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Contexto Internacional

versão impressa ISSN 0102-8529versão On-line ISSN 1982-0240

Resumo

STANLEY, Sharon A.; URT, João Nackle  e  BRAZ, Thiago. Triângulos Fatídicos no Brasil: Um Fórum sobre The Fateful Triangle: Race, Ethnicity, Nation, de Stuart Hall, Parte II. Contexto int. [online]. 2019, vol.41, n.2, pp.449-470.  Epub 29-Jul-2019. ISSN 1982-0240.  https://doi.org/10.1590/s0102-8529.2019410200012.

Stuart Hall, um acadêmico fundador da Escola de Birmingham de estudos culturais e eminente teórico de etnia, identidade e diferença na diáspora africana, bem como um dos principais analistas da política cultural dos anos Thatcher e pós-Thatcher, realizou as Palestras W. E. B. Du Bois na Universidade de Harvard em 1994. Nas palestras, publicadas após um atraso de quase um quarto de século como The Fateful Triangle: Race, Ethnicity, Nation (2017), Hall avança o argumento de que a raça, pelo menos nos contextos do Atlântico Norte, funciona como um ‘significante escorregadio,’ de modo que, mesmo depois que a noção de uma essência biológica para a raça tenha sido amplamente desacreditada, o raciocínio racial, no entanto, se renova ao essencializar outras características, como a diferença cultural. Substituindo a famosa díade de Michel Foucault com conhecimento-poder-diferença, Hall argumenta que pensar através do triângulo fatídico da raça, etnia e nação nos mostra como os sistemas discursivos tentam lidar com a diferença humana. Em ‘Triângulos Fatídicos no Brasil’, Parte II do Fórum da Contexto Internacional sobre The Fateful Triangle, três acadêmicos trabalham com e contra os argumentos de Hall do ponto de vista da política racial no Brasil. Sharon Stanley argumenta que a abordagem de Hall da identidade híbrida pode encontrar dificuldades no contexto brasileiro, onde os discursos de mistura racial têm, em nome da democracia racial, apoiado o racismo anti-negro. João Nackle Urt investiga as conturbadas histórias de ‘raça,’ ‘etnia’ e ‘nação’ em referência aos povos indígenas, particularmente os índios brasileiros. Por fim, Thiago Braz mostra, a partir de uma perspectiva que se baseia em pensadores afro-brasileiros, que enfatizar a contingência no conceito de diáspora pode ignorar a miríade de maneiras pelas quais brasileiros afro-diaspóricos são marcados como negros e, portanto, sujeitos à violência e desigualdade. A Parte I do fórum – com contribuições de Donna Jones, Kevin Bruyneel e William Garcia – examina criticamente as promessas e potenciais problemas do trabalho de Hall no contexto da América do Norte e da Europa Ocidental, na esteira do #BlackLivesMatter e Brexit.

Palavras-chave : Stuart Hall; raça e racismo; identidade étnica; diáspora; Afro-brasileiros; povos indígenas; política racial brasileira.

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