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Revista Brasileira de Epidemiologia

versão impressa ISSN 1415-790X

Resumo

ALVES, Márcia Guimarães de Mello; HOKERBERG, Yara H M  e  FAERSTEIN, Eduardo. Tendências e diversidade na utilização empírica do Modelo Demanda-Controle de Karasek (estresse no trabalho): uma revisão sistemática. Rev. bras. epidemiol. [online]. 2013, vol.16, n.1, pp.125-136. ISSN 1415-790X.  https://doi.org/10.1590/S1415-790X2013000100012.

INTRODUÇÃO:

O modelo demanda-controle de Karasek tem sido utilizado para investigar associação entre estresse no trabalho e desfechos de saúde. Entretanto, diferentes instrumentos e definições têm sido adotados para aferir a exposição "alta exigência no trabalho", o que dificulta a comparação de resultados entre estudos.

OBJETIVO:

Descrever os instrumentos e as definições adotadas para a variável de exposição "estresse no trabalho", avaliada segundo o modelo demanda-controle, nos estudos observacionais publicados até 2010.

MÉTODOS:

Revisão sistemática de estudos observacionais publicados até dezembro de 2010, que avaliaram a exposição "estresse no trabalho", aferido segundo o modelo demanda-controle de Karasek e utilizaram o JCQ ou seus derivados, desde que explicitado nos textos.

RESULTADOS:

Entre 877 resumos selecionados, 496 (57%) preencheram os critérios de inclusão. Identificou-se tendência à produção bibliográfica crescente no tema. A maioria dos estudos foi de natureza seccional; não encontramos diferenças relevantes entre as populações de estudo masculinas e femininas. Suécia, EUA, Japão e Canadá concentraram 57% das publicações, em sua maioria incluindo mais de 1.000 participantes e ocupações diversificadas. Desfechos cardiovasculares e seus fatores de risco foram os mais estudados (45%), seguidos por aqueles relacionados à saúde mental (25%). Em 71% dos estudos foi utilizado o Job Content Questionnaire (com 2 a 49 itens) e, em 19% do total, a versão sueca (Demand Control Swedish Questionnaire). Quadrantes de exposição demanda-controle foram utilizados em 51% dos trabalhos, mas com variados pontos de corte; escores das duas dimensões foram analisados em separado em 27%, e sua razão em 14% do total. Apoio social no trabalho foi avaliado em 44% dos estudos.

CONCLUSÃO:

O modelo Karasek deverá continuar a suscitar pesquisas epidemiológicas e esperamos que os pesquisadores enfrentem essas questões teóricas e metodológicas ainda pendentes.

Palavras-chave : Estresse psicossocial; Modelo demanda-controle; Ambiente de trabalho; Determinantes sociais da saúde; Saúde do trabalhador; Revisão sistemática.

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