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Revista Brasileira de Reumatologia

versão impressa ISSN 0482-5004versão On-line ISSN 1809-4570

Resumo

LIMA, Isabella; NERI, Fátima  e  BARRETO SANTIAGO, Mittermayer. Dosagem sérica de adenosina deaminase em lúpus eritematoso sistêmico: ausência de associação com atividade de doença. Rev. Bras. Reumatol. [online]. 2005, vol.45, n.5, pp.273-279. ISSN 1809-4570.  https://doi.org/10.1590/S0482-50042005000500002.

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença inflamatória auto-imune, que evolui intercalando períodos de atividade e remissão. OBJETIVO: avaliar a associação da dosagem sérica de adenosina deaminase (ADA) e atividade do LES, segundo os critérios do SLEDAI 2K - Systemic lupus erythematosus disease activity index. MÉTODOS: avaliou-se 82 pacientes com LES atendidos em um hospital de referência para o tratamento do LES em Salvador, BA, Brasil. A atividade de doença foi determinada pelo SLEDAI 2K e a dosagem sérica da ADA realizada por colorimetria. RESULTADOS: oitenta e uma pacientes (98,78%) eram do sexo feminino e a idade média foi de 35,07±11,73 anos. O escore de SLEDAI médio foi de 11,66±5,89; a média de ADA sérica foi de 38,24±13,61U/l; C3 de 91,93±27,39 mg/dl; C4 de 15,17±5,77 mg/dl e a pesquisa de anticorpos anti-DNA nativo (aDNAn) foi positiva em 31 casos (37,8%). Não houve correlação entre os níveis séricos de ADA e escore do SLEDAI. A ADA sérica correlacionou-se inversamente com C4 (r=-0,336 e p=0,001). CONCLUSÕES: no presente estudo a dosagem sérica de ADA não se associou a atividade de doença segundo os critérios do SLEDAI 2K, sugerindo que esse teste não deve ser utilizado como marcador de atividade de doença em LES. Esse resultado diverge da maioria dos trabalhos publicados, o que pode ser explicado pela dificuldade de padronização da técnica de dosagem da ADA ou por diferença nas diversas populações estudadas.

Palavras-chave : adenosina deaminase; lúpus eritematoso sistêmico; SLEDAI.

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