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Galáxia (São Paulo)

versão impressa ISSN 1519-311Xversão On-line ISSN 1982-2553

Resumo

GIELEN, Pascal. Vamos assumir nossa ambiguidade fundamental: sobre a arte de ir para além das políticas identitárias. Galáxia (São Paulo) [online]. 2020, n.44, pp.5-15.  Epub 06-Jul-2020. ISSN 1982-2553.  https://doi.org/10.1590/1982-25532020247796.

Inspirado por Antonio Gramsci, o sociólogo Pascal Gielen define a última década como uma “crise orgânica”. Nesse período, diversas crises (econômicas, políticas, ecológicas) seguiram umas às outras; ao mesmo tempo, a ordem hegemônica não consegue mais lidar com tais crises de modo convincente e não foi ainda inventado um novo paradigma político que possa suficientemente debruçar-se sobre elas. Nessa última década, as oposições entre esquerda e direita, entre diferentes grupos étnicos ou gêneros, começam a distinguir aquilo que é certo e o que é errado. Este é o porquê Gielen considera a política identitária também problemática, ou ao menos que possui um lado contraprodutivo para encontrar soluções para a crise em questão. Ao contrário da política identitária, devemos desenvolver o que é chamado aqui de política da ambiguidade, que tem inspiração na ambiguidade estética, a qual consegue lidar melhor com problemas e contradições de um mundo contemporâneo de causalidades desmedidas. Tal política é baseada no reconhecimento de um Outro em nós mesmos e em um entendimento fundamentalmente ambíguo de nós e de nossas sociedades.

Palavras-chave : política da ambiguidade; política identitária; crise orgânica; ambiguidade estética.

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