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Revista Brasileira de Medicina do Esporte

versão impressa ISSN 1517-8692

Resumo

MINATTO, Giseli et al. Aptidão cardiorrespiratória, indicadores sociodemográficos e estado nutricional em adolescentes. Rev Bras Med Esporte [online]. 2015, vol.21, n.1, pp.12-16. ISSN 1517-8692.  https://doi.org/10.1590/1517-86922015210101385.

INTRODUÇÃO:

níveis inadequados de aptidão cardiorrespiratória na adolescência estão inversamente associados a fatores de risco cardiovasculares e metabólicos.

OBJETIVO:

verificar a associação da aptidão cardiorrespiratória com indicadores sociodemográficos e o estado nutricional em adolescentes.

MÉTODOS:

estudo transversal realizado em 627 adolescentes (361 moças), com idades de 14 a 17 anos, de ambos os sexos em uma cidade de médio/baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Foram coletadas as variáveis antropométricas (massa corporal - MC e estatura - EST) para a obtenção do índice de massa corporal (IMC=MCkg/ESTm2) e as informações sociodemográficas (idade, nível econômico e área de domicílio). Para análise da aptidão cardiorrespiratória baixa (teste correr/caminhar 1.600 metros), considerou-se o tempo de realização do teste igual ou superior a 7:45 minutos (min) e 7:30 min para os rapazes de 14 e de 15 a 17 anos, respectivamente, e o tempo de 10:30 min para as moças.

RESULTADOS:

a aptidão cardiorrespiratória baixa foi verificada em 35,3% dos rapazes e 35,5% das moças. Os rapazes pertencentes aos estratos econômicos menos favorecidos (Classe C: RP=0,54; IC95%=0,31-0,93; Classe: D+E: RP=0,46; IC95%=0,22-0,98) estiveram menos expostos a baixos níveis de aptidão cardiorrespiratória. Por outro lado, os rapazes que nasceram com baixo peso (RP=1,49; IC95%=1,04-2,13) e os rapazes e as moças residentes na área urbana (rapazes: RP=1,79; IC95%=1,28-2,50; moças: RP=1,32; IC95%=0,99-1,75) apresentaram maiores probabilidades de terem baixa aptidão cardiorrespiratória.

CONCLUSÃO:

os indicadores que apresentaram associação com a aptidão cardiorrespiratória baixa para os rapazes foram área de domicílio urbana e nível econômico intermediário e baixo. Para as moças, o resultado associou-se somente com a área de domicílio. Sugerem-se intervenções para a promoção da saúde voltadas principalmente para os adolescentes residentes na área urbana e pertencentes aos estratos econômicos mais abastados.

Palavras-chave : antropometria; aptidão física; classe social; estudantes.

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