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Revista Paulista de Pediatria

versão impressa ISSN 0103-0582

Resumo

FERREIRA, Isabel Cristina C.  e  WANDALSEN, Neusa Falbo. Prevalência e gravidade da sibilância no primeiro ano de vida no município de Santo André. Rev. paul. pediatr. [online]. 2014, vol.32, n.3, pp.164-170. ISSN 0103-0582.  https://doi.org/10.1590/0103-0582201432303.

Objetivo:

Verificar a prevalência e a gravidade da sibilância no primeiro ano de vida em lactentes no município de Santo André.

Métodos:

Estudo transversal com aplicação de questionário escrito, padronizado e validado do estudo EISL (do espanhol: Estudio Internacional de Sibilancias en Lactantes) aos pais e/ou responsáveis por lactentes de 12 a 24 meses de idade, em unidades básicas de saúde, durante campanhas de vacinação em creches e escolas maternais. O questionário consiste de questões sobre características demográficas, presença de sibilância, infecções respiratórias e fatores de risco. Os dados obtidos foram analisados com o Statistical Package for the Social Sciences for Windows, versão 20.0 (SPSS inc., Chicago, Il, EUA). A regressão logística foi aplicada para analisar as variáveis associadas à presença de sibilos recorrentes.

Resultados:

Do total de 1.028 lactentes estudados, 48,5% apresentaram um ou mais episódios de sibilância nos primeiros 12 meses de vida (sibilância alguma vez) e 23,9%, três ou mais episódios (sibilância recorrente). Sintomas noturnos, dificuldade intensa para respirar e visitas à emergência estiveram presentes em 67,3%, 42,4% e 60,7% dos lactentes, respectivamente, sendo que 19,4% foram hospitalizados e 11,0% tiveram diagnóstico médico de asma. O uso de β2-agonistas, corticoides inalatórios, corticoides orais e antagonistas do receptor de leucotrienos foram observados em 88,8%, 21,0%, 54,9% e 3,2% das crianças com sibilância, respectivamente. Uso de corticoide oral, percepção de falta de ar pelos pais, diagnóstico de asma, pneumonia e hospitalização por pneumonia foram mais frequentes entre os sibilantes recorrentes (p<0,001).

Conclusões:

No município de Santo André, cerca da metade dos lactentes estudados apresentava pelo menos um episódio de sibilância no primeiro ano de vida, e metade deles apresentou sibilância recorrente, com início precoce e alta morbidade.

Palavras-chave : Sons respiratórios/sibilo; Lactente; Epidemiologia/prevalência; Asma.

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