura apresentou comprimento rostro-cloacal (SVL) = 402 mm, enquanto que o menor macho maduro apresentou SVL = 285 mm. As fêmeas apresentaram um ciclo reprodutivo sazonal, com os estágios avançados (desenvolvimento avançado de folículos secundários e desenvolvimento de ovos) ocorrendo no final do inverno e primavera. Filhotes recém-eclodidos foram encontrados no fim do verão. É suposto que apenas uma desova ocorra por ciclo, considerando-se que a grande maioria dos folículos secundários encontrados em fêmeas ovadas apresentou forma irregular ou lamelar (possivelmente atrésicos). O tamanho da prole variou de 6 a 12 ovos (média = 8,2) e apresentou uma tendência à correlação positiva com o SVL das progenitoras. O presente estudo adiciona novas informações ao conhecimento sobre a história natural de serpentes procedentes do Neotrópico subtropical.

Palavras-chave : História natural; Região Neotropical; domínio subtropical; Squamata.

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