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Neotropical Entomology

versão impressa ISSN 1519-566Xversão On-line ISSN 1678-8052

Resumo

NAKAMA, PAULA A.  e  FOERSTER, LUÍS A.. Efeito da alternância de temperaturas no desenvolvimento e emergência de Trissolcus basalis (Wollaston) e Telenomus podisi Ashmead (Hymenoptera: Scelionidae). Neotrop. Entomol. [online]. 2001, vol.30, n.2, pp.269-275. ISSN 1678-8052.  https://doi.org/10.1590/S1519-566X2001000200010.

Até o presente, não se conhece como os parasitóides de ovos Trissolcus basalis (Wollaston) e Telenomus podisi Ashmead sobrevivem durante o inverno no sul do Brasil, em temperaturas entre 12º e 15ºC. Experimentos de laboratório foram realizados para verificar o desenvolvimento dos estágios imaturos e a emergência de adultos, quando os parasitóides foram transferidos para 15ºC nos estágios de ovo, larva (primeiro ínstar) e pupa. Dissecações de ovos parasitados mostraram que ambas as espécies desenvolveram-se até o estágio de pupa quando transferidos a 15ºC nos estágio de ovo ou de larva. Entretanto não houve emergência de adultos a 15ºC, exceto quando os parasitóides foram transferidos para a baixa temperatura no estágio de pupa. Nesta condição, adultos de T. basalis emergiram após 25 dias e de T. podisi após 45 dias, em percentagens superiores a 80% para ambas as espécies. Os índices de sobrevivência de T. podisi até o estágio de pupa foram de 60% e 85% quando transferidos para 15ºC no estágio de ovo e larva de primeiro ínstar, respectivamente, enquanto que 100% dos imaturos de T. basalis conseguiram empupar a 15ºC, quando transferidos a 15ºC nos estágios de ovo e larva de primeiro ínstar. O retorno dos parasitóides a 25ºC, após diferentes períodos de permanência a 15ºC, resultou na emergência de mais de 80% dos parasitóides estocados por até 20 e 15 dias nos estágios de ovo e larva, respectivamente. Períodos de estocagem mais longos reduziram progressivamente a percentagem de emergência, até que, após 40 dias para T. basalis e 50 dias para T. podisi não se registraram adultos emergidos. A razão sexual não foi significativamente afetada pela estocagem das duas espécies por períodos de até 30 dias, em qualquer dos estágios avaliados; no entanto, somente fêmeas de T. podisi emergiram de ovos que permaneceram por mais de 30 dias estocados a partir do estágio de ovo ou 35 dias a partir dos estágios de larva e pupa. Os resultados demonstram que nenhuma das espécies consegue completar o seu desenvolvimento nas temperaturas vigentes durante o inverno no sul do Brasil.

Palavras-chave : Insecta; controle biológico; percevejos da soja; parasitóides de ovos; estocagem a frio.

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