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Organizações & Sociedade

Print version ISSN 1413-585XOn-line version ISSN 1984-9230

Abstract

MATHEUS, Tiago Corbisier  and  BRESLER, Ricardo. Organização, este obscuro objeto do desejo? Caminhos da sexualidade nas organizações. Organ. Soc. [online]. 2002, vol.9, n.25, pp.163-174. ISSN 1984-9230.  https://doi.org/10.1590/S1984-92302002000300010.

Nas últimas décadas, a Organização passa a ocupar lugar privilegiado na dinâmica dos investimentos libidinais dos indivíduos. Seja como a sedutora, que se mostra completa, e por isso mesmo de uma exigência radical, impondo ao sujeito a angus tia de nunca estar à altura de sua grandiosidade; seja como figura totalitária, que se coloca como mal necessário, tirânica e dominadora, ainda que difamada, se mostra como condição de sobrevivência do sujeito. Partindo da noção de sexualidade fundada na teoria freudiana, este trabalho pretende discutir alguns caminhos que a libido vem tomando em sua dimensão coletiva no arranjo organizacional. Frente a poderosas estratégias de controle sobre o indivíduo - seja de forma sedutora ou totalitária - a possibilidade do processo sublimatório se efetivar, permitindo ao sujeito a elaboração (criativa) de seus desejos, torna-se mais restrita. Tal condição de insatisfação se mostra então permeável à ocorrência da montagem perversa (Jurandir Freire Costa articulando o conceito proposto por Calligaris), na qual a condição neurótica se dispõe a fazer parte de um arranjo coletivo - seja no papel de quem é o detentor de um saber, seja como instrumento de efetivação deste - que produz a fantasia de uma organização como um todo completo e sem falhas. É desta forma que a organização é transformada nA Organização, (uma produção coletiva) situada além da dimensão humana. Sendo assim, a Organização não pode ser objeto de desejo, pois este implica no reconhecimento pelo sujeito da falta que o constitui, o que é negado na montagem perversa. Em tal contexto, o desafio está no resgate da alteridade que a produção (de fato) coletiva exige, em que haja comunicação e aprendizado constante entre os membros. No entanto, isto obrigaria, a organização, ao reconhecimento de sua dimensão humana e, portanto, também de sua finitude.

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