SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.28 número3Análise microclimática em duas fitofisionomias do cerrado no Alto Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista Brasileira de Meteorologia

versão impressa ISSN 0102-7786

Resumo

ROSA, Marcelo Barbio; FERREIRA, Nelson Jesuz; GAN, Manoel Alonso  e  MACHADO, Lúcia Helena Ribas. Energética de eventos de ciclogêneses na costa sul do Brasil. Rev. bras. meteorol. [online]. 2013, vol.28, n.3, pp.231-245. ISSN 0102-7786.  https://doi.org/10.1590/S0102-77862013000300001.

Neste estudo é feita uma análise de 58 casos de ciclogênese ocorridos entre 2003-2011 sobre a costa do sul do Brasil, focando o ciclo de energia. Nesta análise foram utilizados dados do National Centers for Environmental Prediction (NCEP) para criar os campos compostos dos dias selecionados e das estações de transição (primavera e outono austral), quando foi verificado um elevado número de ciclones. Observou-se um aprofundamento de um cavado pré-existente em superfície sobre o Paraguai, dois dias antes (D-2) da pressão na superfície atingir o seu mínimo sobre a costa da região sul do Brasil. Tipicamente, o processo de ciclogênese começa sobre esta região e se propaga para sudeste, intensificando ao longo de sua trajetória. Em D-2 a corrente de jato está quase zonalmente orientada, mas adquire uma curvatura ciclônica, com um núcleo no setor SE e o outro à NW quando o ciclone está completamente formado (D0). Quando a anomalia de geopotencial para ondas curtas (Gh) entra em fase com a anomalia para ondas longas (Gl), em D-1, ocorre o aumento de PhKh, que se torna dominante. Durante todas as fases de evolução, os termos mais importantes foram o baroclínico (PlPh e PhKh), seguido pelo barotrópico (KlKh). O termo de atrito (RKh) teve um papel secundário, e o termo de fonte/sumidouro de energia e fluxo de energia potencial disponível (RPh) não contribuiu para o aprofundamento de baixa superfície, mostrando que este último não depende da atividade convectiva local. Durante os meses de transição, não foram observadas diferenças significativas nos mecanismos de desenvolvimento ciclogenético e manutenção, exceto por haver uma maior disponibilidade de energia cinética (Kh) e potencial (Ph), e também por haver uma maior troca de energia por conversão baroclínica e barotrópica durante o outono austral.

Palavras-chave : energética; ciclogênese; baroclínia.

        · resumo em Inglês     · texto em Inglês     · Inglês ( pdf )

 

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons